História Days Of Snow - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Victor Nikiforov, Yuri Katsuki
Tags Victor Nikiforov, Victuri, Victuuri, Viktor, Yuri Katsuki, Yuri!! On Ice, Yuuri
Visualizações 27
Palavras 3.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Musical (Songfic), Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello Hello!
Eu sou Zoe, autora de King e da minha mais nova fanfic, My Dear Autumn.
Desculpe aos leitores de King por não postar nada, mas estou totalmente sem nenhuma criatividade para a escrever.
E aos leitores novos, espero que gostem dessa fic!
Vai ser apenas uma two-shot, somente para matar a saudades! xD
Brincadeira, pessoal!
Vejo vocês nas notas finais.

Capítulo 1 - The begin of the story.


Fanfic / Fanfiction Days Of Snow - Capítulo 1 - The begin of the story.

E se, de repente, o seu melhor amigo fosse embora?
Simplesmente sumisse sem dizer uma palavra sequer, como se fosse água em processo de evaporação?
O quê você faria?
Bom, essa história não servirá de exemplo para você seguir. Muito menos para se aprender algo dela.
Isto somente é uma história qualquer, sobre um garoto qualquer, que perdeu o seu melhor amigo por um motivo qualquer.
No caso, eu sou o garoto "qualquer" que perdeu o melhor amigo por um motivo "qualquer".

Uma pequena observação:
Aquela amizade não era qualquer uma que pudesse ser substituída facilmente.
Ou melhor, ela nunca poderia ser trocada por nada na minha vida.
Nada nem ninguém.
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"Eu quero segurar sua mão
E ir para o outro lado da Terra
Para encerrar este inverno
Quanto tempo mais
Terá de cair neve
Para os dias de primavera chegarem?
Amigo."
Aos meus doze anos de idade, conheci um garoto.
Cabelos longos e prateados, olhos azuis da cor do oceano, corpo esbelto e típico de uma garota, com um tom de pele branco como a neve logo após cair no chão.
Sua pele era macia e quentinha, isso é um detalhe que eu nunca poderei esquecer sobre ele.
Por quê?
Bom, foi essa pele que me abraçou e me esquentou nos dias mais frios da minha vida.
Ou, ao menos, se deu ao trabalho de tentar.
Na época eu sofria bullying por conta do meu peso e altura, e ele veio ao meu resgate o mais rápido que pôde.
Os agressores ficaram com medo por ele ter dezesseis anos e ser bem mais alto que todos nós, por isso logo fugiram covardemente para longe com os "rabos entre as pernas".
Eu estava machucado, gemendo de dor e me contorcendo aos poucos no chão, e via que alguém me olhava de cima. Não passou muito mais que três minutos quando senti braços se passarem pela minhas pernas e costas, me levantando cuidadosamente em estilo "princesa" do chão.
Meu corpo tinha muitas dores, e minha consciência já não aguentava mais tamanha situação miserável em que me encontrava.
Sendo assim, logo fui perdendo minha audição e visão, desmaiando no mesmo instante.
Porém, antes disto, eu ouvi a voz daquele garoto que me salvou falando algo baixinho, que, por algum motivo, eu nunca pude esquecer o que havia escutado: "Covardes... machucar alguém pela sua aparência é uma ova! Se fosse por isso, eu mesmo iria bater naqueles idiotas!
...Bando de cretinos...
Eu nunca irei perdooar quem faz violência de graça! Nunca na minha vida!".
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Acordei meio assustado e desorientado na maca da enfermaria da escola, olhando para os lados em busca de alguma alma viva que pudesse ao menos me explicar o quê havia acontecido ou o quê estava acontencendo.
Inesperadamente eu dou de cara com grandes olhos azuis me observando.
Agora imaginem você olhar para o lado e BAM! Do nada tinha uma pessoa bem perto de você com olhos azuis bem chamativos lhe observando de uma forma estranhamente séria.
Minha alma foi pro paraíso e quase não volta!
Coloco uma mão no peito em impulso e a pessoa se afasta, encostando as costas na cadeira que se localizava ao lado da minha maca, logo sorrindo de uma forma extremamente fofa.
Pelos cabelos e formato do corpo, parecia ser uma garota.
E uma linda garota.
Mas estava usando calças...
No nosso uniforme, as garotas usam saia...
Então, por quê...
-Então você finalmente acordou!
- E-ehm...- a voz também parecia ser de uma garota. Mas algo me incomodava sobre aquela calça.
Alguma coisa com certeza estava errada ali.
-Vamos, não precisa ser tímido! Meu nome é Victor Nikiforov, mas pode me chamar somente de Victor ou Vic, como você preferir!
EU SABIA!!!
ENTÃO ELE REALMENTE É UM GAROTO!!!
Ainda assim...
Que garoto se parece tanto com uma menina dessa forma??!!!
-U-uhm...
-Qual seu nome?
Olho surpreso para o tal de "Victor", e ele sorri novamente para mim.
Ele não tinha de cara de ser alguém mal, além de que era a única pessoa que estava ali que eu poderia perguntar o quê estava havendo.
Bom, eu não tinha escolha de qualquer forma...
-K-Katsuki Yuuri. Mas pode me chamar somente de Yuuri.
-Okay, Yuuri! Belo nome o seu!
-E-ehm...

-Se você quer saber o que aconteceu, eu já pretendia lhe contar. Tudo começou quando...
Ele me contou tudo, desde a parte em que eu fui agredido até quando eu desmaiei em seus braços de tanta dor. Também me falou de como eu estava sujo de sangue e disse que ele havia espantado os valentões.
Então foi esse tal de Victor me ajudou?...
Por quê ele tinha feito aquilo?
Geralmente ninguém liga para essas coisas, e quando veêm apenas se mantêm longe, tentando fugir no lugar de ajudar.
Pessoas são egoístas. Somente pensam em si mesmas.
Então por quê esse garoto que nem me conhece tentou me ajudar?...
Eu nunca pude descobrir o por quê.
Agradeci, pois sou uma pessoa que recebeu educação ao contrário de muitas pessoas desse colégio. Me levantei da cama para ir embora, fazendo uma reverência para Victor em forma de agradecimento novamente.
Quando me virei para sair daquele local que estava com um forte cheiro de medicação (que por acaso já estava me dando enjôo), sinto uma mão segurar a parte de trás da minha blusa.
Me assusto e coloco as mãos cobrindo a minha cabeça em forma de defesa, porém não acontece nada.
Só por precaução, fiquei mais cinco minutos naquela posição, com um silêncio horrível e que me matava a cada segundo que passava.
Será que aquele garoto não iria fazer nada?
Então por quê ele havia puxado a minha blusa pelas costas?
Geralmente quando isso acontecem, as pessoas começam a me bater logo em seguida!
Quando as dúvidas começaram a surgir em minha mente, ouço um barulho de cadeira sendo arrastada para trás, seguidas de passos leves no chão de porcelana cheios de arranhões que haviam sido feitos anteriormente por cadeiras que haviam sido instaladas ali.
Provavelmente aquele arrastado deveria ter criado mais uma cicatriz naquele piso cheio de histórias para contar.
Victor passa pelo meu lado e eu começo a me desesperar.
Ele iria me bater. Iria me bater até que eu não pudesse mais respirar!
Eu iria morrer ali mesmo!
Mãe, Pai, Mari, me perdooem...
Eu deveria ter sido um filho e irmão melhor para vocês...
Sinto lágrimas escorrerem pelas minhas bochechas enquanto minha cabeça estava baixa, logo vendo a sombra de uma mão indo direto para o meu rosto.
Era agora.
Fecho os olhos com força quando sinto o leve toque do dedo indicador dele em meu queixo, pensando no que poderia acontecer dali pra frente.
Me imaginei morto, num caixão, onde minha família (e somente ela) estaria no meu funeral, chorando pela minha morte.
Talvez tivesse sido melhor daquela maneira...
Quem sabe eu encontrasse a paz em outro lugar?
Quando toda a mão de Victor encosta no meu queixo, eu já estava preparado psicologicamente para ir embora deste mundo. Porém, não foi exatamente isso que aconteceu.
Ele somente levantou minha cabeça para olhar para si, logo depositando a mão em minha bochecha a fim de enxugar as lágrimas que por ali percorriam seu caminho.
Victor me olhava com...
Bom...
Eu não sei explicar.
Era um olhar estranho, sendo completamente diferente dos olhares com quais eu estava acostumado.
E, de alguma forma, aquilo me fez parar de chorar instantâneamente.
Ele sorria carinhoso para mim enquanto passava o polegar para cima e para baixo em minha bochecha, talvez como se fosse uma tentativa de dar algo mais próximo de um carinho, mas sem ser exatamente uma demonstração de afeição. Afinal, nem nos conhecíamos.
Eu estava confuso, e aquilo piorava ainda mais a minha estabilidade mental.
Alguém. Me. Ajuda.
-Não precisa chorar. Você não precisa mais chorar. Eu já passei por essas situações de bullying também, sabia?
Arregalo os olhos em surpresa, e ele deu uma risada baixa, meio triste.
Então ele também havia sofrido bullying...?
-Sabe por quê eu era agredido?
Balanço a cabeça de um lado para o outro, em forma de negação.
-Pelo meu cabelo. Ele é demasiado grande para "um garoto ter", e por isso as pessoas faziam "brincadeiras" comigo.
De fato, ele tinha um cabelo enorme.
E o cabelo era lindo!
Mas por quê fazer bullying por conta disso?!
O cabelo é dele, as pessoas não tem direito de o julgar por conta disso!
Isso está errado!

-Eu era chamado de "menina", "garotinha prateada", e até mesmo de "trap". As pessoas riam de mim, e eu não podia fazer nada. Afinal, era somente uma "brincadeira".
De alguma forma, a sua voz havia mudado completamente ao falar disso, tendo um tom mais sofrido e triste.
Vejo uma lágrima descer pela bochecha de Victor, mas ele logo faz questão de a enxugar com as costas da mão.
-Até que, um dia, eles realmente foram longe demais. Me bateram, deixando meu corpo cheio de hematomas e roxeados espalhados pelo mesmo. Me diziam que eu era uma desonra para os homens, e que por isso não deveria viver. Rindo ao me bater, eu finalmente senti o quê era "dor" de verdade. Não é nada como a dor de uma vacina, e muito menos a dor de ver o seu doce preferido cair da sua mão e ir diretamente pro chão. É a dor da raiva e tristeza, por não conseguir fazer nada e pelas pessoas não lhe ajudarem mesmo vendo tudo o que acontecia de cadeira "V.I.P".
Ele estava vemelho de tanto segurar lágrimas, mas continuava a falar comigo sem ao menos se importar, fingindo que não estava nem aí pro que havia acontecido.
Porém, estava bem na cara que ele ligava. E bastante.
-Por isso, Katsuki, você não precisa mais chorar. A partir de hoje, eu irei o proteger, seja de quem for. Se o mundo estiver contra você, será eu e você contra o mundo.
Do quê ele estava falando?
Mas é claro que o mundo não estava contra mim!
Apenas as pessoas da escola...
E se o mundo realmente estivesse contra mim, com certeza eu já estaria morto há muito tempo!
-Então... se você não se importar...
O tom de voz dele havia mudado novamente. Agora parecia mais tímido.
O quê estava acontecendo ali?
-Podemos... ser amigos?...
A última parte foi dita de uma forma mais baixa, quase inaudível.
Minhas bochechas coraram quase que instantânemanente, e meus olhos se arregalaram novamente.
Ok. Agora eu havia entendido.
Ele queria ser meu amigo.
Não que eu tivesse nada contra isso, mas...
O quê era um amigo?
E como eu teria um amigo sem saber o que é um amigo?!
AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!
Victor estava esperando uma resposta, e eu nem sabia o quê era um amigo, muito menos o quê responder!
Coloco as mãos na minha cabeça em desespero, e ele sorri fraco para mim.
-Não precisa me responder agora. Pode pensar antes de me falar o quê acha. Então, por enquanto, vamos apenas nos falar normalmente e nos cumprimentar, okay? Como colegas, é claro!
O olho assustado e Victor sorri feliz para mim
E Deus, que sorriso bonito.
Era o sorriso mais verdadeiro que eu já tinha visto em toda a minha vida.
E, de alguma forma, ver aquele sorriso me dava vontade de sorrir também. E foi o quê fiz.
Ele retribuiu sorrindo ainda mais, e logo me pega pela mão me puxando para fora daquela sala de enfermaria, onde, oficialmente, havia iniciado a minha história.
Porém, mal sabia eu que aquilo seria o início de uma grande e forte amizade.
Ou melhor. Que Victor seria o meu amigo de que tanto tive dúvidas.
O meu melhor amigo, para ser mais específico.
Para mim, amizade é receber e retribuir.
Mas, infelizmente, eu só percebi o quê era uma "amizade" quando era tarde demais.
♤♡♤♡♤♡ 2 anos depois ♤♡♤♡♤♡♤♡
Eu estava no parque, esperando uma certa pessoa que sempre chegava atrasada nos seus compromissos, não importando se era ou não importante.
Olho para o relógio impaciente e grito com raiva, fazendo com que todos olhem para mim em repreensão.
Me desculpo e olho novamente para todos os ângulos, procurando ao menos a silhueta do corpo dele.
-Ainda não sei por quê eu me preocupo em chegar cedo, se ele sempre irá chegar atrasado! Será que eu nunca irei aprender a minha lição?
Assim que eu falo isso, Victor chega correndo perto de mim.
Mas parece uma coisa!
Você fala, o demônio aparece!
Quando ele finalmente para em minha frente eu o olho em repreensão, enquanto arfava com as mãos nos joelhos meio agachado por conta da corrida de sua casa até aqui.
Victor estava todo suado e parecia ter corrido bastante. Me deu até um pouco de pena.
Mas a culpa não é minha por ele demorar a se arrumar!

Aí quando percebe que tá atrasado, fica nesse corre-corre, e chega morto no local de encontro!
-Adivinha quem chegou atrasado mais uma vez, Vitya?
-Eu...
-Isso mesmo!
-Me desculpe, Yuuri. Não fiz por querer.
Ele começara a se levantar depois de ficar bastante tempo naquela posição, pois já tinha descansado o bastante para conseguir ficar de pé.
Porém, eu ainda não tinha visto o seu rosto.
-Mas não é possível, Victor! Toda vez que nós marcamos alguma coisa, você chega atrasado! Se continuar assim, você poderá até perder uma-
-"Oferta de emprego super importante quando for trabalhar." Não é?
-C-como você...
-Fácil! Yuuri fala tantas vezes a mesma frase, que acabei decorando!
Eu já ia dar outro carão nele, mas quando olho para seu rosto, sinto que havia algo de errado.
Ele não estava feliz, muito menos triste.
Parecia mais... com uma cara de perda...
-Victor, você está bem?
-Sim, Yuuri. Estou perfeitamente bem! Por quê a pergunta?
Ele estava fingindo.
E eu sabia disso.
Victor sempre fingiu muito mal, e não seria agora que aquilo iria mudar.
Ainda assim, mesmo sabendo que ele estava mentindo para mim, decidi não perguntar mais nada. Se ele quisesse me falar, iria me contar.
Era assim que Victor vivia a sua vida, e eu realmente já estava bem acostumado com aquilo.
Dou um suspiro leve e o olho sorrindo.
-Então, o quê você quer fazer? Tem um parque para brincar bem ali, um homem vendendo algodão doces do outro lado, bicicle-OH! OLHE VICTOR, PEDALINHOS! Vamos, vamos???
O puxei pela mão, e ele nada de se mover.
Hm? O que havia de errado???
Vitya sempre gostou tanto de pedalinhos!
Não importava o quão triste estivesse, ele sempre se alegrava ao ver um deles.
Então, por quê...
-...Victor?
Novamente, nenhuma resposta.
Sinceramente, eu nunca o vi tão avoado quanto agora...
Estou começando a me preocupar seriamente com ele.
Isso não é nada bom...
-V-I-T-Y-A!
Encosto em seu braço e vejo que se assusta um pouco, logo me olhando meio que rindo.
Porém, dava para ver que não era uma risada verdadeira.
Era uma risada triste, meio que envergonhado.
O quê estava acontecendo ali?
-Não me assuste deste jeito, Yuuri! Quase tenho um ataque cardíaco!
-A culpa não é minha se você tem estado tão avoado desde que chegou aqui! Se fosse para ficar assim, que nem tivesse vindo!
Espera.
O quê eu acabei de falar???
Penso por um tempo, logo colocando as mãos na boca ao perceber a idiotice que tinha dito para Victor, o olhando com uma culpa estampada em meu rosto.
Ele estava com os olhos arregalados de uma forma que eu nunca tinha visto, com lágrimas saindo sem parar. Elas continuavam seu caminho escorrendo pela bochecha dele, que estava com um tom avermelhado de frio.
Passamos alguns minutos estáticos, somente olhando um ao outro, ambos pensando nas besteiras que haviam cometido.
Eu fui tão rude com Victor...
Mesmo sem ele ter feito nada...
Às vezes eu gostaria de voltar no passado e me impedir de falar essas coisas...
Talvez assim, eu evitasse essa situação, e até impediria Vitya de se sentir mais triste do que já estava.
AAAAHHHHHHH!
Eu sou um idiota!
Era para eu tentar o alegrar, e tudo o que fiz foi piorar a situação!
Burro! Burro!
Idiota!
-Yuuri...
Olho para cima quando finalmente sentia as lágrimas começarem a se formar em meus olhos, logo sendo surpreendido por um abraço inesperado vindo de Victor.
Eh...?
M-mas...
Eu havia o feito chorar...
P-por quê estava me abraçando?...
-Me perdoe...
Por quê ele estava se desculpando?...
Ele não fez nada!
-Como assim lhe perdoar, se fui eu quem errei?...Me desculpe, Victor.
Vitya ficou uns segundos em silêncio em que eu, com certeza posso falar, foram os mais desesperadores de toda a minha vida.
Cheguei até a pensar que ele não iria me perdoar, mas para o meu alívio de peso na consciência, tudo o quê fez foi somente dizer:
-Somente... me deixe ficar um pouco mais assim com você.
Eu chega suspirei de tão aliviado.
Mas por quê ele queria ficar mais naquela posição?
Bom, não me importava.
Eu somente queria o fazer feliz, e naquela hora aquilo era o que ele desejava.

Se era isso que o faria mais alegre, eu o abraçaria com enorme prazer.
No fim, ele me pediu para andar o resto do dia de mãos dadas, e é claro que eu não recusei.
Algumas vezes, senti ele apertar mais forte a minha mão esquerda, mas fingi não perceber para não o acanhar.
Até porquê não era um aperto que incomodava. Era algo mais leve, que demonstrava carinho em relação a mim.
E eu gostava de sentir aquilo.
Porém, também parecia mostrar uma tristeza, como se não quisesse que eu fosse para longe.
Ri baixo, e vejo que ele me deu uma olhada sem querer, me fazendo corar no mesmo instante. Logo ouço uma risada baixa, e sorrio ao perceber que ao menos tinha feito ele rir naquele dia.
Não se preocupe Vitya, eu não irei para lugar algum.
Não enquanto você estiver do meu lado.
♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤
Chegando na minha casa, nos despedimos com um abraço beeem apertado e quentinho (como sempre fazemos) e disse que nos encontraríamos no portão da minha escola ás 5 horas (já que a sua faculdade era no caminho).
Ele assentiu sorrindo fraco e logo disse "Adeus", acenando para mim enquanto se afastava a caminho de sua casa.
Admito que achei estranho, pois ele nunca tinha dito "adeus" antes. Somente "tchau" e "te vejo em breve".
Bom, não deve ser nada alarmante.
Vai ver que ele só quis mudar um pouco hoje.
Entro na minha casa e pulo no fúton, pensando em tudo o quê havia acontecido anteriormente.
Sorrio ao lembrar do toque quente de Victor em minha mão, dormindo com aquela sensação boa em meu cérebro.
Ele era tão legal comigo...
Mal posso esperar para o ver amanhã de novo!
E, quem sabe...
Eu até possa o agradecer pelo carinho que tanto me dá.
♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤♡♤
No final, Victor não apareceu no dia seguinte.
Nem no outro.
Nem depois.
Ou melhor...
Ele não apareceu nunca mais.


Notas Finais


Booooom! Fim do capítulo de hoje, pessoal! E sem data de entrega do próximo FHAKDJSKSJ
ME DESCULPEM DE VERDADE!
Na realidade, era para ser uma one, mas como eu achei que ficaria grande, dividi em dois capítulos...
DESCULPEM! ESPERO VOLTAR MAIS RÁPIDO DO QUE KING!
BEIJINHOS DA TIA ZOE E...
BYE BYE!!!
~Comentem sobre oq acharam da fic, isso é muito importante para mim~


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