História Dark Side (Interativa) - Capítulo 49


Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Rosalya, Violette
Tags Assassinato, Assassinos, Bonecas, Fantasmas, Mistério, Palhaços, Sangue
Exibições 29
Palavras 1.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


*Escrito por Akira_Gremory e Nielee_Gremory

Capítulo 49 - A quinta cereja


    Louise se levantou da sua cama e caminhou até a cozinha, preparou seu café da manhã e então foi para o sofá, assistir ao programa da manhã. Não que ela gostasse, mas sempre a mantinha informada sobre o mundo ou sobre as mortes ocorridas. Sua atenção foi retirada da TV pela campainha, ao abrir a porta ela se deparou com uma caixa grande escrito com carinho e atenção "Para Louise". Ela pegou a caixa e levou para dentro, apoiou em cima do sofá e ficou encarando a caixa e pensando em quem poderia ter mandado isso para ela. Um som estranho começou a tocar, ela procurou pela casa inteira e acabou concluindo que o som vinha de dentro da caixa, no momento ela se sentiu idiota e então abriu a caixa e entre alguns envelopes um casaco preto de moletom com capuz, uma câmera, uma máscara de pássaro (preta) com o bico pontuda e dois olhos grandes, e um par de luvas, ela apanhou o celular e atendeu. A voz era claramente modificada, um tom feminino, distorcido e até engraçado começou a falar:
— Meus parabéns, sua iniciação foi concluída, oficialmente pode se considerar uma de nós, mas não pense que está a salvo por isso. A regra é simples, o jogo não pode parar. Faça tudo o que dissermos e você e sua família serão poupados, caso contrário… hahaha você vai assistir a um belo filme de terror caseiro, e quer um spoiler? Ninguém sobrevive no final. Faça exatamente o que eu te disser, Doce Louise. Preste atenção…


[…]


    Quando o despertador tocou, Letícia (Letty) Drummond já estava acordada, aliás ela não conseguira pregar os olhos desde que recebera aquela ligação anônima noite passada. Ela ainda não entendia porque fora escolhida para fazer aquilo, mas precisava fazer ainda assim, era o único jeito de salvar sua mãe e seus irmãozinhos.
    Ela se levantou, se trocou e foi até o supermercado mais próximo. Comprou o que precisava e voltou pra casa. Encontrou sua mãe preparando o café.
— Ah, Letty? Pensei que tivesse ido pro colégio sem tomar café. — Falou Juliana Drummond sorrindo.
— Não, mãe. Trouxe uns pãezinhos. — Letty sorriu amarelo e colocou a sacola sobre a mesa.
— Oh, querida. Obrigada. — Disse Juliana servindo um pouco de café numa xícara.
— É pro papai? — Letty perguntou, mas sabia que sim, porque seu pai sempre se sentava na sala naquele horário, lia o jornal e tomava café antes de ir para o trabalho. Ele era policial, e inclusive, fora ele quem encontrara o corpo do pai de Nathaniel depois do “acidente”. — Deixe? Eu levo pra ele.
— Tudo bem. Vou ver se seus irmãos já estão prontos. — Disse Juliana entregando a xícara com o pires a Letty.
Assim que sua mãe saiu, Letty meteu a mão no bolso de trás de seu short e pegou o saquinho com veneno de rato. Rasgou a embalagem e despejou parte de seu conteúdo dentro da xícara, então mexeu o líquido com uma colher. Jogou o restante do veneno na pia e a embalagem também. Pegou o café e o levou a seu pai.
— Bom-dia pai?
— Bom-dia filha. — Ele sorriu de forma serena como sempre sorria.
Letty sentiu um aperto no coração. Ela estava mesmo fazendo aquilo? Estava matando seu pai?

“Ou você faz isso, ou eu faço por você, mas se eu fizer, garanto que não serei tão bonzinho e não pouparei nem sua mãe e nem seus irmãos, então, você faz ou eu faço?” Letty se lembrou das palavras do Tordo ao telefone.

Ela não tinha escolha. Sabia que sua mãe e seus irmãos nunca entenderiam e nunca a perdoariam, mas ela também não se perdoaria se deixasse todos morrerem. Melhor sacrificar um que todos.


“Mas por que ele? O que ele fez?” Letty perguntara aflita.
“Seu pai é um policial corrupto e deixou que um homem bom morresse” O Tordo respondera.
 

[…]


    As portas do elevador se abriram, Louise passou por elas com pressa e um desespero. Lágrimas escorriam por seu rosto, borravam sua maquiagem e atrapalhavam sua visão, mas nada disso impediu ela de chegar até o apartamento desejado.
Ela parou diante da porta e apertou a campainha, uma, duas, três vezes até abrirem a porta. Ela estava nervosa e desesperada, quanto tempo se leva para abrir uma porta?
A porta foi aberta, Tom olhou para Louise e ficou feliz em vê-la, mas ficou chateado e até confuso quando percebeu que ela chorava e tremia mais que vara verde.
— O que aconteceu? — Ele perguntou dando passagem a ela.
— Detetive! Eles me ameaçaram! Eu não quero matar ninguém! — Ela falou.
— Entra e se acalma. — Falou Tom.
Ela entrou no apartamento atrás de Tom, se sentou em uma poltrona preta com pequenos detalhes de aves e encarou o detetive, dessa vez mais calma, mas ainda chorando.
— Me conte, com calma. — Pediu Tom ao se sentar de frente para ela com uma grande caneca cheia de café. — Beba, se quiser.
Ela pegou a caneca e deu uma tomou um simples gole e então disse:
— "Eles" me ameaçaram, disseram que se eu não machucar pessoas a minha família é ferida. — Ela suspirou pesadamente e o encarou. — Você sabe que eu nunca machuquei ninguém e nunca faria isso! Eu não quero matar pessoas ou machucá-las.
— E você não vai…— Tom parou de falar por apenas um segundo, começou a ligar os pontos e então começou a murmurar. — … a quinta cereja… é você?!
Louise o encarou surpresa, sem entender nada e perguntou:
— Do que está falando?
— Disso!
Tom se levantou com pressa e buscou seu computador na sua mesinha de escritório e o entregou a Louise o laptop. Ela leu a mensagem várias e várias vezes.
— Não sou eu…— Ela disse nervosa.
— Mas? — Tom perguntou com esperança.
— Eu acho que sei quem é.
— Quem é e como sabe?
— Letty Drummond, Ela participa da banda Cherry Plum e foi a última a entrar na banda consequentemente ela ganhou o apelido de “Quinta cereja ”.
— Me diga! Onde Ela mora?!Ela pode estar correndo perigo, Louise.
— Rua do Alto Colorado. 256, é só isso que eu sei.
— Eu vou atrás dela, fique aqui. — Tom se levantou e buscou as chaves de seu carro.
—Não! Eu quero ir junto.
— É arriscado, você estará segura aqui.
— Não! Eu estou muito assustada e quero ir com você.
Tom segurou firme os braços de Louise e a fez o olhar bem nos olhos e disse:
— Eu entendo que está assustada, mas não posso arriscar a sua vida assim. Me promete que vai ficar aqui?
— Tudo bem. Eu confio em você.
— Ótimo, me espera. — Tom saiu do apartamento bem apressado, quase voando e bateu a porta.
Louise terminou seu café tranquilamente e então começou a observar o apartamento do Detetive, ela procurava algo e encontrou. Uma foto de família, que estava bem na sala, Ela instalou ali uma micro câmera, era tão pequena que Louise achou ter perdido ela umas duas ou três vezes antes de chegar lá. Pobre Tom, teve seus lindos olhinhos perfurados, mas agora tinham uma bela utilidade.
Depois de ter instalado, ela retornou a ligação.
— Já fiz oque me pediu…Exatamente do jeito que me pediu. — Disse Louise.
— Eu sei que fez…Eu estou vendo você. — Dessa vez a voz que ela ouviu era mais grave e bem mais modificada. Diferente da primeira.
Ela encarou a câmera inexpressiva e bem assustada.


[…]


    Tom dirigiu nervoso até a casa de Letty Drummond, mas quando chegou sentiu que já era tarde. Letty estava sentada na calçada. Chorando. Tom desceu do carro e se aproximou da garota.
— Letty, não é?! Você está bem? O que houve? — Ele perguntou.
Ela se levantou e estendeu as mãos a ele.
— Pode me levar… Eu não vou resistir porque eu sou culpada. Matei o meu pai!
— Você… O quê? Não! Como assim? Não era você quem estava em perigo? A quinta cereja não era você? — Disse Tom confuso.
— Não tive escolha… Se não o matasse, o Tordo o mataria e mataria também minha mãe e meus irmãos. Não podia permitir isso. Como eu cuidaria sozinha dos meus irmãos? — Disse Letty.
— Você falou com o Tordo?! — Tom disse.
Letty assentiu com a cabeça.
— Ele não está morto e mandou uma mensagem para o senhor, detetive… Ele trabalha sozinho.
— Como assim? O que ele quis dizer com isso?
— Eu não sei… — Letty respondeu. — Por favor? Me leve com você agora? Não consigo olhar nos olhos da minha mãe depois do que eu fiz.
Tom assentiu com a cabeça e suspirou.



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