História Darkness Of Joker - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Arlequina (Harley Quinn), Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Bruce Wayne (Batman), Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina)
Tags Batman, Harley Quinn, Joker, Mad Love
Exibições 37
Palavras 1.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - A Filha do Demônio


Fanfic / Fanfiction Darkness Of Joker - Capítulo 3 - A Filha do Demônio

Eu sou uma criança má
E irei sobreviver
Oh eu sou uma criança má
Não diferencio o certo do errado
Eu sou uma criança má
E essa é minha vida
Uma dessas crianças más
Não diferencio o certo do errado
Esta é minha vida

 

♦️ New York City ♦️

Lucy Napier Quinzel

Depois que chegamos na casa da Tia Elena, eu não conseguia mais segurar as lágrimas. Meus pequenos olhos estavam completamente vermelhos de tanto chorar no caminho até a casa de Tia Elena. Fui para o meu quarto, fechei a porta e coloquei minha cabeça no travesseiro. Deixei que o silêncio colocasse as coisas no lugar em que elas deveriam estar. 

Você deita na cama para dormir, mas não dorme. Não dorme porque sua imaginação é maior que teu sono. Não dorme porque você fica criando cenas que provavelmente, não vão acontecer. Não dorme porque as malditas lembranças te perturbam. Não dorme porque você deita na cama pra imaginar, e não para dormir. 

Olho para o armário e vejo dentro do mesmo, travesseiros com as iniciais "HQ" de Harleen Quinzel. Eu queria tanto, mais tanto que a mamãe estivesse aqui. Pego os travesseiros e volto para a cama. Abraçava os travesseiros como se fossem o corpo da mamãe. E chorava e chorava e chorava até dormir. 

Eu quero crescer. Juro, quero mesmo. Quero aprender línguas que não sei. Quero conhecer novas culturas, povos, lugares. Quero me desapegar do velho. Quero não me fechar para as mudanças e para o novo. Quero não acumular rancores nem alimentar mágoas. Quero aprender a me pedir desculpa. Quero abandonar algumas saudades. Quero aprender a conviver com o que não posso modificar. Quero me mover mais e mais e mudar o que está ao meu alcance. Quero pouco e quero muito. Quero nada e quero tudo. Quero esquecer o que precisa ser esquecido. Quero nunca deixar de sorrir. Quero aprender a descascar laranja. Quero perder o medo de trovão. Quero ir. E vir. Mas nunca, nunca mesmo, deixar de sentir.

Sou só uma garota ferrada tentando encontrar minha paz de espírito. É um sentimento horrível amar tanto alguém a ponto de odiá-los estarem te deixando. Mamãe e papai me abandonaram, e isso, eu nunca mais vou conseguir esquecer.

Tia Elena entra no quarto e coloca um mochila e um uniforme para mim, era uma vida que eu não queria. Eu gostava de conviver com a insanidade dos meus pais, mesmo que nem sempre pudesse ficar com eles.

Depois de vestir aquela roupa ridícula da escola, calça comprida, blusa de meia branca com um colete preto. Tia Elena ligou o carro e eu fui até a garagem. Ela deu partida e fomos em direção a minha nova escola. Ela escutava a rádio infantil para tentar me agradar, as músicas eram enjoadas, não conseguia conter, e revirei os olhos a cada estrofe da música.

Olho pela a janela e vejo que era um dia de sol. Meu nome era Lucy Napier Quinzel, mas eu não poderia usar o meu antigo nome. Pela janela eu podia ver as mães "normais" brincando com seus filhos no parque. Sempre senti que via as coisas de um modo diferente. Via coisas que os outros não viam. Nunca falei nada. Não queria ser diferente. Quem iria querer? 

-Passamos por muita coisa-Tia Elena sorri, assim que paramos em frente à escola-é a nossa chance de recomeçar. 

-Talvez certas pessoas não recomecem-bato a porta do carro bruscamente e saio carro segurando minha pesada mochila. Caminho pelos corredores com paredes cheias de mofo e cheiro de sanitários mal lavados. Procuro entre as salas que ainda funcionavam e finalmente acho.

Era uma sala azul mal pintado, haviam vários adesivos de borboletas e unicórnios. Procuro uma cadeira vazia no fundo e sento na mesma. Meus cabelos estavam soltos cobrindo o meu rosto. O calor estava forte naquela sala e o uniforme incomodava a minha pele.

Uma mulher de idade e roupas temáticas entra na sala segurando várias pastas coloridas. Ela joga todas na mesa e colocando seus óculos fundo de garrafa. Ela pega a caneta e começa a escrever no quadro enquanto os alunos jogavam bolinhas de papel uns nos outros. As pastas caem no chão, e duas alunas recolhem as mesmas. Adultos!! Eles nunca resolvem nada sozinhos...

A professora pega um jornal em sua grande bolsa de couro e entrega para a primeira fileira de alunos. Eles liam e faziam cara de medo e passavam para os colegas do lado. Depois de passar o jornal na mão de mais de trinta alunos, ele finalmente, chega em minha mãos. Era sobre o papai!! Contava que havia matado mais de cem pessoas em um incêndio em Gotham City, e o morcego, querido de Gotham, tinha apagado o fogo. E também falava sobre a mamãe e a Tia Rayna. Elas estavam deixando mais de setenta corpos em galpões. A cada dia, mais de sessenta pessoas desapareciam.

-Crianças-todas nós olhamos para ela-existem pessoas boas e más no mundo-ela considerava os meus pais maus-gente que provoca incêndios e gente que os apagam.

Me imagino ao lado dos meus pais, ajudando nos crimes, vendo eles matarem seus inimigos. Eu poderia morrer agora, estou tão feliz. Nunca senti isso antes. Estou exatamente onde queria estar.

-Ela veste as trevas, como uma rainha veste uma coroa. Ela era conhecida por nós, como White Queen.

Escuto uma das meninas falando enquanto segurava o jornal. Vejo que ela estavam na página que falava sobre a minha mãe. Caminho até elas para ouvir mais.

-Perdão?-me aproximo da menina que segurava o jornal.

-A Rainha Branca

Eu queria crescer e seu como a mamãe e o papai. Queria provar a eles todo o meu potencial em ser como eles. Eles são o Rei e a Rainha de Gotham City. E nesse reino,não há espaço para as crianças. Eu sentia falta da risada do papai. Mas ele estava sempre ocupado, sempre trabalhando. Quando será que ele vai desaparecer para sempre?

Quando estávamos presas na fortaleza dos Salvadores, toda noite a mamãe contava uma de suas aventuras com o papai. E no final ela sempre dizia a mesma frase para mim. Era primeira Coríntios, 13-7. "O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." Era assim que a mamãe definia o amor dela pelo o papai. Mesmo eu nunca entendendo o motivo dessa frase ser tão importante para ela, eu sabia, lá no fundo, que eles sempre se amaram de verdade...

Depois da escola, Tia Elena fez pizza com batata frita para nós. Ela estava dando o seu melhor, mas eu só queria a mamãe agora. Depois de comer tudo, vou para o meu quarto e passo a noite toda no computador procurando notícias sobre a mamãe e o papai. 

As pessoas não poderiam saber quem eram os meus pais. Elas nunca entenderiam. Às vezes os filhos têm de herdar a culpa dos pais. Meu papai muitas vezes me deixava de lado, ele dizia que crianças irritavam ele. Por que os pais sempre acham que o objetivo de tudo que os filhos fazem é encher o saco deles? 

Ligo a televisão e fala que o Batman tinha sido preso por crimes contra o governo e ajuda a máfia. Falava que ele tinha caçado o papai, mas ninguém em Gotham City tinha visto o papai desde que mamãe começou os seus ataques as pessoas, e ninguém sabia os motivos para os assassinatos cometidos por ela e Tia Rayna. 

Eu finalmente entendi. Não importava o quanto triste e cruel fosse, mas era a verdade. A verdade dura e cruel. Todos os pais estragam todos os filhos...

 

 


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...