História Daughter Of Sky - Capítulo 5


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Frank Zhang, Gleeson Hedge, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Percy Jackson, Personagens Originais, Piper Mclean, Thalia Grace
Tags Ação, Aventura, Mitologia Grega, Percy Jackson
Visualizações 8
Palavras 1.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Uma estátua não me deixa dormir


Aquilo era demais para um único dia. Quando fui reclamada, ventos me circularam, deixando uma bolsa branca presa em minha cintura. Quando abri, pus a mão e tirei um objeto brilhoso de lá. Era um pequeno raio de uns vinte centímetros que eu acabei lançando acidentalmente numa parte da arquibancada, que felizmente estava vazia. Quando olhei a bolsa novamente, tinha outro raio, idêntico ao anterior. Quíron comentou que provavelmente a arma tinha sido feita a partir do raio mestre de Zeus. Finalmente algo legal. Raios. Um presente do meu pai.

 

*   *   *

 

Quando Quíron encerrou tudo no anfiteatro, disse para todos irem em direção ao pavilhão do refeitório, mas pediu para que Jason e eu ficássemos. O garoto que eu havia chamuscado parecia estar irritado comigo, pois passou por mim me olhando desconfiado e furioso. Com o Sr. D. e agora ele, já eram dois na minha lista de inimizades em um dia. Não entendi de primeira o porquê de o centauro querer falar com Jason e comigo, mas logo depois deduzi algo.

-Você é filho de Zeus? – perguntei surpresa e um pouco rude depois que Quíron começou a conversar conosco sobre isso.

-Sim – ele respondeu e parecia estar desconfortável – Bem, na verdade sou filho de Júpiter. A versão Romana de Zeus.

-Espera um pouco – eu falei confusa – você está me dizendo que existem semideuses romanos?!

-Não só existem semideuses romanos, mas um acampamento inteiro romano, o Acampamento Júpiter, tipo uma versão do Acampamento Meio-Sangue.

Certo. Eu não conseguia raciocinar e assimilar muito mais que aquilo. Minha cabeça parecia que ia explodir. Meu pai desaparecido era na verdade o rei do olimpo, eu tinha um meio-irmão romano e estava num acampamento cheio de semideuses. Normal.

Já que Jason era também filho de Zeus, ou Júpiter, como seja, Quíron pediu para que ele me explicasse algumas coisas, como quando seguíamos em direção ao pavilhão, vi um círculo irregular de chalés. Jason explicou que cada chalé correspondia a um deus, e seus filhos ficavam lá, assim como no refeitório, que havia uma mesa para cada chalé. O de Zeus/Júpiter era o 1.

Ele contou também sobre Thalia. Sobre as lembranças que tinha dela quando era ainda muito pequeno, e como ela chegara ao acampamento, quando Zeus a transformara em um pinheiro quando ela estava a beira da morte. Então entendi porque a árvore de Thalia se chamava assim. Parece que não era um capricho de Quíron.

-Então... Ela virou uma caçadora de Ártemis? – fiz uma pergunta que não precisa de resposta – E agora é imortal?

-Sim – sorriu ele com o canto da boca ao lembrar a irmã.

Eu sinceramente não entendo esses sentimentos com laços familiares, pra falar a verdade, com nenhum laço. Naquele momento, o modo com que Jason falava de Thalia me fez sentir-me um pouco mal. O meu eu passado teria gostado de saber como é ter alguém com quem se preocupar. Mas preocupação é para pessoas fracas e que não conseguem viver por si mesmas. Quem cresce só aprende a sobreviver sem depender de ninguém.

Consegui visualizar uma noite estrelada ao chegarmos ao pavilhão do refeitório, que era ao ar livre emoldurado por colunas gregas brancas sobre uma colina que dava para o mar. Nada particular, mas achava fascinante  a mistura que o céu fazia com o mar no horizonte. Havia várias mesas de madeira extensas, alinhadas. No centro, uma mesa um pouco maior que as outras, deduzi que era do conselho do Acampamento, pois, Dionísio – que me ainda me olhava furiosamente – e Quíron sentavam lá, e também uma garota ruiva que eu não havia visto antes.

Nos sentamos. Muitos dos campistas ainda davam alguns olhares rápidos para mim. Existia apenas eu e Jason na mesa do chalé 1. Antes de começarmos a comer, Quíron recitou algumas palavras com as quais não me importei muito. Não consegui nem prestar atenção, só conseguia pensar no dia excepcional – isso é ironia, só pra deixar claro – que tinha sido hoje. Eu tinha várias perguntas, mas não podia fazer todas elas de uma única vez. Fiz a pergunta que mais estava me deixando inquieta.

-Por que todos estão me olhando desse jeito? – eu varri os olhos por todo o pavilhão.

Jason ficou desconfiado.

-Seus olhos são bem peculiares – ele tentou mudar de assunto.

-Tudo bem, pode falar. Está todo mundo assim desde falaram meu nome.

Ele relutou um pouco em dizer, parecia nervoso com aquilo. Parecia que ele não deveria me contar.

-Lawrence... É só que... – ele gaguejou – É complicado...

-Mais complicado do que acabar de descobrir que seu pai é um “mito grego”? – fiz as aspas com as mãos.

-Bem, o meu também é – ele sorriu e logo mudou de expressão – Ahn... Há boatos que Quíron havia descoberto dois filhos dos três grandes, que são Zeus, Poseidon e Hades – ele começou a baixar a voz – Só que ninguém sabia que existia filhos dos três grandes além de Percy, Thalia e Nico, que são gregos, e eu e Hazel, que somos romanos. Os deuses quebraram o pacto que fizeram... De novo. O pacto era que os três deuses não tivessem mais filhos, pois eles são bastante poderosos e perigosos.

-Eu pareço perigosa – afirmei.

-Nem um pouco – sorriu Jason – E há também uma profecia, mas Quíron não quis falar nada sobre isso.

-Uma profecia... – eu murmurei – Espere, já que Quíron achou dois semideuses filhos dos três grandes e eu sou uma desses dois, quem é o outro?

Ele olhou para a mesa do chalé três. O garoto que havia jogado água em mim no anfiteatro sentava sozinho na mesa do chalé de... Poseidon. Então aquele garoto era filho de um dos três grandes. Outro para a lista dos que não deveriam nunca ter nascido.

De mesa em mesa, fomos fazendo oferendas da parte mais suculenta da nossa comida, aos deuses que queríamos, no braseiro de bronze. Eu não via sentido em deixar a parte mais gostosa da minha comida pra um pai que nunca veio me ver. Joguei alguns bacons no braseiro e sussurrei:

-Obrigada pelo presente, Zeus.

Quando o jantar acabou, seguimos para os chalés. Vários prédios com colunas gregas se estendiam pelo vale, e um caminho eu levava ao estreito de Long Island.

O chalé número 1 era maior que os outros. Parecia uma caixa de mármore branco, com pesadas colunas brancas na frente. As portas eram de bronze polido, que brilhavam como um holograma, e relâmpagos abaixo deles. O teto em forma de cúpula era decorado com mosaicos de um céu nublado. Quando entramos, a primeira coisa que me chamou atenção foi uma grande estátua de Zeus, meio intimidante. Não havia móvel algum. Apenas sacos de dormir.

Em um dos cantos tinha algumas fotos coladas na parede. Uma menina de cabelos escuros e olhos azuis sorria com alguns outros que pareciam ser seus amigos: uma garotinha loura de cabelo encaracolado e olhos surpreendentemente cinzentos e um garoto um pouco mais alto que elas e também louro.

-Essa é Thalia? – perguntei apontando pra garota e Jason assentiu.

-Não tive coragem de tirar as fotos daí.

-E os outros dois?

-A menina é Annabeth, – falou – o garoto eu não me lembro muito bem... – ele coçou a cabela tentando lembrar.

-Annabeth?

-Ela é filha de Atena. Depois que Gaia foi derrotada, ela e o namorado, Percy, foram morar em Nova Roma, no Acampamento Júpiter.

Ele falou como se sentisse saudade do outro Acampamento, como se lá também fosse sua casa. Já que ele era romano, provavelmente morou lá. Jason puxou o seu saco de dormir, colocou sua espada ao lado e se enfiou ali. Ele também estava com a camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue.

-Gaia? A deusa da terra, ou seja lá o que for? Vocês acabaram com ela? – falei lembrando de algo... – Um minuto. Esse tal de Percy... É Percy Jackson? E a garota Annabeth Chase?

-Sim, foi dado um fim em Gaia, que quase destruiu o Acampamento, e sim, eles mesmos. – falou Jason – Não sei se você já ouviu, mas eles caíram no Tártaro e conseguiram voltar.

Eu ouvi alguns dos outros semideuses falarem sobre eles enquanto eu andava, principalmente sobre quando caíram no Tártaro, sobre o qual eu não sabia nada. Parecia não fazer muito tempo que havia acontecido. Me estiquei no meu saco de dormir, tirei a pequena bolsa de raios da cintura e a coloquei do lado. A estátua de Zeus parecia olhar para todos os lugares, não me deixando dormir.

-Como se dorme com isso olhando pra você?

-Com o tempo você se acostuma – ele falou e riu – Ah, você sabe voar?

-Voar? – perguntei – Nunca tentei.

-Amanhã posso te ajudar com isso se você quiser.

Ele se virou e em alguns minutos já estava dormindo. Eu esperava verdadeiramente que ele estivesse certo sobre a estátua.



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