História Daydreaming - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Toneri Otsutsuki
Tags Naruhina, Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 54
Palavras 3.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, meu povo de sorte! Não voltei tão cedo como eu esperava, mas foi mais cedo que antes, né?
Como de costume, quero agradecer aos novos favoritos: JucyLobatto, Alien-Ero, TsunamiNamikaze, Shinukidan, Cyanna, juliahina e HadassaBelly. Muito obrigada! É tão legal saber que Daydreaming conquistou algumas pessoas a ponto de estar entre seus favoritos. :3
Bom, é isso. Aqui está o capítulo, o maior que fiz até agora. Espero que isso compense a pequena demora rs tem algumas "bombinhas" porque tem que deixar a coisa mais emocionante, né?! Enfimmm
Enjoy!

Capítulo 5 - Chapter five


5:00 AM. Mais um dia iniciado pelo habitual barulho do despertador.

Naruto levantou-se disposto e se trocou. Tomou a vitamina preparada na noite anterior e desceu correndo as escadas que davam acesso a seu pequeno apartamento. Desde que entrara no curso de arquitetura havia decidido apostar na calistenia e toda manhã se exercitava.

Enquanto corria até a praça que continha alguns equipamentos para exercício físico, seus pensamentos rumaram para caminhos questionáveis. Ainda não entendia porque os olhos perolados da senhorita Hyuuga chamavam tanto sua atenção. Eram exóticos e lindos, claro, mas sentia que estava deixando escapar algo. Tratou de afastar esses pensamentos de sua cabeça e focou na vinda de seu padrinho – ou tio, como ele preferia ser chamado – para Tóquio. Estava realmente ansioso para reencontrar Jiraya.

***

Sakura se remexeu na cama e suspirou novamente. Olhou o visor do celular marcando 5:45 AM e confirmou sua suposição de que o sol já começara a raiar. Mais uma noite sem dormir. Sabia que estava comemorando cedo demais sua vitória contra a insônia. Mas como imaginaria que Sasuke falaria com ela depois de quase um mês?! Fechou os olhos e as lembranças regadas a lágrimas foram inevitáveis.

***

A porta do apartamento foi aberta com brusquidão e uma Sakura apressada passou por ela, sendo seguida por um moreno alto cujos passos lentos eram dominados por uma tensão quase palpável.

– Quase oito, Sasuke! Quase oito anos juntos! E-Eu... eu não consigo acreditar. Sério, eu não consigo acreditar.

– Sakura, calma, eu pos...

– Você pode explicar? Então explica, Sasuke! Explica pra mim o que você estava fazendo naquela porra de boate com a Karin! Com a Karin, caramba! – a Haruno, que estava de costas para o moreno, se virou. Não tinha vergonha de mostrar suas lágrimas e Sasuke relutou ao ver os olhos que tanto adorava marejados. – Vamos, Sasuke...

– Me desculpa.

– É só isso que você tem a dizer, Uchiha? “Me desculpa”? Caramba, hein. – foi impossível para a rosada não levantar o tom de voz.

– Porra, Sakura! O que você quer que eu diga? – o moreno a tomou pelos braços, mas sem força o suficiente para machucá-la. – O que você quer que eu faça? Que eu me ajoelhe? Que peça perdão? Existe algo que eu possa fazer para tentar reparar o que eu fiz? Porque a verdade que você tanto deseja não vai fazer isso, Sakura.

O olhar que a Haruno dirigiu para Sasuke o arrepiou, era um olhar de pura fúria. Mas, diferente do que pensava, a rosada não explodiu. Ele pôde senti-la relaxar em seus braços.

– Então quer dizer que você acha que o nosso relacionamento não merece nem a verdade? – a voz saiu seca e amargurada enquanto Sakura se soltava das mãos alvas e caminhava em direção ao sofá.

Sasuke a assistiu passar a mão pelos cabelos, gesto que mostrava quão perdida ela estava. Sasuke sentiu seu peito apertar e também caminhou na direção do sofá, porém se sentou no chão, de frente para a rosada. Levou a mão ao joelho exposto de sua noiva e disse:

– Me desculpa, Sakura. Eu me deixei levar... quando liguei pra você e o Sasori atendeu, eu... eu não consegui pensar em mais nada. Só conseguia imaginar vocês dois...

Sakura riu e balançou a cabeça negativamente.

– Diferente de você, Sasuke, eu não fui buscar conforto em sexo com qualquer um depois de uma briguinha com meu noivo. – a rosada enfatizou a última palavra.

– Briguinha qualquer?! Você me expulsou de casa, Sakura! Você disse que eu não poderia pisar aqui, na nossa casa – elevou o tom involuntariamente nas últimas duas palavras – enquanto você não tivesse ido pra sua mãe! E eu já falei que nós não transamos. – completou rangendo os dentes.

– Então eu, obviamente, devo perdoar você porque vocês conseguiram se manter só nos beijinhos, certo? Parabéns, Sasuke! Vai me dizer que era beijo técnico também?

O moreno suspirou tentando manter a calma. Sabia que havia errado e feio, então precisava se manter são.

– Fala alguma coisa, Sasuke! – a rosada explodiu novamente e se levantou. – Você só suspira! Você não se explica, você não faz nada! O nosso noivado está acabando e você nem luta!

– O que você quer que eu fale, Sakura? Porra! – Sasuske exasperou-se. – Quer que eu fale estava de saco cheio do seu hospital e dos seus pacientes? Que eu estava cansado das suas inúmeras noites de plantão tentando salvar tudo e todos menos o nosso relacionamento? Que eu não suportava mais acordar e brigar com você logo de manhã todo dia?

– Olha o que você está falando! Que mesquinho, que egoísta! Então agora a culpa é minha porque eu amo o meu trabalho?! Faça-me o favor, Sasuke.

– Eu não quis dizer isso, Sak...

– E nem eu quero ouvir o que você realmente quis dizer. Não mais, Sasuke. – disse enquanto se dirigia ao quarto dos dois. – Eu vou pra Ino.

– O quê? O que você vai fazer na Ino?

Sasuke segurou um de seus braços, interrompendo a rosada, que enchia uma bolsa com algumas roupas e objetos que iria necessitar, e mirou os olhos verdes.

– Ficar bem longe de você.

***

 Sakura ouviu três batidas na porta e limpou rapidamente as lágrimas que manchavam seu rosto.

– Pode entrar, Hina. – disse, falhando miseravelmente em esconder sua voz embargada.

Hinata abriu a porta devagar e sentiu seu coração doer ao constatar que a amiga estava chorando de fato. Fechou a porta atrás de si e caminhou até a cama da rosada.

– Sakura-chan...

– Hina, o que faz acordada tão ced...

Foi interrompida pela morena deitando-se ao seu lado.

– Vai ficar tudo bem, Sakura-chan.

A rosada ia protestar, mas quando Hinata a abraçou sentiu suas barreiras desmoronando e, mais uma vez, as lágrimas vieram com força.

– Vai ficar tudo bem...

***

Naruto estava animado, mais que o normal, quando abriu a cafeteria. Enquanto sua playlist de rock ressoava em seus fones, limpou o balcão e os equipamentos. Com o volume alto, não ouviu o tilintar feito pelo sino junto à porta que avisava quando um cliente chegava.

Hinata entrou tímida no estabelecimento. Depois de ficar com Sakura até a rosada lhe convencer de que estava melhor, haviam conversado sobre a ida da Hyuuga no dia anterior à cafeteria e Sakura consegui convencê-la de levar o colar que Naruto lhe dera quando se viram pela primeira vez em Suna, há vinte anos atrás. Enquanto caminhava, observava Naruto de costas para o balcão. Não conseguiu controlar um risinho quando o loiro começou a simular que estava tocando uma bateria imaginável.

Quando se aproximou do balcão o suficiente para sentar-se em algum dos bancos próximos do mesmo, pigarreou a fim de chamar a atenção de Naruto. Sem sucesso.

– Ohayo gozaimasu. – tentou, mas também sem sucesso.

A morena respirou fundo e levou a mão na direção do braço de Naruto, porém o loiro se virou de repente de olhos fechados e ainda tocando a bateria imaginária. Hinata recolheu a mão, mas um dos movimentos de Naruto fez com que as mãos de ambos se tocassem. O loiro abriu os olhos rapidamente em uma careta sobressaltada e a Hyuuga se afastou levemente após o breve contato.

Quando reconheceu a morena à sua frente, Naruto levou uma mão ao peito e suspirou, enquanto retirava os fones.

– Hinata, quer me matar de um susto?

A morena corou ao seu nome ser pronunciado de forma tão casual pelo loiro.

– G-Gomen! E-Eu... – deu uma pausa a fim de controlar a gagueira que misteriosamente despertava simplesmente com a presença do loiro. – Eu tentei chamar sua atenção, mas acho que você estava meio... ocupado.

O risinho que ela deu ao terminar a frase deixou Naruto levemente corado, pois ele sabia que ela se referenciava a seu pequeno show.

– Sim, sim, claro. Saiba que presenciou um show único e que muitas pessoas gostariam de estar em seu lugar, senhorita Hyuuga. – Naruto fazia uma cara convencida enquanto a Hyuuga balançava a cabeça em negação e ria da afirmação. – Bom, o que a traz aqui novamente? – disse enquanto apoiava os cotovelos na mesa e encarava a Hyuuga.

– B-Bom, eu... eu

Naruto percebia o desconforto na moça. “Será que esse nervosismo todo é por minha causa? Haha. Não, não, Naruto, foco! Óbvio que é só timidez.”, pensou.

– Acho que a volta se deve ao café de ontem. Modéstia à parte, meu caffè macchiato realmente faz sucesso.

– Não! – a Hyuuga se apressou em dizer. – Q-Quer dizer, sim, seu caffè macchiato estava muito, mas... eu vim por o-outro motivo. – sentia o loiro lhe observar enquanto tentava pensar em algo. – Err... é um motivo bem b-bobo.

– Sou todo a ouvidos.

– E-Eu... bem... eu a-apenas quero provar todos os tipos de café que tem aqui. – enquanto falava, o tom de sua voz diminuía.

Naruto a olhou por alguns segundos e depois soltou um riso baixo.

– Você tem sorte, Hyuuga. Porque além de essa ser a melhor cafeteria de Tóquio, eu sou o melhor guia que você poderia ter. – piscou para a morena. – Eu posso ser seu guia, certo?

– Claro. – disse e riu levemente.

– Então, o que deseja hoje, senhorita?

– Bom... a-acho que aceito uma sugestão do m-melhor guia que eu poderia ter.

Naruto riu do comentário e se dirigiu à bancada com os equipamentos para preparar o café de Hinata. Enquanto o observava trabalhando, Hinata ponderava sobre o colar que trazia em sua bolsa. Por mais que fosse algo banal, por que não conseguia sequer mencionar? “Ora vamos, Hinata, é só um colar.”. Tentou formular alguma conversa enquanto criava coragem.

– V-Você trabalha aqui há muito tempo, Naruto-kun?

– Ah, não muito. Eu comecei a trabalhar aqui há nove meses, apenas. Foi um alívio encontrar um trabalho perto de casa e da universidade.

– Oh, e o que está cursando? – antes que pudesse controlar, já havia perguntado.

– Arquitetura e urbanismo.

– S-Sério? – Naruto notou o tom misto de surpresa e encantamento na voz da Hyuuga e riu.

– Sim. Por quê? Não parece? – disse enquanto inclinava seu rosto com uma sobrancelha arqueada para a Hyuuga a tempo de vê-la corar.

– N-Nani, não! – apressou-se em falar. – Q-Quer dizer... é, n-não foi o que imaginei. Gomen. – disse enquanto brincava levemente com os dedos em cima do balcão.

Naruto sorriu com o gesto.

– Aqui está o seu café mocha. Ou mochaccino. – disse enquanto colocava a xícara e entregava uma colher à Hyuuga.

– Humm. – Hinata esboçou depois de provar a primeira colherada. – Isso é muito bom!

Naruto podia jurar que seus olhos brilhavam e não pôde deixar de achar graça daquilo.

– Prove. – a Hyuuga estendeu a colher cheia para o loiro.

– Obrigada, Hyuuga. Mas aqui temos uma regra muito rígida que diz: os empregados não podem aceitar alimentos oferecidos por uma bela moça de olhos cor de pérola.

Hinata corou, mas não conseguiu segurar a risada.

– Que tipo de regra é essa? – riu mais um pouco, deixando Naruto admirado com sua gargalhada.

– Nosso chefe realmente é um insano, sabe.

– Tome. – a Hyuuga insistiu, estendendo novamente a colher. – Ora vamos, seu chefe super rigoroso não está aqui agora, está?

Naruto ficou observando a atitude da mulher à sua frente. Sua boca rosada e o sorriso singelo, enquanto tentava lhe convencer a provar seu café.

– Tudo bem, tudo bem. Devo dizer que a responsabilidade sobre uma possível demissão recai toda sobre a senhorita, ok?

O loiro se inclinou e abocanhou a colher estendida pela Hyuuga, ficando cara a cara com a mulher. Enquanto largava a colher, fixou suas safiras nas pérolas à sua frente, mas depois seus olhos vagaram por detalhes que lhe chamaram atenção. A franja que emoldurava o rosto alvo, as maçãs do rosto coradas, o nariz fino, os lábios levemente carnudos que estavam entreabertos e lhe pareceram tão convidativos. Hinata era linda. Ergueu sua mão para o queixo da morena, que se surpreendeu com sua atitude.

– Estava sujo. – disse após afastar sua mão.

Hinata, que só então percebera que estava prendendo a respiração, soltou o ar de uma vez e mordeu o lábio. Antes que pudesse esboçar qualquer outra reação, a porta da cafeteria foi aberta, revelando um Sai enigmático.

***

Shikamaru chegara mais tarde do que o comum na delegacia. Suas olheiras denunciavam o motivo de seu atraso. Cumprimentou a todos enquanto se dirigia à sala do delegado.

Antes de bater à porta, o Uchiha se pronunciou:

– Pode entrar, Nara.

Após entrar, Shikamaru se dirigiu às cadeiras dispostas em frente à mesa do delegado. Pousou a mochila que carregava em uma das cadeiras e sentou-se na outra.

– E então? – Sasuke se pronunciou.

– Nada. O computador está novinho em folha.

– Porra! – Sasuke levou a mão em punho à boca, se levantou e passou a andar pela sala. – Você não conseguiu nada? Nenhuma informação esquecida por eles?

– Sasuke, você não entendeu. O computador está zerado. Eles não fizeram uma limpeza, é um computador vindo novinho da fábrica. – Shikamaru passou a mão pela testa, estava nervoso. – Ainda não consegui identificar o que ele quer com isso tudo.

– Ele? Você acha que é um homem?

– Não posso afirmar nada sobre o sexo, mas sei que é uma pessoa só. Ainda que apenas dois ataques tenham sido cometidos, existe um padrão: famílias tradicionais do país. É possível que seja um grupo, claro; mas essa motivação me parece estritamente pessoal. Entretanto, é óbvio que quem quer esteja por trás disso tem ajuda de outras pessoas.

Sasuke sentou-se novamente e suspirou.

– Nos fizeram de trouxa. Ligaram para a delegacia, sabendo que iríamos rastrear o local onde estavam, pensando que haviam cometido um deslize, e um computador zerado é tudo o que deixam para trás.

– Sim, nós fomos manipulados. Mas isso ainda não faz sentido. Por que uma pista falsa? Provavelmente queria nossa atenção voltada para algo, dando espaço para agirem. Mas ainda não agiram...

Antes que Sasuke se pronunciasse, a porta de sua sala foi aberta de supetão.

– Delegado Uchiha! – o policial de longos cabelos claros fez uma breve reverência. – Acabamos de receber uma ligação muito importante!

– Fale, Kimimaro.

– O apresentador de televisão Sasaki Hiroshi acabou de nos informar que sua mulher e filha desapareceram, Uchiha-sama.

Sasuke e Shikamaru se entreolharam.

– Explique isso melhor.

– Ele ainda está no telefone, Uchiha-sama. Deseja falar com o senhor imediatamente.

– Onegai, transfira para meu telefone.

O policial fez outra reverência e saiu da sala. Poucos segundos depois o telefone que estava na mesa do Uchiha tocou e Sasuke apertou em um botão antes de falar.

– Ohayo, Sasaki-sam...

Uchiha-sama, por todos os deuses, vocês precisam encontrar minha esposa e minha filha. Por favor! – o desespero na voz do homem chegava a ser palpável.

– Por favor, Sasaki-sama, acalme-se e me conte exatamente o que aconteceu.

***

Por mais que se esforçasse, Hinata não conseguia dar total atenção a seu trabalho. Precisava estudar um montante de documentos para ficar a par da situação socioeconômica da empresa, seu cérebro continuava a repetir a cena que aconteceu na cafeteria.

Seu olhar vagou pela própria sala, observando os móveis finos, as paredes de cor creme, o tapete felpudo, pousando em sua bolsa, que repousava em uma das cadeiras que jaziam à frente de sua mesa. O colar guardado por vinte anos estava intacto, nem mesmo tiver coragem de mencionar sobre ele para Naruto. Ainda não entendia do que tinha medo.

– Claro que eu sei do que tenho medo. – suspirou e se debruçou sobre a mesa. – É super normal alguém aparecer no seu trabalho alegando ter conversado com você há vinte anos atrás e ainda guardar um colar que recebeu de uma criança de o quê? 5 anos?

Enquanto tentava parar de pensar sobre o assunto, seu telefone de mesa tocou. Ao entender, a voz de sua secretária se fez presente.

Hinata-sama, Otsutsuki-sama deseja falar com a senhora.

– Kurenai-san, já disse que pode me chamar apenas de Hinata. E deixe-o entrar, por favor. – disse, logo após desligando o aparelho.

Antes que pudesse lembrar com exatidão quem era o senhor Otsutsuki, a porta foi aberta por Kurenai, que deu passagem para o homem alto de cabelos claros. Subitamente, Hinata lembrou de quando o encontrou em sua primeira visita à empresa.

– Konichiwa, senhorita Hyuuga. – disse e fez uma leve reverência.

Hinata ergueu-se e também reverenciou o homem à sua frente.

– K-Konichiwa, Otsutsuki-sama.

– Apenas, Toneri, por favor. Somos colegas de trabalho agora. E me sinto um senhor de idade dessa forma. – um sorriso singelo se formou em seus lábios, que foi acompanhado pela Hyuuga.

– H-Hai, como quiser, Toneri-sama.

– Bom, antes que estranhe minha visita, anuncio que é apenas uma formalidade. Gosto de conhecer as pessoas com quem trabalho.

– C-Claro. – apesar de ser um rapaz educado e bonito, Hinata se sentia intimidada na sua presença.

– Então... como se deram os primeiros dias? Está se adaptando?

– H-Hai. T-Todos da empresa me trataram muito bem. A empresa é um ótimo a-ambiente.

Como que em um estalo, Hinata percebeu que ambos ainda estavam em pé.

– Por favor, sente-se! Desculpe minha indelicadeza.

– Oh, não precisa, senhorita Hyuuga. Estou apenas de passagem. – disse sorrindo novamente e Hinata encaminhou-se em sua direção.

– A-Arigatou. Pela visita.

– Espero que nos vejamos mais vezes, – Toneri encarou as pérolas da Hyuuga enquanto sua mão buscava a da morena e a levava a seus lábios. – senhorita Hyuuga.

A atitude do rapaz foi respondida por um breve aceno e um sorriso meigo da morena, que se dispôs a abrir a porta para que Toneri saísse. Depois de fechar a porta, Hinata se encostou na mesma e ficou pensando no quão estranho foi aquela visita repentina de um dos sócios da empresa.

***

– Sakura-chan, você não vai acreditar no que me aconteceu hoje. Foi meio... bizarro? – Hinata falava enquanto adentrava a sala do apartamento de dividia com a Haruno.

A morena recebeu um resmungo em resposta e isso a preocupou. Havia mantido contato com a amiga durante o dia inteiro, sabia, inclusive, que Sakura devia ter revirado os olhos a cada mensagem sua, e a rosada aparentava estar bem melhor. Até mencionou que o novo caso com o qual a polícia estava lidando estava “se mostrando cada vez mais instigante”, como a própria disse. Hinata se encaminhou para o sofá, onde Sakura estava.

– Sakura-chan, aconteceu algo? – disse enquanto se agachava em frente ao sofá.

A rosada, que se encontrava encolhida no sofá, estava quieta e pensativa. Seus olhos encontraram os de Hinata e um suspiro escapou de seus lábios enquanto apontava para a mesinha atrás da morena.

A Hyuuga se virou, sem entender, para a mesinha de centro da sala. Quando seus olhos pousaram sobre uma caixinha de veludo vermelha, virou-se imediatamente para Sakura com uma expressão surpresa. A rosada acenou positivamente com a cabeça e Hinata virou-se novamente para a caixinha, notando só agora a presença de um bilhete abaixo da mesma.

Hinata sentou-se no chão e pegou o pedaço de papel.

“Sakura,

Consigo imaginar sua reação ao receber isso. Foi escolha sua me devolver sua aliança, mas... eu não posso mais guardar ela sabendo da sua decisão.

Sasuke.”

– Por que ele faz isso comigo, Hina? – a rosada perguntou baixinho.

Hinata se virou para a amiga.

– Sakura-chan... – a Hyuuga acariciou os cabelos de tonalidade rosa claro. – Acho que... olha, eu não estou defendendo o Sasuke, tá? Mas eu acho que ele não consegue dar adeus pra você. Ele prefere ver você partir do que escolher deixar você.


Notas Finais


E então, que acharam? Sintam-se à vontade pra comentar, dar dicas e etc. Críticas construtivas super valem e ajudam bastante.
Eu tenho três "avisos" pra dar pra vocês.
1: Eu tenho outra fanfic kukukuku vim panfletar aqui (eu nem sei se pode). O nome dela é Koyo e é uma one-shot. Tentei fazer ela bem fofinha, acho que vale a pena dar uma olhada. Vale?
2: A narrativa tá meio parada? Eu tô achando. Mas as coisas vão começar a andar mais e vai ter mais desenvolvimento de romance (tanto NaruHina como SasuSaku) e de outras cositas más.
3: Esse não é bem um aviso. Nas notas do último capítulo eu esqueci de mencionar o significado do nome da cafeteria. Foi a primeira vez que apareceu o nome na história e eu deveria ter colocado o que significa, mas esqueci. Gomen T-T mas bem, Amai Kaisha ou 甘い 会社 significa "doce companhia".
Então é isso. Muito obrigada à quem dedica um pouco do seu tempo pra ler Daydreaming. Espero que tenham gostado desse capítulo e até mais o/


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