História De Ponta-Cabeça - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Akatsuki, Otsutsuki School, Sakura, Sasosaku, Sasuke, Sasusaku
Exibições 133
Palavras 6.268
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi!!! Voltei com mais um capítulo e esse está emocionante (eu até chorei na hora de escrever)
Espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 7 - Palavras Que Machucam


Fanfic / Fanfiction De Ponta-Cabeça - Capítulo 7 - Palavras Que Machucam

                           Sakura Haruno

 

 Voltei para pegar um caderno na sala e depois de guardá-lo na mochila, voltei para o corredor. Estava andando, tranquilamente, até uma ruiva barrar minha passagem.

 - Se afasta do meu Sasuke! - ela falou. Seus braços estavam cruzados em frente ao corpo e seus olhos, estranhamente avermelhados, brilhavam de raiva.

 - Seu Sasuke? Que eu saiba, ele é meu namorado. - retruquei e algumas pessoas pararam para nos olhar.

 - Por pouco tempo, pois eu vou acabar com essa palhaçada.

 - Por que você não o deixa em paz? Você não vê que ele não gosta de você? – perguntei, afinal, qualquer um podia ver isso a quilômetros de distância, ela que não queria enxergar.

 - Quem disse para você que ele não gosta? - ela perguntou, com os braços cruzados.

 - Ele. - respondi e os olhos dela quase queimaram de tanta raiva. Ouvi alguns gritos nessa hora e algumas risadas, o que deixou Karin com mais raiva ainda.

 - Sua vadia! - Karin gritou ao ir para cima de mim, segurando o meu cabelo.

 Ah não! O meu cabelo não.

 - Me solta sua louca! - gritei ao segurar os pulsos dela com mais força do que eu pensava que tinha, fazendo-a soltar os meus cabelos rosados. E depois, soltei uma das mãos, dando um tapa no rosto dela, com força, em seguida. Karin ficou parada com uma mão sobre o rosto vermelho e com os olhos brilhando de ódio, muito ódio.

 - Vai se arrepender, vadia! - Karin disse ao ir para cima de mim outra vez, mas o Sasuke entrou na frente, segurando os braços da ruiva.

 - O que você pensa que está fazendo, Karin? - ele perguntou com a voz fria e visivelmente irritado.

 - Eu te avisei Sasuke, eu te avisei. - ela disse irritada.

 - Chega Karin, segue a sua vida e me esquece! - ele disse, então soltou os pulsos da ruiva e segurou a minha mão, puxando-me para fora da escola.

 Eu caminhei ao lado dele até o estacionamento, com os olhos marejados e nervosa. Estava estranha. Era a primeira vez que eu brigava na escola e, sinceramente, não queria passar por isso nunca mais.

 - Ela te machucou? – ele perguntou ao acariciar meus cabelos rosados e parecia preocupado.

 - Não. - respondi.

 - Não ligue para a Karin, ela é maluca. – Sasuke colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha - Vamos comer alguma coisa.

 Fomos a um restaurante e depois, ao dojo do Itachi. O Uchiha mais velho desafiou o Sasuke para uma luta e como meu namorado não fugia de um desafio ou aceitava provocação, decidiu enfrentar o irmão em uma luta. Eles eram muito bons, tenho que admitir, mas ambos acabaram no chão, o que foi bem engraçado, já que os dois estavam se provocando e se achando o melhor. Após a luta, nós três conversamos sobre como ia o dojo e sobre os casos que Itachi estudava em sua faculdade de direito, o que era bem interessante, mas, apesar de achar advocacia uma carreira legal, minha paixão sempre foi medicina. Já estava no fim da tarde quando Sasuke me levou em casa, mas chegando lá, meu bom humor acabou.

 - Onde você estava Sakura? - Kizashi perguntou com os braços cruzados.

 - Com o Sasuke.

 - Eu te disse para ficar longe daquele garoto.

 - Eu não posso, eu amo Sasuke Uchiha.

 - Ama? Você nem tem idade para saber o que é o amor.

 - Tenho idade suficiente para saber que para amar não tem idade. – retruquei já impaciente.

 - Sakura, vai ser a última vez que vou dizer. Aquele garoto não serve para você.

 - Ele não serve? Por quê? Por que ele não é rico? Por que você não ganhará nada com o nosso relacionamento? - perguntei já alterada - Para você, só o que importa é o dinheiro, não é? Mas, eu te digo, o dinheiro não é tudo e a verdadeira felicidade não se compra.

 - Se quer ficar com aquele garoto, Sakura, fique com ele, mas não verá nem um centavo do meu dinheiro enquanto insistir nessa loucura. Quero ver quanto tempo vai durar essa sua felicidade.

 - Chantagem, senhor Kizashi? Pois bem, se para ficar com o Sasuke, vou ter que ficar sem mesada e sem outras coisas, tudo bem, eu aguento as consequências. Passar bem... Pai. - e saí rumo às escadas.

 - Essa eu quero ver. - ele disse quando eu já estava no topo da escada, mas eu, nada falei, apenas segui para o meu quarto.

 - Droga! - gritei ao me jogar na cama – Mas, eu não vou me afastar do Sasuke. Não vou!

 Depois de horas olhando para o teto, resolvi ir tomar um banho e dormir, pois, no dia seguinte, ainda teria aula.

 Acordei cansada, já que não consegui dormir direito, irritada, e me arrumei devagar. Desci as escadas e vi meus pais sentados à mesa, então me aproximei, peguei uma maçã e saí sem falar absolutamente nada.

O motorista já estava me esperando em frente ao Porsche e abriu a porta para eu entrar quando me aproximei. Durante todo o trajeto, eu fiquei pensando em como seria daquele momento para frente. Será que eu aguentaria viver sem minha mesada ou meus produtos e roupas de marca? Mas, no que eu estava pensando? Eu amava o Sasuke e estava disposta a deixar essas coisas de lado por ele.

 Ao chegar em frente à OS, Sasuke já estava me esperando. Aproximei dele, que logo enlaçou minha cintura, puxando-me para um beijo e depois seguimos juntos para a sala.

 A aula foi bem tranquila e assim que acabou, fomos dar um passeio. Andamos de moto por toda a capital da qual grande parte eu não conhecia e foi muito bom. Eu nunca podia sair de casa, apenas para a escola e com o Sasuke, eu estava descobrindo tantas coisas novas, que eu não conseguia parar de sorrir. Eu, finalmente, me senti livre.

 Meu estômago estava roncando de fome, também já estava na hora do almoço, então Sasuke me levou até a casa dele. Eu estava nervosa, mesmo já conhecendo a mãe dele e o irmão, e o pai apenas de vista, estava ansiosa, porque eu seria apresentada como namorada dele, diferente de antes.

 Assim que ele abriu a porta, o cheiro de comida invadiu minhas narinas e era muito bom. Ele me deixou na sala, enquanto leva as nossas mochilas para o segundo andar. Eu estava muito nervosa, tanto que nem tive coragem de ir até a cozinha sem ele, então resolvi esperá-lo e assim que ele desceu, fomos de mãos dadas até a mesma.

 - Oi, Sasuke... Ah, oi, Sakura! Como vai? - Mikoto perguntou, sorrindo, enquanto colocava tigelas em cima da mesa onde Itachi e um senhor mais velho, o qual deveria ser o pai dele, estavam sentados.

 - Bem, dona Mikoto e a senhora? - perguntei sorrindo.

 - Muito bem. - ela respondeu - Sente-se conosco e fique à vontade.

 - Obrigada. - respondi, então Sasuke puxou uma cadeira para eu sentar e depois, se sentou ao meu lado, sorri para Itachi como cumprimento e ele sorriu de volta. Olhei para a figura séria do senhor Uchiha - Olá, senhor Fugaku.

 - Oi, você deve ser a namorada do meu filho, não é? - ele perguntou com o semblante um pouco sério.

 - Sim. - respondi.

 - Como vai? - ele perguntou.

 - Bem e o senhor?

 - Bem. - ele respondeu e voltou a fitar a comida que parecia deliciosa.

 - Pode se servir, Sakura, não precisa ficar com vergonha. - Mikoto falou.

 - Obrigada, dona Mikoto.

 - Não precisa me chamar de dona, só Mikoto. - ela disse ao se sentar à mesa conosco.

 - Tudo bem. - sorri para ela.

 Todos começaram a se servir, inclusive Sasuke e eu ainda estava com um pouco de vergonha, mas ele sorriu para mim e fez um sinal para que eu me servisse também, então peguei uma jarra de suco de tomate e coloquei um pouco no copo, depois me servi com Sashimi, um pouco de arroz e Missoshiru.

 Assim que pus os hashi com a comida na boca, percebi que a mãe do Sasuke era uma excelente cozinheira. Estava incrível. A comida estava mil vezes melhor que o cheiro, e ele já estava ótimo.

 - Nossa, está maravilhoso!

 - Obrigada. - Mikoto agradeceu ao pegar um pouco do Sashimi e levá-lo à boca.

 Sasuke sorriu de canto e continuou a comer. A refeição continuou em silêncio, até que dona Mikoto resolveu começar uma conversa.

 - Então estão namorando sério?

 - Sim. - Sasuke respondeu.

 - Que ótimo. - ela falou sorrindo - Mas de onde se conhecem? Aquele dia não conversamos direito.

 - Nos conhecemos na escola, somos da mesma turma e naquele dia, me desculpe por não ter conversado direito com a senhora, mas é que eu não estava muito bem.

 - É, eu percebi que estava um pouco nervosa e calada, mas o que houve? - Mikoto perguntou e minha mente voltou para o primeiro dia de aula, especificamente para depois da aula, quando eu me perdi por Konoha.

 - Eu havia me perdido e três caras me cercaram... - senti as sensações voltarem - Se não fosse o Sasuke ter chegado no momento certo, eu não sei o que seria de mim.

 - Então naquele dia você estava com o Sasuke por que ele te salvou? - Mikoto perguntou e vi o senhor Fugaku levantar o rosto, prestando atenção na conversa.

 - Sim, o Sasuke brigou com os três homens e me salvou, depois ele me trouxe aqui para que eu me acalmasse.

 - Nossa, ainda bem que ele chegou a tempo. - Mikoto comentou, olhando para o filho, depois voltou seus olhos ônix para mim - Você precisa tomar cuidado, Konoha está cheio de pessoas ruins.

 - É, eu sei. - falei.

 O silêncio se estabeleceu mais uma vez.

 - Nunca pensei que veria o Sasuke com uma namorada. - Itachi comentou, olhando para o irmão que o fitava com o semblante sério, indiferente.

 - Por que, Itachi? - perguntei.

 - Porque ele nunca foi de assumir nenhum relacionamento, ele nunca trouxe outra garota aqui antes. - o irmão do Sasuke falou - Mas com você foi diferente, acho que você vai poder dar um jeito no Sasuke.

 - Dar um jeito no Sasuke? - o que ele queria dizer?

 - Sasuke sempre foi muito... Inconsequente, mas, nesses dias, ele se mostrou mais responsável e isso tudo graças à você. - Itachi respondeu e eu olhei surpresa para o Sasuke que continuava a fitar seu irmão com o semblante sério, porém sem sentimentos evidentes.

 - Nisso eu tenho que concordar, Sasuke está bem diferente desde que começaram a namorar. - Mikoto disse, sorrindo de canto.

 O silêncio se estabeleceu, outra vez, entre nós, tempo suficiente para que Sasuke e eu terminássemos de comer.

 - A comida estava deliciosa. - disse ao pousar os hashi no prato.

 - Que bom que gostou. - Mikoto falou.

 - Sakura, vamos lá para cima. - Sasuke disse ao se levantar e eu fiz o mesmo.

 - Obrigada e com licença. – o segui até as escadas e subi os degraus ao seu lado até pararmos em frente a uma porta de madeira escura.

 Entramos em seu quarto e ele se jogou na cama, me mandando ficar à vontade. Eu sentei na beirada e fiquei olhando ao redor. Era um quarto pequeno, mas aconchegante e o cheiro delicioso de Sasuke estava por toda parte. No mesmo instante, eu me lembrei da minha conversa com meu pai e percebi que deveria contá-lo, Sasuke precisava saber.

 - Sasuke!

 - O que foi? - ele perguntou ao levantar o tronco e escorá-lo na cabeceira da cama.

 - Precisamos conversar.

 

 

                           Sasuke Uchiha

 

 - O que? - perguntei.

 - Kizashi Haruno me pediu para falar com você. Ele quer você longe da Sakura. - meu pai repetiu - O que vai fazer?

 - Eu já imaginava que ele seria contra, mas não vou me afastar da Sakura.

 - Sasuke, existem muitas garotas por aí, você não precisa ficar logo com a filha do meu maior cliente. Depois você se cansa, como fez com todas as outras e joga ela fora, e eu que serei prejudicado.

 - Dessa vez, é diferente. - meu pai me encarou, surpreso, então continuei - Eu gosto dela de verdade, não posso, simplesmente, me afastar.

- Mas, Sasuke, isso não vai dar certo, o pai dela não vai permitir, é melhor acabar com isso agora do que deixar para depois. - Fugaku disse.

 - Não posso. – falei, olhando para o chão - Eu não vou conseguir ficar longe dela. Não posso. Se for preciso, eu enfrentarei todos para ficar ao lado da Sakura. – levantei a cabeça e o fitei determinado.

 - Esse que está falando é realmente o meu filho? - ele perguntou surpreso - Nunca pensei que te veria falando que está apaixonado, mas será que vale mesmo a pena enfrentar as consequências para ficar junto à Sakura?

 - Não tenho dúvida. – minha voz saiu firme.

 - Então faça o que quiser. - ele disse ao caminhar em direção às escadas, me deixando surpreso.

 - Mas, e seu emprego? - perguntei.

 - Se você ama mesmo a Sakura, lute por ela. Se Kizashi quiser me demitir, que faça isso, a felicidade do meu filho é mais importante que meu emprego. - arregalei meus olhos de surpresa.

 O que ele disse?

 - Pensei que não se importasse comigo, afinal, eu só arrumei problemas para você a vida inteira. - falei.

 - É, você já arrumou muitos problemas e às vezes, não nos damos muito bem, mas, independente do que você faça, Sasuke, você sempre será meu filho, uma das minhas razões de viver e mesmo não demonstrando muito isso, eu te amo, filho e tenho orgulho do garoto inteligente que você é. - eu não conseguia processar tudo que eu estava ouvindo, era surpreendente. Por muito tempo, eu pensei que meu pai me detestava, mas não, ele realmente se importava comigo.

 - Obrigada, pai. – falei, sorrindo de canto e ele deu um sorriso discreto em resposta, antes de subir as escadas.

 Segui para o segundo andar e fui direto para o banheiro. Tomei um banho demorado e fiquei pensando no que meu pai disse. Depois desci para jantar em silêncio e fui dormir.

 No dia seguinte, tive aula normal e depois dela, fui passear com a rosada. Eu estava ficando com fome e como estava na hora do almoço, decidi convidá-la para almoçar na minha casa.

 Durante o almoço, a Sakura conversou com minha família e eles se deram muito bem. Logo após, terminarmos a refeição e subimos para o meu quarto.

 - Sasuke! - ela me chamou e parecia incomodada com algo, mas com o que?

 - O que foi? - perguntei.

 - Precisamos conversar. - ela disse e eu fiquei um pouco preocupado. Conversar sobre o que?

 - Aconteceu alguma coisa? - perguntei.

 - Meu pai... Ele... É contra o nosso namoro, nós até discutimos ontem. - ela disse com a cabeça baixa.

 - E o que ele disse? – perguntei, já imaginando a resposta.

 - Que era para eu me afastar de você.

 - E o que você disse? – perguntei, temendo que ela se afastasse de mim.

 - Que não me afastaria de você. - ao ouvir isso, me tranquilizei.

 - E o que ele fez?

 - Ele tirou minha mesada e meus cartões de crédito, porque acredita que assim eu voltarei atrás na minha palavra, mas eu não vou. - ela disse confiante e depois o silêncio se estabeleceu entre nós por alguns segundos.

 - Meu pai também veio conversar comigo ontem. - ela olhou para mim com os olhos arregalados - Seu pai foi falar com ele para que ele mandasse eu me afastar de você.

 - Então seu pai também é contra o nosso namoro? - ela perguntou com a cabeça baixa.

 - Ele não é contra, ele só não queria perder o emprego. - expliquei.

 - Seu pai trabalha para o meu?

 - Meu pai é um advogado e seu pai é o maior cliente dele.

 - E o que você disse para ele? - ela perguntou.

 - Disse que não conseguiria me afastar de você. - ela sorriu de canto ao ouvir isso.

 - Mas e ele?

 - Ele entendeu o meu lado e disse que eu deveria fazer o que eu quisesse, e que não importava se perdesse o emprego.

 - Queria que meu pai me entendesse também. - ela abaixou a cabeça e uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Aproximei-me dela, sequei o rastro deixado pela lágrima com as pontas dos dedos e a envolvi com meus braços em um abraço apertado.

 - Vai ficar tudo bem, ninguém vai nos separar. - falei enquanto sentia o calor de sua pele macia e o cheiro de cereja que emanava de seus cabelos rosados.

 - Eu espero. - ela disse ao me abraçar mais forte.

 - Te amo, irritante. - depositei um beijo no topo de sua cabeça.

 - Também te amo, maluco. - ela disse e eu não pude deixar de sorrir.

 Tomei seus lábios em um beijo intenso, pegando-a de surpresa, mas logo, Sakura começou a correspondê-lo perfeitamente. Os lábios dela tinham um gosto doce, era bom, tanto que eu não queria mais parar de beijá-la, porém a falta de ar não me permitiu continuar tal ato.

 - Eu quero ficar com você, Sasuke.

 - Eu também quero ficar com você. - falei ao pousar minha cabeça no travesseiro e bater no mesmo, fazendo sinal para ela se deitar ao meu lado. Ela me olhou com aqueles olhos esmeralda maravilhosos e engatinhou na cama, até chegar próximo à cabeceira, pousando sua cabeça no travesseiro também, então passei meu braço por baixo dela, trazendo-a para mais perto de mim e pousando meu queixo no topo de sua cabeça, posição na qual eu podia sentir, perfeitamente, o cheiro de cereja que emanava de seus fios rosados.

 - Promete que nunca vai ficar longe de mim? - ela pediu enquanto passava os braços envolta do meu corpo, abraçando-me.

 - Prometo. - falei ao abraçá-la ainda mais forte - Não vou deixar que ninguém nos separe. - ela olhou para mim e sorriu.

 Ficamos, um bom tempo, assim, juntos, até que o sono chegou e dormimos, mesmo sendo cedo ainda. Acordei algumas horas depois, sentindo o meu braço todo dolorido, então olhei para o lado e percebi que Sakura ainda dormia sobre ele.

 Não pude deixar de sorrir, ela era tão linda, parecia um anjo. Era tão perfeita, que eu achava que não a merecia, que era pouco para ela.

 Sakura era uma garota incrível. Era maravilhosa, dedicada, educada, inteligente e comportada, e eu era o que? Um garoto inconsequente que não se preocupava com o futuro, que adorava arrumar problemas e fazer besteiras. Era maluco, como ela mesma dizia. Sakura merecia alguém melhor do que eu.

 Ela dormia, tranquilamente, em meus braços, seu peito subia e descia devagar a cada respiração, algo simples, mas que possuía o poder de me hipnotizar. Na verdade, qualquer simples movimento dela era capaz de produzir esse efeito em mim. Eu adorava tê-la em meus braços, não queria ter que acordá-la nunca só para ficar olhando-a para sempre, porém já estava anoitecendo, então achei melhor fazer isso.

 - Sakura, acorda. - sussurrei em seu ouvido e ela abriu os olhos devagar, sorrindo em seguida - Já está anoitecendo.

 - Nossa, eu dormi bastante então. - ela falou ainda meio sonolenta.

 - Sim. - beijei sua testa.

 - Tenho que ir. - ela disse ao se levantar um pouco na cama, virando de barriga para baixo e apoiando o peso do corpo com os cotovelos - Você me leva? - ela pediu.

 - E precisa pedir? - falei sorrindo de canto, recebendo um selinho demorado em seguida.

 - Então vamos. - ela levantou da cama e eu fiz o mesmo. Fomos para o andar de baixo onde apenas minha mãe se encontrava – Tchau, dona Mikoto, até outro dia.

 - Tchau, Sakura, volte sempre. - minha mãe disse sorrindo, depois fomos em direção à garagem onde minha moto estava.

 Chegamos em frente à mansão da rosada e ela desceu da moto, me dando um beijo rápido logo após. Ela entrou na propriedade e eu segui meu caminho até à minha casa novamente.

 Entrei pela porta da sala e segui para o sofá, ligando o vídeo game, até que, minutos depois, meu telefone tocou.

 - O que foi, Suigetsu?

 - Vamos correr hoje?

 - Não.

 - Por que, Sasuke?

 - Porque isso é errado, Suigetsu. - o silêncio se estabeleceu do outro lado da linha.

 - Como assim, Sasuke? Você sempre adorou correr.

 - E eu ainda adoro, só que é errado apostar racha.

 - Ok, Sasuke, mas o que está acontecendo com você?

 - Só estou sendo mais responsável, não posso?

 - Você falando isso é meio estranho, essa é uma consequência por namorar a garota mais certinha do colégio?

 - Possivelmente.

 - Nunca pensei que uma garota iria te mudar.

 - A Sakura não é qualquer garota, ela é especial.

 - Estou percebendo, afinal, ela está conseguindo mudar seu jeito de ser... Bom, já que não vai correr comigo e com o pessoal, vou desligar, nos vemos depois.

 Após terminar de falar com Suigetsu, fui para o segundo andar, tomei um banho, jantei e depois dormi profundamente.

                                                                        . . .

 As semanas foram passando e as provas começaram, o que, para mim, foi tranquilo, mas a Sakura disse que precisava estudar, então, como eu não conseguia ficar longe dela, resolvi ajudá-la nos estudos.

 Passamos muitos dias na minha casa estudando, minha mãe até ficou surpresa. Eu nunca ficava tanto tempo em casa, mas quando comecei a namorar com a Sakura, nada mais importava, apenas estar com ela. Tudo que eu fazia antes perdeu o sentido, perdeu a graça. Minha vida era a Sakura. Apenas ela.

 Era um sentimento tão forte que eu não sabia explicar, apenas precisava dela perto de mim. Eu nunca havia me sentido assim e, sinceramente, queria continuar assim para sempre.

 Cheguei em casa no fim da tarde, havia acabado de deixar a rosada na sua residência depois de mais um dia de prova e um passeio na maior serra da capital de Konoha, estava exausto.

 - Sasuke, vamos jogar uma partida? - Itachi perguntou ao apontar para o vídeo game.

 - Qual jogo? - perguntei.

 - Pode ser um de luta.

 - Beleza. - eu disse ao colocar o jogo no aparelho e pegar a manete.

 Jogamos várias partidas e ele estava ganhando por uma luta de diferença, então comecei a pegar mais pesado com ele.

 - Você gosta mesmo da Sakura, não é? - Itachi perguntou sem tirar os olhos da tela da televisão.

 - Sim. – respondi enquanto me defendia dos ataques que o personagem dele dava.

 - Você até parou de voltar para casa tarde da noite, de fugir de casa, apostar racha, beber e pegar o meu carro. - ele disse - Acho que ela é a garota certa para você, até te pôs na linha.

 - Ela era muito certinha e eu muito rebelde, mas convivendo um com outro, nós mudamos. Eu me tornei mais responsável como ela e a Sakura se tornou um pouco rebelde como eu. Acho que acabamos equilibrando o nosso jeito de ser.

 - É, pode ser. Sabe? Eu sentia falta dos nossos momentos como irmãos, de um tempo para cá, nós mal nos víamos e quando isso acontecia, brigávamos, mas agora, tudo mudou e foi por causa dela, então não seja idiota e estrague tudo.

 - Eu não vou estragar. - respondi ao finalizar a luta, vencendo-o - Estamos empatados.

 - Só mais uma para o desempate. - Itachi disse, mas no momento em que íamos começar a nova partida, a campainha tocou.

 - Eu atendo. - fui em direção à porta, mas assim que a abri, meus olhos se arregalaram devido à tamanha surpresa que eu estava sentindo - Kizashi Haruno?

 - Você é o tal Sasuke Uchiha, não é? - ele perguntou com o semblante sério e com a irritação visível na voz - Não vai me deixar entrar?

 - Entra. – falei, dando passagem e ele entrou. Fechei a porta e fiquei olhando para ele com as sobrancelhas arqueadas. O que aquele cara estava fazendo ali?

 - Sasuke, quem era...? Senhor Haruno? - Mikoto disse ao sair da cozinha e dar de cara com o pai da Sakura na sala.

 - Olá. - ele disse sem muita animação ao examinar toda a sala da minha casa minuciosamente. Itachi se levantou do sofá e também ficou encarando Kizashi Haruno.

 - O que quer? - perguntei.

 - Falar com você. - ele disse ao olhar no fundo dos meus olhos, me examinando. Mas que irritante - A sós.

 - Vamos estar na cozinha se precisarem de alguma coisa. - minha mãe disse - Vem Itachi. - antes de ir, meu irmão fitou, mais uma vez, o Haruno, com o semblante sério, depois seguiu minha mãe para a cozinha.

 - Esse seu bairro é um pouco perigoso, não? - ele perguntou com um tom zombeteiro que me fez ficar com raiva - A Sakura costuma vir aqui? - perguntou, mas eu nada respondi, apenas o encarei - Até que a sua casa não é tão ruim como eu pensava.

 - Fala logo o que você quer. - falei.

 - Nossa, um pouco de educação é bom, sabia? - ele retrucou.

 - Você não gosta de mim e eu não gosto de você, então dá para falar o que quer logo? - eu disse, fazendo-o ficar com o semblante sério novamente.

 - Tudo bem, eu tenho mais coisas para fazer e quanto mais rápido eu falar o que preciso, mais rápido sairei desse lugar horrível, então vou direto ao ponto. Quanto você quer para se afastar da minha filha? - meus olhos se arregalaram mais do que quando abri a porta. Como assim? Ele estava me subornando para me afastar da Sakura?

 - Você ficou maluco? Eu não quero nada.

 - Garoto, olha a sua situação, o que eu estou te oferecendo pode mudar a sua vida. Diga-me, quanto você quer para ficar longe da Sakura para sempre? - Kizashi perguntou novamente.

 - Eu já disse, eu não quero nada e não vou me afastar da sua filha. Eu amo a Sakura e ela me ama.

- Ama?! - ele riu - A Sakura está apenas em uma fase complicada, logo ela se toca e percebe que esse namoro de vocês não tem futuro. Eu já cortei a mesada e os cartões dela, é questão de tempo até ela perceber que não consegue viver sem as mordomias que tinha e se afastar de você.

 - Ela não vai fazer isso. - retruquei.

 - Não tenha tanta certeza... Se você não quiser aceitar o dinheiro, tudo bem, não vou insistir, mas se você ama mesmo a minha filha como diz que ama, se afasta dela, pois só está prejudicando-a. Desde que você apareceu, a Sakura tem se comportado mal, você é uma péssima influência para ela, então se afasta logo!

 - Eu já disse, não vou me afastar dela.

 - Então me diz, você acha que serve para a Sakura? Olha para você garoto, não passa de um delinquente, a sua ficha é mais suja do que a de muita gente por aí. Você é um problema, uma péssima influência para a Sakura, além de não ter nada para oferecê-la. A minha filha merece alguém melhor, como o Sasori, que pode proporcionar uma vida de luxo e com tudo que ela merece, mas você tinha que interferir, não é? Se você gosta realmente da minha filha, deveria entender que está apenas prejudicando-a com isso tudo, então faça um favor à Sakura e se afasta de uma vez! - eu apenas fiquei parado, ouvindo cada palavra que ele dizia e sentindo o peso de tudo aquilo.

 O pior é que não era mentira, tudo que ele dizia era verdade, doía muito escutar tudo aquilo, mas era a mais pura verdade. Eu não era uma boa influência para ela, era um problema, além de que não tinha nada para oferecê-la, eu não podia pagar nada das coisas que ela estava acostumada a ter, eu não servia para a Sakura, talvez fosse melhor, realmente, me afastar.

 Fiquei um tempo parado, fitando-o, eu não sabia o que dizer ou pensar direito, minha mente estava uma bagunça e julgando pelo sorrisinho no seu rosto, Kizashi já havia percebido que conseguiu me afetar. Droga!

 - Pensa no que eu te disse, Sasuke, ela vai ficar melhor longe de você, muito melhor, pode ter certeza, já que o Sasori pode dar à Sakura tudo que ela merece e está acostumada a ter... - o Haruno disse e ia continuar, mas a porta se abriu e meu pai entrou por ela.

 - Senhor Haruno? - ele perguntou, confuso, depois olhou para mim e parecia preocupado.

 - O que eu havia te pedido, Fugaku? - ele perguntou, mas meu pai, nada respondeu - No entanto, não se preocupe, não vou te demitir... Por enquanto. - ele caminhou em direção à porta - Não se esqueça do que eu te disse garoto. - e saiu.

 - O que ele disse, Sasuke? - meu pai perguntou, mas eu apenas fiquei parado, olhando para a porta recém-fechada, com os pensamentos longe.

 - Sasuke... - Itachi apareceu na sala - Não liga para o que ele disse, não é verdade. Eu ia me intrometer na conversa e socar a cara daquele idiota para que ele não falasse mais merda, porém a mãe não permitiu, mas não ligue para ele, isso...

 - Ele tem razão, Itachi. - falei ao abaixar minha cabeça - Eu não sirvo para a Sakura.

 - Não fala isso, filho, você serve sim, você é um bom garo... - minha mãe disse, mas a interrompi:

 - Não, além de não servir para ela, somos diferentes e como ele mesmo disse, eu não tenho nada para oferecê-la, talvez fosse melhor terminar tudo mesmo, ela merece alguém melhor do que eu. - subi as escadas.

 - Sasuke! - Itachi me chamou ao vir atrás de mim.

 - Me deixa sozinho. - falei e fui para o meu quarto, trancando a porta e me jogando na cama - Kizashi tem razão, esse tal de Sasori pode dar à ela tudo que eu não posso dar, talvez a única solução seja me afastar dela. - uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto - Para ver minha rosada bem e tendo a vida boa que merece, eu faço qualquer coisa, nem que para isso eu fique destruído por dentro.

 Fiquei minutos fitando o teto e refletindo sobre o que Kizashi disse. Eu não queria me afastar da filha dele, mas talvez fosse a melhor opção. Estava perdido em pensamentos quando ouvi batidas na porta.

 - O que foi? - perguntei.

 - Sasuke, abre a porta. - Itachi disse.

 - Não.

 - Por favor, eu sou o seu irmão, deixe-me te ajudar. - ele falou do outro lado da porta.

 - Tudo bem. - e girei a chave na fechadura, abrindo-a e voltei para a cama assim que ele entrou no quarto.

 - Kizashi é um idiota, não liga para ele. - Itachi disse.

 - O que você faria no meu lugar?

 - Primeiro, eu nem daria ouvidos àquele idiota.

 - Mas ele tem razão, Itachi.

 - Não tem não, Sasuke, porque a Sakura está feliz com você e isso dinheiro nenhum pode comprar. Você a ama, isso já é o suficiente para fazê-la feliz e ela não me parece o tipo de garota que se envolveria com as pessoas por dinheiro.

 - E ela não é.

 - Então por que toda essa dúvida? Vocês se amam e isso é o bastante para serem felizes, dinheiro é apenas um detalhe. - e ele saiu do quarto, me deixando refletir sobre o que disse.

 Será que o meu irmão estava certo?

 

 

                           Sakura Haruno

 

 Assim que a última prova acabou, depois de vários dias de desespero, Sasuke e eu voltamos a nossa rotina normal. Depois que o moreno me deixou em casa, fui direto para o banho.

 Após ficar minutos debaixo da água, fui estudar um pouco, pois eu estava com de dificuldade em matemática, mas o Sasuke sempre vinha em minha mente. Droga, eu precisava me concentrar, porém eu não conseguia tirar ele, um segundo sequer, da cabeça.

 Estava perdida em meus pensamentos quando minha mãe entrou no quarto sem que eu percebesse, mas saí dos meus devaneios ao ouvir sua voz:

 - Sakura, posso falar com você?

 - Pode, o que foi mãe?

 - Se afasta do garoto.

 - Não, mãe, eu não vou me afastar do Sasuke.

 - Sakura, por que insiste nessa loucura? É só para chamar nossa atenção?

 - Não mãe, eu amo o Sasuke e não consigo ficar longe dele.

 - Mas, Sakura, isso é loucura, você sabe que seu pai é contra e ele sabe o que é o melhor para você.

 - Não, mãe, ele não sabe o que é melhor para mim, ele sabe o que é melhor para ele. Eu só não entendo porque toda essa implicância com o meu namoro com o Sasuke.

 - Porque ele não pode te dar tudo que você merece, filha.

 - Mãe, o dinheiro não é tudo, vocês têm que entender isso. O Sasuke me faz feliz, ele me ama e isso já basta para mim.

 - Tudo bem filha, eu entendo, se ele te faz feliz, isso é o que importa, só que seu pai não está disposto a permitir que fique com o tal Uchiha.

 - Eu sei, mas não vou desistir... Agora tenho que jantar e dormir. - disse para finalizar logo aquele assunto.

 - É, vamos lá para baixo, o jantar já está servido.

 Ao terminar de comer, voltei para o meu quarto e caí no sono, acordando apenas no dia seguinte. Fui para a escola e Sasuke se atrasou outra vez. Por que ele se atrasava tanto? Fomos juntos para o estacionamento no fim na aula e pude perceber que ele estava muito pensativo. Será que havia acontecido alguma coisa?

 - Está tudo bem, Sasuke? - perguntei.

 - Sim, vamos à serra hoje? - ele perguntou ao subir em sua moto.

 - Vamos. – subi na moto também e ele acelerou, saindo da cidade e pegando uma estrada de terra, depois entrou em umas trilhas que já eram bem conhecidas por mim e em poucos minutos, estávamos no alto da serra de Konoha.

 Ele sentou em uma pedra, olhando para a cidade lá embaixo com o semblante sério e parecia incomodado com algo.

 - O que houve, Sasuke? Você está estranho.

 - Seu pai veio falar comigo ontem. - meus olhos verdes ficaram arregalados de surpresa.

 - O que ele disse? - perguntei preocupada. O que será que ele falou para deixar o Sasuke assim?

 - Que era para eu me afastar de você, porque você merece alguém melhor e que possa te dar tudo que merece. - ele continuava fitando a cidade no pé da serra e eu podia sentir, através do seu tom de voz, que ele estava chateado.

 - Não liga para ele, Sasuke, meu pai não sabe o que está dizendo.

 - Mas, ele tem razão, Sakura.

 - Não tem não e não ouse se afastar de mim, entendeu, Uchiha? Você prometeu que não deixaria ninguém nos separar.

 - Eu sei, mas...

 - Não tem “mas”. Eu te amo, você me ama e é isso o que importa. Eu vou ficar com você até se cansar de mim, o que eu espero que não aconteça nunca.

 - Eu também, minha irritante. - ele disse ao me puxar para um beijo.

 Eu adorava o toque dos seus lábios, era perfeito e me fazia flutuar. Eu o amava mais que tudo e não suportaria viver longe dele. Nunca mais. Sasuke Uchiha passou a fazer parte da minha vida, ouvi-lo e beijá-lo passou a ser uma necessidade.

 Ficamos um tempo no topo da serra, deitados sobre uma grande pedra e fitando o céu azul cheio de nuvens brancas, até que o sol começou a se pôr, deixando o céu alaranjado e resolvemos voltar para a cidade.

 Sasuke e eu fomos de moto até a minha casa, parando em frente ao grande portão. Descemos da moto e ele segurou minha cintura, me puxando para mais perto dele enquanto minhas mãos se enrolavam nos fios negros e sedosos do cabelo dele. Nossos lábios se tocaram outra vez, fazendo um arrepio percorrer o meu corpo e, infelizmente, tivemos que nos separar pela falta de ar.

 - Nos vemos amanhã? - perguntei assim que ele retirou as mãos da minha cintura e fez menção de montar na moto.

 - Sim, venho te buscar. - ele disse sorrindo de canto.

 Eu me perdi, por uns instantes, naquela imensidão escura de seus olhos, mas voltei logo à realidade quando escutei o portão da minha casa ser aberto e vi duas pessoas passarem por ele.

 - Sakura! - eu encarei a figura de braços cruzados, em minha frente, com meu semblante sério, que depois assumiu um ar de surpresa ao ver quem se encontrava ao lado do meu pai.

 - Então esse é o tal Uchiha que falou, senhor Haruno?

 - S-Sasori?!


Notas Finais


E então? O que acharam?
Kizashi foi cruel com o Sasuke, não foi?
E o Fugaku? O que acharam da atitude dele?

E O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER AGORA QUE SASORI APARECEU?

Espero que tenham gostado, beijos e até o próximo.


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