História Dark Wood Circus. - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Vocaloid
Personagens Gakupo Kamui, Gumi Megpoid, Kaito, Len Kagamine, Luka Megurine, Miku Hatsune, Oliver, Rin Kagamine
Exibições 21
Palavras 1.692
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Incesto, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sobre a música que eu coloquei no meio desse capítulo, eu mesmo quem escrevi, na verdade foi só uma coisa aleatória -q Mas enfim, só para esclarecer mesmo.

Capítulo 4 - O proprietário.


Fanfic / Fanfiction Dark Wood Circus. - Capítulo 4 - O proprietário.

Ela não respondeu minha pergunta, e eu preferi não insistir, a moça não parecia nada bem. Eu estava agachada, ainda olhando para ela.


– O que estão fazendo? – Perguntou Rin, com um sorriso estranho. Eu não reparei de primeira, só depois que ela se aproximou mais eu pude ver. O olho esquerdo dela estava roxo.


– O que houve com seu rosto? – Me levantei, e aproximei minha mão dela, ela imediatamente se afastou, assustada. – Desculpe…


– Tá tudo bem. – Disse ela, voltando programadamente a sorrir. O jeito dela sorrir... Não era como se estivesse realmente feliz, e sim como se estivesse sendo forçada a sempre sorrir. Len desviou o olhar para ela, ele passou a mão delicadamente no rosto da gêmea, de uma forma carinhosa, eles se olharam. Eu não imaginaria que Len podia, de alguma forma, ser carinhoso com ela.


Fiquei entretida com os dois, e mal me dei conta de que Miku havia voltado a se esconder no fundo da jaula, eu não via seu rosto, apenas sua sombra, encostada nas grades, tão cansada.


– Você está bem, Miku? – Perguntei, virando um pouco a cabeça para tentar enxergá-la, ela não me respondeu.


– Eu acho que ela quer ficar sozinha. Vem, Meiko. – Rin me puxou pelo braço, eu a segui, ainda olhando para Miku. Eu senti tanta pena dela quando a vi de longe, abandonada naquela jaula como se não fosse nada.


Andei um pouco com os gêmeos pela floresta, conversamos sobre o espetáculo, eu até tentei falar com a Rin sobre aquela marca no rosto dela, que parecia ter sido causada por um ato de violência, ela desviava o assunto, eu pude perceber que isso a deixava desconfortável. Mais tarde, voltamos ao local onde estávamos antes, Miku não estava mais lá, e os convidados já tinham ido embora. Senti um forte cheiro de cigarro vindo de um dos trailer enfileirados, era o de Luka. Pude ver sua sombra pela pequena janela, com o braço para fora segurando o cigarro, ela não estava com sua cartola, sendo assim, seus chifres pontudos apareciam em sua sombra, deixando-a bizarra. Nós continuamos andando, por alguns minutos ficamos em silêncio, o que foi estranho. Rin sempre estava falante, e desde de o momento que ela havia voltado, não parecia bem, de vez em quando ela encarava o chão, depois sorria para disfarçar.


– Ei, eu tive uma ideia! – Disse ela, estranhamente entusiasmada. Eu levantei a cabeça, para ouvir sua grande ideia. – Não tem ninguém usando o palco agora, podíamos brincar por lá. O que você acha?


– Tem certeza que podemos? – A ideia me agradava, nunca havia pisado em um palco na vida.


– Claro que sim. Vem! – Os siameses foram correndo até a fresta que dava direto no palco, eu os segui, sem hesitar.


A visão do palco para plateia era incrível, passei alguns segundos apreciando, imaginando todos aqueles lugares ocupados como estavam há pouco tempo atrás. Rin fez um sinal com a mão, me chamando para ir onde ela estava, era como um camarim. Eu fui até lá, haviam figurinos pendurados, maquiagens, acessórios, eu cheguei a ver até um gato de verdade por lá, provavelmente fazia parte da atração de Luka.


– Aqui! – Disse Rin, eu estava distraída olhando por tudo que mal vi o que ela estava fazendo. A menina sorridente segurava um traje no antebraço.


– O que é isso? – Perguntei, me aproximando curiosa. Ela entregou o traje para mim, era um macacão vermelho cravejado de lantejoulas, com uma gola engraçada. Eu repeti a mesma pergunta, mostrando a roupa para ela. – O que é isso?


– Ora, vista. Vamos fazer nosso próprio show hoje. – Disse ela, eu arregalei os olhos, e voltei a atenção para o traje.


– Quer que eu vista isso? Tem certeza que posso? – Perguntei, aquele macacão era tão bonito, vermelho sempre foi minha cor favorita. Ela assentiu.


– Você quer parar de questionar tudo, mocinha? – Disse ela, eu deu um sorriso, e fui até uma cortina que ficava no canto do camarim. Coloquei minha capa sobre o varão da cortina, meu vestido também, e vesti o macacão, ele serviu perfeitamente. – Saia! Queremos te ver!


– Tcharaaam! – Saí, fazendo pose. Rin me fitou, e fez um sinal positivo com o polegar, Len também me olhou, mas não esboçava expressão alguma.


– Ficou perfeito!! Vem, vamos lá. – Ela segurou minha mão, nós fomos correndo para o palco, tão empolgadas quanto duas crianças podem ser.


Chegamos no palco, Rin soltou minha mão, e apanhou o megafone que estava guardado num canto, naquela época não tinham microfones. Eu fiquei apenas observando o que ela estava fazendo, notei que Len disse algo a ela, mas não ouvi o que.


– Atenção, senhoras e senhores! Aplausos para nossa convidada, Meiko! – Disse ela, fingindo ser a proprietária do circo, eu dei risada com a sua encenação, e me aproximei, acenando para platéia imaginária.


– Ei, o que eu faço agora? – Sussurrei, ela revirou os olhos, e colocou o megafone no chão.


– Faz algo que você seja boa, algo que goste, sei lá! – Disse ela, eu assenti, mesmo com receio.


Os siameses correram até a primeira fileira de cadeiras, e se sentaram com um pouco de dificuldade, pois as cadeiras eram meio estreitas para o corpo desproporcional deles. Eu me posicionei melhor no meio do palco, e olhei para a luz que iluminava o palco, que ficava no centro do teto do circo. Os quatro olhos azuis me olhavam, esperando que eu fizesse algo, eu tossi de leve, e me lembrei da única coisa que sabia fazer: Cantar. Respirei fundo, e comecei a cantar a música que minha mãe costumava cantar para eu dormir quase todas as noites, era minha favorita.


“(...) Toutes les étoiles du ciel seront alignés
Pour préparer une chanson
Avec l'aide de la lune, un à réparer
Et la nuit tombe, comme un nuage sonore (...)”


No começo, fiquei envergonhada, mas depois eu soltei a voz com vontade. Me senti viva no momento em que cantei, imaginei as pessoas na plateia torcendo por mim, e foi a melhor sensação do mundo. Coloquei as mãos atrás das costas, envergonhada, os gêmeos começaram a me aplaudir, eu sorri, e me curvei como gratidão. Eu ouvi mais alguém aplaudir também, os siameses se viraram para ver do que se tratava, as palmas eram lentas, e ecoava o lugar todo. Coloquei a mão perto do rosto para diminuir a luz que dificultava um pouco minha visão, e pude ver quem era. Era o proprietário do circo. Ele subiu as escadas que levavam até o palco, e assim que chegou, colocou sua bengala apoiada em sua coxa, e voltou a aplaudir. O homem me olhava, não estava tão longe de mim. Devia ter por volta dos 30 anos de idade, seus olhos tinham cor de azul marinho, sua pele era pálida, e ele tinha um olhar tão estranho, era misterioso, não dava para ter ideia do que ele estava pensando, seus lábios esboçavam uma espécie de sorriso malicioso. Não consegui evitar reparar em suas vestes, nunca tinha visto algo tão elegante na vida. Olhei de relance para os gêmeos, eles estavam tão surpresos quanto eu em saber que ele estava ali, principalmente a Rin, que parecia incrédula. Houve um silêncio enorme e perturbador, com o som apenas das palmas dele.


– Que belas cordas vocais você tem. – Elogiou ele, me fitando de cima a baixo de uma forma que me deixava desconfortável. Eu considerei o elogio dele, mesmo sendo esquisito.


– Obrigada, senhor. – Respondi, ele continuou a me fitar por alguns segundos, como se estivesse me analisando, depois olhou em meus olhos.


– Não tem de que. Qual seu nome, criança? – Perguntou ele, cambaleando para trás, por um momento pensei que ele fosse cair, mas ele segurou firmemente em sua bengala, tentando evitar que eu notasse. Sua perna o incomodava um bocado.


– Meiko. – Falei. Aquele homem alto na minha frente me causava arrepios.


– Prazer em conhecê-la, Meiko. – Ele puxou minha mão, e beijou-a. Me perguntava se ele tratava a todos assim, tão gentilmente. – Eu sou o Doutor Kamui.


– Pensei que fosse o dono do circo… – Ousei dizer, ele sorriu de canto.


– Eu sou. Mas já fui um médico antes. – Disse ele, eu nem sequer cogitei que ele fosse médico. – Sua voz me agradou muito, pequena. Na minha opinião, as músicas francesas são as mais belas.


– Eu também acho. – Falei, ele era gentil, eu estava começando a me sentir pouco mais confortável perto dele. O doutor colocou o dedo indicador sob o meu queixo, e me fez levantar o rosto.


– Tenho coisas a fazer, mas nos veremos em breve. – Disse ele, passando pelo meu lado. Eu o observei indo embora, ele mancava. Franzi o cenho, meio desnorteada, e olhei para onde os siameses estavam.


Eles não estavam mais lá. Olhei por todo lado, e nada. Eu nem sequer os vi indo embora. Chamei por eles algumas vezes, mas não tive sucesso, me perguntava onde é que eles tinham ido. Voltei ao camarim, coloquei minhas roupas novamente, e estava prestes a guardar o traje que eu havia usado por alguns minutos, ele era tão bonito, que eu queria usá-lo de novo. Coloquei o macacão dentro da minha capa de uma forma que não podia ser visto, e vesti a touca, enquanto saía. Eu sabia que não era certo, mas era só por um dia, eu ia devolver. Procurei pelos gêmeos pra fora do circo, mas não os encontrei, já estava bem tarde, eu tinha que ir embora logo. Fui andando rapidamente para casa, com o traje nas mãos, eu pensava em voltar e devolver, mas aquilo era como um motivo para me incentivar a voltar lá no dia seguinte, pois era o último dia deles ali. Me senti mal por não ter me despedido de Rin, mas eu realmente não os encontrei, e pegaria mal se eu ficasse rodando o circo sozinha uma hora dessas. Cheguei em casa, e entrei pela janela, minhas pernas estavam doloridas de cansaço, guardei o traje debaixo da cama, e minha capa suja na cabeceira, eu apenas me joguei em cima da cama e dormi, todas as dúvidas que tinham brotado na minha mente em uma só noite, nem chegaram a martelar antes de eu dormir, pois eu estava tão cansada que nem pensar pensei.



Notas Finais


Esse capítulo ficou meio curto, agora que eu fui perceber, desculpem. Sobre a próxima fanfic que eu provavelmente vou escrever, estou tentando produzir uma adaptação de Servant of Evil, mas por algum motivo não acho que esteja ficando bom... De qualquer forma, obrigado por lerem até aqui, xoxo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...