História De Ponta-Cabeça - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Akatsuki, Otsutsuki School, Sakura, Sasosaku, Sasuke, Sasusaku
Exibições 451
Palavras 7.001
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii gente! Tudo bem com vocês?
Primeiramente, eu quero agradecer todos os favoritos e comentários, fico feliz em saber que vocês estão gostando da história.
Bom, espero que gostem do segundo capítulo, que eu escrevi com tanto carinho.
Boa leitura.

Capítulo 2 - Meu Grande Herói


Fanfic / Fanfiction De Ponta-Cabeça - Capítulo 2 - Meu Grande Herói


                         Sasuke Uchiha
                         
 Eu estava andando pelas ruas do meu bairro, até ver uma movimentação estranha mais à frente. Pensei em ignorar, mas ao ouvir uma mulher gritar "Me solta!" e notar que era a garota de cabelos rosados, não me segurei, quando vi, já estava do lado dos desgraçados.
 - Solta ela! - falei e morrendo de raiva, afinal, quem eles pensavam que eram para tratá-la assim? Vi ela me fitando e então pude perceber que seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar. Aqueles caras iriam pagar caro. Muito caro.
 Senti uma raiva imensa se apossar de mim e eu não sabia porque, só tinha que acabar com aqueles caras. 
 - Não se intrometa garoto. - o homem de jaqueta de couro disse, mas nem sequer dirigi meu olhar à ele, apenas encarei o cara que segurava a rosada, com uma raiva enorme, que seria capaz de queimá-lo só com a intensidade do meu olhar.
 - Larga ela. - repeti, fechando os punhos para conter a raiva que eu sentia.
 - Está se achando o herói, é? Somos três contra um, você devia ter medo por estar em nossa frente. - o homem de camisa preta falou e eu apenas o encarei com mais intensidade, e sem mostrar um pingo de medo sequer por causa da ameaça dele.
 - Solta ela que eu lhe mostro quem deveria ter medo. - disse, fazendo-o fechar a cara.
 Segundos depois, ele deu um sorrisinho de canto, soltando Sakura em seguida e empurrando-a em minha direção. Ela correu para trás de mim e mesmo olhando-a rapidamente, pude perceber que estava tremendo muito.
 - Você que pediu. - o cara de camisa preta falou ao pegar um canivete no bolso e apontar em minha direção - Agora aguente as consequências. 
 - Não, Sasuke. - Sakura disse ao segurar o meu braço e no mesmo instante, uma corrente elétrica passou por todo o meu corpo.
 Ela sabia meu nome. Não sei porque isso me fez ficar feliz e nem porque estava me arriscando daquele jeito para salvá-la, mas não ia perder tempo tentando entender, afinal, eu não tinha tempo para desperdiçar, pois precisava acabar com aqueles caras.
 - Você vai se machucar. - ela sussurrou com as lágrimas ainda escorrendo pelo rosto.
 - Eu não vou me machucar. - foi a última coisa que falei, antes do homem de camisa preta vir para cima de mim com o canivete na mão.
 Sakura deu uns passos para trás, enquanto eu desviava dos ataques dele com sua arma. No início, eu apenas procurava escapar dos golpes, mas na primeira chance que tive, agarrei o pulso em que se encontrava o canivete e o torci, fazendo o homem gritar de dor quando quebrei seu osso.
 A arma caiu no chão, então aproveitei que não precisaria me preocupar mais com o canivete e acertei um soco na cara dele, fazendo o mesmo cair no meio da rua. Os outros dois homens vieram para cima de mim e o de jaqueta de couro tentou me acertar um soco, mas antes de sua mão chegar perto do meu rosto, desviei para a direita, desferi um soco na barriga dele e aproveitei para dar uma rasteira no outro cara, o de moletom verde, que vinha logo atrás.
 O homem de jaqueta se levantou e depois de fechar as mãos, desferiu vários golpes, dos quais eu desviei, mas um iria acertar meu rosto em cheio se eu não parasse seu soco com a minha mão a tempo e desse um chute em sua barriga. O cara com moletom verde se pôs de pé sem que eu percebesse e me prendeu com seus braços ao redor do meu pescoço. Droga!
 - Se acha muito bom, não é? - ele perguntou com um sorrisinho no rosto. Como não prestei atenção nele? Que descuido!
 - Sasuke! - Sakura gritou, chamando a atenção do homem de verde, o qual afrouxou um pouco o aperto em meu pescoço, me dando uma chance para agir.
 Dei uma cotovelada forte em sua barriga, o que fez ele me soltar e dar um passo para trás com as mãos sobre ela, então aproveitei e dei um chute em seu peito, jogando-o de costas no chão.
 - Vamos embora! - o homem de camiseta preta se levantou, com a mão direita sobre o pulso esquerdo quebrado, me encarando - Vamos! - e os outros dois me olharam também, com ódio e depois fugiram.
 Fiquei observando os três se afastarem correndo e virarem a esquina, então me virei de frente para a rosada. 
 - Está tudo bem com você? - perguntei ao vê-la se abraçar e com as lágrimas escorrendo pela pele pálida. Me aproximei dela - Sakura!
 Mas ela nada respondeu, apenas se aproximou mais de mim e me abraçou, chorando mais ainda. Eu fiquei parado, sem reação. Não sabia o que fazer ao certo, então apenas levantei meus braços e retribuí o abraço, trazendo-a para mais junto de mim.
 Fiquei um bom tempo assim, com ela em meus braços, aspirando o perfume de cereja que emanava de seus fios rosados e sentindo o calor de seu corpo, e por um momento, era só o que eu queria, senti-la em meus braços e quando ela se afastou para secar as lágrimas, senti uma enorme vontade de puxa-la para perto de mim de novo. Eu não entendi porque senti um vazio enorme quando ela me soltou.
 Mas o que estava acontecendo comigo?
 - Obrigada. - ela disse entre soluços e forçou um pequeno sorriso.
 - O que faz por aqui? - perguntei, afinal, ela não morava por ali.
 - Eu me perdi. - foi só o que ela respondeu com a voz baixa.
 - Vem comigo. - falei e ela, sem hesitar, pôs-se a me seguir.
 Fomos andando em silêncio, enquanto eu pensava em um milhão de coisas que podia ter acontecido com ela se eu não tivesse chegado para salvá-la, fazendo um turbilhão de raiva e preocupação se apossar de mim,  até que paramos próximo à minha casa, fazendo-me afastar todos os pensamentos ruins da minha cabeça de uma vez e voltar minha atenção para o meu lar. 
 Era uma residência simples, de dois andares e por um momento, tive um pouco de vergonha dela, afinal, a minha casa deveria ser do tamanho da sala de sua mansão.
 - Vem, você precisa beber algo para se acalmar. - falei, abrindo o portão e dando passagem para ela entrar, depois fechei o mesmo e fui até a porta, repetindo a mesma ação.
 Enquanto ela caminhava até o centro da sala, eu percebi que seu corpo ainda tremia muito e que ela se abraçava. Voltei minha atenção para a porta ainda aberta e quando ia fecha-la, percebi que Karin estava do outro lado da rua, me encarando com uma cara irritada, mas eu apenas ignorei e fechei a porta da sala, voltando minha atenção para a rosada.
 - Quer uma água? - e ela apenas assentiu com a cabeça - Vem.
 Caminhamos até a cozinha onde minha mãe se encontrava de costas para nós, lavando a louça na pia.
 - Pensei que demoraria mais para voltar, Sasuk... - Mikoto virou-se e seus olhos pararam sobre a Sakura - Oi... Não sabia que estava acompanhado, filho.
 - Oi. - Sakura falou com a voz baixa.
 - Está tudo bem? - minha mãe perguntou.
 - Longa história mãe, melhor esquecermos. Pega um copo de água para ela? 
 - Claro. - ela pegou um copo recém lavado e encheu de água filtrada, entregando à Sakura em seguida.
 - Obrigada. - a rosada agradeceu ao pegar o objeto e levá-lo à boca, ainda com as mãos trêmulas.
 - Bom, vou trocar de roupa, pode ficar a vontade querida, sou Mikoto, a mãe do Sasuke.
 - Sou Sakura, obrigada dona Mikoto. - e sorriu levemente para minha mãe, que sorriu de volta e depois foi em direção às escadas.
 - Está melhor? - perguntei assim que minha mãe sumiu no topo da escada.
 - Sim, obrigada pela ajuda. - ela disse sorrindo, um sorriso lindo por sinal e eu apenas acenei com a cabeça - Mas você podia ter se machucado, eles eram perigosos.
 - Eu também sou. - sorri de canto para ela.
 - Você luta bem. - elogiou e eu apenas a fitei com o semblante sério - Onde aprendeu a lutar?
 - Meu irmão é professor de karatê nas horas vagas para pagar a faculdade. - falei olhando para a parede - E costumamos brigar um pouco. - voltei a fita-la, até escutar a porta se abrindo e as vozes do meu pai, e Itachi entrando na sala.
 - Acho melhor eu ir para casa. - ela falou ao colocar o copo sobre a pia.
 - Vem, vou te levar. - falei e caminhei até a sala, onde meu pai e Itachi conversavam.
 - Você em casa à essa hora, Sasuke? - Itachi perguntou, então seu olhar voltou-se para Sakura, que estava do meu lado - Oi. - meu irmão sorriu, fazendo-me revirar os olhos e depois encará-lo.
 - Já estamos saindo. - foi só o que eu disse antes de segurar na mão da rosada e puxá-la para fora. Não estava nenhum pouco afim de conversar com Itachi e meu pai.
 - Adeus. - ela falou antes de cruzarmos a porta e eu a fechei. 
 Seguimos até a garagem em passos lentos, onde subi em minha moto e liguei-a, porém Sakura ficou parada do meu lado, me olhando.
 - O que foi? - perguntei.
 - É que eu nunca andei de moto. E-eu tenho medo. - ela respondeu com a voz baixa.
 - Você nunca andou de moto? 
 - Não. - ela respondeu olhando para o chão da garagem.
 - Você não sabe o que está perdendo... Vem. Sobe. 
 - Não sei se devo. 
 - Fala sério, Sakura! Nunca se arriscou na vida? Nunca fez nada mais radical? Mais louco? - perguntei.
 - Na verdade... - ela olhou para os pés - Não.
 - Vem, sobe logo, vamos dar uma volta.
 - Eu tenho que ir para casa. 
 - Sua casa não vai fugir. Agora sobe logo, deixa de ser teimosa! É irritante. - ela hesitou por uns instantes, mas depois subiu na moto.
 - Onde vamos? - ela perguntou ao segurar em mim.
 - Andar por aí. - então acelerei a moto e saí da garagem.
 Andamos pelas ruas a toda a velocidade e mesmo sem olhar para ela, eu sabia que estava sorrindo, então resolvi acelerar mais.
 - Você não acha que está correndo demais? - ela perguntou.
 - Sim, mas é assim que eu gosto. - e acelerei mais ainda a moto, fazendo-a dar um gritinho de medo, mas depois se deixou levar.
 As construções iam passando com uma rapidez enorme, os longos cabelos rosados dela estavam jogados ao vento e a cada curva, sentia ela me segurar mais forte e um arrepio percorrer as minhas costas. Era uma sensação boa.
 Em poucos segundos, já estávamos fora da capital do estado de Konoha, uma cidade pequena, também chamada de Konoha.
 - Para onde estamos indo? - ela perguntou quando eu entrei em uma estrada de terra, fazendo a poeira levantar.
 - Para um lugar onde eu gosto de ir para me sentir livre e me distrair. - falei.
 Subi a montanha seguindo as trilhas, que eu conhecia de cór, até chegar ao meu destino. O alto da serra.
 Parei a moto na sombra e desci, caminhando até a beirada. Fiquei em cima de uma pedra onde eu podia ver toda a cidade de Konoha e a altura em que me encontrava do chão, o que para alguns dava medo, mas para mim, trazia um sentimento de liberdade e paz.
 Abri os braços e fechei os olhos para sentir o vento batendo em meu rosto e balançando meus cabelos. Era bom. Lá eu me sentia livre. 
 O ar puro, a natureza, a paz. Eu adorava tudo aquilo. Adora sentir a tranquilidade que aquele ambiente me transmitia.
 Então me lembrei que dessa vez não estava sozinho e olhei para trás, para a rosada que estava longe da beirada, olhando a cidade também.
 - Vem até aqui. - chamei.
 - Não, é muito alto. E-eu tenho medo. - ela falou enquanto tentava ajeitar os cabelos, os quais voavam bastante devido à intensidade do vento.
 - Você devia se arriscar mais. Sentir a adrenalina. Ser livre. - falei.
 - Não sei.
 - Você nunca fez nada arriscado ou louco na vida mesmo?
 - Não. - ela respondeu.
 - Por que? O seu pai te deixaria sem mesada se fizesse isso? - dei umas risadas.
 - Eu não sei, eu nunca desobedeci ele. Não sei como ele reagiria e eu não faço porque tenho juízo. - ela me respondeu.
 Olhei para a Sakura com o semblante sério e ficamos em silêncio, porém decidi esquecer o fato de que ela havia acabado de falar que eu não tinha juízo e continuei a dizer:
 - Mas as vezes é bom se sentir livre para fazer o que quiser... Mas agora vem logo aqui, ou eu te pego a força. 
 - Tudo bem, Uchiha, eu vou. - ela caminhou em passos lentos até mim e parou quase ao meu lado, apenas uns passos atrás. Ela arredou um pouco o corpo para frente e olhou para baixo, assustando-se em seguida, devido à altura - É muito alto. - e arredou para trás.
 - Você é muito medrosa. - e ri um pouco.
 - E você é maluco! - a encarei, com o semblante sério, depois sorri de canto.
 - Você ainda não viu nada... Vamos, vou te levar para casa.
 - É melhor mesmo, minha mãe deve estar tendo um ataque lá em casa, ainda mais por eu não ter dado notícias.
 - Ela não te ligou? 
 - Não, o que é estranho. - ela retirou a mochila das costas e pegou o celular dentro dela - Está explicado, meu celular descarregou. Acho melhor irmos logo.
 - Tudo bem, vamos. - e voltamos para onde eu havia deixado a moto.
 Desci a serra bem rápido e em poucos minutos, estávamos de volta na rodovia movimentada da capital. 
 - Onde você mora? - perguntei.
 - No lado sul da cidade, perto do parque das Cerejeiras. - ela falou e foi como eu imaginei, na zona mais rica da cidade. Acelerei minha moto mais ainda, fazendo o vento bater em nosso rosto com mais força ainda e pouco tempo depois, já estávamos perto do parque - É ali. - ela apontou para a maior casa da rua e definitivamente, eu tinha razão, minha casa deveria ser do tamanho da sala daquela mansão. Estacionei minha moto em frente ao grande portão da propriedade e ela desceu - Obrigada pela ajuda e pelo passeio, eu gostei bastante. - ela sorriu, um sorriso lindo mesmo.
 - Hum...
 - Até amanhã. - ela falou, abriu o portão e deu um último sorriso antes de passar por ele e fechá-lo.
 Liguei minha moto depois de ficar uns segundos olhando para o grande portão e saí em alta velocidade de lá, passando por vários faróis vermelhos no meio do caminho e ultrapassando todos os carros, fazendo meus cabelos voarem e o vento bater em meu rosto com ainda mais força.


                            Sakura Haruno


 Eu pensei que me daria mal naquele dia, até que ele chegou para me salvar, mas eu fiquei preocupada com ele, afinal, eram três contra um e um deles possuía um canivete. Porém Sasuke lutou perfeitamente e fez com que os homens fugissem.
 Eu não sei o que deu em mim naquele momento, quando vi já o havia abraçado e estava molhando sua camisa com minhas lágrimas. Um medo enorme se apossou de mim. Medo porque estava perdida, por quase ter sido estuprada, ou espancada, por ele ter corrido risco de vida, por tudo. Eu só queria o conforto dos braços dele. Estar com ele.
 Eu não entendia porque, mas estar perto do Sasuke me deixava feliz, eu me sentia protegida. Era a primeira vez que eu tinha um contato mais íntimo com um garoto e estava tão bom, pena que eu precisei me afastar, afinal, já estávamos abraçados há muito tempo.
 Quando ele me chamou para ir em sua casa, não hesitei em segui-lo, pois mesmo conhecendo-o há poucas horas, eu confiava nele, ainda não sabia porque, mas confiava e também não sabia onde estava, além de que estava com medo de encontrar com mais alguém naquelas ruas.
 A casa de Sasuke era bem simples, mas ainda assim era bonita e parecia aconchegante. Entramos e sua mãe trocou umas palavras com a gente. Eu ainda estava assustada por tudo que aconteceu, por isso não conversamos muito, mas com as poucas palavras que trocamos, pude perceber que a dona Mikoto era uma excelente pessoa.
 Quando íamos ir embora, encontramos com dois homens na sala, que eu presumi serem o pai e o irmão que o Sasuke falou que tinha e antes de sairmos rápido de lá, o que eu não entendi o porque, falei "adeus" para não ser mal educada.
 Entramos na garagem e ele subiu na moto, o que me deixou sem reação. Eu nunca havia andado de moto na vida, já que meu pai sempre gostou de carros, então eu não sabia como era andar em uma, estava com medo, mas depois dele muito insistir, eu resolvi aceitar e tenho que admitir que era muito bom ter o vento batendo no seu rosto e fazendo seus cabelos voarem. Era emocionante, eu me senti livre.
 Sasuke começou a subir a serra e quando chegamos no topo, fiquei com medo, era muito alto. Não queria chegar na beirada, mas o Uchiha insistiu. Era alto demais, o que me deixou com muito mais medo e depois que o chamei de louco, e ele me respondeu que eu não havia visto nada ainda, fiquei intrigada, afinal, o que ele quis dizer com isso? Será que ele levava mesmo a sério essa ideia de coisas radicais, pura adrenalina? 
 Assim que saímos da serra, ele me levou até em casa e depois que nos despedimos, entrei pelo portão, seguindo pela trilha de paralelepípedos até a porta da minha mansão, que foi aberta antes que eu encostasse na maçaneta, e lá de dentro, saiu uma dona Mebuki extremamente nervosa, que me abraçou fortemente.
 - Sakura! Ainda bem que está tudo bem com você. - ela falou ainda me apertando.
 - Mamãe, está me machucando. - ela me soltou.
 - Onde você esteve? 
 - Eu me perdi.
 - Por que não veio de táxi? 
 - Não tinha nenhum no ponto, então eu resolvi vir a pé, só que me perdi no caminho.
 - E por que não atendeu minhas ligações?
 - Meu celular descarregou.
 - E quem é aquele garoto que te trouxe de moto?
 - Um colega de escola, ele me ajudou e me trouxe aqui.
 - E por que demorou tanto? Eu já estava ligando para a polícia.
 - Demos um passeio. Agora posso entrar mamãe? Eu estou cansada. - ela me deu passagem, mas não parou de falar.
 - Como assim deram um passeio? Quem é aquele garoto, Sakura?
 - Já disse, um colega.
 - Hum... Nada de arrumar namorado até se formar, entendeu mocinha?
 - Sim mamãe, eu sei, agora quero ir para o meu quarto, estou cansada e preciso estudar.
 - Certo, pode ir.
 Subi as escadas em direção ao meu quarto, joguei a mochila na cama e fui direto para o banheiro. Após tomar um banho relaxante e demorado, voltei para o quarto e me sentei em frente à minha escrivaninha, onde havia um monte de livros. Peguei um de biologia e comecei a estudar sobre mitose e meiose, pois não havia prestado muita atenção na aula, mas a imagem de Sasuke veio na minha cabeça, me tirando a atenção outra vez.
 Depois de horas tentando estudar sem sucesso algum, desci para a sala de jantar onde apenas minha mãe se encontrava sentada à mesa. Me sentei depois de cumprimenta-la com um beijo na bochecha e comecei a comer em silêncio.
 Voltei para o quarto após a refeição, escovei os dentes e dormi profundamente, até ser acordada pelo despertador do celular no dia seguinte. 
 Peguei outro uniforme da escola, pois meu outro estava manchado de suco e me arrumei. Ao descer as escadas, encontrei com meu pai e minha mãe já à mesa, tomando o café da manhã. 
 Cumprimentei os dois com beijos na bochecha e me sentei, servindo de uma tigela de sala de frutas. Assim que comi, me despedi deles, que, antes de eu subir as escadas, me perguntaram como foi o primeiro dia de aula, o que eu respondi que foi bom.
 Escovei os dentes no banheiro do meu quarto, peguei minha mochila e meu celular, e saí de casa, encontrando com um Porsche azul escuro em frente à casa, onde Ibiki me esperava.
 Ao chegar em frente à OS, saí do carro e entrei no prédio, recebendo novamente olhares de várias pessoas, o que as vezes eu odiava, mas essa era uma consequência de ser conhecida.
 Sentei no primeiro lugar de novo, enquanto esperava o professor chegar, até que Sasuke apareceu na porta e diferente do dia anterior, não estava atrasado. Ele sorriu de canto ao passar por mim em direção ao seu lugar no fundo e eu sorri em resposta.
 A professora de física, Kurenai Yuhi, entrou e começou a passar a matéria que eu considerava chata e por causa disso, a hora demorou a passar. Quando o sinal bateu, eu senti um alivio enorme, afinal, eu não gostava nenhum pouco de física.
 O professor de história, Asuma Sarutobi, entrou na sala e pegou uma folha, a qual parecia ser a de chamada, então explicou que daria um trabalho em dupla, do qual deveríamos fazer uma redação sobre o Egito Antigo. Ele começou a formar as duplas e eu não via a hora de saber com quem eu faria meu trabalho.
 - Hinata e Naruto... Kiba e Shino... Sakura e... Sasuke. - meu coração disparou quando eu ouvi que ele seria minha dupla - Agora se juntem com sua dupla e façam a redação. Têm uma hora e meia para fazerem.
 Olhei para trás e Sasuke fez um sinal para que eu me sentasse ao seu lado, então peguei meu livro de historia, meu caderno e uma caneta, e segui para o fundo da sala, sentando em uma carteira vazia ao lado dele.
 - Vamos começar. - falei e ele abriu o livro na página quarenta e cinco, que falava do Egito Antigo.
 - Eu escrevo ou você escreve? - ele perguntou.
 - Pode deixar que eu escrevo. - falei, então começamos a ler as páginas e a escrever o texto.
 Os minutos foram passando e o tempo para terminar a redação se esgotando, porém quando faltava cinco minutos para terminar a aula, Sasuke e eu acabamos o nosso texto e entregamos ao professor.
 Deu o horário do intervalo, então fui até o refeitório sozinha, pois Sasuke havia saído da sala com um garoto de cabelos brancos e um loiro, que eu não vi no primeiro dia de aula. Peguei uma maçã, comi e quando o sinal tocou, fui direto para a quadra, pois seria aula de educação física.
 Todos se juntaram no centro da quadra, onde o professor Gai Maito fez a chamada e depois fomos jogar queimada. Eu não costumava praticar muitos esportes, então eu não era muito boa.
 Eu fiquei no time do Sasuke e quase levei várias boladas por pouco, mas uma ruiva, que eu descobri que se chamava Karin, me acertou na perna. O jogo seguiu por alguns minutos, até o professor apitar e dizer que o tempo restante seria futsal.
 Segui para a arquibancada enquanto os meninos separavam os times para jogar. A partida já ia começar e quando eu olhei para o Sasuke, ele se virou na minha direção e piscou, sorrindo de canto em seguida. Apenas sorri de volta, então ele voltou seu olhar para seus colegas e começou a jogar.
 Ele era bom, na verdade, era bom demais. Menos de dois minutos de jogo e ele já havia feito dois gols. Uau! Sasuke era realmente incrível. Assim que ele fez o terceiro gol, olhou para mim de novo, uma olhada rápida e eu sorri outra vez.
 Eu não entendia porque eu ficava assim ao vê-lo, ao estar perto dele, era uma sensação nova e tão boa. Algo totalmente diferente. Eu nunca havia me sentido assim na minha vida. Por que eu ficava desse jeito quando estava perto de Sasuke Uchiha?

 


                           Sasuke Uchiha


 - Quem era aquela garota Sasuke? - meu pai perguntou quando eu passei pela porta.
 - Uma colega de escola. - respondi com a voz fria.
 - Uma colega? - Itachi perguntou com um sorriso malicioso de canto.
 - Sim Itachi, uma colega. - respondi.
 - Qual é o nome dela? - Fugaku perguntou.
 - Por que quer saber? - questionei.
 - Porque ela não me é estranha... Qual o nome dela? - ele perguntou outra vez.
 - Sakura. - falei ao começar a subir os degraus.
 - Sakura o que? Qual o sobrenome dela? - Fugaku perguntou.
 - Sakura Haruno. - respondi, já no alto da escada.
 - Haruno? Filha de Kizashi Haruno? - ele levantou e subiu os degraus, ficando de frente para mim.
 - Sim. - respondi.
 - Você ficou maluco, Sasuke? Ele é meu maior cliente, ela não é para você. Se afaste dela! - ele ordenou.
 - Não. - respondi - Além do mais, somos apenas colegas de sala.
 Dei as costas à ele e caminhei pelo corredor em direção ao meu quarto. Abri a porta e a tranquei assim que entrei no cômodo, mas as palavras do meu pai ecoaram na minha cabeça e ele tinha razão. Ela não era para mim.
 Mas por que é que eu estava pensando nisso? 
 Na aula de história, no dia seguinte, Sakura e eu tínhamos que fazer uma redação juntos e durante a aula, pude perceber alguns olhares de Karin, que parecia bem irritada e eu não entendia o porque, e depois que acabamos, quando o sinal bateu, saí com Suigetsu e Naruto para o refeitório e em seguida, colocamos o papo em dia, em um canto do pátio da escola.
 - Vamos correr hoje, você vem Sasuke? - Suigetsu perguntou.
 - Claro. - respondi, afinal, eu adorava correr.
 - Só que hoje vamos de carro, não de moto. - Suigetsu explicou.
 - Tudo bem, eu pego o carro do Itachi. - falei.
 - Mas seu irmão não vai deixar. - Naruto disse.
 - Ele não precisa saber. - respondi com um sorriso de canto.
 - Você vai pegar o carro dele escondido? - Naruto perguntou.
 - Sim. - respondi.
 - Você é maluco, Sasuke. - Suigetsu disse.
 - E com muito orgulho... Nos vemos de madrugada então. - falei assim que o sinal tocou.
 Fomos para a quadra, pois seria aula de Educação Física com o Gai. Primeiro foi queimada e até que foi legal, principalmente a parte da Sakura tentando desviar. Notava-se a quilômetros que ela não praticava esportes e também a marcação de Karin, que toda vez que tacava a bola, o alvo era a rosada.
 Depois o Gai deixou ser futsal, meu esporte favorito e em que, por sinal, eu era o melhor da escola, o capitão do time. Olhei para a Sakura algumas vezes durante o jogo e inconscientemente, sorrisos surgiram nos meus lábios. Na primeira vez, eu fiz de propósito, sorri e pisquei o olho, mas nas outras, foi sem perceber mesmo, sorte que ela só viu o sorriso quando eu fiz o terceiro gol.
 Eu não entendia porque sorria tanto para ela, ou porque pensava tanto nela, ou porque queria estar sempre perto dela. Era um sentimento forte, algo que eu nunca havia sentido antes, mas que eu não devia sentir, pois ela não era para mim.
 A aula acabou rápido, então peguei minha mochila na sala, caminhei até o estacionamento e peguei minha moto, voltando a toda velocidade para casa.
 Só havia minha mãe por lá, Itachi estava no dojo e meu pai no escritório. Ainda bem. Sentei na mesa e comi meu almoço em silêncio como sempre. Uns minutos depois, decidi sair um pouco e acabei me deparando com a Karin no meio da rua. Droga, por que é que aquela ruiva maluca tinha que morar em frente à minha casa?
 - O que você tem com aquela rosada? - Karin perguntou.
 - Nada. - respondi com um tom seco.
 - E aquela troca de sorrisos em? E por que ela estava em sua casa ontem? - ela perguntou com os braços cruzados.
 - Karin, eu não te devo satisfações. - falei.
 - Não fala assim, Sasuke. Eu gosto de você. - Karin disse, então depois se aproximou de mim e selou meus lábios em um beijo suave, que foi se intensificando cada vez mais. Eu não sabia porque estava beijando ela, afinal, eu não gostava dela, Karin era apenas meu passatempo às vezes, o ruim é que ela era muito grudenta. Nos separamos pela falta de ar.
 - Karin, eu já te disse uma vez e vou repetir, eu não quero nada com você. - falei e ela cruzou os braços em frente ao corpo - Vai ser melhor assim, senão você vai se magoar.
 E voltei para casa, de onde não devia ter saído naquela tarde. Tomei um banho relaxante e caí na cama, pois estava cansado. Dormi até à noite e desci para o andar debaixo na hora do jantar, onde escontrei minha mãe na sala sozinha. Fomos para a mesa de jantar e começamos a comer em silêncio, como sempre e nada do meu pai ou do meu irmão chegarem.
 Era onze horas quando escutei os dois carros estacionando na garagem de casa, ótimo. Esperei o tempo necessário para que todos na casa fossem dormir e saí de fininho. Peguei as chaves do carro do Itachi, as quais estavam sobre a bancada da cozinha e caminhei até a garagem. Abri o portão o mais silencioso possível, liguei o carro e saí.
 - Sasuke, pensei que não viria mais. - Suigetsu falou assim que estacionei ao seu lado, em uma rua deserta.
 - Eu não ia faltar. - falei.
 - Então vamos correr. - Naruto disse ao caminhar até nós.
 Nos posicionamos lado a lado, nós três e Juugo e assim que uma garota loira dos olhos verdes deu o sinal para a largada, aceleramos.
 Corremos pela rodovia, já deserta por ser de madrugada, o mais rápido que conseguimos, demos a volta, porém quando eu ia vencer, escutamos um som familiar e luzes vermelhas e azuis piscando. Droga, era a polícia.
 Aceleramos mais e uma perseguição começou, até que cada um de nós seguiu por um caminho, mas como eu era muito sortudo, a polícia decidiu me seguir. Virei várias esquinas em alta velocidade, entrei em becos que eu conhecia muito bem, virei mais ruas, até que consegui despista-los. 
 Diminuí a velocidade e dirigi em direção à minha casa, que por sinal, não estava muito longe. Parei em frente à ela e abri o portão da garagem, o mais silencioso possível também e guardei o carro. Tudo havia dado certo, era só torcer para que eles não tivessem anotado a placa.
 Entrei em casa silenciosamente, a sala estava totalmente escura, me impedindo de enxergar onde estava pisando, mas quando pensei em procurar o interruptor, a luz se acendeu.
 - O que você estava pensando Sasuke? - a voz do Itachi ecoou pela sala. Ele estava escorado na parede de frente para a porta, com os braços cruzados e o semblante sério.
 - Itachi?!
 - Quem te deu permissão para pegar o meu carro? E para apostar um racha? - ele se aproximou de mim, que nada falei, apenas o encarei - Você tem ideia do que você fez? Tem noção de que podia arrumar problemas para mim? É o meu carro, Sasuke, se tivesse acontecido algo, a culpa cairia sobre mim também. - e eu nada falava - Você nunca mais vai pegar meu carro, entendeu? Você tem que crescer Sasuke! O pai e eu estamos cansados de consertar as suas burradas. - e subiu as escadas, tomando as chaves do carro da minha mão - Você só sabe arrumar problemas.
 Assim que ele virou no corredor, eu soquei a parede de raiva. Era sempre assim. Sempre reclamavam por eu causar problemas, mas nunca me davam atenção. Só sabiam falar comigo quando queriam me dar uma bronca. Eu odiava eles. Odiava.
 Subi para o meu quarto e me deitei na cama, mas assim que fechei os olhos, meu celular tocou e o nome Pain estava estampado na tela.
 - Alô. - falei com a voz seca.
 - Sasuke, acho que já imagina porque eu liguei.
 - Eu não tenho dinheiro agora, Pain.
 - Você está me enrolando muito moleque, não sabe com quem está se metendo. A Akatsuki não brinca em serviço.
 - Eu vou pagar, só preciso de mais um tempo.
 - Tem até o fim de semana. 
 E desligou o telefone. Idiota. Maldita hora que eu pedi dinheiro emprestado para a Akatsuki, uma organização de pessoas da pesada, que mexiam com várias coisas ilegais e tudo para consertar a minha moto e curtir por aí. Mas que droga! 
 Porém o Pain não iria me intimidar, não, eu não ia deixar. Se eu arrumasse o dinheiro, bem, se eu não arrumasse, pouco me importava.
 Dormi logo em seguida, sendo acordado poucas horas depois pelo meu despertador. Estava de mau humor e se visse Itachi na minha frente, era capaz de sair na porrada com ele, então fui rápido para o banheiro, tomei meu banho e voltei para o quarto o mais rápido possível, porque não queria ver a cara de ninguém.
 Me arrumei, vestindo uma calça jeans e a blusa de uniforme, e saí sem tomar café mesmo. Estacionei minha moto no estacionamento da escola e ajeitei meus cabelos. Pronto.
 Entrei no prédio da OS e fui até meu armário, estava irritado e se qualquer um entrasse no meu caminho, eu perderia o pouco de paciência que ainda me restava. 
 Estava andando pelo corredor, até ouvir a voz de meu inimigo mortal, Gaara No Sabaku, um garoto rico que se achava o maioral.
 - O que houve Uchiha? Por que está tão irritado?
 - Não é da sua conta. - respondi encarando-o.
 - O que foi? Brigou com o irmão? Ou seu pai decidiu te pôr para trabalhar para ajudar em sua casa e não passarem fome?
 - Cala a sua boca. - falei fechando as minhas mãos de raiva e nesse instante, várias pessoas pararam para assistir a discussão.
 - Ou talvez tenha que vender a sua moto para ajudar nas contas da casa... Se bem que aquilo não deve valer muita coisa, não é? Não deve dar nem para comprar uma roupa decen...
 Quando me dei conta, já havia acertado ele com um soco na cara, derrubando-o no chão.
 - Como se atreve Uchiha? - ele perguntou ao se levantar, colocando as mãos sobre o nariz que sangrava muito.
 - Te mandei calar a boca. - falei, fechando os punhos outra vez, para conter a raiva.
 - Vai se arrepender. - ele disse ao vir para cima de mim. 
 Desviei do seu soco e tentei acerta-lhe outro, porém o mesmo bloqueou segurando minha mão. Ele tentou aproveitar a oportunidade para torcer o meu braço, abaixando sua guarda por um segundo, então atingi-lhe um soco com a outra mão. 
 Senti alguém me pegando por trás, me prendendo com força pelo pescoço. Tentei me soltar, mas foi inútil. Merda! Gaara se aproximou de mim e me deu um soco na barriga, mas quando ia acertar outro, dei-lhe um chute no mesmo lugar, jogando-o outra vez no chão e quando eu ia tentar me soltar de novo, escutei uma voz familiar.
 - O que está acontecendo aqui? - Jiraya, o diretor da Otsutsuki School perguntou ao se aproximar - Solte ele, Kankurō. - e o mesmo me soltou - Agora dá para me explicarem o que aconteceu aqui? - mas ninguém respondeu nada - Os três na minha sala agora!
 E caminhamos, seguindo o diretor até sua sala. Ele caminhou até a grande poltrona atrás da mesa, enquanto nós três ficamos em pé, de cara fechada, encarando-o.
 - Agora me expliquem o que aconteceu. - ele ordenou.
 - Ele veio para cima de mim e me bateu. - Gaara falou e eu o encarei.
 - Ele está mentindo. Ele me provocou e eu não consegui me segurar. - expliquei.
 - Essa não é a primeira vez que eu tenho problemas com vocês dois. Eu quero que parem com essa rivalidade. Desde que o Gaara entrou nessa escola no ano passado, vocês dois só me arranjaram problemas. Se não pararem, precisarei tomar medidas drásticas. Agora saíam. - os dois saíram e quando eu ia cruzar a porta, Jiraya me chamou - Sasuke, tenha juízo. Pare de arrumar confusão, eu não posso expulsar da escola o melhor jogador de futsal que a OS já viu, então sossega um pouco, pois eu não poderei te acobertar sempre. Entendeu?
 - Vou tentar Jiraya, vou tentar. - falei antes de sair e fechar a porta.
 Cheguei na sala no meio da aula de química com a professora Anko Mitarashi e fui direto para o fundo, sentar no meu lugar, sob os olhares de alguns alunos irritantes.
 As duas aulas se passaram e na troca de horário, meus olhos pousaram sobre a figura rosada, próxima à porta, na primeira carteira e uns segundos depois, ela se virou, fazendo nossos olhares se encontrarem. 
 Um sorriso de canto se formou no meu rosto e no dela também, mas então o professor de geografia, Kakashi Hatake, chegou, dando inicio à aula.
 Assim que o sinal do intervalo bateu, segui para o refeitório, encontrando a rosada sentada em uma mesa sozinha, do outro lado. Pensei em ir até ela, não sabia muito bem porque, mas tinha uma vontade enorme de ficar perto dela, porém antes de dar um passo em sua direção, Suigetsu e Naruto se aproximaram de mim.
 - O que foi aquilo no corredor, Sasuke? - Suigetsu perguntou ao me empurrar para a mesa onde ele e Naruto estavam.
 - Uma briga. - falei ao dar um gole no meu suco de tomate, lembrando de quando entornei um copo na roupa da rosada. 
 - Isso a gente sabe, né? Idiota. Queremos saber porque brigaram. - Naruto falou.
 - Porque aquele ruivo imbecil me irrita. - foi só o que eu disse, fechando os punhos de raiva, então eles entenderam que eu não queria conversar e resolveram ficar calados. Ótimo.
 O sinal tocou e seria aula de história outra vez, com o professor Asuma. Assim que ele entrou na sala, anunciou que faríamos outra redação, só que sobre a Grécia Antiga e que deveríamos fazer com a mesma pessoa da aula anterior.
 Aquela notícia me deixou feliz e conseguiu espantar um pouco do meu mau-humor daquele dia, pois teria uma chance de falar com a rosada. Não sabia porque, mas isso me deixava animado.
 Ela olhou para trás e nossos olhares se encontraram de novo, então chamei-a para o fundo, pois tinha uma carteira vazia perto de mim. Ela caminhou em minha direção e puxou a mesa para mais perto.
 - Vamos começar. - ela falou ao abrir o livro.
 - Sim. - concordei.
 - Mas você escreve dessa vez. - ela sorriu.
 - Tudo bem, irritante. - sorri de canto para ela, pegando a caneta e começando a escrever sobre a Grécia Antiga.
 Ficamos uns bons minutos fazendo a redação, falando apenas o que deveria ser escrito, no entanto, quando estávamos quase no final, ela decidiu puxar papo.
 - Por que você brigou com aquele ruivo? - ela perguntou.
 - Porque ele me irrita. - falei depois de uns segundos de silêncio.
 - Você adora problemas, não é mesmo? Já é a segunda vez que te vejo brigando. - ela falou.
 - A primeira vez não conta, pois fiz aquilo para o seu bem. - falei.
 - É e sou muito grata por isso. - ela sorriu e seus olhos esmeralda brilharam tanto, que eu me perdi naquela imensidão verde. Ficamos em silêncio por uns minutos, enquanto eu lia o livro, mas não prestava atenção, pois meu pensamento estava em outra coisa.
 - Vai ter uma festa hoje, na casa de um amigo meu, não gostaria de ir? - criei coragem e perguntei, não tirando os olhos do caderno à minha frente enquanto terminava a redação.
 - Não sei se é uma boa. Meu pai não iria deixar. - ela falou com a voz baixa.
 - Você só faz o que seu pai deixa? Nunca fez nada que ele não deixaria? - perguntei incrédulo, não acreditava que ela era tão comportada assim.
 - Eu nunca desobedeci ele, nem fiz nada escondido. É errado. - ela falou.
 - Você não sabe o que está perdendo. - eu disse enquanto copiava - Mas você gostaria de ir na festa? 
 - S-sim. - ela respondeu.
 - Então deveria ir. 
 - Não sei não. - ela respondeu, então o sinal tocou, anunciando o término da aula, portanto terminei de escrever a última linha e me levantei, caminhando até a mesa do professor para entregar-lhe a redação e depois voltei para onde a rosada se encontrava arrumando seus materiais.
 - Se você quer ir, deveria ir, você deve viver a sua vida, não desperdice seu tempo fazendo apenas o que seu pai quer. Viva por você, se arrisque, aproveite. - peguei um lápis em sua mesa e esquevi o número do meu celular no caderno dela - Se quiser ir, me ligue, eu te buscarei em casa. - e sorri de canto, colocando meus materiais na mochila e saindo em seguida. 
 


 
 
 
 
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, beijos e até o próximo.

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