História Dark Side (Interativa) - Capítulo 48


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Rosalya, Violette
Tags Assassinato, Assassinos, Bonecas, Fantasmas, Mistério, Palhaços, Sangue
Exibições 32
Palavras 1.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 48 - Também sei guardar segredos


—Eu liguei pra eles… — Disse Anatoly.
— Por que fez isso? — Perguntou Lena sentindo-se traída.
— Você sabe porque. — Disse Anatoly.
— Então você é filha dele?! — Audrey disse a Lena.
Lena não respondeu, virando o rosto.
— Estou desapontada com você, mocinha… Porque confiei em você e você me apunhalou pelas costas. — Audrey disse a Lena.
—Acho melhor eu ir. Isso é uma reunião de família. — Callie limpou a boca no guardanapo que estava em seu colo e o colou na mesa, antes de se levantar e subir até o quarto.

— Quero que fique bem longe da minha filha! — Alan disse a Anatoly. — Já causou muito mal a ela.
— Papai? — Chelsea não gostava que seu pai falasse daquele jeito com Anatoly porque não o via como uma ameaça. De jeito nenhum.
— Cale a boca Chelsea! Você não pode opinar, perdeu esse direito quando passou a mentir pra mim. — Falou Alan.
— Se eu menti foi porque cansei de ter você me controlando o tempo todo como se eu fosse uma bomba relógio prestes a explodir. Eu sei que você me ama, papai… Vejo isso em seus olhos, mas também sei que você nunca vai perdoar pelo que fiz. — Falou Chelsea magoada. — Para você, eu sou apenas um fardo, uma louca que você tem de cuidar. Mas o meu tio não me vê assim. Ele não me trata como se eu fosse uma ameaça.
— Porque vocês são iguais! — Disse Alan com raiva, sem pensar, mas logo se arrependeu de ter dito isso.
— Alan! — Disse Audrey o repreendendo.
— Me desculpe, Chelsea? Eu não quis dizer isso. — Falou Alan.
— Não, você quis sim. — Falou Chelsea chorando e se levantou. — Mas sabe… PAI? Eu não me envergonho de ser como o meu tio, e tem mais, eu preferia que ele fosse meu pai e não você!
— Já basta! Chelsea! — Falou Audrey nervosa.
— Está satisfeito agora? Não era isso o que queria, fazer Chelsea se voltar contra mim? Meus parabéns, mais uma vez, você conseguiu arruinar essa família. — Alan disse a Anatoly.
— Não, irmão. Eu juro que nunca quis isso. E foi por isso que o chamei aqui, porque percebi que Chelsea precisa de ajuda. — Falou Anatoly.
— Eu estou bem! Droga! — Chelsea empurrou as coisas que estavam sob a mesa, derrubando-as no chão. Revoltada. — Será que vocês não podem me deixar viver a MINHA vida em paz?
— Arrume suas coisas. Vamos para a Itália! — Falou Audrey.
— Não! — Disse Chelsea.
— Não desobedeça a sua mãe. Chelsea. — Pediu Anatoly.
— Construí uma vida aqui e não vou desistir dela só porque vocês decidiram e ponto. — Falou Chelsea.
— Arrastar a Chelsea pra cá e pra lá não vai ajudar em nada. Acreditem? — Falou Lena.
— E mantê-la perto de psicopatas, muito menos. — Falou Alan.
— É melhor nós irmos embora, Lena. Não temos mais nada pra fazer aqui. — Falou Anatoly.
— Mas pai… — Lena tentou argumentar, mas Anatoly não a deixou.
— Se amamos a Chelsea não podemos ser egoístas. Temos de deixá-la ir porque isso é o melhor para ela. — Falou Anatoly.
Lena encarou Chelsea. Chelsea suplicou com o olhar para que Lena não a deixasse. Lena sentiu seu coração se apertar. Tudo o que ela menos queria era deixar Chelsea porque a amava, mas não tinha escolha. Anatoly estava certo. Era o melhor para Chelsea. Lena abaixou a cabeça e saiu com seu pai.
— Eu odeio vocês e nunca vou perdoá-los por isso. — Falou Chelsea antes de ir correndo para seu ateliê no sótão.


[…]

 

    Para não ficar sozinha com Nathaniel enquanto Callie passava um tempo na casa de Chelsea, Daniele convidou Melissa Brahn para lhe fazer companhia.
    Nathaniel, Daniele e Melissa jantavam em silêncio quando a campainha tocou. Os três se encararam. Nenhum parecia a fim de se levantar e abrir a porta. A campainha tocou outra vez, até que Melissa suspirou e se levantou.

— Callie não vai voltar pra casa? — Perguntou Nathaniel, e do seu jeito quis dizer “quando Callie vai voltar para Melissa finalmente ir embora?”.
Daniele deu de ombros.
Nathaniel suspirou. Cansado.
— Boa-noite? Parece que chegamos numa boa hora. — Disse Brian, acompanhado por Rachel.
— Tio Brian? Tia Rachel? Que surpresa! — Daniele quase explodiu de felicidade ao revê-los. Se levantou e os abraçou.
Nathaniel foi o único quem não gostou de ver seus tios ali.
— E a pequena Callie? — Perguntou Rachel sorrindo.
— Passando um tempo na casa de uma amiga… Aconteceram muitas coisas. Acho melhor irmos para a sala conversar. — Falou Daniele.
— Não vai terminar o seu jantar? — Perguntou Nathaniel que não fizera questão de se levantar para receber seus tios.
— Não. — Disse Daniele de forma ríspida e se voltou a Melissa. — Você me dá licença?
Melissa sorriu e fez que sim com a cabeça, antes de voltar para seu lugar e continuar sua refeição. Daniele foi para a sala com Rachel e Brian. Nathaniel se levantou e os seguiu.
— Babaca. — Disse Melissa baixinho quando Nathaniel se foi.


    Daniele contou a Brian e a Rachel sobre a morte de Ambre e eles ficaram muito abalados. Brian suspeitou que Daniele soubesse mais do que dizia, principalmente, porque ela, vez ou outra, encarava Nathaniel, desconfortável, com medo e nervosa.
— E o Mauro Kubrik? Onde está? — Perguntou Brian. Mauro era o tutor dos irmãos Blackman.
— Viajando a negócios. — Disse Nathaniel.
— Desde quando? E por que os deixou sozinhos? Ele não pode fazer isso, ainda mais depois do que houve. — Falou Rachel.
— Ele é um homem ocupado. — Falou Nathaniel.
— Só que ele nunca aparece. Nunca. — Falou Daniele farta de tantas mentiras.
— Cala boca! — Disse Nathaniel. Bravo.
— Ei? Não fale assim com a sua irmã! — Brian repreendeu Nathaniel.
— O que vocês fazem aqui? Querem dinheiro? — Perguntou Nathaniel se levantando. Alterado.
— Estamos aqui por vocês, viemos levá-los. — Falou Brian também se levantando.
— Com que direito? Por acaso conseguiram nossa tutela? Não que eu saiba. Mauro sabe que estão aqui? Porque ele não vai gostar nenhum pouco. — Falou Nathaniel nervoso.
— Não estou nem aí para o que aquele imbecil acha ou deixa de achar. Vocês tem o meu sangue. Vim aqui para buscá-los e se tiver de brigar por vocês, estou disposto. — Falou Brian.
— Oh, meu deus! Vocês juram? — Perguntou Daniele emocionada. Finalmente se libertaria da tirania de Nathaniel.
— Sim, querida. Pode arrumar suas coisas. — Falou Rachel sorrindo.
— Vou agora mesmo. — Disse Daniele e foi correndo para seu quarto. Rachel foi atrás dela, ajudá-la.


— Você não pode fazer isso! Não pode! — Disse Nathaniel chorando, com ódio.
— Pensei que ficaria feliz, sobrinho. Somos uma família. Temos de estar juntos. — Falou Brian.
— Não. Essa é a minha família e você está tirando-a de mim. Vai se arrepender por isso.  — Falou Nathaniel.
— Entendo que esteja apegado a essa casa e as lembranças que ela guarda, mas… A vida é mais que se agarrar a lembranças, Nathaniel. Venha conosco? Deixe isso tudo para trás. — Falou Brian.
— NUNCA! — Falou Nathaniel e saiu de casa.

 

Daniele colocou suas coisas numa mala grande e depois foi até o quarto de Callie e arrumou as coisas dela noutra mala, com a ajuda de Rachel.

— Só espero que… Não se arrependam dessa decisão porque… Vocês são tudo o que Callie e eu temos, são nossa salvação. Só queria que Ambre estivesse viva para ir com a gente. — Falou Daniele.
— Eu nunca me arrependerei disso querida. Deus não me concedeu a graça de ser mãe naturalmente, mas está me dando uma chance de realizar meu sonho através de vocês. Tenho certeza de que seremos muito felizes juntos, como a família que somos. — Disse Rachel.
— Que deus abençoe o tio Brian e você. — Falou Daniele abraçando Rachel.


    Antes de ir embora com seus tios, Daniele explicou a Melissa que agora viveria com eles. Conhecendo o segredo dela, Melissa lhe disse que seria melhor assim, e que estava muito feliz por ela. Melissa pegou suas coisas e, Brian e Rachel a levaram para a casa. Depois, Brian deixou Daniele e Rachel em casa e foi buscar Callie.


— Pois não? — Disse Alan ao abrir a porta e se deparar com Brian.
— Boa noite? Sou o tio da Callie. Pode avisá-la que vim buscá-la? — Disse Brian.
— Sim. Por favor? Entre? Sou Alan Moskvin.
— Brian Middleton. Prazer.

 

[…]

 

— Você tem mesmo de ir? — Callie perguntou a Chelsea. Aborrecida.
— Não, eu não vou. Ainda não sei como, mas vou ficar. — Disse Chelsea decidida.
Callie suspirou.
— Mesmo se você for, por favor? Prometa que não me esquecerá?
— Eu prometo.
Chelsea a beijou.

Alan bateu à porta. As duas se afastaram, rápido. Assustadas.
— Callie? Seu tio veio buscá-la e está esperando por você na sala.

— Meu tio?! — Callie disse baixo. Espantada. — Hã… Tudo bem, senhor Moskvin. Por favor, diga a ele que desço em seguida.


— Pensei que não tivesse parentes por aqui. — Falou Chelsea.
— E não tenho. — Disse Callie se levantando.
— Mas então…?
— Não sei. Talvez seja o meu tutor ou o idiota do meu irmão. — Falou Callie.
— Quer que eu desça com você? — Perguntou Chelsea.
— Não precisa. Obrigada. — Falou Callie.


Callie quase não acreditou quando viu Brian.
— Titio?
— Pequena Callie! — Brian disse sorrindo e abriu os braços.
Callie veio correndo e o abraçou. Feliz.
— Mas o que está fazendo aqui? Veio pela Ambre, não foi?! — Perguntou Callie recuando.
— Sinto muito pelo que houve com Ambre, mas não vim por ela… Estou aqui porque decidi lutar pela tutela de vocês. Nathaniel não quis vir comigo, infelizmente, mas… Daniele veio. Vim aqui buscá-la e espero que queira vir comigo, querida. Sei que não sou lá rico, mas… Amor eu tenho de sobra. — Falou Brian.
— Morar com você? Mas é claro que aceito, tio. Nem precisava perguntar. Vou pegar minhas coisas. Pode esperar?
Brian assentiu com a cabeça.


Callie voltou para até o quarto de Chelsea e explicou tudo a ela.
— Mas que coisa boa, Callie. Quem dera eu também pudesse ficar com o meu tio…
— Eu não queria te deixar justo agora, mas…
— Não, tudo bem, eu entendo. Pode ir. É sua família. Não pode virar as costas para ela. Vai. Prometo que ficarei bem. E se precisar, eu ligo para você.
— Promete? — Disse Callie apertando as mãos dela.
— Prometo. — Respondeu Chelsea sorrindo.
Callie a abraçou.


Praticamente foi uma festa quando Callie chegou a casa de seus tios. Daniele e ela se entupiram com bolo e refrigerante, assistiram filmes com seus tios e riram muito. Depois, foram para o quarto, que fora carinhosamente decorado para as duas. No entanto, nem Callie nem Daniele conseguiram pregar os olhos, com medo de que tudo aquilo fosse só um sonho e, na manhã seguinte, quando elas despertassem, voltariam aquela vida triste de antes.
— Dani? Tá acorda? — Perguntou Callie.
— Sim. Não consigo dormir. — Respondeu Daniele.
— Eu também não. — Disse Callie. — Ainda não consigo acreditar que finalmente saímos daquela maldita casa, que nos livramos “dele”.
— E se… Mauro conseguir nos levar de volta? Não quero voltar para lá. Não posso. Juro que fujo. — Falou Daniele aflita.
— Eu duvido que isso aconteça, mas… Se acontecer, você pode contar a verdade, pode contar o que Nathaniel fez a você. — Falou Callie.
— Do que está falando? — Perguntou Daniele tremendo.
— Já faz um tempo que sei… Sempre suspeitei, e um dia, ouvi Nathaniel e você conversando. Por que nunca me disse nada?— Falou Callie.
— Porque você não poderia entender… Porque é só uma menina. — Falou Daniele.
Callie foi até a cama de sua irmã e deitou-se ao lado dela, a abraçando.
— Posso ser só uma menina, mas sou sua irmã, e você pode falar comigo sobre qualquer coisa. E te prometo… Não vamos voltar para ele, e ele vai pagar por tudo o que fez, por todo o mal que nos causou.
— Só que ninguém pode saber Callie.
— Por que? Você tem medo dele?
— Não. Mas sei que não poderei suportar se todos olharem para mim com pena. Eu só quero esquecer o que houve e ser uma garota normal. Por favor? Tem de me prometer que não vai contar nada para ninguém. Nunca. Por favor?
Callie não respondeu. Não concordava que Nathaniel ficasse impune pelo crime que cometera.
— Callie?
— Tá. Eu prometo.
“Mas isso não ficará assim, eu juro, Nathaniel terá o que merece”. Pensou.

 



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