História Darkness Angel - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Tags Anjos, Fantasia, Justin Bieber
Exibições 31
Palavras 1.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"Que a verdade seja dita ou descoberta. "

Capítulo 21 - Let the truth be told or discovered.


Deixei o globo de neve em sua caixa e enfiei dentro do meu armário atrás de uma pilha de suéteres com padrão de diamante que eu tinha roubado do meu pai. Quando abri o presente à frente do Justin, o Delphic parecera brilhante e lindo, arco-íris de luz girando dos arames. Mas sozinha no meu quarto, o parque de diversão parecera assombrado. Um campo ideal para espíritos separados dos corpos. E eu não tinha muita certeza de que não havia uma câmera escondida dentro.

 

Após colocar uma camisola larga e calça de pijama floral, liguei para Vee.

 

— Bem? — ela disse. — Como foi? Obviamente ele não te matou, então esse é um bom começo.

 

— Jogamos sinuca.

 

— Você odeia sinuca.

 

— Ele me deu algumas dicas. Agora que sei o que estou fazendo, não é tão ruim.

 

— Aposto que ele podia te dar algumas dicas em outras áreas da sua vida.

 

— Hmm. — Normalmente, o comentário dela podia ter incitado pelo menos um rubor de mim, mas meu humor era sério demais. Eu estava concentrada no trabalho, pensando.

 

— Eu sei que disse isso antes, mas o Justin não instila uma profunda sensação de conforto em mim — Vee disse. — Eu ainda tenho pesadelos com o cara com a máscara de esqui. Em um dos meus pesadelos, ele arrancou sua máscara, e adivinha quem se escondia por trás dela? Justin. Pessoalmente, acho que devia tratá-lo como uma bomba armada. Algo nele não é normal.

 

Isso é exatamente sobre o que eu queria falar.

 

— O que faria com que alguém tivesse uma cicatriz em formato de V nas costas? — perguntei  a ela.

 

Houve um momento de silêncio.

 

— Anormal — Vee engasgou. — Você o viu pelado? Onde aconteceu? No jipe dele? Na casa dele? Nos seu quarto?

 

— Eu não o vi pelado! Foi meio que um acidente.

 

— Aham, já ouvi essa desculpa antes — disse Vee.

 

— Ele tinha uma cicatriz enorme em formato de V de cabeça para baixo nas costas. Isso não é um pouquinho estranho?

 

— É claro que é estranho. Mas é do Justin que estamos falando. Ele tem alguns parafusos a menos. Vou dar um chute e dizer... briga de gangue? Cicatrizes de guerra? Marcas de derrapagem de uma batida com carro?

 

Metade do meu cérebro estava focado na minha conversa com Vee, mas a outra metade mais subsconciente tinha se desviado. Minha memória voltava para a noite que Justin tinha me desafiado a andar no Arcanjo. Eu recapturei as pinturas apavorantes e bizarras na lateral dos carros. Eu me lembrava das bestas chifrudas arrancando as asas do anjo. Me lembrava do V negro de ponta-cabeça onde as asas do anjo costumavam estar.

 

Eu quase derrubei o telefone.

 

— D-desculpa, o quê? — perguntei a Vee quando percebi que ela tinha continuado  a conversa e estava esperando pela minha resposta.

 

— O que. Aconteceu. Depois? — ela repetiu, enunciando cada palavra. — Terra para Nora. Eu preciso de detalhes. Estou morrendo aqui.

 

— Ele se meteu numa briga e sua camiseta rasgou. Fim da história. Não tem nada de o-que-aconteceu-depois.

 

Vee prendeu a respiração.

 

— É disso que estou falando. Vocês dois saíram juntos... e ele se mete numa briga? Qual o problema dele? Parece que ele é mais animal do que humano.

 

Na minha mente eu ficava alternando entre a pintura das cicatrizes do anjo e das cicatrizes do Justin. Ambas as cicatrizes tinham sarado à cor de alcaçuz preto, ambas corriam das omoplatas até os rins, e ambas se curvavam enquanto viajavam pelo comprimento das costas. Eu disse a mim mesma que havia uma boa chance de ser meramente uma coincidência muito bizarra que as pinturas no Arcanjo descrevam as cicatrizes do Justin perfeitamente. Eu disse a mim mesma que um monte de coisas podia causar cicatrizes como as do Justin. Brigas de gangue, cicatrizes de prisão, marcas de derrapagem – exatamente como Vee dissera. Infelizmente, todas as desculpas pareciam mentiras. Como se a verdade estivesse me encarando, mas eu não era corajosa o bastante para olhar de volta.

 

— Ele foi um anjo? — Vee perguntou.

 

Eu voltei a mim.

 

— O quê?

 

— Ele foi um anjo ou correspondeu à sua imagem de bad boy? Porque, sério? Eu não estou engolindo essa versão toda da história de ele-não-tentou-nada.

 

— Vee? Eu tenho que ir. — Minha voz estava juncada com teias de aranha.

 

— Estou vendo como é. Você vai desligar antes que eu consiga os detalhes da parada.

 

— Nada aconteceu no encontro, e nada aconteceu depois. Minha mãe nos encontrou na entrada.

 

— Não creio!

 

— Não acho que ela goste do Justin.

 

— Não diga! — Vee disse. — Quem teria adivinhado?

 

— Te ligo amanhã, está bem?

 

— Bons sonhos, querida.

 

Sem chances, pensei.

 

Após eu sair do telefone com a Vee, andei pelo corredor até o escritório provisório da minha mãe e liguei o nosso pc ultrapassado. A sala era pequena, com um teto inclinado, mais uma cumeeira do que uma sala. Uma janela engordurada com cortinas laranja desbotadas dos anos 70 tinha visto para o jardim lateral. Eu podia ficar totalmente de pé em cerca de 30% da sala.

 

Nos outros 70%, o alto do meu cabelo roçava nas vigas expostas do refúgio. Um único bulbo exposto estava pendurado ali.

 

Dez minutos mais tarde o computador conseguiu uma conexão discada na internet, e eu digitei “cicatrizes de asas de anjos” na barra de pesquisa do Google. Eu parei com o meu dedo sobre a tecla de enter, com medo de que se eu fosse adiante com isso, teria que admitir que eu estava realmente considerando a possibilidade de que Justin era... bem, não... humano.

 

Apertei o enter e cliquei com o mouse no primeiro link antes que eu pudesse me convencer a não fazer isso.

 

                                           " ANJOS CAÍDOS: A ATERRORIZANTE VERDADE

Na criação do jardim do Éden, anjos celestiais foram mandados a Terra para zelar por Adão e Eva. Logo, contudo, alguns anjos colocaram seus olhos no mundo além das paredes do jardim. Eles se viram como os futuros governantes da população da Terra, cobiçando poder, dinheiro, e até mesmo mulheres humanas.

Juntos tentaram e convenceram Eva a comer o fruto proibido, abrindo os portões guardando o Éden. Como punição por esse grave pecado e por abandonarem seus deveres, Deus arrancou as asas dos anjos e os baniu a Terra para sempre."

 

Eu pulei alguns parágrafos, meu coração batendo erraticamente.

 

"Anjos caídos são os mesmos espíritos malignos (ou demônios) descritos na Bíblia que possuem corpos humanos. Eles vagam pela Terra procurando por corpos humanos para molestar e controlar. Eles tentam humanos a fazer coisas más ao comunicarem pensamentos e imagens diretamente à suas mentes. Se um anjo caído tiver sucesso em tornar um humano maligno, ele pode entrar no corpo do humano e influenciar a personalidade e as ações dele ou dela.

Contudo, a possessão de um corpo humano por um anjo caído só pode se dar durante o mês judaico de Cheshvan. Cheshvan, conhecido como “o mês amargo”, é o único mês sem quaisquer feriados ou jejuns judaicos, tornando-o um mês não-sagrado. Entre as luas nova e cheia durante o Cheshvan, anjos caídos invadem corpos humanos em rebanho."

 

Meu olhar hesitou no monitor do computador por alguns minutos após eu terminar de ler.

 

Eu não tinha pensamentos. Nenhum. Somente uma complexidade de emoções deturpada dentro de mim. Frio, um espanto assustado e mau presságio entre eles.

 

Um tremor involuntário despertou meus sentidos. Me lembrei das poucas vezes em que tive certeza de que Justin tinha rompido os métodos normais de comunicação e sussurrado diretamente para a minha mente, exatamente como o artigo clamava que anjos caídos podem fazer. Comparando essa informação com as cicatrizes de Justin, seria possível... o Justin podia ser um anjo caído? Ele queria possuir o meu corpo?

 

Olhei rapidamente pelo resto do artigo, diminuindo quando lia algo ainda mais bizarro.

 

"Anjos caídos que tem um relacionamento sexual com um humano produzem uma prole  sobre-humana chamada nephilim. A raça nephilim é uma maligna e anormal e nunca deveria habitar a Terra. Apesar de muitos acreditarem que o Dilúvio no tempo de Noé teve a intenção de limpar a Terra dos nephilim, não temos jeito de saber se essa raça híbrida morreu e se os anjos caídos continuaram ou não a se reproduzir com humanos desde então. Parece lógico que eles continuassem, o que quer dizer que a raça nephilim provavelmente está na Terra hoje."

 

Eu me empurrei da mesa. Comprimi tudo que tinha lido em uma pasta mental e a arquivei. E carimbei ASSUSTADOR. Eu não queria pensar nisso agora. Eu analisaria isso depois. Talvez.

 

Meu celular tocou no meu bolso e eu pulei.

 

— Nós decidimos que abacates são verdes ou amarelos? — Vee perguntou. — Eu já preenchi toda a quota de frutas verdes de hoje, mas se você me disser que abacates são amarelos, estou dentro.

 

— Você acredita em super-heróis?

 

— Depois de ver o Tobey Maguire em Homem-Aranha, sim. E então tem o Christian Bale. Mais velhos, mas gostoso pra caramba. Eu o deixaria me resgatar de ninjas empunhando espadas.

 

— Estou falando sério.

 

— Eu também.

 

— Quando foi a última vez que você foi na Igreja? — perguntei.

 

Eu a escutei estourar um chiclete.

 

— Domingo.

 

— Você acha que a Bíblia é precisa? Quero dizer, você acha que é real?

 

— Eu acho que o Pastor Calvin é gostoso. Num jeito de quarentão. Isso basicamente sintetiza a minha convicção religiosa.

 

Após eu ter desligado, fui para o meu quarto e deslizei para debaixo das cobertas. Peguei um cobertor extra para repelir o frio repentino. Eu não tinha certeza se o quarto estava frio, ou se a sensação gelada originava-se de dentro de mim. Palavras assombradas como "anjo caído," “possessão humana,” e “Nephilim” dançaram até eu dormir.


Notas Finais


Uau! finalmente Nora está chegando há algum lugar depois de tanto tempo confusa.

Eu realmente quero me desculpar com vocês pela demora, eu estava com uma peça muito importante faltando no meu pc e só hoje consegui comprar ela e aqui estou eu. Já vou avisando que semana que vem não tem capítulo e isso vale para quem ler Evermore também, pois é minha semana de provas e última semana de aula também! então é isso..


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