História Darkness Is Coming- As Trevas estão vindo. - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Medival
Exibições 13
Palavras 1.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá amores! Mais um capítulo e to muito ansiosa para escrever os próximos. Recebi uma mensagem perguntando na minha fanfic como é medieval, o que as mulheres usavam abaixo dos vestidos e que tipo de sapatos usavam.
Reposta: Debaixo do vestido, tinha mais tecidos de vestido, saia, corpete, algumas usavam shorts por baixo de tecido fino. E sobre os sapatos, botas, curtas, longas, com salto, sem salto, e para os com mais dinheiro, eram sapatos tipo scarpin.
Boa leitura e vamos dar suas opnioes! E queira agradecer a todos os favoritos, amo vcs <3

Capítulo 25 - Capítulo 7


 

Prisoneira

Eu estava limpando com um pano úmido a mesa onde Matthew colocava cubucas, linhas e agulhas e mais algumas coisas. Nós quase sempre ficávamos em silencio quando não tinha ninguém precisando sobreviver.

Com os dias aqui, eu percebi que havias tantas pessoas desesperadas ao ponto de se morderem ou fazer qualquer coisa que as desse uma chance de perder sangue e sair desse lugar. Ficar aqui não era tão ruim, eu ficava longe das provocações de Scott e de seus olhares assombrosos.

Limpei minha mão em uma toalha quando terminei de limpar.

Eu via que tinha um quadro coberto por um pano branco, que era apoiado em um suporte de madeira, tinha curiosidade em saber qual desenho ali escondia. 

Aproximei-me da pintura. – Posso? – perguntei a Matthew, não queria que visse algo que não deveria e voltar para o quarto.

Ele confirmou com a cabeça, e levei minha mão ao pano o puxando. Uma onda de poeira saiu devido à falta de limpar do objeto.

Era lindo, tinha um campo gramado, pedras escuras e velhas que escorriam entre elas uma bela água azul formando uma cachoeira, havia pequenas flores desenhas abaixo do quadro fazendo parte da paisagem.  Eu estava maravilhada com tal obra. Toquei as pontas de meus dedos sobre o quadro.

- Aprecia a arte? – Matthew estava atrás de mim, e levei um pequeno susto.

- Sim. – respondi, minha voz era sempre tão baixa agora.

- Desenha?

- Desenhava.

A porta de abriu rapidamente, e via Jared carregar uma garota, seu corpo tremia e via o sangue escorrer por todo o caminho até a mesa onde ele a deitou.

- Coloque a mão no corte, tente evitar o sangue de sair. – Matthew disse a mim que assim fiz.

A mulher estava consciente, e o sangue também escorria pela sua boca. Seu corte era na lateral do pescoço. Ela se mexia muito e deixava impossível qualquer ação.

- Eu preciso que fique quieta. – Matthew disse a ela que o olhou.

- Dane-se seu filho de uma cadela. – ela dizia engasgada em seu próprio sangue, mesmo na pior situação se mostrava forte.

Matthew parecia nem se importar com sua ofensa, em vez disso pegou uma agulha que tinha acompanhada de um tubo, e sugou algo de um pequeno vidro. Ele enfiou na pele da mulher e o líquido ali contido estava em seu corpo. Ela parou. Deveria ser um calmante ou algo do tipo.

Seus olhos se fecharam e ela bateu o corpo contra a parede. Eu iria ter que trocar os lençóis novamente.

Seu sangue quase pulava de minhas mãos e Matthew não fazia nada, estava parado.

- Pare. – ele disse a mim.

Eu não estava entendo, ela ainda respirava fraco, mas respirava. Sua função aqui era salvar a vida deles, para mais dias de sofrimento. Então por que parar?

- Pare! – ele gritou comigo empurrando minha mão do pescoço dela.

Matthew passou a mão pele rosto, e parecia querer controlar-se.

- Não tinha salvação para ela. – falou quando os últimos suspiros da mulher foram dados.

Jared confirmou com a cabeça e saiu de lá sem falar nada a levando novamente.

Eu olhei minhas mãos e estavam lotadas de sangue. Peguei um pano seco e molhei em uma água contida em uma bacia e comecei a limpar minha mão. Agora eu iria trocar os lençóis. Deveria ter alguém que os lavava, alguém que cozinhava e isso me deixava curiosa.

Matthew estava sentado em uma cadeira com os cotovelos apoiados no joelho e a mãos cobrindo o rosto.

Dobrei os lençóis colocando no chão e pegando outro em um armário fechado no quanto da sala forrando a mesa.

- Me desculpe, não queria gritar com você. – ele falou me deixando surpresa.

- Está tudo bem. – eu já estava acostumada com tais ações.

- Como está o seu pé?

- Tenho dificuldade em andar, mas não dói mais.

- Bom.

- Posso perguntar algo? – me sentei sobre a mesa.

- Sim. – ele me olhou com certa indecisão.

- Quando cheguei aqui, tinha outro homem, ele cuidou do meu tornozelo, o que aconteceu com ele?

Matthew respirou profundamente, aquilo deveria ter uma longa história. – Ele nos traiu, tentou ajudar uma das garotas a fugir. Foi isso.

A porta se abriu e vi Scott sorrindo. – Fico feliz que estão se dando bem. – ele riu.

Sai de cima da mesa e fui até a outra para organizar as coisas.

- Ela está te chamando. – Scott disse a Matthew.

- Organize a mesa, e limpe o sangue no chão, e tire a poeira do quadro. – Matthew disse antes de sair.

E assim fiz, organizava a mesa, deixando as coisas em ordem.

Scott estava parado na porta que estava fechada.

Minha mão escorregou sobre uma cubuca que caiu sobre o chão quebrando. Eu me assustei com o barulho.

Ajoelhei-me no chão pegando os pedaços.  Eu não sabia se tinha consequência em quebrar alguma coisa, mas até agora Scott estava imóvel.

Limpei um tipo de óleo que estava dentro da cubuca, estava muito difícil de sair, mas consegui.

Fui até onde as marcas do sangue da mulher estavam e me sentei perto, com um pano e um balde ao lado.

- Isso deve ser difícil para você, sempre teve uma vida no qual nem precisava fazer nada sem ajuda. – ele falava.

Mantive-me em silencio. E focada em tirar a marca do sangue. Eu esfregava fortemente.

As mãos de Scott fecharam em meu pulso me puxando para cima. Ele andava para frente até que meu corpo esbarrou sobre a mesa, e eu gelei, meu medo deveria estar estampado em meu rosto.

- As coisas não precisam ser assim. – ele tocou com o polegar meus lábios. –Eu posso lhe dar um quarto melhor, uma cama, roupas. – ele tocou o tecido que cobria minha coxa. – Joias, perfumes, podem livrar-te daqui, tem mãos tão delicadas para esfregar o chão. – ele levantou meu braço olhando minha mão. - ainda serviria ela, mas como outros propósitos, é claro que vou querer algo em troca. – ele apertou minha coxa e eu respirei profundamente tentando-me manter controlada. – Creio que não é muito religiosa, então não se importaria com casamento. – ele levantou minha perna apoiando em minha cintura, e prendi as lágrimas.

Escutei a porta se abrir e soltei uma respiração aliviada. Scott me soltou dando alguns passos para trás e pude ver Matthew, ele nem parecia ter notado nós dois, mas tinha um corte em sua bochecha, e parecia ser profundo pelo sangue que escorria.

- Ei. – Scott foi até ele tentando segurar sua mão. – O que ela fez com você? – ele parecia preocupado.

- Alegou que eu poderia ter salvado a garota mais cedo. – ele limpou o sangue que escorria da bochecha.

- E você poderia.

Na verdade não, o corte tinha sido na garganta e foi muito profundo para ter salvação.

- Ela é uma bruxa, não eu. – Matthew aumentou seu tom de voz.

- Ela é nossa irmã, nunca fale assim, se não fosse por ela nem sei o que seria de nós. – Scott ficou tão perto de Matthew que pensei que ia batê-lo.

Os olhos de ambos logos voaram para mim que deveria estampar a surpresa.

- Eu cuido disso! – Scott segurou meu braço tão forte que ardia e me levou para fora da sala.

Ele me prensou fortemente na parede ao lado da porta fechada.

- Ela pode até saber que sabe que somos irmãos, mas nunca, em hipótese nenhuma a chame de bruxa. Fada, escolhida, especial, sacerdotisa pode até ser, mas nunca bruxa. Está me entendo? – ele puxou meu queixo forçando-me a olha-lo.

Confirmei com a cabeça rapidamente, queria sair de perto dele.

- Bom! – ele me soltou e me devolveu a sala do irmão.

Estava um pouco assustada, mas respirei profundamente pegando um pedaço de algodão e indo até Matthew, ele era uma das únicas pessoas que era gentil comigo.

Limpava o sangue de seu rosto, mas já havia usado seis pedaços de algodão e o sangue não parava de sair, talvez Mel tivesse feito algo para isso acontecer.

- Pegue a agulha e uma linha. – ele falou a mim que assim fiz.

Peguei o que ele queria e entreguei a ele que me olhou. – Não posso costurar o que não posso ver. Já me viu fazer isso inúmeras vezes, acha que consegue?

Fiquei um tempo tentando entende o que quis dizer, mas acenei com a cabeça.

Coloquei uma linha fina na agulha e levei ao seu rosto. Quando entrelacei a pele de baixo com a de cima, ele fez uma careta pela dor da pele ser furada, mas logo se acostumou e consegui terminar. Peguei outro algodão limpando o sangue que escorria com um líquido.

Joguei tudo fora e me sentei na cadeira perto da mesa, eu ficava pensando nas palavras de Scott. Deveria aceitar? 


Notas Finais


E ai gostaram? Se fossem ela aceitariam? Comentem.


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