História Daughter - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Sussurro (Hush, Hush)
Personagens Detetive Basso, Marcie Millar, Nora Grey, Patch "Jev" Cipriano, Personagens Originais, Rixon, Scott Parnell, Vee Sky
Visualizações 32
Palavras 1.797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me perdoem pelo super-mega-hiper-master-atraso, eu prometo que vou tentar postar mais rápido! Boa leitura ^^♡

Capítulo 6 - Deixando Para Trás


Fanfic / Fanfiction Daughter - Capítulo 6 - Deixando Para Trás

Voltei dos meus devaneios no exato momento em que tocou o sinal indicando o início do intervalo. Decidi que não vou pedir desculpas a Amélia por ter batido nela e que, definitivamente vou ajudar Scott, mesmo não entendendo o por que alguém ia querer voltar para um lugar como o inferno. 

 Assim que saí da sala esbarrei em um pequeno ser cor de rosa, sorridente e saltitante. 

 - Oiiiii - disse ela exibindo um sorriso extremamente branco e me estendendo sua pequena (e fofa) mão para um comprimento. - Meu nome é Margot. Você é a tal da Alanis, né?! - Perguntou mordendo o lábio inferior e fazendo um novo coque no enorme cabelo loiro. 

 - Sim, sou eu. Como você sabe?

 - Ahh... Meu tio fala MUITO sobre você. - Disse enfatizando a palavra "muito". 

 - Seu... tio? - Quem?

 - Sim, John, bom ele não é meu tio TIO mesmo, ele é primo da minha mãe. - finalizou com um sorriso. Como assim esse cara fala sobre mim? Se ele pensa que me conhece está enganado. 

- Ah... Ele me deu carona hoje... 

- Sim, eu sei! Ele já me disse! - Essa garota parece ligada no 220 volts ou tomou energético demais! Hahahaha - Eu posso me sentar com você hoje? Eu ainda não fiz muitas amizades... - me olhou com cara de choro e falou com a fina voz embargada. Aceitei, afinal, qual seria o problema?

***

 Já faz 2 horas. 2 HORAS QUE EU ESTOU ESPERANDO MEU PAI! Eu não aguento mais. Estou com fome, cansada e pra completar moro em um fim de mundo. Liguei 1 hora atrás perguntando onde ele tinha se enfiado e a resposta que tive foi um curto e grosso "espera". Isso é um absurdo! Eu estou sozinha aqui. Consigo me defender de humanos e nefilins, mas de anjos não! Não tenho nem como ligar para a Amélia pedindo uma carona. 

Mais 10 minutos se passaram e eu comecei a andar em direção a minha casa e não tenho pressa nenhuma pra chegar, minha fome está tão grande que eu nem sinto mais. Está tudo tão calmo, as ruas estão tranquilas, não gosto quando a cidade fica assim... 

Presa em pensamentos, sinto um baque horrível me jogando no chão. Bato a cabeça do lado direito, no começo do couro cabeludo e levo direto a mão no lugar batido. Uma dor alucinante me atinge e eu já não tento entender mais nada, olhando de volta para a mão que levei na cabeça vejo sangue e pra piorar agora não consigo nem abrir mais os olhos de dor e um breve momento depois uma paz me atinge e não sinto mais nada. 

***

 Não sei quanto tempo se passou ou o que aconteceu depois que apaguei. Abro os olhos devagar e estou em um lugar completamente estranho. Olhando em volta vejo que estou em um apartamento, com uma sala simples, porém aconchegante. Televisão de tamanho médio e vários modelos de vídeo games, reconheço um PS2 e um Xbox, há uma porta em cada lado do móvel, ambas de madeira. Estou deitada em um sofá amarelo mostarda de três lugares que está de frente para a televisão e consigo enxergar uma parte de uma poltrona no canto do cômodo. Um meio muro separa a sala da cozinha, onde eu consigo ver uma mesa com quatro cadeiras, uma bancada com frutas nada bonitas e logo acima um armário branco fechado provavelmente com panelas. 

 Busco em toda minha memória o que aconteceu, mas não sei ao certo dizer. Me lembro da aula, da garota loira e de esperar meu pai... Lembro de ir embora e... Ah! Me lembro da dor. Uma dor terrível, algo que eu nem sabia que era possível de doer e involuntariamente levo a mão à cabeça.  Me sento no sofá e me olho pelo pouco reflexo da televisão e Senhor amado! Que cabelo é esse?! Tá todo horroroso... 

A porta que fica à direita do móvel se abre lentamente e eu vejo a última pessoa que esperaria ver. Scott Parnell me olha de uma forma aliviada e aparentemente alegre por eu estar acordada.

 - Bom dia, Bela Adormecida! Eu fiquei preocupado, se eu te matasse seu pai me matava... de novo. - começou ele como uma piada e finalizou em um lamento. 

 - O que aconteceu? Só lembro de uma dor terrível que veio do nada e se foi assim como veio... - Digo esfregando a mão onde, estranhamente, ainda tinha um caroço.

 - A bonita foi atravessar a rua sem olhar... - falou em tom de falsa raiva e apontando o indicador para mim. - ... E o bonito aqui foi virar a esquina procurando CDs no chão do carro - disse no mesmo tom, mas dessa vez apontando o dedão para si mesmo. - Uma distraída na rua e um leso no volante... perigo constante... - Comecei a rir e não conseguia parar. - Estou falando sério... Bom, depois de te atropelar... - ele fez uma pausa para as minhas risadas - Eu te trouxe pra cá. Imaginei que devia ter levar ao hospital, mas não sei se está acostumada, então resolvi só esperar você acordar. 

 - Não. Eu não vou em hospitais. Fez bem em me trazer pra cá... Que horas são? - Só agora que me toquei, eu devia estar em casa. 

 - Seis e meia. - Scott disse olhando no celular.

 - Eu tinha que estar em casa! - Disse batendo a mão na testa. - Meu castigo vai só aumentar! 

 - Seu pai ligou, mas eu desliguei seu celular. Não posso arriscar que ele descubra onde estou. Ou melhor, ele não pode descubrir que eu estou aqui em cima... Mas te dou carona até lá perto, se quiser.

 - Não precisa, eu vou correndo... - já me levantei pegando a mochila e me dirigindo à porta. - Obrigada mesmo! A gente se vê. - Dei um abraço em Scott e saí do apartamento ser ter ideia de para onde ir, eu devia ter aceitado a carona. 

Uma hora e meia depois eu consegui encontrar um caminho pra casa e estou agora aqui na porta tocando a campainha. Como eu supostamente ia entrar com meu pai nem chave eu trouxe e para minha não surpresa a porta é aberta por uma Nora Cipriano completamente desesperada. Cabelo todo bagunçado e cara de quem estava chorando. 

 - Alanis, chega! Você não pode agir mais assim... Você TEM que parar. Você nunca respeita nada! - Eu mal entrei em casa e já começa a ladainha. - E cadê seu pai?! Ele não ia te trazer? 

- Meu pai? Ele ficou de me buscar mesmo, mas nem apareceu. Eu fiquei esperando ele por praticamente duas horas e meia, então decidi vir pra casa que eu ganhava mais...

 - Eu tô ligando e ele não me atende e você também não atendia... - ela se sentou no sofá e com a cabeça entre as mãos começou a chorar. - Eu tô com medo, Alanis. Medo de perder vocês. - olhou pra mim como se sua vida dependesse daquilo e me abraçou. Me apertou como se para se certificar de que eu realmente estava ali e que não era uma cópia ou algo do tipo. 

 - Você nunca vai me perder, mãe, eu vou estar aqui. Pra sempre.

 Depois de acalmar minha mãe eu reclamei que estava com fome e nós fomos fazer uma lasanha e enquanto assava eu tomei um banho, já não aguentava mais aquela roupa... Estou parecendo um zumbi de tão cansada e por incrível que pereça meu machucado da cabeça ainda não se curou. Nem foi tão grande como eu achei que tinha sido e por isso mesmo estou assustada, já devia ter cicatrizado faz tempo. 

 Desci as escadas já de pijama e pantufa e me sentei à mesa com minha mãe que também já estava pronta pra dormir. 

 - Hoje aconteceu uma coisa muito estranha. - Comecei a contar meu dia, como eu fazia quando era pequena e como eu esperava, ela abriu um sorriso. - Primeiro eu conheci uma garota meio doidinha, mas legal na escola. Ela parece ligada nos 220 volts... - Minha mãe deu uma risada e logo o alarme do forno tocou, indicando que a lasanha estava pronta e no mesmo momento a porta da frente se abriu e meu pai entrou, trancando-a novamente e pendurando a chave no chaveiro. Assim que olhou pra cima e me viu fechou a cara.

 - Eu falei pra você me esperar. 

- E eu estava, em casa. Se fosse por você eu estaria te esperando na escola até agora, que seria quando você chegasse em casa com a sensação de que estava esquecendo algo e quando você se deitasse na cama pra dormir lembraria que o "algo" é a sua filha...! - Ele se calou no mesmo momento ao relembrar do dia em que ele realmente me esqueceu na escola, está certo que ele estava trabalhando e que estava cansado, mas nada justifica! 

Ele esqueceu a própria filha, eu tinha apenas 10 anos. Não julgo meu pai como irresponsável, mas mesmo assim depois disso minha relação com eles vai de mal a pior... Eu estou disposta a mudar, juro que estou. Só que não agora...

 - Eu já pedi desculpas, estava cansado, não era da minha rotina te pegar na aula. Tenta me entender! - suplicava com ar cansado, como se já estivesse nessa luta a horas... Talvez anos. 

 - O que aconteceu? - Vou deixar essa briga de lado, ninguém vai ganhar nada brigando por uma coisa que já passou, ainda mais por uma que aconteceu a tantos anos... Meu pai está estranho, parece que teve problemas. - Problemas na oficina?

 - Eu não estava na oficina. Descubrimos que tem resucitados andando por aí e isso não é uma coisa muito boa... Na guerra eu e sua mãe fizemos muitos inimigos... - Então não é só Scott o resucitado?Quem mais pode ser? Eu não tenho medo dessas pessoas, mas mesmo assim me assusto. E se quiserem fazer o nosso mal? Eles mataram pessoas, mataram anjos, nefilins... Se alguém trouxe Scott de volta deve ser por algum motivo maior. E se ele estiver com os outros? Ele está mentindo pra mim? Mas eles disseram que Scott era uma boa pessoa... 

 - Alanis! Você está me ouvindo? - minha mãe estalava os dedos na minha frente. 

 - Desculpa, eu ...

 - Tudo bem, não tem problema. Só... Nós te amamos... - E foi então que ela e meu pai me abraçaram e eu tinha a certeza de que eu não deixaria que ninguém os fizesse mal e que, acima de tudo, iria tentar esquecer todas essas bobagens que nos separaram.


 - Eu também amo vocês. 


Notas Finais


Desculpem qualquer erro e por favor não me abandonem... Até o próximo. ^^♡ Comentem, eu não mordo! Hahaha


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