História De Ponta-Cabeça - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Akatsuki, Otsutsuki School, Sakura, Sasosaku, Sasuke, Sasusaku
Exibições 182
Palavras 4.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiee, tudo bem com vocês? Voltei com mais um capítulo e esse contará como será a festa.
O que será que vai rolar nessa festa? E depois?
Espero que gostem.
Boa leitura.

Capítulo 3 - Festa Dos Sonhos


Fanfic / Fanfiction De Ponta-Cabeça - Capítulo 3 - Festa Dos Sonhos


                              Sakura Haruno
 

 Pensei no que Sasuke disse, enquanto eu caminhava devagar até o refeitório, pois queria comer algo. Não estava afim de almoçar e como meu motorista demoraria alguns minutos, resolvi comprar um sanduíche natural e um suco.
 Só enquanto comprei o lanche, coloquei minha mochila em uma cadeira e me sentei ao lado, vi Sasuke entrar no refeitório. Pensei em chamá-lo para sentar comigo, mas no mesmo instante em que criei coragem para isso, senti um líquido escorrendo pelo meu cabelo, rosto e roupas, e pelo cheiro, era suco de maracujá.
 - Ops, caiu. - virei a tempo de ver uma ruiva me encarando e um sorriso pequeno surgir nos lábios dela, então tive certeza de que aquilo foi de propósito.
 - Droga! - exclamei ao me levantar enquanto a ruiva caminhava pelo refeitório até uma mesa no canto.
 Mas eu não tinha sorte mesmo, não é? Peguei minha mochila e saí de lá correndo em direção ao banheiro para me limpar, deixando meu sanduíche natural e meu suco de maçã intocados na mesa.
 Uns minutos depois do "acidente", saí do banheiro. Ainda estava molhada, mas pelo menos tirei o melado que o suco deixou. Caminhei em passos lentos até a frente da escola e antes de descer o último degrau da entrada, avistei a Ferrari do meu pai chegando.
 Entrei no veículo e Ibiki dirigiu até em casa, onde desci do carro e fui direto para o banheiro tomar um banho demorado. Uns minutos depois, desci as escadas da minha casa, com os cabelos molhados cheirando à cerejas e com roupas limpas, e caminhei até a mesa onde meu pai e minha mãe se encontravam almoçando. Me sentei ao lado de Mebuki e me servi com um pouco de todos os pratos deliciosos que se encontravam sobre a mesa. Após almoçar e conversar um pouco com os meus pais, voltei para o meu quarto, pois precisava estudar, porém as palavras do Sasuke não saíam da minha mente. Será que ele tinha razão? Será que eu estava desperdiçando tempo não fazendo o que eu queria? Passei a maior parte da tarde pensando nisso, até abrir o caderno e ver o telefone que ele anotou ali.
 Digitei os números no teclado do celular, mas desisti de ligar, então apenas salvei o contato dele. Fiquei um bom tempo pensando sobre o assunto, em um impasse entre ligar e dizer sim, ou, simplesmente, não ligar. Eu queria ir à festa, mas será que deveria? Se eu pedisse ao meu pai, ele nunca permitiria, ele não me deixava nem andar pela cidade durante o dia sozinha, mas eu queria, ainda mais porque o Sasuke tinha me convidado.
 Que droga! Eu odiava isso! Odiava essa indecisão. Odiava não conseguir decidir o que fazer, como agir. Por que eu não conseguia, simplesmente, dizer sim ou não?
 Hesitei por mais alguns segundos, até que criei coragem para discar o número dele outra vez e ligar.
 - Alô. - ouvir a voz dele me fez criar mais coragem, não sei porque, mas quando estava com ele, sentia que nada mais importava, apenas ser livre e curtir, mas a coragem para isso, às vezes, me faltava.
 - Sasuke? - perguntei timidamente.
 - Sakura?! - mesmo pelo telefone, percebi que ele estava surpreso.
 - Oi. - sorri, mesmo sabendo que ele não veria.
 - Se decidiu? - ele perguntou, indo direto ao ponto.
 - Sim. Eu vou. - respondi.
 - Então te busco às nove. - ele falou.
 - Sasuke, me espere no parque das Cerejeiras, ok? 
 - Sim, mas por que? 
 - Porque meus pais não sabem, vou dar um jeito de sair sem que eles percebam. - respondi com uma determinação e firmeza que eu nem sabia que tinha e muito tranquila, mesmo sabendo que estava prestes a fazer uma coisa que nunca fiz na vida e que se desse errado, teria consequências.
 - Hum... Boa sorte. Até daqui a pouco então. 
 - Até. - e desliguei o celular com um sorriso no rosto, pois seria a primeira vez que eu iria à uma festa para pessoas da minha idade e ainda com um garoto. 
 Será que... Não, não era um encontro. Ou era? Não, com certeza não. Éramos apenas amigos e ele me convidou como amigo, então eu não devia ficar colocando besteiras na minha cabeça. Sasuke era popular com as garotas. Ele nunca olharia para mim, já que tinha todas aos seus pés.
 Fui até o closet e fiquei pensando no que vestiria. Era uma festa de adolescente, não podia usar qualquer roupa, tinha que ser adequada. Depois de muito revirar o armário, encontrei um vestido preto frente única que era mais justo em cima e mais soltinho em baixo, que há muito tempo não usava. Ficaria perfeito com certeza.
 Às sete horas, desci para jantar, já de banho tomado e agi normalmente na frente dos meus pais. Comi devagar como sempre e quando terminei, me levantei, depositando um beijo na bochecha de cada um deles.
 - Vou subir, hoje o dia foi muito cansativo. Vou estudar um pouco e dormir cedo. Por favor, não me acordem, ok? - perguntei, tentando ser convincente. 
 - Claro filha, até amanhã então. - meu pai falou com seu típico sorriso no rosto.
 - Boa noite. - minha mãe disse sorrindo também.
 - Boa noite. - respondi ao me levantar da cadeira.
 Caminhei até o fundo da sala e subi as escadas em passos lentos, até chegar em meu quarto. Era hora de me arrumar e armar a minha fulga.
 Vesti rápido o vestido e ficou perfeito, um pouco mais curto do que eu imaginava, indo até um pouco acima do meio das coxas, mas ainda assim, perfeito. Coloquei um sapato preto de salto fino que eu amava e soltei meus longos cabelos rosados.
 - Está tão sem graça. - sussurrei quando vi meu reflexo no espelho. Meus cabelos estavam tão simples, eu precisava fazer alguma coisa neles.
 Depois de alguns minutos pensando no que eu poderia fazer nos meus longos fios rosados, resolvi fazer alguns cachos e jogá-los de lado. Passei uma maquiagem leve, mas que destacou meus olhos verdes e um batom rosa claro. Estava pronta. 
 Eram quase nove horas da noite, o horário perfeito. Meu pai e minha mãe estariam assistindo televisão no quarto deles nesse momento e os empregados jantando na cozinha. Nem sequer perceberiam que eu não estaria em casa, então coloquei uns travesseiros embaixo das cobertas, para o caso de alguém entrar no meu quarto e saí de fininho.
 Desci os degraus devagar, tomando todo cuidado para não fazer barulho, cruzei a sala silenciosamente e peguei um dos chaveiros sobre a mesinha de centro. Abri a porta com toda calma e cuidado, e a tranquei assim que passei por ela. Deixei as chaves no vazo de uma planta e caminhei devagar pela calçada de paralelepípedos até chegar ao portão, abrindo-o silenciosamente e após fechá-lo, caminhei pela calçada de ardósia, em frente às mansões vizinhas, até avistar Sasuke escorado na lateral de um carro preto, com uma jaqueta também preta sobre uma camisa cinza lisa, uma calça jeans escura e tênis preto.
 Lindo, como sempre.
 - Oi. - falei ao me aproximar e por um momento, pensei ter visto uma expressão de surpresa no seu rosto.
 - Oi... Está... Bonita. - ele disse e em instantes, senti minhas bochechas corarem.
 - Obrigada. Você também está. - falei um pouco sem graça enquanto dirigia meus olhos para o chão. O silêncio se estabeleceu entre nós por uns segundos, até que eu decidi puxar papo - Pensei que viria de moto.
 - Também, mas um amigo me emprestou o carro... Que bom que conseguiu sair. 
 - É, ainda bem que ninguém me viu. - comentei.
 - Hum... Vamos? A festa já deve ter começado. - ele falou ao abrir a porta para mim.
 - Vamos. - sorri para ele antes de entrar no veículo.
 Sasuke fechou a porta e caminhou até o banco do motorista, se ajeitou no assento e depois de colocarmos o cinto, ele deu partida. Em poucos minutos, estávamos em outro bairro da cidade, em frente à uma casa de dois andares, bem bonita por sinal, onde havia muitos carros parados e uma música bem alta tocando.
 Eu estava nervosa, pois era a primeira festa que eu ia e pela quantidade de carros estacionados na rua, dava para perceber que estava cheio de pessoas lá dentro. Sasuke saiu do carro e eu fiz o mesmo. Caminhamos lado a lado até dentro da casa, mesmo com as pernas um pouco trêmulas e percebi que estava errada. Cheio era pouco, a casa estava lotada. Fiquei mais nervosa ainda.
 - Sasuke! - o mesmo garoto da escola, Suigetsu, se aproximou de nós com um copo na mão.
 - Suigetsu. - Sasuke falou sem muita animação.
 - Quem é essa gatinha? Espera aí! Eu conheço ela de algum lugar... Ah, estudamos na mesma sala, não é? - Suigetsu perguntou.
 - Sim. - respondi, estava com as bochechas coradas pelo elogio.
 - Suigetsu, nos vemos depois. Sakura, vamos para o bar? - ele perguntou e eu apenas concordei com a cabeça.
 Senti ele segurar a minha mão e no mesmo instante, uma corrente elétrica percorreu todo o meu corpo.  
 Mas que sensação era aquela?

 


                               Sasuke Uchiha


 Assim que acabou a aula, fui para o refeitório, encontrando a rosada por lá. Pensei em ir falar com ela, mas quando criei coragem para ir até a mesa em que ela se encontrava, Karin apareceu, derrubando um copo de suco nela. Mas o que aquela ruiva estava pensando? Por que ela fez aquilo? Eu estava com raiva, muita raiva.
 Antes dela se sentar em uma mesa no canto, a encarei, mas Karin apenas sorriu para mim. Aquela ruiva já estava me tirando do sério.
 Olhei para frente, mas a rosada não estava mais lá, droga! Quando ela se levantou e saiu do refeitório? Me perguntei antes de sair sem comer nada mesmo, pois havia perdido a fome. 
 Subi na minha moto e dirigi em alta velocidade para minha casa, onde almocei rápido, sem trocar uma palavra sequer com meus pais e meu irmão, e depois fui para o sul da cidade, onde sempre havia uma galera para apostar rachas.
 Ao chegar lá, fui cumprimentado pelo pessoal que já me conhecia há muito tempo e depois corremos pelas ruas da cidade sem nos importarmos por ser dia ainda. Estava indo tudo muito bem e por um milagre, as ruas estavam desertas.
 Era pura adrenalina correr naquela velocidade e sentir o vento no meu rosto. Era bom, muito bom. Eu me sentia livre. Me sentia bem. Dirigir a minha moto me trazia paz.
 Estava tudo tranquilo enquanto tentava vencer a corrida, até ouvir o barulho de algumas sirenes e droga! Era mais de um carro de polícia.
 Tentei correr, acelerar mais, porém eu perdi o controle em uma curva fechada e passei em cima de algo que não pude ver o que era, devido à velocidade que eu estava, furando o pneu da frente da minha moto. Droga!
 Tive que parar e as viaturas me encurralaram. Os policiais me encararam com os semblantes sérios e depois, um se aproximou de mim, virando-me de costas e colocando algemas nas minhas mãos. Droga! Estava ferrado!
 Ele me encaminhou para o carro deles, enquanto os outros confiscaram a minha moto. Foi uma péssima ideia correr durante o dia.
 Mas o que eu tinha na cabeça?
 O trajeto até a delegacia foi silencioso e aproveitei esse tempo para refletir sobre os últimos acontecimentos. O que eu estava pensando quando aceitei fazer isso durante o dia? Até à noite era arriscado. Droga! Os problemas nunca acabavam.
 Chegando lá, os policiais me guiaram por aqueles corredores familiares e escutei um deles ligando para o meu pai. Esperei uns minutos em uma sala de espera, ainda  algemado e com os policiais ao meu lado, e depois me encaminharam para a sala do delegado.
 - Você de novo, Sasuke? - o delegado perguntou - O que ele aprontou dessa vez?
 - Racha. - o policial respondeu ao tirar as algemas das minhas mãos.
 - Mas você não toma jeito... Você abusa só porque não pode ser preso ainda, não é? Quero ver quando tiver dezoito anos. - o delegado me encarou - Você precisa crescer Sasuke, sua ficha está mais suja do que a de um monte de presos. Olha a sua idade, você precisa ser mais responsável.
 - Senhor, com licença, mas o senhor Uchiha está lá fora. - um policial falou ao abrir a porta.
 - Mande-o entrar. - o delegado disse.
 - Delegado Yoshinori, o que o Sasuke fez dessa vez? - meu pai perguntou, dirigindo um olhar frio e intimidador para mim, que devolvi na mesma intensidade.
 - Senhor Fugaku, sente-se. - e meu pai fez o que ele mandou - Sasuke foi pego apostando racha. Sua moto foi apreendida.
 - Outra vez, Sasuke? Você não tem vergonha? - apenas encarei meu pai enquanto ele falava - Me desculpe delegado, mas eu não sei o que eu faço com ele. Sasuke não muda nunca.
 - Acredito que isso seja apenas uma fase, com o tempo ele se endireita. - Yoshinori falou.
 - Eu espero. - Fugaku disse após suspirar - Mas já posso levá-lo?
 - Dessa vez sim, só tem que assinar isso aqui e ele está liberado. 
 - Certo. - meu pai assinou e se levantou - Vamos Sasuke.
 - Sasuke! - me virei para fitar o delegado - Pensa no que te falei. - e saí de lá.
 Seguimos em total silêncio até a caminhonete do meu pai, onde minha moto já se encontrava em cima, ambos com os semblantes sérios, até que meu pai decidiu quebrar o silêncio.
 - O que você estava pensando? Por que é tão inconsequente? - apenas fiquei calado, encarando-o, então ele continuou - Sasuke, você precisa crescer, precisa se tornar responsável... Por que você fez isso, em? É só para chamar atenção? Para me envergonhar? Por que não é como seu irmão?
 - É sempre assim, só me dá atenção na hora de me dar bronca. Sempre me compara com meu irmão, eu estou cansado disso! Tudo é sempre o Itachi! Vocês nunca prestaram atenção em mim, sempre o Itachi foi o filho preferido e eu o problema!
 - Para fazer a gente prestar atenção em você, precisa ir preso? Me poupe Sasuke, isso é uma desculpa esfarrapada, agora me fala, por que você é assim? - ele perguntou quando parou em frente à nossa casa - Onde foi que eu errei? - completou quando eu bati a porta do carro, mas alto o suficiente para que eu pudesse ouvir.
 Estava cansado de ser comparado com o meu irmão e sim, eu fazia tudo aquilo para chamar a atenção dele, só assim ele tinha tempo para mim, que era quando ele precisava resolver os meus problemas. 
 Entrei em casa irritado e bati a porta em seguida, chamando a atenção do meu irmão e da minha mãe que se encontravam na sala, esperando a gente chegar.
 - Sasuke, o que você tem na cabeça? - Itachi perguntou.
 - Não enche Itachi! - falei ao seguir para as escadas.
 - Sasuke, ainda não acabei de falar. - meu pai disse ao entrar na sala.
 - Mas eu acabei. - retruquei, subindo os últimos degraus.
 - Está de castigo, ouviu? A partir de hoje é de casa para a escola e da escola para casa. - ele completou e eu nada falei, apenas segui para o meu quarto.
 Tranquei a porta e soquei a parede de tanta raiva. Estava irritado, muito irritado. Me joguei na cama e fechei os punhos para conter a raiva que sentia, até que escutei meu celular tocar.
 Olhei na tela dele e vi que não conhecia o número. Mas quem seria? Pensei em não atender, mas depois decidi fazê-lo, vai que era importante.
 - Alô. - falei com a voz fria.
 - Sasuke? - aquela voz... Eu conhecia aquela voz. No mesmo instante, a raiva se foi. Afinal, que tipo de poder a rosada tinha sobre mim?
 - Sakura?! - falei surpreso.
 - Oi. - ela respondeu.
 - Se decidiu? - perguntei.
 - Sim. Eu vou. - não sei ao certo o que houve, mas escutar aquelas palavras, me deixou feliz. Apesar do dia que eu tive, eu estava feliz, mas por que? O que estava acontecendo?
 - Então te busco às nove. - falei.
 - Sasuke, me espere no parque das Cerejeiras, ok? - lá? Por que será?
 - Sim, mas por que? - perguntei.
 - Porque meus pais não sabem, vou dar um jeito de sair sem que eles percebam. - ela respondeu e eu sorri sem perceber, acho que estava sendo uma má influência para ela.
 - Hum... Boa sorte. Até daqui a pouco então. 
 - Até. - e ela desligou. 
 Só depois de encerrar a ligação, que me lembrei de um detalhe importante. Minha moto estava com o pneu furado e não daria para trocar naquela hora, então eu teria que arrumar um carro emprestado e o do Itachi estava fora de cogitação.
 Liguei para Sai, um amigo antigo, que sempre participava de rachas comigo e pedi seu carro emprestado, pois sabia que ele não negaria, sem contar que morava próximo à minha casa, eu só precisaria andar alguns quarteirões.
 Tomei um banho rápido e desci para jantar, o que ocorreu em absoluto silêncio. Ainda bem, porque minha paciência estava por um fio.
 Voltei para o quarto e me arrumei devagar, porque ainda tinha bastante tempo sobrando. Quando era oito e meia da noite, tranquei a porta do meu quarto, para que ninguém visse que eu não estava em casa, abri a janela e saí, apoiando no beiral, até que consegui passar para a árvore próxima à casa.
 Desci pelo tronco com cuidado para não me sujar e quando pisei no chão, fui rápido para a casa do Sai, onde o mesmo já me esperava do lado de fora, com o carro já na rua.
 - Cuidado com ele. - Sai avisou.
 - Pode deixar. - peguei as chaves e contornei o veículo até a porta do motorista. A abri e me sentei no banco, ajeitando o mesmo e o espelho em seguida. Dei partida no carro e dirigi um pouco acima do limite permitido, chegando, poucos minutos depois, ao parque das Cerejeiras. 
 Já eram nove horas, e nada da rosada aparecer. Já estava começando a pensar que ela havia desistido, quando a mesma surgiu no fim da rua e como estava linda.
 Ela chegou mais perto de mim, deixando-me ver seu visual perfeitamente e fiquei surpreso. Pensei que não era possível que ela ficasse mais bonita, mas me enganei. Sakura estava maravilhosa naquele vestido preto curto com as costas expostas e com os cabelos enrolados, jogados de lado. Ela estava perfeita.
 Enquanto trocávamos algumas palavras, eu me perdia naquela imensidão verde dos olhos dela, que se destacavam ainda mais do que antes. Por que eu sempre ficava assim perto da rosada? 
 Depois que voltei para a realidade e falei que a festa já devia ter começado, entramos no carro do Sai e seguimos para a festa, mas durante o percurso, eu não conseguia parar de olhá-la. O que estava acontecendo comigo? Por que eu não conseguia parar de olhar para Sakura Haruno?
 Chegamos lá bem rápido e Suigetsu apareceu do nada, o que não me agradou nenhum pouco, afinal, eu queria ficar com a rosada sozinho, então a guiei para outro canto da casa.
 Fomos até o bar, onde havia um barman pronto para servir os convidados do Juugo, que era um cara rico, mas muito simples. Peguei um whisky e vi que a rosada estava um pouco desconfortável.
 - O que foi? - perguntei ao observar ela passar as mãos pelos cabelos, colocando-os atrás das orelhas.
 - Eu nunca estive em uma festa antes.
 - Ah, entendi... Quer beber algo? - perguntei.
 - Eu nunca bebi nada com álcool. - ela falou com a cabeça abaixada, envergonhada.
 - Se quiser beber, beba, se não quiser, não beba. Faça o que você quer, não se deixe ser influenciada pelos outros. - falei ao tomar meu copo de whisky.
 - E-eu quero. - ela disse, então chamei o barman, o qual trouxe um copo, também de whisky, para ela, que bebeu tudo em um gole só, me surpreendendo, depois fez uma careta.
 - Vai com calma. - falei quando ela fez sinal para o barman, que a entregou outro copo.
 - Tudo bem. - ela falou sorrindo e depois tomou o líquido devagar.
 Eu já havia tomado uns seis copos de whisky, mas como eu já estava acostumado à beber, ainda estava normal, mas ela, depois do terceiro copo, já estava mais animada e sorridente.
 - Vamos dançar? - ela perguntou, já segurando a minha mão, e no mesmo instante, senti uma corrente elétrica passar dela para mim.
 - Vamos. - respondi sem pensar duas vezes.
 Fomos andando de mãos dadas para o meio das pessoas e depois começamos a dançar. Ela dançava bem, muito bem. Seus cabelos voavam a cada movimento e havia um enorme sorriso em seu rosto. Eu estava feliz, apesar de não gostar muito de dançar, mas quando estava com ela, as coisas mais chatas do mundo ficavam legais, por que isso afinal?
 Ela estava mais solta, estava animada, o efeito da bebida já estava evidente. Ela começou a dançar mais sensualmente e a me olhar nos olhos, me provocando.
 Ela estava linda, dançando em minha frente, mas eu não podia me deixar levar, afinal, ela estava bêbada, podia não gostar disso e acabar achando que eu me aproveitei da situação.
 Em um movimento rápido, ela se aproximou mais de mim, deixando nossos rostos a centímetros um do outro enquanto dançava. Nossos olhares se encontraram e eu me perdi naquela imensidão verde que chegava cada vez mais perto e me puxava como um imã. 
 Mas o que estava acontecendo comigo?      

 


                              Sakura Haruno


 Eu não sei o que deu em mim, quando me dei conta do que fazia, já estava bebendo o segundo copo de whisky. Mas afinal, por que eu estava bebendo? 
 Depois do terceiro copo, eu já não tinha mais consciência dos meus atos. Estava dançando com o Sasuke e de um jeito que eu nunca havia dançado na vida, era mais sensual, provocativo, algo que eu nunca faria em sã consciência e nem colada com um garoto.
 Nós estávamos bem perto um do outro, eu podia sentir a respiração dele se chocando contra meu rosto e suas mãos em minha cintura enquanto eu dançava, e em um movimento rápido meu, que eu não sei como tive coragem para fazer, acabei com a distância entre nós, selando nossos lábios em um beijo intenso.
 Era bom, muito bom. Ele beijava bem e mesmo com a minha inexperiência, o beijo foi maravilhoso. Senti suas mãos apertarem a minha cintura, me trazendo para mais perto de si enquanto meus braços foram para seu pescoço e minhas mãos para o seu cabelo.
 Foi perfeito, eu estava nas nuvens. Sasuke Uchiha era maravilhoso. Quando nos separamos pela falta de ar, eu olhei naqueles ônix maravilhosos e sorri. As mãos dele ainda se encontravam na minha cintura e as minhas em seu cabelo.
 Se não fosse o efeito da bebida, eu ficaria morrendo de vergonha naquele momento, afinal, eu tinha acabado de beijar um garoto, pela primeira vez e no meio de um monte de pessoas, mas eu já não tinha mais consciência do que fazia direito.
 Dançamos mais um pouco, então ele olhou no relógio e fez uma cara de surpreso. Droga, será que já era muito tarde?
 - Duas horas... - ele falou, então minha consciência voltou com tudo.
 - Preciso ir logo. - falei.
 - É. - ele concordou e fomos juntos para o lado de fora. 
 Chegamos perto do carro e ele abriu a porta para mim. Eu estava um pouco zonza, mas ainda conseguia andar, porém ele parecia normal, com certeza estava acostumado a beber e olha que ele bebeu mais do que eu.
 O trajeto foi todo em silêncio, pois eu estava com um pouco de vergonha pelo que havia feito. 
 Por que eu beijei Sasuke Uchiha? Por que eu pensei muito nele nesses últimos dias? 
 Chegamos ao parque das Cerejeiras e ele abriu a porta para mim de novo. Tenho que admitir que ele estava bem fofo. Quando pisei no chão, olhei no fundo daqueles olhos ônix e me perdi por uns segundos naquela imensidão. Por que eu ficava assim quando olhava naqueles olhos? Que efeito era esse que ele tinha sobre mim?
 - É... Eu... - eu não sabia como falar com ele, estava com vergonha - Eu me diverti bastante Sasuke, obrigada. - comecei a andar, mas parei no meio do caminho - Me desculpe pelo beijo, e-eu não sei o que deu em mim. - e saí, deixando Sasuke Uchiha para trás.
 Caminhei pela calçada ainda com as pernas um pouco bambas, mas as imagens daquele beijo não saíam da minha cabeça. Foi perfeito. Meu primeiro beijo. E foi com ele. Meu herói. Mas será que ele gostou? Não, com certeza não, já que eu era muito inexperiente.
 Abri o portão devagar, ainda com esses pensamentos na cabeça. Será que foi ruim para ele? Droga, por que isso estava me incomodando tanto? 
 Passei pela calçada de paralelepípedos sem fazer barulho, peguei as chaves no vazo de planta e destranquei a porta da sala. O interior estava escuro, muito escuro, mas não havia sinal de vida lá dentro. Ainda bem, senão eu estaria ferrada. 
 Tentei caminhar, mas acabei esbarrando em algo. Droga! Machuquei meu pé! Em um movimento involuntário, acendi a luz da sala, dando de cara com meu pai e minha mãe sentados no sofá, com os braços cruzados. Pronto, estava perdida.
 - Sakura. - meu pai disse ao se levantar, seguido pela minhã mãe, ambos com o semblante sério - Onde é que você estava?    


                            


Notas Finais


O que acharam do beijo deles? E sobre o final? O que será que vai acontecer agora? O que Kizashi fará?
Alguém tem alguma ideia?

Espero que tenham gostado do capítulo e de agora para frente, os problemas surgirão...

Beijos e até o próximo.


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