História Darkness Is Coming- As Trevas estão vindo. - Capítulo 56


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Medival
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Palavras 3.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá amores. Tudo bom? Essa na capa é a Lucrécia, terceira esposa do Charles, e hoje saberemos da sua triste historia. Espero que gostem e comentem plz <3

Capítulo 56 - Capítulo 19


Fanfic / Fanfiction Darkness Is Coming- As Trevas estão vindo. - Capítulo 56 - Capítulo 19

 

Lucrécia

 

Eu podia ver Jeny andar até mim e me puxar para algum lugar.  

-Precisa falar com Charles, Catarina não está comendo. - ela disse.  

-E porque você mesma não diz? - falei.  

Ela me lançou um olhar. -Porque eu não sou a que ele mais gosta, e ele te escuta Lucrécia, você nem fala então quando fala ele dá mais importância. Diz para ele que precisa dar atenção a filha, que ela sente falta da mãe e que nós nunca preencheremos esse lugar no coração dela.  

Eu podia fazer isso por Catarina. - Tudo bem.  

 

Um pajem me anunciou na sala de Charles que logo mandou entrar.  

-Aconteceu algo? - ele perguntou me olhando, estava sentado em uma cadeira perto da mesa, vendo alguns papeis. 

Eu realmente não sabia por onde começar. -Talvez. - respondi 

-Sente-se. - ele apontou para uma cadeira em frente da mesa. 

E eu o fiz, o olhando.  

-É Catarina, ela sente muita falta da mãe, está triste e não se alimenta.  

Ele escorou-se na cadeira e passou a mãos pelo rosto. 

-Precisa vê-la Charles, conversar com ela.  

-Peça que ela vá para a sala de refeição, apareço em alguns minutos.  

Levantei-me e me curvei. -Licença.  

 

Catarina ficou muito feliz quando eu disse que o pai a esperava. Eu queria que Charles fosse melhor que para ela. 

-Onde está o desgraçado do meu irmão? - perguntou Alison ao meu lado, furiosa. 

-Ocupado. - respondi. 

Ela começou a andar e vi entrar na sala onde ele estava. Rapidamente a segui.  

-Não, por favor. - eu tentei segura-la.  

Charles estava com Catarina em uma de suas pernas, e ela sorria para ele que alisava seu cabelo.  

-Eu vou te matar. - Alison gritou.  

Charles pegou a filha tirando-a de seu colo. - Procure sua cuidadora, e me prometa que vai comer. 

-Eu prometo. - ela disse antes de beijar sua bochecha, e eu pude ver Charles se assustar.  

Catarina passou quase saltando por mim.  

-Isso é um tipo de punição? - Alison gritou novamente.  

-Sim. - ele se levantou.  

Eu não sabia se deveria ou não ficar ali.  

-Você é um mostro. - ela disse.  

Charles deu de ombro.  

-Um septo ou um marido de minha escolha. A decisão é sua agora.  

Ela puxou uma longa respiração.  

-Eu prefiro morrer do que viver rezando ou com um marido que você escolher.  

Ela fechou os olhos, tentando se manter calma.  

-Se você não escolher eu escolho. - Charles disse. 

-Vai se foder. - ela o encarou. -Não tem nenhum direito sobre a minha vida, sobre as minhas crenças, ou sobre a escolha de quem eu queria que me toque. 

-Sou seu irmão.  

-E? Você já tem essas coitadas. - ela apontou para mim. -Quer estragar minha vida também?  

-Bom, já que não decidiu, e estamos precisando de alianças com algumas casas... 

-Eu não quero ouvir... 

-Eu não vou casa-la com um velho, gordo sua estúpida. - Charles gritou e eu me assustei.  

Eu dei de costa para sair.  

-Não, você fica. - escutei falar e então a olhei. -Olhe para ela, não é casada com um velho, nem gordo, ela é casa com você, forte, alto, bonito, o sonho de qualquer senhorita, que não vive com você. Pergunta se ela é feliz? 

-Pare. - Charles ordenou 

 -Se ela agradece sua família pelo o que fizeram? De terem vendido ela como um cavalo para ser montado sempre que você quisesse.  

Eu comecei a me sentir envergonhada por suas palavras. 

-Para. - Charles falou. 

-Não gosta da verdade Charles? Essa menina tem medo da sua sombra, tem medo de você, tem medo de você espanca-la e estupr.... 

Charles segurou Alison pelas bochechas a erguendo. - Eu mandei você parar! 

Ela cuspiu nele, pegando em sua jaqueta. 

-Você vai se casar, e ser montada quando ele quiser. - ele a soltou e eu abaixei a cabeça.  

 E se ele quisesse que eu respondesse as perguntas que a irmã fez?  

Charles passou por mim e soltei uma respiração, aliviada.  

Eu escutei Alison começar a rir e eu a olhei. 

-Desculpa se te ofendi. - ela disse ainda rindo.  

-Por que está rindo? 

-Porque ele está com raiva, e com mais raiva ele escolhera um marido para mim, e quanto mais velho, mas rápido para morrer. 

 

Eu estava me cobrindo para dormir quando escutei a porta abrir, Charles. Me sentei, apoiando as costas no travesseiros.  

Ele logo se sentou ao meu lado. -Me desculpe pelas palavras de Alison. -disse.  

Eu acenei com a cabeça com um sorriso.  

-Quando voltaremos para casa Charles? -perguntei. -Não gosto desse lugar.  

-Não sei, querida.  

-Eu quero ir para casa.  

Charles apertou minha mão. -O dia de Christopher está perto, alguns senhores já estão vindo, cuidar de assuntos de seus interesses e comemorar. - Charles falou.  

Ele parou, olhando nos meus olhos. - O senhor Veneli, estará aqui, amanha, talvez.  

Suas palavras aceleraram meu coração. Rapidamente neguei com a cabeça. - Não, não, por favor, não.  

Eu sentia as lágrimas aquecerem meu rosto.  

-Lucrécia... 

-Não, não quero vê-lo, não quero.  

Charles segurou meu rosto, forçando-me a olha-lo.  

-Não tem motivo para estar com medo, você é minha esposa, mesmo quando estiver com Hanna um soldado de minha pura confiança estará com você. Ele não deixará que seu tio toque um dedo em você.  

Seus dedos limparam minhas lágrimas, mas elas emundavam meu rosto. -Ele é um mostro, você me prometeu que nunca o veria, me prometeu.  

Ele pressionou os olhos juntos e depois abriu. -E eu gostaria de cumprir meu bem, mas seu irmão também estará aqui, sua irmã.  

Eu gostava do meu irmão, mesmo falhando, ele tentava me tirar da proteção do meu tio, que me abusava desde garota. Minha irmã morava com meu irmão desde que nasceu e nunca passou pelo o que eu passei. O senhor Veneli era um homem horrível, ele fazia muitas coisas comigo, menos tirar minha virgindade, me queria pura para o casamento. É claro que Charles percebeu algo estranho comigo, então ele me forçou a contar a verdade.  

Charles tirou as duas botas e subiu em cima da cama. Eu o olhei estranho, eu estava chorando e ele queria dormir comigo?  

-Eu ia te abraçar, mas se não quiser... - ele disse hesitando a continuar.  

Eu me deitei e levantei a coberta como um convite para ele continuar. Logo Charles estava atrás de mim, me abraçando.  

-Se ele te fizer qualquer coisa, me conte. -ele falou beijando minha bochecha. 

Eu gostava quando ele era carinhoso e gentil, me fazia sentir especial, mesmo sabendo que ele não era assim. Também gostava do seu corpo contra o meu, da sua força. 

Acordei no dia seguinte, Charles ainda estava na cama, dormindo. Desci da cama sentindo o chão frio contra meu pé. Peguei um vestido rosa claro e o coloquei no vestiário, ele tinha mangas longas e um decote redondo, coloquei um colar dourado que tinha apenas uma pedra pequena de diamante, e uma tiara de perolas.  

-Está linda. -  escutei uma voz dizer, Charles.  

Eu sorri para ele me olhando no espelho. Ele se levantou colocando a bota.  

-Qualquer coisa que ele fizer que não gostar, me dirá. - Charles falou vindo em minha direção.  

Ele segurou meu rosto e eu me sentia tão pequena quando ele ficava na minha frente. Logo se abaixou grudando seus lábios no meu, gostava dos seus beijos. Logo senti sua língua e eu ofeguei segurando seus ombros, ficando nas pontas dos pés para facilitar. Uma de suas mãos desceu indo até os meus seios e os apertando por cima do vestido. Eu ofeguei novamente quando ele chupou meus lábios inferiores, ele voltaria a me beijar, porém afastei quando escutei alguém bater na porta.  

-Eu vou continuar isso anoite, pode ser? - ele perguntou e eu confirmei com a cabeça envrgonhada. -Entre. - ele falou.  

Eu dei alguns passos para trás, arrumando meu vestido. Vi Jeny entrar.  

-Então estava aqui? - ela perguntou. - Algumas pessoas chegaram. - ela me olhou e eu sabia quem estava entre essas pessoas.  

Charles fez sinal para que eu o seguisse e Jeny estava ao meu lado.  

-O que ele disse sobre se tio? - ela perguntou.  

-Para eu contar se ele fizer algo.  

-Se ele fizer algo com você, eu o mato. - Jeny pegou minha mão, eu a tinha como uma irmã.  

Fomos ao salão principal, e uma babá estava com Catarina.  

E então o vi, aquele mostro em forma de gente, eu tinha nojo de olha-lo, era alto, nem gordo, nem magro e nem forte, inchado, talvez. Barba negra e cabelos de mesma cor amarrados. Abaixei a cabeça não querendo vê-lo.  

-Charles Winsters. - escutei sua voz grossa e insuportável.  

O vi apertar a mão de meu marido.  

-Minha querida Lucrécia. - ele disse, mas eu não o olhei. -E você? Não me lembro.  

-Jeny. - ela respondeu grosseiramente.  

-Sinto por sua esposa Senhor Charles. - ele disse.  

Senti uma lágrima escorrer apenas por escutar sua voz, e me lembrar de tudo que ele me fez.  

Levante a cabeça, pensei.  

E eu o fiz. O encarei tentando segurar minhas lágrimas, ele sorriu para mim.  

-Você está mais bela. - ele disse. -Gostaria que nos visitasse em meu castelo.  

-Lucrécia não pode. - Charles respondeu, ele parecia normal, mas algumas contrações na sua orelha, eu sabia que ele estava com raiva.  

-Não consegue ficar sem ela? - ele riu.  

-Acho que o motivo não lhe desrespeita.  

-Claro, peço perdão.  

-Deuses, é a Lucrécia. - escutei alguém falar correndo em minha direção.  

Minha irmã, Farya, ela me abraçou fortemente, seus cabelos eram como o meu, mas ela era alta e mais magra e tinha quinze anos.  

-Senhor. - ela se curvou para Charles e ignorou o senhor Veneli.  

-Senhor Charles. - escutei uma voz familiar, meu irmão, Stephan, seus cabelos eram castanhos escuros, e seus olhos claros, era alto, forte, mas nem tanto quanto Charles. -Irmã.  

Ele me puxou para um abraço tirando-me do chão. Meu irmão também ignorou nosso tio, ele morava em outro castelo que herdou se casando com a filha do senhor morto, na época minha mãe tinha acabado de ter Farya e morreu logo em seguida e eu cresci com aquele homem horrível. Meu irmão já tinha trinta e cinco anos. 

-Ficaria feliz em convida-lo senhor Blank - o nome da familia que ele herdou o castelo-  Para experimentar uma comida da cozinheira, uma das melhores - ele disse ao meu irmão.  

-E eu adoraria aceitar. 

Eu pude ver a frustação no rosto do Senhor Veneli por não ter sido convidado.  

 

Hanna me liberou de a acompanhar já que meus irmão estavam aqui, e uma prima minha da casa Poo, filha da irmã de minha mãe.  

-Deuses, ele é muito bom. - disse minha prima, Karla olhando minhas joias. -Meu marido gasta quase tudo em bebidas e quase nunca me da algo, se eu quiser, terei que comprar. 

Eu sorri tristemente para ela.  

-Charles não faz mais que a obrigação dele como marido. - disse minha irmã deitada na minha cama.  

Ela se virou cheirando meu travesseiro.  

-Não é o seu perfume, é algo forte. - ela riu. -Seu marido passou a noite aqui.  

Ela sabia que elas coisas me constrangiam, por isso fazia.  

Alguém bateu na porta e eu pedi que abrisse, meu irmão.  

-Gostaria de falar com minha irmã sozinho. - ele disse.  

Farya logo se levantou e com minha prima saíram.  

Stephan olhou o quarto. -É um lugar legal. - ele disse. 

Eu me sentei na cama. 

-Está bem? - perguntou ficando ao meu lado.  

-Um pouco.  

-E Charles, ele te trata bem?  

Eu acenei com a cabeça.  

-Ele sabe sobre o que nosso tio fez?  

-Sim. - falei, tão abaixo, me doía lembrar de tudo. -Ele queria fazer algo, mas não pode.  

-Já conversou sobre isso com alguém Lu?  

-Com Minerva, era a esposa de Charles, ela me ajudou muito. - eu senti novamente as lágrimas descerem.  

-Sabe que eu tentava te tirar daquilo não sabe? 

Confirmei com a cabeça deixando as lágrimas descerem.  

-Ele pagará, eu te prometo isso.  

-Não prometam, o que nunca poderão cumprir.  

Stephan me puxou e me abraçou. - Eu cumprirei, ele pagará.  

 

Ao cair da noite, eu me lavei, coloquei uma camisola que vinha até acima de meus joelhos com uma renda e me sentei na cama.  

-Desculpe a demora, esses senhores não me deixam quietos um segundo. - disse Charles entrando no quarto. 

Ele deixou a bota perto da porta e veio até a cama se sentando.  

-Também quero ir para a casa Lucrécia.  

Ele começou a desabotoar a camisa e eu o olhava, eu gostava do seu corpo.  

-Quando voltarmos para casa, quero te levar para um lugar, uma cachoeira nas terras dos Velyr, é lindo como você.  

-Eu gostaria de ver.  

Charles rastejou até estar cima de mim, no meio das minhas pernas. Suas mãos seguraram meu rosto e me guiou até a sua boca. Seu beijo era possessivo e forte, sua língua entrou na minha boca. As pontas de seus dedos passaram pelo meu braço nu e me senti arrepiar. Ele colocou meu cabelo para o lado e beijou minha orelha e foi descendo para o meu pescoço, seus lábios estavam molhados e  eu sentia sua respiração pesada, Charles sempre era mais gentil comigo na cama no que com as outras, conforme Jeny. Ele desamarrou o laço da camisola que estava nos meus seios, e eu senti a pressão em minhas pernas aumentar, porque eu sabia o que ele ia fazer. Suas mãos pegaram no meus seios e massagearam.  

-Eu amo os seus seios. - ele sussurrou em meu ouvido.  

Ele puxou a alça, e meus seios ficaram exposto, nem sequer tive tempo para me envergonhar, ele chupou meu mamilo e eu gemi, eu adorava isso. Ele continuou fazendo aqui, até que eu  me deitei por completo. Sua boca voltou a me beijar ainda mais forte. Então ele saiu da cama rapidamente, e começou a tirar o cinto e logo depois a calça, ficando nu, ele era lindo, tudo nele era lindo. Ele subiu novamente em cima de mim e senti suas mãos subirem minhas coxas levantando meu vestido. Suas mãos levantaram minhas pernas colocando-me em cima de suas costas e senti algo cutucar minha entrada. Sua boca me beijou novamente enquanto ele empurrava lentamente em mim. Sua mão passou por nós e começou a me tocar enquanto ele se movimentava. 

 

No outro dia eu acompanhava Hanna para o jardim, um pintor faria seu retrato com o senhor Winsters. Sua vestimenta era azul escura com um decote que mostrava as bordas de seus seios com bordados dourados brilhosos, usava uma tiara parecida com uma coroa e um véu azul. Seu marido vermelho, como sempre.  

-Tantos anos e nunca aprendeu a dobrar a gola. - ela disse dobrando a da jaqueta do senhor Winsters.  

Hanna o olhou. - Estou bonita?  

-Como se o que eu falaria fizesse diferença. - ele se sentou na cadeira. 

-Eu gostaria de ouvir do meu marido o quanto eu sou bonita. - ela colocou uma mão nas costas e outra na barriga se sentando.  

-Você está muito bela Hanna.- disse, finalmente. 

O pintor começou a desenha-los, ela disse que queria que a criança que carregava soubesse como eles eram. 

Eu andava de volta para meu quarto acompanhada do guarda quando alguém apareceu em minha frente, meu tio. 

-Lucrécia. - ele disse.  

Eu só acenei, nada mais. Meu guarda continuou no mesmo lugar, perto. 

-Senti muito sua falta. - ele disse. 

Ele se aproximou um pouco mais. -Gostaria de uma visita sua. - sussurrou. -Não contou ao seu marido de nossas diversões, não é?  

Sua diversão. 

-Lucrécia. - escutei a voz de Hanna. -Preciso que me ajude com o vestido. 

Eu acenei e saí de perto dele que fez questão de passar os dedos pela minha mão.  

Anoite estava tendo um banquete para esses senhores de Stone Fire, pelo menos a metade que está sobre o controle dos Winsters. 

-Charles, Alison sumiu. -disse Jeny. 

-Ela deve estar em algum lugar. - ele disse. 

-Eu fui no quarto dela, tinha marca de botas de homens como no de Cece e Tamara. E tinha isso.  

Ela entregou o colar que Alison sempre usava.  

-Era da mãe dela, nunca deixava de usar isso. - Charles se levantou e disse algo a alguns soldados próximos que começaram a sair.  

-Como ousa fazer isso? - escutei a voz de Hanna gritar no salão e logo vi ela dar um tapa na cara do meu tio.  

-O que? - ele perguntou, assustado.  

-Prendam-no. - ela ordenou.  

Lorde Winsters logo foi ver o que estava acontecendo, e Charles fez o mesmo.  

-Esse homem passou a mão em mim. - ela disse ao marido.  

-Eu não fiz nada. - ele alegou quando os guardas começaram a segura-lo. -Ela está mentindo.  

-Marcus? - perguntou Lorde Typer.  

-Ele o fez senhor, eu ia detê-lo quando sua senhora o bateu.  

-Meu marido não fez nada, eu juro senhor. - disse a esposa de meu tio, a mulher que nunca fazia anda.  

Ela tinha cabelos longos negros, pele pálida, um nariz fino, e olhos negros. 

-Tem filhos senhora? - perguntou o senhor Winsters e ela negou com a cabeça.  

-Então a sucessão da casa Veneli vai para o sobrinho dele, Stephan. - Lorde Winsters disse. -Leve Hanna para o quarto Marcus.  

Lorde Winsters saiu e a senhora Veneli o seguiu suplicando misericórdia.  

-Bom, ele nunca vai te incomodar. - falou Hanna.  

Eu olhei para Charles, ele tinha contado para ela? Ele prometeu que nunca o faria. Eu estava agradecida, porque aquele homem horrível morreria, mas triste por ela saber. Comecei a andar até o quarto de Charles que me seguia, ele fechou a porta atrás de nós.  

-Prometeu que nunca contaria a ninguém. 

-Tive que fazer, Hanna era a única chance de seu tio morrer.  

-Agora ela vai me dizer que lamenta, você me magoou, podia ter dito outra coisa.  

-Ele morrerá.  

-E mais pessoas vão saber sobre o que ele fez.  

Eu nunca tinha discutido com alguém, sempre escutei quieto.  

-Eu fiz o que seria melhor para você.  

-Obrigada, por eu nunca mais vê-lo, mas você quebrou a minha confiança, novamente. 

Passei por ele indo para o meu quarto. Fechei a porta escorando minha cabeça sobre ela, eu nunca quis que alguém soubesse.  

-Seu tio vai morrer por sua culpa. - escutei alguém sussurrar atrás de mim.  

Fiquei tensa, era a esposa dele. Eu virei a olhando.  

-Não grite para o seu guarda, ou contarei a todos que você seduziu seu tio.  

Minha sobrancelha levantou. 

-Ele abusava de mim.- eu disse. 

-Porque você deixava.  

-Eu tinha dez anos de idade, não tinha ideia do que ele estava fazendo.  

-É sua culpa, não do seu tio.  

Eu senti as lágrimas descendo.  

-Você via e não fazia nada. - passei por ela. -Você deixava acontecer e agora me culpa? Que eu seduzia ele? Eu era uma criança.  

-Era sua culpa sim. 

-Está me culpando por ter sido abusada?  

-Sim, sua puta. 

Então eu senti uma coisa, ódio, eu fazia de tudo para nunca me notarem, e mesmo assim sempre me culpavam de tudo. Peguei um faca em cima da mesa. 

-Talvez se não fosse tão bela... 

-Está agora culpando minha aparência? - eu me virei a ela escondendo a faca. 

-Se não fosse tão bonita, feminina não chamaria tanta atenção.  

Caminhei até ela.  

-Eu não tenho culpa que seu marido é um louco que gosta de abusar de crianças, ninguém tem culpa além dele e você que não fazia nada.  

A vi erguer a mão e me dar um tapa, fazendo meu rosto virar. Eu nunca tinha batido em alguém, nunca nem mesmo tinha respondido, como estava fazendo. Mas, eu retruquei fazendo-a esbarrar na mesa onde estava minhas joias. Então eu a bati novamente.  

-Quantas mais você deixou ele tocar? -continuei a socando até que ela estava deitada em baixo de mim tentando sair. -Quantas mais crianças ele maltratou em baixo de seus olhos? 

Ela puxou meus cabelos e então com a outra mão passei a ponta da adaga por sua garganta e ela parou.  

-Me responda. - eu firmei contra sua pele.  

-Eu não sei. -ela respondeu em lágrimas. -Lucrécia, tire isso da minha garganta, sua puta. 

Eu enfiei a ponta em sua pele sentindo o sangue jorrar. Eu tirei segurando o cabo com minhas duas mãos e encaixando novamente em seu pescoço da parte da frente, repetidas vezes.  

As lágrimas derramaram quando eu vi o que tinha feito. A porta abriu, mas eu não me importei, com seja lá quem era.  

-Deuses, querida, o que você fez? - escutei a voz de Charles ao meu lado.  

-Foi minha culpa Charles? O que meu tio fez, foi minha culpa? - eu perguntei em soluços.  

-É claro que não. Agora dei-me isso. - ele pegou a faca da minha mão. 

-O que eu fiz? - passei a mão pelo rosto o encharcando de sangue. 

-Shh... - ele disse apoiando minha cabeça em seu ombro e me tirando de cima do corpo. -Fez o que tinha que ser feito.  

-Eu matei uma pessoa. - eu olhei minhas mãos. -Eu sou um mostro. 

-Não. - Charles segurou meu rosto. -Você é uma guerreira, não precisa usar uma espada, ou armadura, você sobreviveu as coisas terríveis. Diremos que ela te atacou e que apenas se protegeu. 

-Eu sou uma assassina. -repeti isso muitas vezes.  

-Lucrécia, olhe para mim. - ele ordenou e eu o fiz. -Não vai se sentir culpada por isso, fez o que tinha que fazer, entende?  

Acenei com a cabeça voltando a deitar no seu ombro.


Notas Finais


E ai gente? O que acharam? Super merecido essa morte da senhora Veneli? Comentem por favor.


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