História De coração partido e alma lavada - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Agust, Bangtan, Bts, Hopega, Hosoek, Sobi, Sugahope, Yoongi, Yoonseok
Exibições 76
Palavras 934
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Único


Era uma vez um garoto. Um pequeno garoto de fios negros e postura amalucada. O garoto era um utopista, tinha sonhos que não acabavam, paixão obsessiva por coisas esquisitas, amores não correspondidos e uma mente turbulenta que podia levá-lo ao infinito.

O garoto queria o mundo em suas mãos; ansiava por tocar o céu. Todos veriam, ele podia ser grande, ele podia ser tudo. Mesmo que fosse baixinho e desengonçado, ainda que tivesse centenas de degraus a superar, nada o impedia de ser confiante e acreditar naquilo que queria. Não importava se ninguém acreditava nele. Não importava o que diziam sobre ele ser louco e viver mergulhado no delírio. Tudo que ele quisesse, ele teria.

 

Quando ele enfim saiu de casa, seu pai disse que ele estava fazendo más escolhas e chorou pedindo “meu filho, não se vá”. Mas o garoto, tão decidido, apenas tapou os ouvidos, respirou fundo e seguiu seu caminho com valentia.

Logo então, o menino que nunca soube o que era sofrer, do momento em que chegou à cidade grande, sentiu o pesar de seus sonhos de modo intenso. A vida era dura, ele aprendeu. Dormiu na rua por várias noites, passou fome, a que jamais teve quando sob o cuidado de seus pais estava, e presenciou o mal, tudo aquilo de ruim que existisse.

Os amigos que ele pensou ter, abandonaram-no. Deram-no as costas quando mais precisou. E quem disse que eles davam a mínima, afinal? Estes foram os primeiros a desacreditar em si e rirem da sua compostura aventureira, “Você voltará arrependido”.

Mas ele ia adiante, não podia voltar atrás, não mais. Sempre soube que não seria fácil, os obstáculos eram árduos, de fato, e a distância entre seus sonhos e si não eram anos-luz, eles eram palpáveis. Bastava crer e lutar.

O primeiro emprego que conseguiu lavando pratos, foi sua primeira maior conquista. Os olhos brilharam e a felicidade não teve tamanho quando recebeu o primeiríssimo fruto de seu próprio esforço, uma quantia que deu ele ao menos um lugar melhor para dormir.

Todas as noites a irmã ligando, “Sinto sua falta”. E ele somente dizendo que tudo bem, eu estou aí com você, não importa a distância. Confia no seu irmãozinho, ele te dará orgulho.

Só que ao mesmo tempo em que o garoto era muito confiante, também era bastante inseguro. Ele era louco da cabeça aos pés. Sua inconstância era de dar nos nervos. Certas vezes bebia tanto que nem sabia em que mundo estava.

E embora ele se mantivesse firme, “eu sou capaz, eu conseguirei”, por dentro sempre teria aquela instabilidade. Ele era forte, muito forte, mas as coisas, repito, não eram fáceis.

Estava desgastante.

Havia horas em que ele pensava em desistir de tudo, jogar as coisas para o alto e voltar para casa, chorando e dizendo que eles estavam certos, “mãe, quero colo”.

Tinha horas que ele simplesmente se rebaixava, que via tudo desabar. As esperanças se esvaíam. O emprego no restaurante não estava dando nem para a comida ultimamente. Quiçá ele tivesse desistindo de tudo que sonhou, de vez.

 

Era uma vez um garoto... Todo ferrado na vida, que não tinha para onde ir, que apenas andava por aí. Todos se afastaram, todos o esqueceram. Ele sentia vergonha, vergonha de si mesmo, vergonha de ter decepcionado a família.

“Desculpe, papai”.

Ele não podia voltar para casa daquele jeito, não naquele estado, não com aquela culpa.

Não podia ao menos pensar na possibilidade de olhar nos olhos daqueles que amava novamente.  Ele agora apenas remoía suas escolhas e acreditava que ter sonhos era para tolos, que podia ter feito melhor.

 

Era uma vez um garoto.

Você se lembra dele, Hoseok? O seu garoto. Aquele que você jurou proteger, proteger de tudo e de todos. O merdinha que não fazia nada que fosse relevante e que apanhava feio da vida todos os dias.

Ele se foi. O seu garoto não existe mais. Ele desistiu de vez quando você mostrou a ele sua segunda metade. A pior parte de você e do que você é.

Os dois eram felizes até certo ponto. Recorda-se? Vocês viviam se amando, nem dava para o garoto lembrar da vida ferrada dele quando estava ao teu lado. Você dizia que daria o mundo a ele, que vocês alcançariam as estrelas. O infinito era logo ali. E ele acreditou em ti.

Você não o deixava em paz, embebedou-o, fez ele se descobrir no banco de trás do seu carro velho. Fez de tudo para que o garoto fosse seu. Foi uma noite inesquecível, apesar de tudo. Ele nunca acreditou que poderia sentir tantas coisas ao mesmo tempo.

Mas, quantas vezes mentiu para ele? Quantas vezes já o enganou com seus discursos bobos e suas juras imaginárias?

Ele fazia tudo por você, ele te venerava, ele até mesmo te colocava acima de si próprio. Não sente vergonha? Você era o que havia de mais precioso, era como a segunda família dele, foi quem o confortou nos momentos ruins, era em quem ele pensava quando achava que não tinha mais nada.

Tu fizeste ele sentir tua amargura, teu abandono, tua falta.

Sabe, Hoseok, o garoto até mesmo te agradece por tudo de bom que fez por si, por, mesmo que efêmero, tê-lo amado e proporcionando-o um tanto de felicidade em meio àquele caos todo.

E ele te agradece, sobretudo, por tê-lo feito renascer. 

Aquele garoto se foi e nada dele restou. Quando você o mostrou quem era de verdade, ele abriu os olhos e percebeu que ainda podia sonhar, devanear, voar, o quanto ele quisesse.

Eu estou melhor agora.



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