História Darkness - Capítulo 27


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Ficção, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 27 - Sem Saída


Fanfic / Fanfiction Darkness - Capítulo 27 - Sem Saída

Tenho sangue nos joelhos, braços e mãos. Ela foi removida para a emergência, seu nome era Claire Sutta, era ou é, não sei se vai sobreviver. A culpa me consome, por onde passo levo trevas e destruição pelo visto. Eu a perturbei, embora uma parte de mim diga que ele apenas a usou para me mandar um recado. Um homem que sacrifica uma vida dessa forma, apenas para ferir outro alguém, deve ser a pessoa mais amaldiçoada de todas. Para ele a vida é descartável, nada importante.

Ainda estou aqui, de joelhos, no palco, sozinha, as luzes em mim, pareço a protagonista de um conto de terror deprimente. Estou imóvel, sem ação, não sei o que fazer agora, não sei como me olharão lá fora, quero me esconder, me enfiar debaixo da terra e hibernar, mas nem isso posso, hibernar seria prolongar toda essa tormenta.

Ouço um barulho, algo como um objeto rolando no chão, olho em direção à entrada por onde passei anteriormente, vejo uma silhueta me observando, encaro-a, não sei quem é, talvez uma enfermeira ou outro funcionário do hospital.

- Ana... 

Ela sussurra meu nome e no mesmo instante, antes mesmo das luzes iluminá-la, já sem quem é. Trata-se dela, a garota zumbi, se aproximando de mim em uma lentidão torturante, em um vestido simples, curto e rodado, branco. Sua pele é acinzentada, olhos fundos como se não dormisse há dias, seu cabelo está sem vida, mas ainda está bonita e ainda se parece comigo. 

Permaneço imóvel e ela chega até mim, me estende a sua mão e ao tocá-la tudo se transforma. Estamos próximas ao Oneida Lake, mãos dadas, assim como foi com a Andy, avisto uma garota no coreto, é ela, só que reluzente, radiante, a pele rosada, com a mesma roupa e ainda assim, cheia de vida. Caminha de um lado para o outro muito irritada.

- Por que tão irritada linda garota?

Ele aparece atrás de nós, o assassino. Ela o encara com atenção, parece desconfiada.

- E por que eu diria algo à você? Não te conheço. - Responde ríspida, ela é bem temperamental.

- Onde estão meus modos? - Ele estende a mão para ela - Sou Trevor Bayne, me mudei há pouco tempo, só quero conhecer a vizinhança.

- Seja bem vindo Trevor - Ela segura sua mão - Não vou dizer meu nome, vai que você é um psicopata - Garota esperta, até mais do que eu.

- Certo, posso? - Ele aponta para o para-peito do coreto.

- À vontade.

Ele se encosta admirando a paisagem, ele é tão charmoso e ela se coloca ao seu lado, mas mantendo distância.

- Você vem sempre aqui garota sem nome? - Ele pergunta, a voz sombria, mas atraente, ele sabe jogar.

- Só quando preciso pensar, principalmente sobre a merda que é a minha vida. - Que garota!

- Seus pais não te ensinaram bons modos mocinha? - Ele finge indignação, mas não engana, não a mim.

- Danem-se meus pais! - Ela esbraveja - Não fazem mais diferença na minha vida.

- Olha! - Ele sorri - Sabe que se eu recebesse um dólar por cada adolescente que reclama de seus pais, eu estaria rico.

- Você não entende, é tão velho quanto eles.

- E por que está com eles então? Parece tão independente, poderia fazer o que quisesse.

- Talvez, mas não sem dinheiro.

- Seus pais não tem algum fundo de investimento? Sei lá, seu dinheiro para a universidade, herança...

- Até que sim - Ela coça o queixo suavemente - Eles têm uma boa grana guardada, eu bem que poderia pegar uma parte dela e ir conhecer o mundo, dane-se a universidade.

- Está certa - Ele sorri satisfeito - Danem-se o pais - Diz abrindo os braços como se expulsasse todos à sua volta - Eles não entendem a complexidade da vida adolescente. - Ele se aproxima dela, mas ela não recua - Eu me livrei dos meus assim que pude - E lhe dá uma piscada sutil.

- Como assim? Poderia se livrar deles? Tipo um cruzeiro para o Japão com passagem só de ida?

- Claro - Ele solta uma gargalhada maléfica - O que você quiser. Posso arrumar uma viagem para eles, convenço-os de que você precisa estudar fora e os faço depositarem um bom valor para você, o que acha?

- Fechado - Ela lhe estende a mão, não!

- Gostei de você, você sabe o que quer, vamos nos ajudar mutuamente, o que acha? - Ele é macabro.

Ela sorri animadíssima. Mal sabe que está entregando a sua vida e a de seus pais a um monstro que vai matá-los sem piedade. Ele sorri e olha para mim.

- Ainda quer procurá-lo Ana? - Meu coração dispara - Quem procura acha! - Sua voz muda, a garota zumbi desaparece e estamos sós, mas apenas eu sinto medo aqui - Eu vou destruir você sua vadia do inferno!

E antes que ele avance sobre mim, abro os olhos e estou em posição de defesa, ainda no chão do auditório. Olho ao meu redor, estou sozinha e ofegante. Me levanto rapidamente, meu jeans sujo de sangue nos joelhos, saio e caminho pelo corredor do hospital sob olhares desconfiados. Não me lembro de o corredor ser tão longo. Finalmente chego ao estacionamento. Entro no carro e saio dali, quero ficar o mais distante possível desse lugar. Dirijo, tenho que ir à casa de Matt, voltar ao início. Ouço um estalo e checo o retrovisor, dou de cara com o reflexo da velha amaldiçoada e no susto, viro o volante fazendo o carro sair da estrada e começar a derrapar. Tento manter a direção firme, mas ele desalinha, me fazendo entrar mata adentro, deslizando por um barranco, o desespero tomando conta de mim, até que o carro bate em uma árvore e meto a cara no volante com força. Toco minha testa, mais um corte para a coleção. Tiro o cinto e saio do carro dolorida, tenho que acionar o seguro, mas não tenho telefone. Devo voltar a estrada e pedir ajuda.

Caminho barranco acima, está escuro demais. Ouço sons, estalos, bichos, galhos quebrando sob meus pés. Segura a tua onda Ana! E de repente ouço um gemido baixo, paro de andar para escutá-lo melhor, olho em direção às árvores da minha esquerda, tem um corpo que parece agonizar ali. Corro até lá, é uma senhora, bela, sinto como se a conhecesse, ao seu lado vejo o corpo de um homem, mas parece sem vida.

- Calma, vai ficar tudo bem, eu vou pedir ajuda. - Digo tentando acalmá-la, sua garganta sangra e ela não consegue falar.

Olho para cima, a estrada está perto, ouço um som que mais parece carne se desgrudando e então mil vozes infernais:

- Você precisa de ajuda sua vadia!

E ao olhar para a senhora, não é mais ela, é a velha e ela avança sobre mim não me dando escapatória.



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