História Daughter of darkness - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Ciel Phantomhive, Grell Sutcliff, Ronald Knox, Sebastian Michaelis, Undertaker, William T. Spears
Tags Black Butler, Ciel Phantomhive, Kuroshitsuji, Mordomo Negro, Sebastian Michaelis, Undertaker
Exibições 25
Palavras 924
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Twisted women


Fanfic / Fanfiction Daughter of darkness - Capítulo 11 - Twisted women

Ciel's PoV:

Meu mordomo nunca esteve tão estranho. Parecia atordoado, frustrado e muito possesso. Pensei em perguntar no que ele pensava ou o que o perseguia, porém sentia que não deveria me intrometer nesse assunto, não importa o quanto esteja curioso. Sabia que era relacionado à garota da funerária, todavia ela confundiu meus pensamentos uma vez e não posso deixar acontecer de novo. Manterei distância desse assunto.

  Na carruagem, comecei a revisar os fatos da minha missão: Iniciamos com a carta da rainha sobre os indícios de mulheres desaparecidas. Pesquisamos um pouco e notamos que a maior concentração de casos eram na east end e nas partes mais afastadas da cidade. A maioria das vítimas eram mulheres da vida e algumas tinham relatos de serem “informais demais”. Essas informações não eram suficientes então, para nos aproximarmos melhor do caso, tive a brilhante ideia de vestir meu mordomo como uma mulher. Esperaríamos á noite num lugar sem movimentação e veríamos o que poderia acontecer. Não demorou muito para que ele fosse abordado. Fiquei atrás de algumas caixas, observando toda a cena: Um homem se aproximou e começou a puxar assunto, dizendo que Sebastian era muito “bonita” e que não conseguia entender o que uma moça como aquela estava fazendo sozinha naquele lugar. Enquanto este primeiro jogava conversa fora, outro homem surgiu nas sombras com um lenço nas mãos — Que após a análise de Sebastian, foi molhado com clorofórmio. Um líquido que contém formol, usado para empalhar animais. Seria usado para fazê-lo desmaiar —. Infelizmente, tivemos que usar a força para conseguir algumas informações.  

Estes dois cidadãos de origem duvidosa trabalhavam para uma gangue que se autodenominava “XY” (Um o sistema de determinação de sexo existente nos humanos. Neste sistema, as fêmeas possuem dois cromossomos sexuais do mesmo tipo ‘XX’ e os machos possuem cromossomos sexuais diferentes ‘XY’). Como qualquer um deduziria, todos os integrantes eram homens e repudiavam os atos das “mulheres modernas”. Na concepção deles, o sexo feminino era inferior e não merecia sequer uma cama decente para dormir, todas deveriam viver à serventia do “macho alfa”. Em resumo: Machistas radicais.

 A mesma gangue se encontra de quinze em quinze dias num prédio no leste de Londres, vulgo onde estamos neste momento. A reunião é à tarde, logo não tínhamos tempo para perder. O plano era: Invadir o local como penetras e encontrar o chefe. Deveríamos ser ágeis e manter nossas identidades sobre vigilância... Devo me preocupar com Sebastian? Acho que não.

 Olhei para ele que, assim como eu, distraía-se olhando pela janela. Outrora não me interessasse pelo seu passado, agora estava intrigado e curioso. Ele tem ligações com outros seres sobrenaturais? Como foram seus contratos passados? Será que ele se lembra de tudo depois que é contratado por outra pessoa? São perguntas que eu prefiro guardar para mim, pois não era do meu feitio interessar-me sobre a vida de um demônio. Deixei os questionamentos de lado, saí dos meus devaneios e percebi que estávamos perto do local. Preparei-me psicologicamente para agir.

 O prédio fica no centro de um pequeno vilarejo cujo a gangue aparentemente influencia muito, pois cada rua que virávamos surgia um terror diferente: Mulheres sendo espancadas publicamente por homens de aparência suja e ignorante, algumas com bolas de chumbo nos pés, varrendo a calçada como se vissem a sua vida naquele monte de poeira. A maioria com olhos roxos e feridas nas mãos e braços. Situações deploráveis.

Desembarcamos bem na frente do ponto de encontro. Analisei a estrutura do local: Sujo, fedido e ao olho nu, inóspito. Estava no próprio fim do mundo. Fiz um esgar e dei alguns passos em direção à porta. Sebastian e Snake estavam logo atrás, aparentemente preparados para qualquer coisa que viesse. Minutos depois que a carruagem saiu, fomos recepcionados por um homem de baixa estatura, barba feita e olhos negros. Ele caminhava como se carregasse — Com dificuldade — O peso de sua própria barriga.

 — Ah, senhores! — Ele exclamou abrindo os braços, seu sorriso era claramente forçado, — O que desejam aqui?

 — Este é o conde Hunglinton III. — Esta foi a primeira coisa que meu mordomo disse desde que entramos na carruagem. — Estamos aqui para ver o local.

— Pretendem comprar o local? Ele está abandonado há muitos anos. Vão encontrar apenas móveis estragados e muita poeira. — Ele deu uma risada forçada e puxou o ar logo em seguida, deixando sua última frase sair junto com um suspiro. — Não os aconselharia a compra.

 — Será mesmo? Não dissemos nada sobre comprar — Sorri de canto. Concluí que ironia o faria chegar ao assunto da gangue.

 — Bem, não... Na verdade foi um engano meu, sinto muito. Estão procurando por outra coisa?— Ele sorriu maliciosamente, dando abertura para iniciarmos o assunto principal.

— Com certeza, meu caro. Somos machos alfas, procuramos pela diversão. — Nunca achei tão estranho dizer tal coisa, mas era preciso. — Viemos ver o que vocês têm.

 — Ah, claro! — Ele pareceu animado por sabermos o código. Tirou uma chave dourada do bolso e destrancou a grande porta de madeira. — Prazer, meu nome é Charles.

 Pedi para Snake aguardar do lado de fora, ficando de ronda com suas cobras e dei passe livre para atacar qualquer um que tentasse alguma coisa. O homem nos guiou até o subsolo do prédio, que ironicamente, era melhor que todo o resto do lugar. Descemos as escadas e na porta de entrada, um homem estava de vigia. Charles disse algo para ele, no entanto foi baixo demais para que eu conseguisse entender. A porta se abriu. Meu coração acelerou. Que tipo de monstruosidades nós acharíamos naquele lugar?


Notas Finais


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