História DARKNESS - Livro Um: Ana - Trilogia - Capítulo 50


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Palavras 1.259
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Ficção, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 50 - O Coma


Fanfic / Fanfiction DARKNESS - Livro Um: Ana - Trilogia - Capítulo 50 - O Coma

O que estou fazendo aqui?
Acho que isso foi uma péssima ideia, mas na hora parecia o mais lógico.
Passei pela entrada e tenho certeza de que o segurança ficou se perguntando de onde me conhecia. É claro que ele não pode impedir minha entrada, mas pode facilitar a minha saída e nesse momento, eu preciso estar aqui. Só que ao estar aqui sinto aquele pavor, medo... Receio? De quê?
Esse hospital me traz tantas más lembranças. Trevor, Andy, meus pais... Aquele médico da Andy que me dá calafrios, a terapia que não ajuda ninguém. Penso em Claire, ela cortou o próprio pescoço, como sobreviveu? O corte foi realmente fundo, só de pensar, já fico em pânico.
E eu? Eu cortei meus pulsos, eu sangrei até ser encontrada, ou sei lá. O Sr. Luke só me procurou porque sentiu minha ausência no café da manhã, mas, e aquele alguém? A silhueta que vi antes de ficar inconsciente? Quem era ele? Matt? Trevor? Deus? O demônio?
Lembro-me das palavras de Trevor:
"Ele tem vários nomes querida. Delombo, Zales, Asmodeus, Hades, Belzebu, Satanás, Lúcifer, Senhor das Trevas... Darkness" .

- Darkness - Digo em voz alta olhando distraidamente para a entrada da unidade de terapia intensiva, o local onde estive em coma.

Não sei porque, mas esse nome me desperta algo. Eu não sabia que o Diabo tinha tantos nomes e um nome tão comum como Darkness, escuridão, obscuridade...
Trevor disse que é seu seguidor, que encomenda almas para ele, as conduz a morte ou as mata, mas as almas que conheço, não foram mortas por ele, foram mortas por outras pessoas. Não... Talvez a família de Matt não, Matt conhecia o assassino e Andy conhecia Trevor. Ela mostrou a ele o arsenal de armas de seu pai e então ele se aproximou de sua família aos poucos, se tornou amigo deles e os matou, por isso está atrás de Matt e talvez por isso Matt tenha desaparecido. Talvez esteja buscando provas - afinal não deve ser fácil conseguir provas contra um ser sobrenatural - e tentando me proteger. Matt nem imaginava que Trevor e eu nos conhecíamos, que aparentemente temos uma história, um pacto, que talvez eu tenha feito algo horrível, do qual ainda não tenho certeza.

- Desculpe senhorita... - Sou despertada de meus pensamentos sombrios por uma enfermeira - Mas não pode entrar aqui. - Diz apática.

- Ahn... Me desculpe, é que eu gostaria de ver uma pessoa. - Minto.

- Eu entendo senhorita, mas os pacientes na UTI não recebem visitas, somente com autorização médica.

- Tudo bem então. Sabe aonde encontro o médico responsável?

- Claro - Seu sorriso é sem vida, as pessoas desse hospital são muito estranhas, sempre. - Siga neste corredor até o final e vire a esquerda, consultório três.

- Ok, obrigada. - Viro seguindo pelo corredor.

- Não por isso. - Ouço-a. Sinto que estou sendo observada.

Caminho, o corredor parece maior do que eu esperava, olho para trás, ela ainda está lá e estou com certeza sendo observada. Aceno desconcertada, ela não acena de volta, só observa. Sigo em frente até o fim e viro à esquerda. Consultório três, passo direto, continuo caminhando, preciso dar um tempo para que ela saia dali.
Já estou próxima a outro corredor, perdida no tempo, não sei se é dia ou se é noite. Me encosto na parede entre o corredor que estou e o corredor a frente, vejo apenas luzes não muito fortes, quase não enxergo o final do segundo corredor. Fecho os olhos, estou tão cansada.

- Ana...

Alguém sussurra e abro os olhos depressa. Droga! Por que ainda insisto nisso? Em descansar? Corredores vazios e à meia luz. Esse lugar me causa calafrios. Fecho meus olhos novamente, sei que não deveria, mas estou exausta e o jeito mais rápido de encontrar respostas é fechando os olhos. Encontrando as trevas...

- Ana...

Ouço o sussurro novamente, abro os olhos e busco pelo som. Vejo médicos vindo do fim do corredor, desse segundo corredor, três médicos - ou enfermeiros - rostos com máscaras, empurram uma maca, parece uma emergência... Eles vêm em minha direção, há algo errado, parecem correr, mas em um ritmo mais lento, não chega a ser em câmera lenta, só que é estranho. Permaneço parada, até que passam por mim, uma garota, pulsos cortados. A garota zumbi! Eles passam e eu os sigo, - o ritmo volta ao normal, eles correm - não sei se posso, mas é instinto, sinto que devo ir atrás. Hospital vazio, isso é tão estranho. Estou em seu encalço.

- Há quanto tempo? - Ouço-os conversar.

- Não tenho certeza... - Ele olha para trás, para mim, continuam correndo - Tinha muito sangue lá - E seus olhos escurecem até à esclerótica, com certeza há algo errado.

Eles param subitamente e escuto o ranger da maca com a parada inesperada.

- Ana... - Ela chama meu nome, parece um clamor.

Ela se levanta lentamente na maca e todos abrem espaço para que tenhamos visão direta uma da outra. Garota zumbi versus Anastacia Chadwick, uma de frente para a outra e parecemos ser assistidas pela plateia de médicos com olhos negros, parados, dois de um lado e um do outro.

- Tinha muito sangue lá Ana... - Diz ela e meu corpo enrijece. - Você é uma garota morta sua vadia!

Ela voa entre as gargalhadas dos médicos e eu me abaixo para me proteger. Nada.
Abro os olhos, estou em frente à entrada da UTI, sozinha e sem ninguém por perto.
Eu entro, sei para onde devo ir. Caminho ao som dos aparelhos, até o quarto, o quarto, aquele quarto. O lugar onde acordei após três anos de coma. O leito está vazio. Meu coração começa a acelerar. Entro no quarto, me aproximo lentamente da cama e a toco. Tudo gira...

 

 

Imagens... 

Dor... 

Sangue... 

Fogo... 

Folhas... 

Dor...

Sangue...

Tinha muito sangue lá... 

Não... 

Aqui... 

Dor...

Morte...

Fogo...

 

 

 

 

As imagens passam depressa na minha cabeça enquanto ouço o sussurrar da garota zumbi igual àquele dia na rua:

 

Sangue e morte atrás de você... Estou sozinha no quarto, mas ouço sua voz... Sangue e morte atrás de você... Um carro... Sangue e morte atrás de você... A estrada... Sangue e morte atrás de você... Garganta cortada... Sangue e morte atrás de você... Folhas... Sangue e morte atrás de você... Tinha muito sangue lá... Sangue e morte atrás de você... Tinha muito sangue aqui... Sangue e morte atrás de você... Morte... Sangue e morte atrás de você... Imagens em flashbacks... Sangue e morte atrás de você... Fogo... Sangue e morte atrás de você... Dor... Sangue e morte atrás de você... Lágrimas... Sangue e morte atrás de você... O perdão é o primeiro passo... Sangue e morte atrás de você... Não... Sangue e morte atrás de você...

- Não! - Eu grito chorando. O que houve? O que aconteceu?

Choro desconsolada apoiando os cotovelos no leito e segurando minha cabeça entre as mãos, é muita dor.

- Ele tirou, tira e vai tirar...

Ouço a voz, apenas a voz, pois não há ninguém, uma voz trêmula e cruel. Ela nem precisa terminar, eu sei o que ela vai dizer, mas eu não tenho mais ninguém!

Na verdade...

Eu tenho alguém!

A única pessoa que tem se importado comigo desde que acordei, que sente a minha ausência e sabe quando não estou bem. E se Darkness tira tudo o que amo, existe alguém que preciso salvar.

 

Sinto que esse será o meu fim... Mas será por uma boa causa. 


Notas Finais


Estamos na reta final, não percam as emoções da primeira parte desta trilogia.


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