História Dark Side - Capítulo 71


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Categorias Amor Doce
Tags Arlequim, Bonecas, Circo, Obsessão, Palhaço, Psicopatas, Terror
Exibições 24
Palavras 2.454
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


*Imagem de personagem: Rosalya
*Cap escrito por: Alily_Angel (Bonnie), Giovanna Bloom (Malahel e Rosalya) e Nielee (Castiel e o bonde).

Capítulo 71 - I'm not an angel


Fanfic / Fanfiction Dark Side - Capítulo 71 - I'm not an angel

|Flashback On:


Bonnie Carville foi até o chalé de seu tio, Jake, pedir permissão  para levar seus amigos para conhecerem o necrotério, quando ouviu Jake conversando com alguém. Entrou, pé por pé, com intenção de roubar as chaves de seu tio, mas quando ia dar a volta e entrar pelos fundos, viu pela janela, o Tordo, vestido a caráter, conversando tranquilamente com Jake. Primeiro, ela piscou algumas vezes só para ter certeza de que não estava alucinando, e então, deu a volta, correndo até os fundos e veio até a sala. O tordo estava sem sua máscara, e Bonnie o reconheceu como sendo Dalton Blackman.
— Oh, meu deus! Você é o Tordo! — Ela disse chorando.
— Bonnie, querida? Não precisa sentir medo, ele não é mau e não machucará você. — Falou Jake achando que ela estava com medo.
— É claro que não. — Bonnie sorriu e se aproximou de Dalton, abraçando-o.
Dalton estranhou. Conhecia Bonnie desde que ela era uma criança, e sempre a elogiava por ser quietinha e prestar a atenção aos cultos, mas não imaginava que ela ficaria feliz com sua volta, nem que não o julgaria. Foi uma surpresa!
— Você tem sido meu herói! — Bonnie recuou e o encarou, ainda sorrindo.
Dalton tocou o rosto dela, sem saber o que dizer.
— Sinceramente… Fico feliz que esteja vivo. Os caminhos de deus, realmente são misteriosos. — Disse Bonnie.
— Sim, muito. — Dalton sorriu.


|Flashback Off.

 

 


Malahel Wolf foi chamado para depor e compareceu a delegacia na companhia de um advogado.

— O que pode me contar sobre a pegadinha que acabou mal e resultou na morte da jornalista Simons? — Perguntou a Malahel.
— Fazia pouco tempo que eu havia me mudado para cá e…
— Logo após deixar sua instituição psiquiátrica? — Disse Tom o interrompendo.
Malahel assentiu com a cabeça e confirmou:
— Sim, logo após deixar uma instituição psiquiátrica.
— Aqui diz na sua ficha que foi internado aos oito anos de idade quando matou seu irmão que, na época, tinha apenas cinco. — Falou Tom.
— Não pode acusar o meu cliente, detetive. O que aconteceu foi um acidente e não tem nada a ver com… — Dizia o advogado, até Tom o cortar.
— Não. Tem tudo a ver. Wolf é psicótico. E é suspeito que ele esteja envolvido nisso, não?!
— Eu entendo a sua desconfiança, detetive. — Falou Malahel. — Só que não tinha como eu saber o que aconteceria naquele dia, caso contrário, eu jamais teria aceitado participar. Passei quase sete anos trancado num manicômio. Acha que quero voltar pra lá? Não. Nem pensar. — Falou Malahel.
— Seus pais morreram num incêndio misterioso quando você deixou a instituição psiquiátrica pela primeira vez, aos quinze anos. O que tem a dizer sobre isso? — Perguntou Tom e por um momento viu uma faísca de ódio e loucura nos olhos do loiro, mas foi só por um momento, pois, logo o mesmo estava tão calmo quanto antes.
— Isso foi mesmo lamentável. Meus pobres pais! — Disse Malahel e suspirou. — Suspeitaram de mim, é verdade, e por isso, eu voltei a ficar internado, mas… Como não encontraram provas que me incriminavam, estou livre, ainda que seis anos depois.
— A ideia de ocultar o corpo da jornalista foi sua? — Tom perguntou.
— Não, senhor. Eu não estava presente quando… Decidiram se livrar do corpo. Pra ser honesto… Nem vi como aconteceu. Quando a moça correu, cada um foi para um lado. O plano era cercá-la de forma que para cada direção que ela se voltasse, desse de cara com um de nós, só que a principal falha nesse plano é que nem todos, como eu, conheciam a floresta. Me perdi dos outros e tive que voltar sozinho pra cidade. Demorei para encontrar a estrada porque me embrenhei muito na mata. No dia seguinte quando encontrei os outros e perguntei o que tinha acontecido, eles desconversaram, dizendo que tinha dado errado e a moça sacado que era só uma brincadeira.
— Oh, por favor? E você não viu no noticiário, depois, que a Simons estava desaparecida? — Tom perguntou.
— Não assisto noticiário nem leio jornais nem nada do tipo, recomendação da minha psiquiátrica. Ela acha que essas coisas me fazem mal. Mas sim… Eu soube que a jornalista estava sumida, mas deixei quieto porque eu não tinha provas e também porque eu sou o único maluco nessa história, e se a bomba explodisse, todos apontariam para mim, como estão apontando agora, mas eu sou inocente! E estou disposto a cooperar para que a verdade venha a tona. Quer os nomes dos que estavam presentes naquele dia? Eu digo! Não tenho nada a esconder, detetive. — Falou Malahel.
Como se já esperasse por aquilo, Tom empurrou uma folha e uma caneta para Malahel e ele anotou os nomes dos que estavam presentes naquele dia: “1-Richard Küstter, 2-Rosalya Sesemann, 3-Chloe Fooks e 4-Castiel Di Maureova”.
— Tinham mais três pessoas… Dois caras e uma garota… Mas não lembro seus nomes, na verdade, acho que nem fomos apresentados.
— Bonnie Carville garante que eram nove envolvidos. — Falou Tom.
— Desculpe? Quem é Carville? — Perguntou Malahel.
— Provavelmente essa garota que você acabou de mencionar. Morena com cabelos castanho avermelhados e olhos azuis.  — Falou Tom.
— Bem, isso eu não posso dizer porque… Ela já estava com a máscara quando cheguei, só soube que era uma garota porque ouvi a voz dela. — Falou Malahel.
— Seria capaz de reconhecer a voz dela, caso a ouvisse novamente? — Tom perguntou.
— Não creio porque a voz dela estava abafada por aquela máscara escrota de coelho. — Respondeu Malahel.
— Ok, Wolf. Isso é tudo por enquanto. Obrigado pela sua cooperação. Se lembrar de alguma coisa, qualquer coisa… Não deixe de me procurar. — Falou Tom.
Malahel assentiu com a cabeça e saiu com seu advogado.


[…]


A segunda pessoa a depor foi Rosalya Sesemann. Ela ficara muito nervosa quando os policiais a abordaram na saída do colégio, mas deu graças a deus por Milly não estar perto para ver aquilo. Rosalya já estava decidida, assumiria toda a culpa, mas nunca entregaria a irmã. Nunca.
    Quando Tom a interrogou, ela contou com a máxima precisão de detalhes que conseguiu se lembrar o que acontecera aquela tarde, mas sempre ocultando que Milly estava lá.
— Quando eu cheguei até lá, ela já estava morta.
— Você viu quem atirou a pedra? — Perguntou Tom.
Rosalya fez que não com a cabeça. Não diria que quem atirara  a pedra fora Castiel e nem que quem dera a ideia de ocultar o cadáver fora Lysandre, na esperança de que eles não dissessem o nome de Milly.
— Não, eu fui a última a chegar.
— Por favor? Confirme os nomes dos que estavam presentes naquele dia? — Pediu Tom.
Tremendo, Rosalya respondeu:
— Castiel Di Maureova, Chloe Fooks, Armin Novarine, Bonnie Carville, Lysandre Meirelles e eu.
— E quanto a Küstter e Wolf? Estavam lá ou não? — Tom perguntou.
— Não quando a jornalista morreu. Eles desapareceram de repente e… Não ligamos porque achamos que os dois estavam se pegando por aí. Também depois, eles não demonstraram que sabiam de nada. Ao contrário, ficaram bravos porque afirmaram que se perderam e não fomos atrás deles. — Disse Rosalya.
— Suspeita que algum deles seja uma erínia? — Tom perguntou.
Rosalya pensou em Bonnie, Malahel e Chloe, mas preferiu não dizer isso, já que não tinha certeza. Fez que não com a cabeça.
— E sua irmã?
Rosalya gelou.
— O q-que t-tem e-ela?
— Não seria ela o nono coelho? — Perguntou Tom.
— Não. Minha irmã nem sabia desse canal, e se soubesse também não faria diferença porque ela não curte essas coisas. Não. Mildrith é mais na dela. Insisto que não éramos nove, mas sim, oito. — Disse Rosalya.
— Não é o que Bonnie Carville diz…
Rosalya riu nervosa e disse:
— Quase todos estavam chapados aquele dia, e Bonnie, principalmente. Sabe? Se fosse você não levaria a sério muito do que Bonnie diz porque ela tem um parafuso a menos e não é novidade para ninguém. Ela é doente! — Rosalya bateu com indicador na cabeça. — Ela gosta dessas coisas mórbidas… É obcecada pelo Tordo. Pode perguntar a qualquer um.

    Só por Rosalya dizer aquilo, Tom colocou Bonnie no topo de sua lista como possível erínia, afinal, se o que Sesemann dissera, fosse verdade, ninguém que idolatrasse um serial killer poderia ser “normal”.

— Vou pedir pra que não saia da cidade. Agradeço a sua cooperação, senhorita Sesemann. Se lembrar de alguma coisa, não deixe de me procurar.
Rosalya assentiu e se foi.


Quando saía da delegacia, seu celular vibrou e Rosalya o pegou, ligeiro, imaginando que fosse Milly, mas era a mensagem de uma erínia:

|É uma questão de tempo até que Fitzgerald descubra que sua irmã era a nona envolvida na morte de Simons. Não quer que isso aconteça? Posso arranjar alguém para assumir a culpa no lugar dela, mas você tem de fazer um favorzinho, antes… Não se preocupe. Não terá de matar ninguém, eu juro. E então, você aceita?|

 

    Jared estava parado em frente a janela, com o celular na mão, encarando Rosalya que estava parada na escadaria, chorando. Rosalya respondeu a mensagem:
“Aceito”.
Jared sorriu, triunfante.


† † †

 

Bonnie Carville encontrou o Tordo no chalé de seu tio.
— Pastor Blackman? — Ela disse sorrindo de forma meiga e beijou as mãos dele.
— Bonnie? Já disse que pode me chamar só de Dalton. E então, acha que consegue convencer minhas filhas a virem se encontrar comigo?
— Claro, pas… Dalton. Confie em mim? Eu as trarei até você. — Falou Bonnie. Ela era realmente fascinada pelo Tordo e pelo Dalton, ainda que fossem um só, para ela, havia uma diferença; O Tordo era um justiceiro que apreciava sangue fresco, e o Dalton era um homem calmo que falava de amor e fé. Bonnie amava os dois com a mesma intensidade, e ansiava pelo dia em que esse amor seria correspondido. Em sua cabeça, ela seria a companheira ideal para aquele homem sombrio e encantador.
— Muito obrigado, Bonnie. Realmente é um anjo! — Falou Dalton sorrindo.
Bonnie sorriu, derretida com o elogio.


† † †


Lysandre foi até a casa de Castiel, e tocou a campainha, ansioso. Castiel abriu a porta e o mandou entrar.
— Cass, você precisa saber que estão interrogando os outros, e parece que Chloe e Bonnie deram com a língua nos dentes. — Disse Lysandre e foi quando viu Malahel, Armin e Alexy sentados nos sofás, tomando cerveja.
— Me chamaram para depor, mas eu não disse nada comprometedor. Infelizmente, fui forçado a dar alguns nomes, mas não citei a Kiker, como combinamos. — Falou Malahel.
— Mas a linguaruda da Bonnie citou. — Falou Alexy. — Pobre Rosalya! Deve estar desesperada!
— Eu avisei para terem cuidado com a Bonnie, que ela não se importa com ninguém, que se puder se livrar, manda todos para a guilhotina sem a mínima consideração. — Falou Malahel.
— E em você, podemos confiar? — Perguntou Lysandre.
— Olha... — Malahel sorriu. — Eu poderia fazer a mesma pergunta, mas como estamos no mesmo barco, acho melhor sermos amiguinhos e não brigarmos, porque acredito que você levaria a pior, com tudo o que tem a perder.
— Do que ele está falando? — Castiel encarou Lysandre, desconfiado que Malahel conhecia algum podre dele.
— De nada. — Alexy disse, ligeiro. — Malahel gosta de intimidar as pessoas, às vezes. Coisa mais... Escrota.
Malahel riu e apertou o joelho de Alexy, dizendo-lhe:
— Pensei que curtisse ser dominado.
Alexy revirou os olhos e riu, balançando a cabeça.
Malahel se voltou a Lysandre e disse-lhe:
— Relaxa, amiguinho? Eu só estava brincando. Não ousaria tocar num fio de cabelo de sua Claire.
— Ela não é mais MINHA Claire! E se quiser te dou o endereço dela para fazer-lhe uma visitinha mais tarde. — Falou Lysandre ressentido e não percebeu que Malahel sorria, apreciando a ideia.
— Adoro brincar com garotas! É tão... Hmmm... Delicioso. — Malahel riu e tomou uma cotovelada de Alexy.
— Se não quiser conhecer meu lado possessivo e dominador, não me provoque! — Avisou Alexy.
— Você tem um lado possessivo? Demais. Mal posso esperar pra conhecê-lo. — Malahel sorriu, mordendo os lábios.

Armin recuou, enojado, e virou o rosto, encarando o aquário de piranhas do Castiel – sem brincadeira nenhuma, a piranha maior chamava Debrah - .

— Tem uma coisa que precisa saber, Cass... — Falou Lysandre se aproximando dele. — O Tordo esteve na cadeia e deixou uma trilha de corpos e...
— Por favor? Me diga que ele matou o Nathaniel? — Castiel sorriu, maldoso.
— Só que não. — Malahel se intrometeu.
— Nathaniel fugiu. — Disse Lysandre.
— Ou o Tordo levou ele pra estripá-lo e pendurá-lo na entrada do seu parque, Nath. Pensa que demais? — Malahel riu.
— Pois isso é o mínimo que aquele filho da puta merece! — Falou Castiel.
— Ouvi meu pai conversando com o pai da Violette por telefone, e... Parece que o Tordo deixou mesmo Nathaniel fugir, pois não havia sinais de luta na cela dele. Só uma machadada na parede, mas nenhuma gota de sangue, nada. Estão achando que, talvez, Nathaniel seja um cúmplice do Tordo. — Falou Lysandre.
— O quê? Aquele imbecil com o Tordo? — Castiel disse, incrédulo. — Por que não eu? Ou a Bonnie? Ou você? Pense... Se existem três pessoas que idolatram o Tordo, essas pessoas somos nós.
— Você é um Di Maureova e o Tordo tem algo pessoal contra a sua família. — Falou Armin.
— É... Mas... — Castiel quis argumentar, mas desistiu.
— Nossos pais sempre foram próximos, então... — Disse Lysandre.
— Por que Nathaniel? O pai dele era um pastor, e Nathaniel é um estuprador, um incestuoso, um maníaco, um pau no... — Falou Castiel.
— Talvez o Tordo acredite na inocência dele. — Falou Alexy.
Malahel e Castiel riram.
— Pelo pouco que conheço do Tordo, ele decapita primeiro e pergunta depois. — Falou Castiel.
— Sabe… Eu estava pensando com meus botões, aqui… Esse tal tutor do Nathaniel… Não poderia ser o Tordo? — Falou Malahel.
— Não sei. — Disse Armin. — Mas Bonnie me garantiu que conhece o Tordo em pessoa, que já o viu sem a máscara.
— Ah, duvido. Bonnie gosta de inventar. — Disse Castiel.
— Ela disse que os Di Maureova junto aos Meirelles descobriram quem era o Tordo, levaram-no até Kadykchan e o espancaram até pensarem que ele estava morto, mas ele não estava e ficou escondido durante todo esse tempo. — Falou Armin.
— Meu pai conhece o Tordo? — Disse Lysandre surpreso.
— Então meu avô sabe quem é o Tordo... — Falou Castiel pensativo.
— Por que não pergunta a ele, Cass? Talvez ele diga, porque se bem conheço o meu pai, ele nunca me dirá. — Falou Lysandre.
— Esperem aqui. Já volto. — Falou Castiel saindo em seguida.


Armin, Alexy, Malahel e Lysandre ficaram em silêncio, se encarando.
— Então, enquanto esperamos que tal se encontrássemos uma forma de nos divertirmos, hum? — Disse Malahel.
— Estou fora! — Disse Armin e se levantou, indo para o sofá onde estava Lysandre.
Malahel olhou para Armin e depois para Alexy, então novamente para Armin e Alexy, sorrindo, travesso.
— Nem nos seus sonhos mais loucos! — Falou Alexy bravo.
— Mas eu não disse nada. — Falou Malahel com cara de anjo.



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