História De Platão - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jihope, Jikook, Kookmin, Minga, Taemon, Vmon, Yoonmin
Visualizações 124
Palavras 1.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Abandonar


Deixar para trás; era exatamente isso o que significava e o que eu devia fazer. Porém, meu coração era sempre tão persistente, acho que ele carregava um grande arrependimento a respeito daquele garoto e não era por não poder amá-lo, como o mesmo desejava, era por não tê-lo tratado melhor quando ainda o tinha por perto. A culpa de tudo aquilo era minha. Eu não podia abandonar meu passado ou fingir que o mesmo não existira, mas eu não parecia ter tanta escolha sobre isso. Minhas lembranças manteriam Jungkook sempre em minha história, ele querendo ou não.

Eu não podia ser tão egoísta, sendo que todas as vezes em que pude fazer as coisas diferentes, Yoongi sempre fora minha escolha final.

"Agora sinto que estamos livres", isso deveria me deixar aliviado, consciente que o garoto não estava mais preso aos sentimentos que tinha por mim. No entanto "liberdade" não me parecia ser a palavra para isso. Agora as coisas haviam chegado a esse ponto, onde eu era compelido a deixar Jungkook de lado. Por mais que aquilo fosse dito como correto, sufocava-me por dentro.

Virei-me em minha cama, largando o livro que tinha em mãos, e suspirei. Eu passara a tarde inteira lendo este livro de 400 páginas para a aula de literatura, minha mente estava um tanto exausta e constantemente eu me pegava pensando no passado, não como antes. Levantei-me, coloquei um casaco, pois já era tarde e devia estar ainda mais frio, saí sorrateiramente pela porta da frente.

 Caminhei lembrando quantas vezes fora difícil abrir os olhos e pensar que eu teria que passar mais um dia convivendo comigo mesmo e todas aquelas lembranças tristes que me assombravam. Eu repuxava meus lábios para que a sociedade me aceitasse sem questionar, eu não podia lhes mostrar que existia um vazio dentro de mim ou o enorme peso, que eu carregava, de todas as minhas escolhas.

Cada um de nós havia seguido um caminho e embora boa parte de nós tenhamos nos reencontrado, Jungkook fora uma ponta que se perdera em seu caminho… Não, ele simplesmente decidiu seguir em frente, dada as circunstancias e eu sabia, antes de Taehyung dizer, que eu devia fazer o mesmo.

Corri até a avenida e tomei o primeiro táxi, dando-lhe o endereço. Não levaria mais que cinco minutos até meu destino. Enfiei a mão em meu bolso, checando o objeto que estava sempre comigo, mesmo que jamais tenha sido usado. Peguei meu celular e digitei uma mensagem rápida, sem esperança de obter uma resposta rápida, ele nunca o fazia. O carro parou de frente ao prédio, entreguei o dinheiro ao motorista, descendo em seguida, fui até seu andar e parei de frente a porta, toquei a campainha, na esperança que ele estivesse ali. Não houve resposta, saquei a chave em meu bolso e a apertei em minhas mãos, ainda encarando, a porta, parecia tão estranho…

Me sentia deprimido, queria abraçar-lhe, mas que sentido tinha estar aqui se ele não se encontrava?

Ouvi uma risada atrás de mim e me virei envergonhado.

–Quando pretende usá-la? –aproximou-se.

–É um pouco estranho sabendo que não estava aqui. -deixe meus pensamentos se tornarem audíveis.

–Eu vi sua mensagem, –tocou meu rosto e beijou meus lábios, com um sorriso, tinha um sabor diferente, um tanto alcoólico, mas ele não parecia nem um pouco afetado pela substância. –então, eu vim para casa. Alguns hyungs do trabalho me convidaram para beber depois do expediente… Fiquei surpreso que estava vindo.

–Tudo bem tê-los deixado lá?

–Sim, eles entenderam que era alguém que eu não podia deixar esperando. –Yoongi segurou meu pulso e encarou a chave rindo. –Usa, eu estou aqui agora, não vai ser estranho, certo?

Me virei para a porta e encaixei a chave na fechadura, a girei e empurrei a porta, girando a maçaneta. Já estava acostumado aquele lugar, embora não tivesse vindo no mesmo tantas vezes, mas tudo nele era tão parecido com seu dono, que me trazia um conforto estranho.

Yoongi segurou minha cintura, me empurrando para dentro com seus passos apressados.

–Então, apenas sentiu minha falta? –o ouvi rir, ainda atrás de mim.

Eu pensei no que lhe dizer, tocar no nome do Jungkook não me parecia boa ideia e estar aqui só provava a mim mesmo que mais uma vez eu fizera minha escolha. Não importava que aquilo me incomodasse, eu não podia relutar.

Estar com o homem a minha frente, já significava que as coisas estavam sendo deixadas de lado e eu estava seguindo para alguma direção inimaginável.

Mais que isso, eu senti que precisava estar com você. –enlacei seu pescoço e ele nem sequer esperou meu movimento seguinte.

Chupei seu lábio inferior e lhe encarei, ele sorriu para mim, junto comigo, e aprofundou aquele beijo, ocultando seus olhos. Lhe apertei contra meu corpo, sentindo o meu tremer inteiro, era confuso e quase inacreditável, como eu ainda era capaz de sentir tudo isso.

–O amor não é mesmo fácil de esquecer… –comentei a toa, enquanto meu dedo tocava seu maxilar.

–Não, não é. –concordou. –Por isso eu quero fazer o que posso para que fique comigo, se você me deixar, eu acho que podem passar 3 anos dessa vez e eu ainda vou estar pensando em você, talvez até mais agora, porque eu conheço o cheiro de sua pele e o sabor, sei como é te tocar e ver seu sorriso tão de perto. –Yoongi me abraçou e suspirou. –Eu não levo jeito para falar essas coisas, parece piegas.

Eu não dava a mínima se aquilo era mesmo ridículo ou não, aos meus ouvidos, era agradável.

Eu acho que irmos para Seoul vai funcionar. –confessei. –Eu quero ficar com você por muito tempo ainda.

–Ótimo, isso é o que mais quero. –ele sorriu e eu tinha cada detalhe bem fresco em minha memória.

Eu não precisava ter medo de esquecer nada a seu respeito, eu tinha Min Yoongi todo para mim e podia gravar cada detalhe seu em minha memória. Ele era aquele que eu nunca conseguira, realmente, abandonar.

–Eu vou tomar um banho, me espera aqui?

Assenti e me sentei em seu sofá. Ele cruzou a sala e meus olhos o seguiram pelo corredor, Yoongi entrou na porta que me era conhecida sendo a do banheiro e sumiu. Peguei o controle de sua Tv, tentando não imaginar seu corpo esguio e despido sendo envolvido pela água e a espuma. A liguei e coloquei no canal de filmes, sem me importar de verdade com o que estava sendo passado. Minha atenção estava em outro lugar.

–O que está vendo? –ele apareceu minutos depois, com seus cabelos úmidos e roupas leves.

Sentou-se ao meu lado e me puxou para seu abraço, me permitindo sentir seu cheiro limpo.

–Eu não vi o título. –confessei, encostado em seu peito.

–Quer ver outro? –beijou minha orelha.

Assenti e me aconcheguei em seus braços, enquanto escolhíamos o título a seguir. Aquilo era bom, a sensação que a simplicidade de tudo me dava…

Eu passava tanto tempo preso ao passado, temendo o futuro, que nem mesmo estava aproveitando o presente, sempre com pensamentos deprimentes em volta de mim…

–Yoongi. –acariciei seu rosto.

As coisas são assim agora por causa de todas as minhas escolhas, não era? Se eu tivesse feito o mínimo diferente, momentos como esses não seriam possíveis, como agora é.

–Hm, não gosta desse filme? –encarou-me com um sorriso doce, culpado por prender meu coração tão bem.

–Gosto.

Aproximei nossos rostos e lhe beijei,pensando que eu era mesmo egoísta, que por estar aqui com ele, eu não me arrependia mais de nada, Taehyung estava certo, vivíamos de cometer erros e não era errado seguir em frente e deixar tudo no esquecimento.

Os dedos compridos e magrelos do Yoongi arrastaram-se por minha barriga, mexendo em minha camisa e isso já fazia meu corpo inteiro acender-se. Gemi em seus lábios, os roçando, enquanto meus olhos quase fechados estavam fixos no seu.

–Aconteceu algo?

–Sim. –confessei rápido e seu olhar tornou-se curioso. –Acho que estou livre agora. –ri de sua confusão. –Isso quer dizer que não vou mais me prender ao passado.

Eu não tinha certeza se aquilo era mesmo liberdade, como Jungkook dissera, para mim nós ainda estávamos apenas fugindo… Que fosse, parecia o único caminho para ambos.

Yoongi abriu um largo sorriso e me puxou para cima de seu corpo, encaixei-me ali e rocei meus lábios aos seus com um sorriso dócil. Suas mãos escorregaram por minhas costas e estacionaram em minha bunda, ele a apertou contra seus quadris e mordeu meu lábio. Os encaixei, gemendo manhoso ao ter seu sexo endurecendo contra o meu.

Yoongi, sorrateiramente, enfiou sua mão em minhas calças e acariciou meu sexo, colando a boca em minha orelha, arrepiei-me com a mordida que me deu e o roçar de sua língua.

–Eu te amo, Jimin, agora e antes e eu quero continuar amando pelo resto dos meus dias e dos seus.

Meu corpo inteiro tremeu forte e eu gemi lhe encarando.

–Eu também te amo, Yoongi…

E eu nunca soube como parar de te amar, meu cérebro e coração não conseguiam te abandonar.



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