História DARKNESS - Livro Um: Ana - Trilogia - Capítulo 29


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Palavras 1.123
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Ficção, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Garganta Cortada


Fanfic / Fanfiction DARKNESS - Livro Um: Ana - Trilogia - Capítulo 29 - Garganta Cortada

Só pode ter algo a ver com as trevas para uma casa incendiar assim tão rápido, tento abrir a janela e como em minha visão, não consigo, o fogo se alastrou rapidamente e sinto a fumaça entrar em meus pulmões. Estou tossindo, me intoxicando lentamente, é uma morte dolorida, não há como sair pela porta, o fogo tomou conta de tudo. Vejo a casa de Matt tornar-se  em cinzas aos poucos. Como ele reagirá? Sinto sua dor, toda a sua vida está desmoronando e eu estou indo junto com ela. Não! Não posso me entregar, estou perto da verdade e ele sabe disso. Pego um abajur e arrebento a janela com ele, não vou me entregar assim, não antes de encontrar Matt, de saber que está bem e salvar Andy, sei que ela acordará do coma assim que pegarmos esse maldito assassino das trevas.

Pulo como posso, escalando a janela primeiro e depois me jogando no gramado, sinto um vidro entrar no meu braço, mas não ligo, é apenas mais um corte de muitos. Me levanto e observo a casa desmoronar, o fogo é cruel, não perdoa, não dá trégua, ele vem e destrói tudo o que é vivo. As madeiras começam a ruir e então, tudo vai ao chão, é uma visão triste. Estou coberta de poeira e cinzas, olho ao meu redor, tem muita gente me olhando, corro imediatamente para o carro e arranco em alta velocidade, espero que não tenham anotado o número da placa, aposto que pensam que fui eu quem incendiou o lugar.

Estou tendo um surto de adrenalina, meu coração está acelerado e apesar de estar a cento e vinte quilômetros por hora, parece que tudo a minha volta está se movimentando em câmera lenta. Tento coordenar minha respiração, preciso me acalmar, começo a desacelerar e agora estou a oitenta e menos ofegante. Decido parar no acostamento, preciso de um tempo para colocar a cabeça no lugar, muita coisa aconteceu em tão pouco tempo, vão fazer três semanas que acordei do coma e minha vida virou de ponta-cabeça, onde foi que me perdi? Por que eu? Qualquer outra pessoa poderia  ter sonhos assim, por que eu então? Isso não pode ser um dom, é uma maldição, um castigo. E Matt? Meu Matt, cada vez você parece mais distante de mim.

**Eu sorrio no desespero e choro inconformada. Estou cada vez mais aclamando sua doce voz. Eu queria sonhar, sonhos maravilhosos, ver estrelas, mas não, eu vejo trevas, dor e obscuridade que estorvam minha mente. Eu não estou caindo, estão me derrubando.

Ah Matt, sinto sua falta, minhas lembranças de você estão desaparecendo pouco a pouco, principalmente depois daquela visão tão deformada de você e de seu belo rosto.

**Normalmente eu costumava te ver com olhos azuis e a face jovem. Agora te vejo a correntes, preso a uma montanha, eu ouço seu grito a noite, seu sufoco pedindo ajuda. Eu não me levanto, eu não me movo. Eu permaneço quieta, eu preciso de alguém... De você.

Pensei que minhas lágrimas haviam secado, mas percebo meu engano ao senti-las rolarem pelo meu rosto, é tão... Deprimente. Eu sou apenas um rascunho do que já fui. Me olho no retrovisor, horrível é pouco para me descrever, eu estou péssima, não somente de aparência, mas de espírito. Estou realmente cansada, não sei por quanto tempo vou aguentar, eu gostaria de dormir agora mesmo, descansar o corpo e a mente. Isso me ajudaria a pensar melhor sobre como agir e o que fazer, mas não posso, pois por causa dos meus sonhos é que estou nessa.

Encosto minha testa no volante, estou tão cansada de tudo, o assassino parece estar sempre um passo a minha frente, como derrotá-lo? Para quem contar agora que Matt desapareceu? Abraço o volante, é minha única companhia agora.

- Ana - A voz é apenas um sussurro, quase inaudível, custo para racionar que é meu nome e de onde vem.

Olho para minha direita, é ela, a velha das trevas. Ela me observa, numa camisola de manga longa branca, mas bem suja, suja de sangue negro, seus olhos brancos me causam pavor e sua pele deformada pelo fogo e a garganta cortada contribuem para meu desespero. Me levanto devagar, o ar é palpável entre nós. Mantemos distância, uma da outra, quero que ela vá, mas sei que não será tão fácil assim. Ela me estende sua mão, unhas enormes e pontiagudas, eu sei o que vem a seguir, mas estou com medo, muito medo. Tive coragem de tocar nas duas anteriores, mas ela, ela me apavora, hoje não tanto quanto Trevor, mas ainda assim, me apavora mais que as outras. Se ela quiser me matar, não haverá escapatória, é agora ou nunca. Ela permanece com a mão estendida e não tenho coragem o suficiente para tocá-la. 

Ela deita a cabeça de um lado e vai de um lado para o outro em uma lentidão de desesperar, parece me analisar a fundo, seus olhos fitando os meus, como se me conhecessem e pudessem ver meu interior, minha alma.

- O que você quer de mim? - Pergunto, a voz trêmula.

- Você procura. - Sua voz quase não sai - Você acha.

O que isso quer dizer? Não perco mais tempo e toco sua mão. Como de costume, tudo evapora em uma fumaça negra e somos transportadas para uma estrada, estamos dentro de um carro, vemos tudo bem de perto, mas é como se não estivéssemos sentadas aqui. Vejo uma garota ao nosso lado e na frente, duas pessoas. O homem dirige e a mulher está quieta, mas a garota é quem me dá calafrios, seu olhar me assusta, ele os encara pelo retrovisor, os encara com furor e de repente Trevor está ao seu lado, vejo os dois como se eu não estivesse aqui. Ele sorri para ela e ela sorri de volta, me parece familiar. A velha segura minha mão com mais força e então vejo Trevor cortar a garganta da passageira e depois a do motorista. Ele gargalha, um riso cruel, a velha aperta ainda mais minha mão e agora eu sei, a passageira é ela, morta brutalmente por um assassino sanguinário. Estamos de volta ao meu carro e as lágrimas dela rolam junto com as minhas, ela foi uma vítima dele e sinto sua dor.

A atmosfera entre nós transmite sofrimento, mágoa e parece que os sentimentos dela são os meus. Ela foi morta de forma cruel, só quer encontrar o caminho de volta e choramos juntas - ela não expressa nada, apenas suas lágrimas rolam - até que seu corpo torna-se transparente e ela desaparece como névoa. Agora estou só, no meio da estrada, entre soluços desesperados. Com o quê estou lidando?


Notas Finais


**Parágrafos escritos pela querida leitora ~Rylle.
Mais uma vez muito obrigada.


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