História Dark Side (Interativa) - Capítulo 47


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Rosalya, Violette
Tags Assassinato, Assassinos, Bonecas, Fantasmas, Mistério, Palhaços, Sangue
Exibições 37
Palavras 2.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


*Escrito por: Eagle_Eyes e Niele_Gremory

Capítulo 47 - Melhor pra você


Natasha chega em casa e tira as botas que estava usando para não melar a casa de lama.
— E como foi seu passeio na floresta? - Perguntou sua mãe, "dropou" pensou Natasha, se assustando.
— E como sabes que eu fui na floresta? - Natasha, devolveu a pergunta, parecendo não se importar… parecendo…
— Ah! Coisa de mãe… - Disse ela e deu um sorriso nervoso mais falso que nota de três. Natasha inclinou a cabeça para o lado e levantou uma sobrancelha, com cara de “eu não caio mais nessa”. - A-a-ah, meu bem! Seu cabelo está cheio de folhas e suas botas estão com lama… - Disse Elizabeth, tentando ser convincente.
— Foi divertido… - Disse Natasha e parou ao lado de sua mãe puxando bastante ar pelo nariz.
— O que foi, amor? - Perguntou ela estranhando o fato de sua filha estar farejando como se fosse um cachorro.
— Nada, só tô sentindo um delicioso cheirinho de mentira… - Disse Natasha — Mas acho que não é nada… - Completou com desdém e foi em direção das escadas.
— Mãe? - Disse Natasha parando no topo e virando para trás.
— S-sim? - Disse ela.
— Eu não sou mais a mesma, e também fiquei muito boa em mentir, o que me torna boa em saber quando mentem para mim, sabe? - Disse ela e foi em direção ao seu quarto. Elizabeth engoliu em seco e sentou-se no sofá, respirando fundo, desesperada, havia falado demais.
— Algum problema, mamãe? - Disse Naty vindo com um copo de água da cozinha, quando viu sua mãe passando mal, entregou-o a ela.
— Nada, querida! Só um pressentimento ruim… - Respondeu Elizabeth tomando a água com pressa. Naty olhou para as escadas passando a mão nas costas de sua mãe, preocupada.


[…]


    Lena levou uma cesta com pães, doces e bolos a Anatoly.
— Obrigado. — Ele disse. — E a Chelsea? Como está?
Lena suspirou e respondeu:
— Estou preocupada com ela, Anatoly. Talvez, devêssemos contar a verdade a ela. Acho que já é hora de ela enfrentar isso.
— Eu não sei. — Anatoly suspirou. Aborrecido. — A verdade é horrível demais para que ela possa suportar. Talvez o melhor fosse levá-la para longe e fazê-la esquecer.
— Ela nunca esquecerá Merverine. NUNCA. — Disse Lena aflita. — A menos que… — Lena o encarou.
— O quê? Não está pensando em… Não.
— “Matar” Merverine é a única forma de libertar Chelsea.
— Chelsea nunca nos perdoaria se fizéssemos isso.
— Ela não precisa saber. Você pode usar uma máscara ou sei lá… Podemos apenas dar um sumiço nela.
— Não consigo fazer isso com Chelsea. Sinto muito.
— Então eu mesma terei de fazer.
— Faça o que quiser, mas não me envolva nisso. Já me sinto culpado demais pelo que houve no passado pra carregar mais esse peso na consciência.
— A culpa não foi sua… Pai.
Anatoly suspirou e tocou o rosto dela.
— Deveria voltar pra casa com sua mãe, querida. Não pode fazer muito pela Chelsea… Muito menos eu. Vou fazer o que já deveria ter feito… Deixar que os pais dela cuidem dela. Vou contar que ela piorou.
— Não pode fazer isso. Se fizer, eles a mandarão de volta para o manicômio e eu não poderei mais ficar perto dela.
— Me dói admitir, mas talvez você e eu façamos mal a ela.
— Não, pai. Não fale assim… — Lena disse chorando. — Chelsea é como nós, ela ama as bonecas tanto quanto nós e…
— As bonecas são apenas receptáculos esperando para serem preenchidos, nada mais.
— Não. Elas tem uma alma própria. Sinto isso sempre que olho nos olhos delas…
— Entendo o que está dizendo… Mas seja como for, Chelsea preencheu seu receptáculo com uma coisa ruim e é isso o que está a afetando.
— Por isso eu disse que temos de matá-la!
— Destruir o receptáculo não ajuda muito, ao contrário… Temos de achar uma forma de ela perceber o que acontece e assim, confrontar o que a assola, mas não será fácil porque ela não vê Merverine como ela realmente é.
— E como eu posso fazê-la ver isso?
— Você pode forçá-la a perceber ou… Pedir ajuda.
— A quem?
— Callie… Chelsea me falou dela e… Me parece que ela ama essa garota romanticamente.
Lena revirou os olhos e suspirou.
— Essa Callie não me inspira nem um pouco de confiança.
— Talvez, porque você também ame Chelsea da mesma maneira. Não?
Lena virou o rosto. Vermelha.
— Não sou contra esse amor, mas… Vocês são primas e… Não sei. Mas enfim… Quem sou eu para julgá-las se estive trancafiado num manicômio por todo esse tempo por…
— Pai! Me prometeu que não falaria mais disso, que… Não se sentiria culpado pelo que fez.
— Eu não me sinto, mas… queria ter estado perto de você.
— Agora você está. — Lena o abraçou.


[…]


    Chelsea estava sentada no tapete na sala, abraçando suas pernas enquanto assistia a um filme de terror. Ela encarava a tela, inexpressiva, embora fosse a primeira vez que via aquele filme não estava impressionada. A campainha tocou e ela encarou a porta. Demorou quase cinco minutos até ela perceber que Lena não viria, então, levantou-se e abriu a porta, dando de cara com Callie. Callie a abraçou chorando.
— Callie? O que houve? — Chelsea perguntou, preocupada.
— A minha irmã… Está morta. — Falou Callie.
— Como assim? Minha nossa! Eu… Sinto muito. — Disse Chelsea e puxou Callie para dentro antes de encostar a porta. As duas foram para o sofá e Chelsea pegou o controle remoto e desligou a TV. Callie tirou a mochila das costas e a jogou no chão.
— Pode me contar Callie… — Disse Chelsea apertando a mão dela.
— Tá bem. — Callie suspirou e contou a Chelsea como encontrara Ambre morta em frente a escada, e que Daniele e ela suspeitavam do irmão, Nathaniel. Chelsea tentou convencê-la de que ela poderia estar enganada, que, talvez, o irmão dela não tivesse matado Ambre, mas Callie estava certa do contrário. — Por enquanto, não é seguro que eu fique em minha própria casa. Queria te pedir… Posso ficar aqui com você? Prometo que não vou incomodar.
Chelsea passou a mão na cabeça dela e sorriu, antes de responder:
— Claro que sim.
— Obrigada. Você é muito boa pra mim. Gosto muito de você. — Disse Callie e encostou seus lábios nos de Chelsea.

Lena chegou de repente e ao ver as duas tão próximas, sentiu raiva e bateu a porta só para elas perceberem que ela estava ali.
    Chelsea recuou, rápido e virou o rosto, disfarçando. Callie suspirou, chateada e também disfarçou.
— Ah, desculpe? Atrapalhei alguma coisa?! — Disse Lena sorrindo.
— Não… Imagina. — Disse Chelsea levantando-se. — Callie vai passar um tempo com a gente se não se importar.
— De novo?! Puxa! Ela tem passado mais tempo aqui que na própria casa. — Falou Lena.
— A irmã mais velha dela acabou de falecer, Lena… — Falou Chelsea.
— Hmm… Meus pêsames. — Falou Lena antes de ir para a cozinha.

— Acho melhor eu ficar na casa da Nina. Já vi que sua prima não me quer aqui e não quero incomodar. — Falou Callie levantando-se e pegando sua mochila.
— Não, Callie. Fique? Por favor? A Lena é assim mesmo, mas não ligue pra ela. — Falou Chelsea. — Pode ficar comigo no meu quarto, se não se importar. Vai lá e guarde suas coisas. Vou preparar um chocolate quente pra gente. Você quer, não quer?
— Sim… Na verdade, não comi nada ainda. Estou com fome. — Falou Callie.
— Então, me espere no quarto, que eu já subo. — Falou Chelsea.
Callie assentiu com a cabeça e foi para o quarto de Chelsea. Trocou de roupa e deitou-se na cama. Mesmo que não se desse bem com Ambre, estava triste por ela ter morrido, principalmente porque sabia que sua outra irmã gostava muito dela e estava sofrendo muito com isso. “Mas você vai pagar por isso Nathaniel, eu juro” pensou Callie.


Lena conversou com Chelsea e disse-lhe que achava melhor adiar o jantar em família, ao menos, enquanto Callie Blackman estivesse por ali, porque a garota poderia reconhecer Anatoly Moskvin, caso o visse. Anatoly era como o bicho-papão na Rússia, os pais sempre assustavam as crianças, dizendo-lhes que se não se comportassem, Anatoly viria no meio da noite, as levaria e as transformaria em bonecos. Certamente Callie já ouvira falar dele, mesmo que na naquela cidadezinha onde Judas perdera as botas o que realmente deixasse as pessoas assustadas fosse o Tordo. O que nem Lena e nem Chelsea imaginavam no entanto, era que o bicho-papão que sempre assombrara Callie tinha cabelos louros e olhos cor de mel.
    Chelsea concordou com Lena. Mas Anatoly não e às sete e em ponto tocou a campainha. Lena quase teve um treco ao ver seu pai ali.
— O que está fazendo aqui? Eu disse que não era seguro.
— Eu sei, mas não perderia isso por nada. E além do mais… Temos de cuidar de Merverine, não? — Disse Anatoly tranquilo.
— Sim. Mas… — Lena suspirou nervosa. Seu pai era muito teimoso!
— Ótimo. — Anatoly entrou e foi até a sala. Viu Chelsea e Callie sentadas conversando sobre alguns projetos que Chelsea tinha para sua loja. Com as mãos nos bolsos e um sorriso sereno, Anatoly cumprimentou as garotas. — Boa-noite?
— Tio? — Chelsea ficou branca como se visse um fantasma.
Callie reconheceu Anatoly no momento em que o viu, mas não sentiu medo dele, nem um pouquinho. Ela ainda se lembrava das histórias que sua mãe lhe contava antes de dormir…


|Flashback On:


— E se você não se comportar, Anatoly virá no meio da noite… Quando todos estiverem dormindo e entrará em seu quarto, se aproximará de sua cama e colocará você em um saco grande. Então, ele a levará para a casa dele… — Enquanto Marion contava a história, a pequena Callie imaginava-a em seus mínimos detalhes como um filme, onde podia ouvir a maçaneta girando, a porta rangendo e os passos de Anatoly no tapete. Em sua imaginação, ela estava acordada quando ele puxava o cobertor. Os dois se encaravam por um tempo em silêncio, antes de Callie se levantar e voluntariamente entrar no saco. Em nenhum momento ela chorava ou lutava. Não porque sabia que seria inútil por ela ser pequena e frágil, mas porque, no fundo, ela queria aquilo mais que tudo.
    Quando saia do saco se via em uma cabana no meio do nada. Nas paredes, estantes com inúmeras bonecas de todos os tamanhos e formas, uma mais bela que outra. Antes de serem bonecas, todas foram garotinhas como Callie. Anatoly dá um doce a Callie e ela sorri e pega a mão dele. Ela se senta numa poltrona e ele começa sua arte, costurando botões em seus olhos, pintando suas bochechas com blush cor-de-rosa, e passando cera em sua pele para torná-la rígida, lisa e perfeita. Terminado o processo, Callie se junta às outras bonequinhas na estante e é então que a diversão começa. Todos os dias, doces, música, histórias e abraços. E não havia nenhum bicho-papão para amedrontá-la. Ela estava segura. Estava em casa.


|Flashback Off.


— Oi? Não vai me apresentar à sua amiga? — Perguntou Anatoly.
Chelsea encarou Callie para ter certeza de que ela não reconhecera Anatoly. Difícil dizer… Callie estava inexpressiva. Encarando Anatoly.
— Claro…. — Disse Chelsea sorrindo. Nervosa. — Essa é Callie Grace Blackman. Callie?
Callie disfarçou rápido e olhou para Chelsea. Sorrindo.
— Callie, esse é meu tio… — Chelsea encarou Anatoly sem saber se dizia ou não o nome dele. Só o sobrenome Moskvin já o entregava, imagine então o primeiro nome…
— Artyom… — Mentiu Anatoly mesmo achando que não adiantaria muito. Ele era consciente de sua fama. Não havia um só lugar na Rússia em que alguém não reconhecesse seu rosto. Ele havia adiado até agora porque amava aquele lugar, mas cedo ou tarde, se quisesse ter uma vida normal, teria de deixar aquele país para sempre.
— Encantada em conhecê-la, senhor Moskvin. — Disse Callie.
— Oh, por favor? Arty. — Disse Anatoly.
Callie assentiu com a cabeça.


O jantar foi tranquilo até… Chelsea estava muito animada e não parava de falar nos planos que tinha para sua loja, para torná-la famosa. Lena brincava com a comida, mexendo o brócolis e a carne com o garfo, sem fome. Vez ou outra dava uma garfada ou tomava um gole de vinho, mas estava nervosa demais para relaxar. Callie ali não era uma boa coisa. Se a fedelha reconhecesse Anatoly e desse com a língua nos dentes, adeus vida normal… Os repórteres viriam como mosca. Os pais de Chelsea descobririam e a levariam para longe e estaria tudo acabado.

— Por que está buscando a fama, minha querida? — Anatoly perguntou a Chelsea. — Reconhecimento é bom, mas Fama é uma droga. Acredite? Ter seu rosto conhecido por causa do seu trabalho… Não vai querer isso.
— Pai? — Disse Lena o repreendendo.
— Entendo o que digo, tio, mas… Eu sinto que é essa a minha missão, mostrar ao mundo que as bonecas são mágicas. Não quero mais que ninguém as tema. Elas não foram feitas para isso. Ao contrário, foram feitas para trazer alegria e consolo. Ainda me lembro de quando era pequena e me agarrava a uma boneca quando ficava com medo. Eu achava que enquanto estivesse abraçada a ela, nada e nem ninguém me feriria. É disso que estou falando… — Disse Chelsea.
— É bonito o que está tentando fazer, mas a verdade é que sempre terá uma ou outra pessoa medrosa ou boba que não compreenderá isso, então… Precisa estar preparada. — Falou Anatoly.
— Sim, eu sei. Por serem receptáculos, as bonecas também podem abrigar o mal, mas devemos viver com medo do mal? — Disse Chelsea.
Anatoly alternou olhares entre Chelsea e Callie.
— Não se preocupem comigo… — Falou Callie. — Eu tenho a mente aberta e amo as bonecas desde sempre. Sei que isso tudo não é loucura porque as bonecas são adoradas em outras culturas, desde tempos remotos. Os tailandeses têm as Look-thep; ou pequenos deuses, bonecos semelhantes a crianças que abrigam almas humanas e trazem boa sorte e dinheiro, um tipo de vodu e necromancia, acho. Mas como será que isso funciona?
— É simples… — Disse Anatoly. — O que é um corpo? Um receptáculo que abriga a alma humana. Correto? Após a morte, a alma perde seu receptáculo e enfraquece. Para se manter nesse plano precisa de energia, muita energia. E como conseguir essa energia? Pode ser vampirizando outros seres, ou seja, se alimentando da energia vital de outros. Mas também podemos forçar um espírito a permanecer aqui se apossando de seus restos mortais, ossos, cabelos, sangue, etc. E agora imagine o que acontece se você coloca cabelo, sangue ou ossos quebrados em pedacinhos dentro de um saquinho mágico que contém as “ervas da vida” no boneco look-thep?
— Você prende o espírito ao boneco?! — Disse Callie.
— Isso, e com o feitiço certo você pode obrigar o espírito a obedecer o dono do boneco, ou seja… Você tem aqui um eterno escravo, pronto a fazer o que você quiser. E para apaziguar o espírito, você o trata como um membro da família. — Falou Anatoly.
— Desculpe? Não estou dando para trás, mas como é que isso não soa assustador aos outros?! — Falou Callie e riu.
— E é por isso que não compartilhamos esses detalhes com o resto das pessoas. Para que assustá-las? Vamos alcançá-las tocando em seus pontos fracos. Se se sentem sozinhas, as bonecas podem lhe fazer companhia. Se desejam dinheiro, as bonecas podem dar a elas, e etc. Esse é o verdadeiro negócio. — Falou Lena.
— Ok. Entendi. — Disse Callie. — Mas qual o objetivo disso tudo? Quer dizer… Deve ter um motivo para vocês se esforçarem tanto… Ou não?
— Libertar as pobres almas que vagam na escuridão e dar vida às bonecas te parece pouco? — Disse Anatoly. — Mas não é apenas disso que se trata, e sim… De vencer a morte. Ninguém quer morrer. É triste demais. Por isso eu comecei meus experimentos… Porque quando eu tivesse certeza de que funcionaria, não temeria mais a morte.
— Mas deixe-me ver se entendi… Voltar à vida como uma boneca não seria ruim? Quer dizer… Supunha-se que você não poderá sair andando por aí. — Falou Callie.
— Você não entendeu, querida… — Anatoly riu. — A boneca serve apenas como uma ponte que liga o mundo dos vivos ao dos mortos. Enquanto não é forte o bastante, o espírito se mantêm abrigado na boneca e se fortalece com a crença devotada a ele, e depois… Quando estiver forte o bastante pode  tentar a possessão e, assim, enganar a morte.
— Mas a possessão não é como um cabo de guerra? Difícil manter para ambas as partes? — Perguntou Callie.
— Não se fizer de forma sútil… — Disse Anatoly.
— Como assim? — Perguntou Callie confusa.
— Você não assume o controle de imediato, mas aos poucos, e assim, vai confundindo sua vítima, fazendo-a perder a razão aos poucos, tornando-a frágil. Mas você precisa ser esperto. Não pode deixá-la perceber que você é insidioso, não. Ela deve confiar em você, contar com você. Quando tudo e todos se voltam contra ela, ela ainda pode contar com você, e, é então que ela deixa de lutar e se entrega. — Disse Anatoly encarando Chelsea como se lhe dissesse algo indiretamente.


“Ele sabe” Chelsea ouviu uma voz sussurrar próxima a seu ouvido.


— Boa noite? — Disse um homem alto, com olhos claros, que usava um sobretudo preto. Fisicamente, ele era parecido com Anatoly, mas um pouco mais jovem. Ele estava acompanhado por uma mulher que parecia ter saltado de uma revista de moda. Muito bela. Com cabelos marrons, num corte curto com franja. Também usava um sobretudo preto, mas meias pretas até os joelhos e calçava botas curtas de salto agulha, o que a deixava com um ar sexy e ao mesmo tempo elegante.

Todos se voltaram rapidamente ao dono da voz. Surpresos.

— Pai? Mãe? O que estão fazendo aqui? — Perguntou Chelsea surpresa.



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