História De Paris, com amor - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Edinson Cavani
Tags Amelie, Camille, David Luiz, Edinson Cavani, Romance
Exibições 90
Palavras 3.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Prometi, to de volta!! Demorei um cadinho porque saí mais cedo e só cheguei agora.
Aproveitem o cap :)

Capítulo 7 - Cavani - Happy Birthday, Cami!


Edinson Cavani

 

Me olho uma segunda vez no espelho depois de trocar de roupa. Passo a mão no cabelo e assinto pra mim mesmo, pegando a mochila antes de sair do vestiário. Emily está me esperando com Bauti no estacionamento, e eu rio sozinho pensando na possibilidade dela ter feito Cami convidar Bauti para o aniversário. Não duvido disso. Emily é louca. E agora ela está com fixação nessa história de me arranjar uma namorada. Até ela encontrar um defeito em Amélie, ela não vai descansar.

Sacudo a cabeça tentando parar de sorrir e entro no estacionamento vendo meu carro. Abro a porta e vejo Emily e Bauti rindo lá dentro.

- A conversa tá boa, né? – eu me ajeito no banco e olho pra trás pra checar se Bauti está bem preso ao assento pra idade dele.

- Vamos comer bolo! – Emily bate palmas e se ajeita no banco, antes de colocar o cinto. Eu dou risada e saio do estacionamento. Posso sentir o olhar de Emily em mim e reviro os olhos.

- Porque não começa a falar logo? – pergunto e ela ri.

- Não tenho nada pra falar ainda. – ela diz.

- Pega meu celular aqui e olha se ela mandou o endereço. – eu aponto e Emily o faz, ditando o endereço que Amélie tinha acabado de enviar.

Não demoramos pra chegar a casa, e escutamos a música e as risadas de crianças já do lado de fora.

- Mas que amorzinho essa casa. – Emily diz, já descendo do carro.

A casa branca tinha um muro baixo de pedras, e ramos de folhas estavam agarrados a parede.  Tirei Bauti do carro e nós andamos até o portão que estava aberto, por isso nós entramos e seguimos para a varanda. Havia várias flores de várias cores dispostas na frente da casa. Toquei a campainha duas vezes, e quando Emily já ia tocar de novo vimos Elena surgir do lado da casa.

- É por aqui. – a ruiva acenou e nós a seguimos para o quintal.

Se Emily tinha achado a frente bonita, o quintal era ainda mais. Tinham balões coloridos e muitas luzinhas, além das várias flores em todo o quintal. Crianças corriam e as pessoas conversavam animadas ao som de alguma música infantil.

- Vani!! – a vozinha me faz olhar pra Cami que vinha correndo em minha direção.

- Ei princesa! Que festa linda! – eu me agacho pra abraçá-la.

- Obigada! – ela sorri. – Ei Bauti, vamos bincá! Você não sabe o pesente que o vô me deu. – ela diz antes de agarrar a mão do Bauti, que me olha de lado pedindo permissão.

- Vai lá. – eu digo e os dois saem correndo juntos.

- Fiquem a vontade, eu vou achar a Mel. – Elena diz antes de sorrir e entrar na casa.

- Acho que eu já encontrei a Mel. – Emily fala do meu lado, olhando para o lado oposto ao que Elena tinha ido. Segui seu olhar e então a vi.

Amélie segurava uma bandeja com doces numa mão e uma bandeja com potinhos do que parecia ser sorvete na outra. Umas crianças falavam com ela e ela sorria enquanto conversava e servia doces. Seus cachos caíam nos olhos e ela tentava sacudi-los pra trás vez ou outra.

Caramba, ela era bonita. Emily tinha falado três mil vezes algo como ‘você viu como ela ficou bem naquela calça flare?’. Eu nem sabia que diabos era calça flare, mas sim, ela estava linda nela. E eu não queria parecer um desses caras que tem fetiche, mas o ar de mãe a deixava ainda mais bonita.

Eu devia estar com cara de idiota, quando seus olhos nos perceberam parados. Mas ela sorriu. Aquele sorrisão grande, sabe? E então entregou as bandejas para uma mulher e veio em nossa direção.

- Vocês vieram! – ela diz enquanto abraça Emily.

- Você duvidou foi? – Emy pergunta rindo.

- Bom, não é todo dia que recebemos uma modelo da Victoria Secrets e um jogador famoso. – ela sorri brincalhona, antes de se virar pra mim e me abraçar também.

Morango. Ela estava cheirando a morango. Mas não de um jeito enjoativo. Era um cheiro que eu não podia explicar.

- Ela já te encheu com essa coisa de ser uma secrets é? – eu pergunto rindo depois que ela me solta.

- O Edi tem inveja, porque ele que queria usar aquelas asas da Angel. – Emily pisca pra Amélie que ri. – Sua casa é linda, Mel. – ela aponta pro quintal. – Essas flores...

- Obrigada. Meu pai que cuida delas. Ele é ótimo com isso, eu sou um desastre, mas tento seguir as instruções dele quando ele não vem aqui. – ela fala gesticulando com as mãos e sorrindo. – Ah! Por falar no pai, ele praticamente teve um treco quando eu disse que você viria aqui. – Ela diz sacudindo a cabeça. – Então eu meio que fui obrigada a apresentar você a ele.

- Vai ser um prazer.

- Venham comigo. – ela faz um sinal e nós a seguimos. – A Cami já te viu?

- Já. Puxou o Bauti e saiu correndo por aí. – Amélie dá risada e eu tento não pensar em como ela fica linda fazendo qualquer coisa.

Nós seguimos em direção a uma mesa dois homens e duas mulheres estavam sentados rindo alto.

- Ei, pai! – Amélie chama e os quatro viram em nossa direção. Um homem grisalho aparentando ser o mais velho se levanta da cadeira e abre um sorriso. Ele com certeza era o pai dela. O sorriso era igual. – Edi, esse é o Sr Claude Bouvier, vulgo meu pai. – ela aponta sorrindo e eu não deixo de notar que ela me chamou pelo apelido. – E pai esse é o Edi...

- Edinson Cavani. Acha mesmo que o Matador precisa de apresentações? Ainda mais depois do jogo de hoje! Dois gols! Você esteve incrível, filho. – o pai de Sam a interrompe e estende a mão apertando a minha firmemente. Os olhos divertidos me analisam antes de me puxar para um abraço espontâneo.

- É um prazer conhecê-lo, Sr Bouvier.

- Me chame de Claude. – ele sorri. O sorriso dele era contagiante, exatamente como o de Amélie.

- Pai, essa é a Emily, melhor amiga do Cavani. – Amélie chama a atenção do pai que se vira pra Emily.

- Melhor amiga é? Sei. – ele diz sem discrição e nós rimos.

- Só amigos, Sr. – Emily sorri lhe estendendo a mão. – Edi é tipo irmão mais velho. Seria nojento. – Emy faz uma careta e eu reviro os olhos.

- Bom, você é um guerreiro. Porque essa garota é linda. – Claude diz fazendo Emy rir.

- Papai! – Amélie revira os olhos e o pai dá de ombros.

- Por favor sentem conosco. – ele pede e Amélie puxa duas cadeiras pra nós. – Estes são Pete, meu amigo, Luna, mulher do Pete, e Sue, minha garota. – Claude apresentou e eu me surpreendo de ver que a garota mais nova da mesa era a namorada dele. Devia ter a mesma idade que Amélie.

Emy e eu nos sentamos e Amélie aponta pra gente.

- Cerveja, suco, refrigerante...?

- Cerveja pra mim. – Emily disse.

- Pra mim também. – Emy me encara com uma sobrancelha arqueada e eu rio. – Hoje eu posso.

- Tudo bem, já volto. – Amélie diz antes de sair. Acompanha-a com o olhar até ela sumir pra dentro de casa.

- Você é a garota daquele desfile... – Sue fala com Emy e então elas começaram a conversar como se conhecessem há décadas.

- Então, onde conheceu minha filha? – Claude pergunta antes de beber um gole de sua cerveja. – Quando ela me disse hoje que você vinha não acreditei.

- A gente se conheceu numa sessão de fotos com os torcedores do PSG. – falo do episódio com Cami, e ele cai na gargalhada.

- Cami é louca por você. Quatro aninhos e já sabe mais de futebol do que o pai sabia. – ele sacude a cabeça ainda rindo.

Era a primeira vez que alguém mencionava o pai de Cami. Eu não sabia muita coisa sobre Amélie, mas aquela era uma das coisas que eu gostaria de saber. Claude tinha falado “sabia”, no passado. Teria acontecido alguma coisa com ele?             

Eu teria perguntando, mas Amélie rouba minha atenção quando aparece na porta dos fundos de novo. Ela ri com Elena enquanto desce as escadas em direção ao quintal, segurando duas garrafas de cerveja.

- Cerveja para os dois. – ela sorri entregando as garrafas.

- Valeu.

- Meu pai encheu muito vocês? – ela pergunta e o pai revira os olhos.

- Não manche minha reputação.

- Não sabia que tinha uma, Sr Bouvier. – ela debocha brincalhona e ele faz cara de ofendido antes de rir. Amélie ia soltar outra piadinha, mas sua atenção foi desviada para duas crianças que brigavam perto da nossa mesa. Elas disputavam um saquinho de alcaçuz.

- Ei, ei, ei! – Amélie diz e anda em direção às crianças. – Que briga é essa? – Ela agacha pra olhar pros dois.

- Ele pegou meu saco de alcaçuz! – a garotinha berra.

- O saco era meu!

- Mentiroso! – a gritaria recomeça, mas Amélie bate as mãos sacudindo a cabeça.

- Ei, ei! Vamos parar com essa briga! – ela fala e pega o saco de alcaçuz da mão dos dois. Ela olha para o saco e conta. – Um, dois, três... Sete. Então vai ser três pra Sam, três pro Pietro e um pra tia Amélie. – ela divide e morde o último com um sorriso. – Agora vão brincar e nada de brigar de novo. – diz e se levanta depois das crianças saírem correndo juntas.

- Meu Deus, isso é tipo um dom! – Sue fala quando Amélie volta e nós rimos.

- Minha Mel é ótima com crianças. – Claude diz e eu sorrio pra Amélie que sacode a cabeça antes de se sentar numa cadeira ao meu lado.

- Não sou tão...

- PAPAI! – a vozinha faz Amélie parar de falar e nós nos viramos ao mesmo tempo pra ver Bauti vir correndo com Cami do lado. O rosto do meu filho está vermelho e os olhos cheios de lágrima.

- Bauti! O que aconteceu? – Bauti agarra meu braço e eu o puxo pra meu colo.

- O que foi meu amor? – Emily pergunta.

- Ele caiu quando a gente tava bincando. – Cami fala e encosta-se à mãe, que estende a mão pra passar no braço de Bauti.

- Machucou? – ela pergunta e Bauti assente segurando a perna. Eu tento mexer, mas ele afasta minha mão voltando a chorar. – Vamos na cozinha, colocar um pouco de gelo. Vem. – ela se levanta e eu ajeito Bauti no colo antes de levantar também e seguir atrás dela.  

Ela me guia até a cozinha e aponta o balcão do lado da pia, onde eu coloco Bauti sentado enquanto ela pega gelo e coloca num pano. Passo a mão no rosto do meu filho que funga.

- Você tem que ser mais cuidadoso, Bauti. – eu digo e Amélie vem pra nosso lado.

- Deixa eu ver. – ela diz e começa a dobrar a calça dele até revelar um cortezinho na perna de Bauti. O sangue mal escorre, mas Bauti chora mais ao ver.

- Tá tudo bem, filho.

- Vamos colocar um curativo, Bauti. – Amélie diz e se estica pra pegar uma caixa no armário do lado da pia. Ela abre e pega uma gaze e a molha com algum líquido. – Do que vocês estavam brincando? – ela pergunta.

- De guerra.  A gente era soldado, mamãe. – Cami diz e nós rimos.

- Ah é? Então agora você tem uma cicatriz de guerra, soldado. – ela diz pra Bauti que a encara. – Sabe o que isso significa? – Bauti sacode a cabeça em negação. – Que você é um guerreiro de verdade. Só bons soldados tem cicatrizes. – ela pisca pra ele que sorri de lado e passa a mão no rosto. – Vamos ver qual o formato da sua? – ela diz antes de passar a gaze no ferimento. Bauti geme baixinho, mas fica olhando pra perna curioso. – Isso é uma espada? – ela aponta pra cicatriz e Bauti ri.

- Não é uma espada. – ele ri de novo da cara que Amélie faz.

- Mas é claro que é! Olha só! Edi, o que você acha? – ela olha pra mim e eu rio olhando a ferida.

- Bom, está meio torta, mas... Parece uma espada sim.

- Viu! Uma espada! Você é um guerreiro, Bauti! – ela diz e Bauti e Cami riem ainda mais. – É uma honra fazer um curativo num guerreiro de verdade. – ela faz uma reverência e dessa vez eu tenho que rir.

O jeito que ela falava... Merda. Emily tinha razão. Olha só pra ela! O sorriso, o jeito como faz Bauti rir e se sentir melhor, como ficava linda com aqueles cachos loiros emoldurando o rosto. Merda!

- Prontinho, guerreiro. – ela diz depois de colocar um curativo na ferida de Bauti. – Agora me diga, chocolate, creme ou morango? – ela pergunta e Bauti responde chocolate sem nem pensar.

Amélie abre a geladeira e pega dois potinhos de sorvete e entrega um pra Bauti e outro pra Cami.

- Agora, vá brincar e exibir sua ferida de guerra, soldado. – ela diz pegando Bauti do balcão e o colocando no chão. Os dois saem correndo como se nada tivesse acontecido.

- Ok, eu tenho que concordar. Você tem algum tipo de dom. Fez o Bauti parar de chorar em questão de segundos. – eu digo e ela ri pegando a gaze pra jogar no lixo.

- Depois de quatro anos, eu tenho mestrado em fazer crianças pararem de chorar. – ela diz e começa a guardar as coisas que tirou da caixa.

- Eles chegam e mudam tudo não é? – eu me encosto ao balcão a vendo limpar tudo.

- Sim. Mudam sua rotina, seus planos, seu carro... – ela diz e eu rio. – Elena zoa minha minivan todos os dias.

- Logo que Bauti nasceu compramos uma minivan. Mas agora que ele tá maiorzinho voltei pros meus carros esportivos. – eu digo e ela ri.

- Eu ainda não tive essa sorte. – ela diz sacudindo a cabeça.

Eu vejo ela se virar de costas pra mim e abrir a geladeira. E eu preciso perguntar.

- Sem querer ser enxerido, mas já sendo... E o pai da Cami... Ele... – eu tento perguntar direito.

- Ele morreu. Há quatro anos. – ela diz meio rápido, meio num suspiro, se virando pra mim. Sua expressão é de quem já teve que contar essa história algumas vezes, mas ela sorri de lado como quem diz ‘tudo bem agora’.

- Eu... Sinto muito. – digo realmente sentindo. Há quatro anos. Então ele nem tinha conhecido Cami.

- Tudo bem.

- Ele não chegou a conhecê-la? – pergunto e ela sacude a cabeça em negação. – Nem consigo imaginar o quanto deve ter sido difícil pra você.

- Foi... Foi bem bem difícil pra todo mundo. Mas... A Cami de algum jeito... Foi curando todo mundo sabe? – ela sorri e eu assinto.

- Eu sei... É o Bauti que sempre me dá força quando as coisas ficam ruins demais.

- Eu soube do... Divórcio. Sinto muito. Não deve ter sido fácil.

- Não foi. Mas pelo Bauti, a gente tenta fazer tudo se ajeitar na medida do possível. – eu sorrio. – Eles mudam tudo mesmo.

- A melhor mudança da minha vida. – o jeito como ela diz me faz sorrir e ter vontade de abraçá-la, mas então ela sacode a cabeça rindo. – Sorvete. Também cura um monte de coisa. – ela diz e volta pra geladeira pegando dois potes. Me entrega um com uma colher e eu sorrio.

- Como sabe? Creme é meu favorito.

- Estamos ficando velhos. Velhos gostam de sorvete de creme. – ela diz mostrando o pote dela e eu rio alto.

Nós voltamos para o quintal e nos sentamos à mesa. Claude fala que Bauti passou gritando que era um guerreiro e Amélie gargalha divertida. A noite vai passando, e batemos os parabéns, Amélie parte o bolo, as crianças comem e brincam e brigam e voltam a brincar e nós rimos e conversamos com outras pessoas na festa. Alguns garotos pedem foto e Amélie tira organizando as crianças que de repente parecem notar minha presença. Nós conversamos mais, e Sr Claude nos convida pra um churrasco num domingo desses. Estávamos nos divertindo, e o clima de família me deixava ainda mais confortável. Me fazia lembrar da minha mãe. E eu sabia que era assim que Emily estava se sentindo também, pelo jeito que sorria e me olhava de lado como se dissesse ‘isso não é o máximo?’.

- Olha só quem apareceu! – Claude fala de repente apontando e todos nos viramos pra olhar.

Um homem que parecia ter uns trinta anos, bem vestido, meio loiro se agacha e abraça Cami que agarra o presente que ele deu.

- Ele disse que não conseguiria vir. – a voz de Amélie me faz olhar pra ela. – ela sorri antes de se levantar e ir na direção do homem que já vinha até nossa mesa. – Auggie! Você disse que não conseguiria sair. – ela diz e o homem sorri antes de puxá-la pela cintura e... Beijá-la. Na boca.

Eu quase ouço Emily se remexer do meu lado, e engulo em seco tentando processar a cena. Um namorado... É claro que ela tinha um namorado. Ela não podia ser tão perfeita.

- Consegui sair do plantão mais cedo. Não podia faltar o aniversário da Cami. – o homem diz se aproximando da mesa.

- Quero que conheça umas pessoas. – ela diz pra ele e segura sua mão. – Gus, esses são Edinson Cavani e Emily Sanders. Ed, Emy, esse é o August, meu noivo.

NOIVO!

Não era um namorado. Era noivo! Noivo!

- Então, enfim conheço o ídolo da Cami. – ele diz simpático e eu tento sorrir, apertando a mão que ele me estende.

- É um prazer conhecê-lo. – eu digo com um sorriso amarelo. August troca beijinhos com Emily, e depois cumprimenta todos na mesa.

- Arranjou um tempinho na sua agenda, doutor. – Claude fala e August ri.

- Sempre vou ter tempo pra sua filha e neta, senhor. – ele diz sorrindo.

Emily me cutuca com o cotovelo e eu a olho. Sua expressão diz ‘que porra é essa? Onde está a aliança?!’. Eu olho pra Amélie e observo suas mãos, mas não encontro e apenas dou de ombros pra Emily com cara de ‘isso não é da minha conta’. E não era! Eu não devia estar me importando tanto.  Eu nem a conhecia direito. Mas caramba! Ela estava noiva!

A noite parecia ter perdido a graça depois disso, e nós continuamos na mesa conversando com Claude e seus amigos. Não que eu estivesse de fato me importando...

- Já está meio tarde, a gente tem que ir Emy. – eu murmuro pra Emily e ela me encara antes de assentir.

- Vou achar o Bauti e a Amélie. – ela fala e se levanta.

Amélie tinha saído com August pra falar com outras pessoas. Não demorou pra Emy voltar com Bauti, Cami, Amélie e Elena do lado.

- Vocês tem que prometer que vão voltar. Vou mesmo preparar o churrasco! Vou mandar minha Mel te avisar. – Claude diz enquanto caminhamos até a porta depois de nos despedirmos dos outros.

- Fica tranquilo que eu não vou deixar ele encher você. – Amélie sussurra pra mim e eu rio sacudindo a cabeça.

- Não... Me ligue de verdade. Vou gostar de vir aqui de novo. – eu digo sem pensar, e sacudo um pouco a cabeça, mas ela sorri.

Emily, eu e Bauti nos despedimos de todos e vamos pro carro. Coloco Bauti no assento e dou a volta, acenando mais uma vez pra Cami que sorri. Antes de acelerar, vejo August aparecer e abraçar Amélie pela cintura dando tchau também. Emily acena e eu arranco com o carro.

- Agora não. - Eu digo antes que Emily comece e ela bufa rindo.

Não demora pra eu ver Bauti dormir no banco de trás, e eu ajeito a temperatura do carro vendo ele se encolher um pouco de frio.

- Fala sério! – Emily praticamente explode e eu a encaro feio. - Fala sério. – ela repete mais baixo checando se Bauti ainda dorme. – Noiva? Noiva!

- Ótimo, agora você larga do meu pé. – eu digo e ela sacode a cabeça.

- Não me venha com essa. Você estava olhando pra ela a noite toda com sua cara de bobo. Eu vi, Edi. – ela diz e eu bufo. – Só admita.

- Talvez... Talvez eu tenha achado ela... Bonita.

- Bonita...

- E divertida.

- E divertida...

- E... Ok. Ela é incrível. Mas ela também é noiva, então... Dane-se o que eu acho.

- Não, Edi! Olha só. Eu conversei com a Elena e descobri que ela não é muito fã do August. – Emily se vira pra mim como se estivesse contando fofoca.

- Ela quem?

- Elena. – ela diz. – Eu meio que perguntei por que a Amélie não usava aliança... – Eu a encaro, mas ela continua. – E ela me disse que a Mel não gostava muito da aliança de giganorme cheia de pedras que August deu e por isso não usava. E era óbvio que August tinha dado uma coisa daquelas pra Mel, mesmo sabendo que não tinha nada a ver com ela, mas ele não se importa não é mesmo? Só se importa com o que a mãezinha manda ele fazer... – Emily faz uma imitação ridícula da voz de Elena.

- E daí?

- E daí? Como e daí? Isso não te parece um sinal? Que tipo de mulher não gosta de usar a aliança de família cheia de pedras? Isso só pode ser um sinal de que a Amélie não gosta tanto assim do cara. – ela diz e eu sacudo a cabeça pisando no freio pra parar no sinal vermelho.

- Sabe o que eu acho um sinal? A cara de apaixonada que Amélie olhou pro August quando ele chegou. Ou o jeito que eles ficaram de mãos dadas. Ou o fato deles serem noivos!

- Mas...

- Emy, sério, agora chega! Chega de verdade. Eu sei que você tem boas intenções, mas Amélie não é a única mulher no mundo e eu não vou fazer planos maquiavélicos com você pra fazer ela perceber que não gosta do noivo só pra ficar comigo! – eu digo e ela abre a boca, mas eu continuo. – Você vai parar com isso. Chega de falar da Amélie, ok. Ou eu vou fazer você ir andando pra casa e nunca mais vou falar com você. – digo e ela me encara.

- Não exagere. Eu já parei. Não falo mais dela. – ela diz sacudindo a cabeça. – Mas antes de ficar calada pra sempre eu só quero dizer que você tem algum tipo de encosto em você. Não é possível. Quando a gente acha sua garota ela está noiva de um qualquer...

- Emily... – eu reviro os olhos. – Só cala essa boca.

Ela resmunga mais um pouco e eu a ignoro, tentando não pensar que ela devia ter razão. 


Notas Finais


Eu fui boazinha hoje. Fala sério... Deixem aquele comentário maroto, vai... Me deixem felizinha haha <3 Amo ocês.
-- Pra quem lê Campo MInado, tô indo postar lá agora. Segura aí. ;)


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