História Darkness - Capítulo 28


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Ficção, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Bíblia Sagrada


Fanfic / Fanfiction Darkness - Capítulo 28 - Bíblia Sagrada

Acordo com o som da buzina do carro de trás. Estou interrompendo o tráfego da estrada, ligo o carro rapidamente, - na verdade ele morreu - e arranco depressa. Eu dormi, eu dormi no volante, isso não pode acontecer, eu podia ter morrido ou pior, matado alguém. Olho pelo retrovisor, não há ninguém no banco de trás, foi apenas um pesadelo, um pesadelo monstruoso. 

Dirijo mais um quilômetro, bato em meu rosto de tempos em tempos para me manter acordada. Estaciono em frente minha casa, não tenho tempo para planejar tudo, então vou direto à casa da Sra. Thompson e toco a campainha.

- O que você quer? - Ela surge rapidamente.

- Sra. Thompson, me desculpe, mas eu preciso ir ao quarto de Matt e vou entrar, a senhora deixando ou não! - Mantenho contato visual.

- Tudo bem - O quê? - Vá! - Ela dá passagem e subo depressa.

O quarto está igual, ele não parece ter passado por aqui, mexo e remexo em seus livros - voltar ao início - em busca de uma nova pista, nada de novo. Vou até sua cama, levanto o colchão, cobertores, nada. Sacudo seus travesseiros, cai um pequeno livro, uma bíblia, ele não me parecia muito religioso, pego-a com cuidado e a coloco no cós de minha calça ensanguentada, depois eu volto. Abro a porta e dou de cara com a Sra. Thompson me fitando.

- Acha que vai encontrar algo menina? - Ela parece assustadora sob meia luz - Cuidado, o que te persegue nunca dorme.

E depois disso, não tenho coragem encará-la, de perguntar absolutamente nada, apenas saio cabisbaixa. O que ela quis dizer com isso? Quem me persegue? Nunca dorme? Ele é quem? Deus?

Entro em casa, preciso ficar acordada e coloco o primeiro DVD que encontro na estante: "Passageiros", ok! Já assisti, não é terror, a atriz é linda e a história interessante. Gente que busca a luz, que morreu e seus falecidos parentes vieram para lhes ajudar na transição, é um belo filme apesar de falar da morte. Não me dou bem com isso, não depois de tudo o que aconteceu e de tudo o que tenho visto desde que acordei do coma. A morte me desagrada.

Pego a pequena bíblia de Matt e abro-a. É um susto ao vê-la rabiscada de caneta preta. Por que ele fez isso? Escreveu por cima das folhas, grifou versículos. Abro em uma outra página e vejo dois versículos destacados:

Salmos 91
5 - Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia.
6 - Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia. 

Por que ele destacou isto? Fez um quadro em volta das frases. Será que ele estava sendo assombrado? Por que ele me esconderia algo assim? Pense com clareza Ana. Não, ele teria acreditado em mim se estivesse sendo assombrado também, talvez apenas destacou o que lhe interessou. Abro em outra página, mais versículos destacados.

Efésios 6
10 - No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
11 - Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
12 - Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

De novo, trevas. Mas agora parece fazer sentido, não é sobre Matt, é sobre mim, sobre eu ser assombrada. É sua mensagem para mim, preciso me manter firme, confiar em Deus, tudo isso é para um propósito maior: ajudar essas almas. Eu sou a parente que lhes ajuda a chegarem à luz, assim como no filme. Somente eu - com um pé em duas atmosferas - posso guiá-las, é por isso que elas me procuram e por isso ele me quer, ele fará de tudo para impedir que eu ajude as almas que ele matou e o desmascare salvando muitas outras almas de suas garras infernais. Vou até o final das páginas e leio a letra de Matt:

"Pertence à Matthew Thompson,
              Caso encontre, favor devolver em:
                Main St, 70 - Salisbury, Connecticut".

Seu endereço, voltar ao início, talvez seja lá que eu vou encontrar as respostas, o seu início, onde tudo começou, onde Trevor Bayne conheceu Matt e abordou Andy. Talvez seja o início de Trevor e não de Matt, antes dele vir para New York State e matar aquela garota e sua família. Eu devo começar por Connecticut e seguir seus rastros até aqui. Quem sabe no meio do caminho eu descubra o que ele fez com aquela mulher, a que mais me assusta, agora a que mais me assusta depois dele. O mal encarnado.

Vou até a cozinha fazer algo para comer - macarrão instantâneo - e volto para assistir, estou motivada, irei pela manhã, nada irá me impedir, só tenho que me manter acordada.

*****

- Saindo um shake de morango-maravilha. - O Sr. Luke me serve prestativo.

- Humm... - Experimento - Delicioso Sr. Luke, algum dia me dirá o seu ingrediente secreto?

- Talvez - Ele sorri.

- Espero que sim, então abrirei uma loja de Milk Shakes e ficarei rica com a sua ideia.

- Espero que sim moça. - Ele diz animado - Parece contente, espero que esteja bem.

- Digamos que estou ahn... Motivada. - Digo.

- Que bom! - Ele entra na mesma energia que eu - Que você consiga tudo o que quer.

- Obrigada - Sorrio - Espero que sim e depois disso terei paz.

- É o que todos querem não é mesmo? - Ele pisca sorrindo para mim e sinto-me ainda mais entusiasmada. Os pesadelos terão fim.

*****

São um pouco mais de três horas de viagem até Connecticut, mas não importa, estou confiante, se eu desmascarar o assassino, libertarei essas almas aflitas e enfim terei paz. É nisso que devo acreditar. Matt pode estar me esperando lá, segui suas pistas e agora poderei ver seu belo rosto novamente. Em breve estaremos livres.

Chego ao endereço, reconheço a vizinhança pela visão de Andy, o gramado onde ela se sentou, sigo em direção à casa, está trancada. Olho para ver se tem alguém na rua, ninguém. Dou uma cotovelada no vidro da porta quebrando-o e abro a porta por dentro. Entro com cautela, tem cheiro de guardada e... Morte, foi aqui que tudo aconteceu. Passo pela, sala e vou direto para o corredor. Eu o reconheço da primeira visão, o papel de parede é o mesmo, passo pelo escritório e entro. O armário está aberto e as armas não estão nele. Alguém pegou? Não saberei dizer.

Conheço o caminho e vou direto para o quarto de seus pais, entro, está tudo limpo, mas escuro, vou até a mesinha ao lado da cama de casal e abro a primeira gaveta, tem uma notícia do jornal local.

"Trevor Bayne Se Muda Para New York
O grande produtor teatral decidiu após anos em Connecticut, buscar novas inspirações em cidades vizinhas"...

Sinto meu estômago revirar.

- Procurando por algo Ana?

Me viro rapidamente, ele está aqui, me observando encostado no batente da porta, não parece amedrontado.

- Você tem sérios problemas - Digo, estou morrendo de medo.

- Não - Ele gargalha - Você tem! - Sua voz já não é mais a mesma.

Sinto um calor enorme em minha mão e quando olho, o jornal está pegando fogo, tudo está pegando fogo, ele sumiu e estou no meio de um incêndio. É uma queima de arquivo e eu vou queimar junto.



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