História Darkness in Myself - Capítulo 28


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 28 - New day.


Fanfic / Fanfiction Darkness in Myself - Capítulo 28 - New day.

Os olhos de Joseph caíram sobre o irmão, com a decepção e julgamento estampados neles. Sentiu vontade de espancar o homem em sua frente, em xinga-lo dos piores e mais cruéis nomes existentes. Não acreditava no que havia acabado de sair da boca dele.

- Você não tem que querer nada, Victor. – disse friamente.

Os olhos sombrios e misteriosos de Victor fitavam firmemente o irmão, não o reconhecendo mais como antes. Para onde havia ido toda aquela satisfação que sentia toda vez que eles saiam juntos para praticar seus poderes?

- Você matou crianças aqui. – disse.

- E daí? – Joseph respondeu com indiferença. – Os fins justificam os meios. A vadia vai morrer.

Victor sentiu uma ânsia no estomago, se sentindo enjoado com as palavras do irmão.

- Você está completamente insano! – ele colocou os olhos na garota loira assustada, em Nina. – Você a arrastou para tudo isso....

A adolescente permanecia imóvel, confusa com tudo que acontecia. Onde estava aquele doce e carinhoso Joseph que havia cuidado dela por dias? Não o reconhecia mais. Não tinha ideia do que estava acontecendo em sua frente. Seu olhar caiu sobre a mulher que morria a alguns metros dela. Sentiu uma agonia tomar conta de si.

- Eu sempre soube que você era fraco! – berrou Joseph. – Fraco! Ela merecia morrer.

- Que obsessão é essa que você tem por ela? Apenas por ela ser mais forte que você?

- Cala a porra da boca! – Joseph perdia cada vez mais a compostura. – Eu a matei! Eu vencia a filha de Lúcifer! Pro inferno que ela era forte.

Victor deslizou os dedos pela barba por fazer, se sentindo cada vez pior a cada palavra dita pelo irmão. Ele estava completamente fora de si.

- Se você a salvar, se ao menos tentar salvá-la... – Joseph encarava o irmão. – Eu mato você.

Victor franziu o cenho.

- Você é um babaca.

- E você é uma pedra no meu sapato!

Antes que Victor libertasse a fúria que tanto lutava para que permanecesse guardada, um riso histérico soou, roubando a atenção de todos os presentes. Aurora ria de maneira sobrenatural, quase medonha, enquanto ainda cuspiu sangue pela boca.

Ainda com a mão sobre o ferimento recém feito, a bruxa se levantou lentamente, para a surpresa de Joseph.

- Você é... – disse a bruxa entre risos. – Tão patético.

Tanto Victor como Joseph a fitavam incrédulos, enquanto ela andava ignorando o ferimento grave em sua barriga. Era como se para ela, não passasse de um arranhão. Sem deixar que a surpresa o deixasse sem reação, Joseph lançou a faca que havia cravado na bruxa, dessa vez em direção a cabeça da mesma. O objeto saiu cortando o ar, mais rápido do que alguém pudesse impedir.

Aurora estava tão cansada de todas aquelas caçadas, de toda aquela novela. Sentia a faca se aproximando de seu rosto, ainda coberta com seu sangue. Aos olhos de todos, a adaga se desintegrou por completo antes que atingisse a bruxa.

- Você realmente faz ideia de quem eu sou? – a voz grave saia novamente, sendo direcionada a Joseph. – O que eu sou??

O bruxo permaneceu em silêncio, a observando com uma crescente sensação de incomodo. Estava inconformado. A vadia devia ter morrido.

- Eu sou a filha de Lúcifer! – gritou enquanto se aproximava com os olhos negros. – Eu sou a herdeira do inferno. Sou descendente de sangue da primeira bruxa! E eu estou cansada pra caralho de você.

Joseph caiu de joelhos quando sentiu seu coração se contorcendo no peito, como se estivesse sendo esmagado. Aurora se aproximou do homem.

- Você vai para um lugar divertido. – falou. – Onde vai querer morrer todos os dias. Sua alma irá sofrer eternamente.

- Um pedaço de mim sempre viverá. – Joseph ainda sorriu enquanto virava o rosto em direção a Nina. – Sua irmãzinha carrega meu herdeiro.

Nina se chocou com as palavras ditas por ele, levando rapidamente a mão até sua barriga.

Aurora sorriu com escárnio.

- Ele nunca saberá da sua existência. Você será esquecido.

O sorriso de Joseph desapareceu por completo. A bruxa ergueu a mão magnificamente, e quando a puxou para si o coração de Joseph saiu de seu corpo brutalmente, indo para a posse da bruxa.

- Não! – gritou Victor em vão.

Ela esmagou com os dedos o coração ainda quente. E logo o soltou no chão, como se fosse um pedaço de lixo. A loira se virou para Victor, que permanecia sem expressão.

- Eu é quem sinto muito.

Ele a fitou, não com ódio ou remorso, mas com algum outro sentimento que a bruxa não conseguiu captar. Ele era um rio de mistérios indecifráveis.

- Agora... – ela voltou seus olhos para a irmã. – Nós vamos para a casa.

                                                                          . . . . .

                                                                3 MESES DEPOIS

Massachusetts , Boston.

Aurora acordou com a cabeça latejando, como se houvesse algo pulsando loucamente lá dentro. Levou a mão até o rosto, e a esfregou sobre as têmporas. Ao seu lado esquerdo ainda dormia uma ruiva, com os seios rosados descobertos, com a perna envolta na sua. Ao seu lado direito, um rapaz de no máximo 21 anos, com o corpo nu até a cintura que estava coberta pelo lençol. Havia sido uma noite divertida.

A mulher se levantou, tropeçando em algumas garrafas vazias no chão. Agora se lembrava do porquê da dor de cabeça horrorosa. Nada que alguns remédios e um café forte não curasse.

Desceu as escadas da casa em que morou desde a infância, onde havia crescido. Já sentia o cheiro de panqueca exalando. Assim que chegou a cozinha, se sentou sobre a primeira cadeira que encontrou.

- Ressaca... – Nina tinha sua atenção voltada para a panqueca que virava no momento. – De novo?

- É a vida né... – respondeu Aurora.

Nina se virou, revelando a pequena barriga que crescia cada vez mais todos os dias. Não ficaria com a criança, isso já estava decidido. Mas abortar estava fora de cogitação para a garota, que parecia não se incomodar muito em ter uma criança indesejável dentro de si.

- Acho que vou fazer misto... Com suco. – Nina pensou alto.

Aurora assentiu. Escolha familiar, pensou a bruxa. Antes que respondesse, sentiu que o ar mudava. Os sinais. Logo, a mulher revirou os olhos.

- Sério? – Aurora se virou. – Três meses?

Agatha estava com as mãos enfiadas nos bolsos do sobretudo preto e com uma expressão séria no rosto.

- Você entra de fininho na casa dos outros? – Nina parecia confusa.

- Péssimo habito. – comentou Aurora.

Agatha sorriu, se dirigindo em direção a mesa e se sentando ao lado da amiga. Respirou profundamente, inalando o maravilhoso cheiro de panquecas feitas na hora.

- Outra orgia? – perguntou a morena com um ar de desinteresse.

- É um vicio do qual não consigo me livrar. – brincou Aurora.

- Infelizmente... – disse Nina, se virando novamente para o fogão.

- Qual é o problema? – disse a loira. – Algum novo serial de bruxas está a solta??

Agatha gargalhou.

- Não. Só quis dar uma passada mesmo....

Aurora arqueou a sobrancelha, desconfiada.

- Sei...

- Alguma noticia do submundo? – Agatha indagou enquanto se servia de uma panqueca. – Jake... Seu pai...

Aurora balançou a cabeça negativamente, dando de ombros.

- Hmmm... E aquele bruxo? – Agatha se fez de esquecida. – O Waterhouse?

A loira fitou a amiga duramente, tentando a decifrar em segundos.

- Eu matei o irmão dele, não é como se fossemos melhores amigos.

- Hm... Mas, você sabe onde ele está?

Aurora se ajeitou na cadeira, começando a ficar intrigada. Embora Agatha quisesse parecer despreocupada, não estava soando dessa maneira.

- O que houve com Victor? – disse objetivamente.

Agatha a fitou, ainda engolindo a comida em sua boca.

- Eu... Eu não sei. Ninguém sabe, na verdade.

Aurora assentiu.

- Mas se você quiser, podemos investigar. – Agatha a fitou. – É apenas uma pequena viagem de avião...

- Victor não é problema meu. Ele que se vire. – a mulher se levantou da mesa, com um sorriso no rosto. – Se me dão licença, voltarei para o meu quarto, onde terei sexo matinal.

Ela gargalhou e logo se retirou do cômodo. Nina se virou para fitar Agatha, que se encontrava parada no mesmo lugar.

- Ele a visitou não foi? – indagou a jovem.

- Todas as segundas. – Agatha a fitou.

- Quando tudo parece estar se ajeitando.... – Nina revirou os olhos e soltou o ar dos pulmões. – E lá vamos nós outra vez...

 



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