História De Ponta-Cabeça - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Akatsuki, Otsutsuki School, Sakura, Sasosaku, Sasuke, Sasusaku
Exibições 131
Palavras 3.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente! Tudo bem com vocês? Prometi que não atrasaria, então estou aqui!
Bom, o capítulo de hoje não ficou tão grande,mas acho que está emocionante.
Espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 8 - A Visita Inesperada


Fanfic / Fanfiction De Ponta-Cabeça - Capítulo 8 - A Visita Inesperada

                           Sasuke Uchiha

 

 Depois da conversa com a rosada, eu me senti melhor e acabei chegando à conclusão de que o certo a fazer era ficar ao seu lado, independente das nossas diferenças, porque nós nos amávamos muito.

 Subimos na moto e só paramos quando estacionei em frente ao grande portão da propriedade da família Haruno, mas, quando estávamos nos despedindo, duas pessoas passaram pelo portão. O homem mais velho, eu já conhecia, Kizashi Haruno, mas o garoto ruivo, ao seu lado, não fazia de quem era até a Sakura falar o seu nome.

 - S-Sasori?!

 Meus olhos se arregalaram de surpresa na hora, então aquele era o garoto que o pai da Sakura a havia obrigado a namorar. Porém, o que ele fazia ali?

 O tal de Sasori me encarava com desdém, seus olhos me examinavam minuciosamente, o que já estava me irritando. Ele possuía um sorriso de canto debochado no rosto enquanto eu o encarava com o semblante sério.

 - Nossa, Sakura, nunca pensei que me trairia... E com alguém como ele.

 - Não fale sobre o Sasuke. - Sakura fechou a cara, encarando-o intensamente com aqueles maravilhosos orbes verdes - E não era minha intenção te trair, na verdade, não era minha intenção me tornar sua namorada. Eu não quero te magoar, Sasori, mas eu não posso ficar com você, porque eu amo o Sasuke.

 - Está falando que prefere ele?

 - Será que isso não ficou claro? – perguntei já irritado.

 - Eu estou falando com a Sakura, não com você, Uchiha, então não se intrometa onde não foi chamado. - Sasori disse e minha raiva se intensificou tanto, que tive que fechar as mãos com força para contê-la, mas estava sendo difícil. Sakura, percebendo que eu estava a ponto de ir para cima do Sasori, olhou para mim e ao fitar aqueles orbes verdes, uma calma enorme me invadiu. Só minha rosada mesmo para saber me acalmar nessa hora, pois se não fosse ela, eu bateria nele ali mesmo, coisa que eu não deveria fazer. Chega de problemas.

 - Já chega! Sakura, entra em casa agora! Precisamos conversar. - Kizashi falou já irritado e ela olhou para mim.

 - Acho melhor eu entrar, conversamos amanhã. - ela caminhou até o portão aberto, seguida por Kizashi e Sasori, mas, antes do ruivo cruzar o portão, ele se virou para mim outra vez.

 - A Sakura será minha, Uchiha, mais cedo do que pensa, afinal, eu sou perfeito para ela e posso dar tudo que a rosada quiser, diferente de você que não tem nada para oferecê-la. - ele disse e depois entrou na propriedade dos Haruno.

 Idiota! Se o portão não tivesse fechado em seguida, eu já teria quebrado aquilo que ele chamava de cara.

 Imbecil. Cretino. Aquele Sasori estava me irritando. Subi na moto e acelerei. Estava com raiva, muita raiva, mas se ele pensava que ia me separar da Sakura, estava muito engado. Eu não iria permitir. Minha irritante não se separaria de mim, só se ela quisesse, o que não era o caso.

 Cheguei em casa mais rápido que de costume, estacionei a moto na garagem e caminhei até a porta da sala. Passei por ela, batendo-a com força em seguida, chamando a atenção dos meus pais e do meu irmão que estavam na sala assistindo televisão.

 Caminhei em passos rápidos para a escada e subi os degraus, ignorando os chamados da minha mãe e do Itachi. Entrei no meu quarto, batendo a porta também e soquei forte, a parede, de raiva.

 - Imbecil! - gritei em uma inútil tentativa de conter a raiva.

 - Sasuke! - Itachi chamou do outro lado da porta.

 - Me deixa, Itachi!

 - Sasuke, o que houve? Deixa-me entrar. - eu sabia que meu irmão não sairia de lá sem falar comigo, então abri a porta e me joguei na cama assim que ele entrou e trancou a mesma - O que houve?

 - Nada. - respondi secamente.

 - Eu te conheço, Sasuke. Tem a ver com o Kizashi?

 - Não exatamente... Na verdade, tem a ver com um tal de Sasori.

 - Sasori?

 - Ele é filho de um cliente importante do Kizashi e era namorado da Sakura... Na verdade, o pai dela a obrigou a namorá-lo por causa de dinheiro, mas ela não queria. Agora, ele está na casa dela e tenho certeza de que vai fazer de tudo para tê-la.

 - Dá para ver nos olhos dela que ela te ama, Sasuke, não se preocupe com isso.

 - Eu sei, mas... - me levantei, encostando as costas na cabeceira da cama.

 - Mas nada, não liga para o que ele ou o pai dela disserem, o que importa é o que sentem um pelo outro. - Itachi caminhou até mim - E para qualquer coisa que precisar, eu estarei aqui, meu irmãozinho. - ele tocou minha testa - Sempre.

 Itachi caminhou até a porta outra vez, mas, antes que ele saísse, o chamei, fazendo-o fitar meus olhos ônix.

 - Obrigado, Itachi. - e sorri de canto, fazendo-o sorrir discretamente e, depois, saiu pela porta.

 Fiquei o resto do dia no meu quarto e no seguinte, acordei um pouco melhor. A raiva já não me possuía mais, eu nem sequer me lembrava de que Sasori existia, tudo que importava era que eu veria a minha rosada.

 Arrumei-me, peguei o dinheiro da minha mesada e saí de casa sem tomar café mesmo. Estacionei minha moto no parque das Cerejeiras e, poucos minutos depois, a rosada chegou e estava linda como sempre. Seus longos cabelos rosados estavam presos em uma trança de lado com alguns fios soltos, ela usava uma calça jeans justa e uma jaqueta xadrez vermelha e preta, com os botões todos abertos revelando a camiseta preta por baixo.

 - Aonde vamos hoje? - ela perguntou após me dar um selinho demorado.

 - Em um lugar que podemos ver toda Konoha. – respondi, sorrindo de canto.

 - Para a serra? - ela perguntou.

 - Sim e não. - ela arqueou as sobrancelhas em evidente confusão.

 - Como assim?

 - Vamos à uma serra, mas não a que vamos sempre. É outra e ela é mais... Movimentada. Você verá quando chegarmos lá, então vamos logo. - ela se deu por vencida, já que percebeu que eu não falaria mais nada e subiu na moto.

 Levamos um bom tempo para sair da capital de Konoha e seguimos até próximo à Amegakure, um povoado pequeno ao norte. Segui por uma estrada de terra e poucos minutos depois, já estávamos subindo uma serra enorme e antes de chegarmos ao topo, já era possível ver toda Konoha ao longe.

 Estacionei minha moto próximo à alguns carros e descemos do veículo. Entrelaçamos nossas mãos e caminhamos até o topo onde o vento estava muito forte, fazendo os poucos fios rosados, que estavam soltos, voarem e os meus cabelos negros se bagunçarem.

 Estava cheio de pessoas por perto, principalmente com câmeras nas mãos, filmando as pessoas que sobrevoavam a gente com o parapente.

 - Uau! - Sakura exclamou ao ver várias pessoas no ar. Seus olhos brilhavam e ela possuía um sorriso enorme no rosto.

 - Vamos pular? - perguntei ao apontar para o parapente.

 - O que? - ela perguntou, assustada, ao olhar para a altura que estávamos do chão e para as pessoas no ar – Não!

 - Não me diga que está com medo, Haruno.

 - Não, é só que... Vamos logo então! - ela me puxou e não pude deixar de sorrir de canto.

 Aproximei-me do instrutor e conversei com ele enquanto a rosada observava tudo lá embaixo. Paguei o homem e ele me explicou o que eu devia fazer quando estivesse no ar com a rosada, apesar de já saber aquilo de cór, já que eu já havia pulado de parapente sozinho inúmeras vezes.

 Fiz um sinal para que a Sakura se aproximasse e colocamos o equipamento de segurança. Esperamos o momento certo para ir e quando o vento estava favorável, começamos a correr até chegar na beirada do morro.

 - Não precisa ficar com medo, eu estou com você. - sussurrei em seu ouvido antes dos nossos pés saírem do chão. Vi que ela fechou os olhos e não pude deixar de provocá-la - Está com medo, rosada?

 - Não. – sua voz saiu baixa e fina, não pude deixar de dar uma risada.

 - Está sim.

 - Não estou.

 - Então abra os olhos, a vista é linda daqui. - ela abriu os orbes verdes e vi que um sorriso se formou em seus lábios.

 - É linda! – seus olhos brilhavam ao olhar para a cidade de Konoha, distante - Nem parece a nossa cidade.

 - É. - concordei.

 Conduzi o parapente para o outro lado, fazendo-o virar rapidamente e Sakura gritou de susto. Demos mais algumas voltas, já que o vento estava muito favorável e depois o conduzi para o local de pouso, que ficava próximo à uma lagoa, no pé da serra.

 Quando nossos pés tocaram o chão, senti Sakura soltar o ar dos pulmões. Ela estava com medo mesmo, mas apesar disso, se divertiu bastante, pude notar isso apenas olhando em seus olhos verdes brilhantes.

 - Isso foi incrível! - ela disse, sorrindo.

 - Que bom que gostou. - soltei o equipamento que nos prendia e puxei-a para um beijo.

 

 

                           Sakura Haruno

 

 Entrei em casa irritada, o que sasori fazia ali? O que estava acontecendo? Encarei meu pai e esperei que ele me explicasse a situação, mas ele, nada disse, até que Sasori entrou e me olhou, incrédulo.

 - Não acredito que me trocou por aquele morto de fome, Sakura.

 - Olha como fala do Sasuke!

 - Isso que ele é, Sakura, e, ainda por cima, é um delinquente.

 - Cala a sua boca, Sasori! - falei ao fechar os punhos de raiva.

 - Sakura, essa não foi a educação que eu te dei, fale direito com seu namorado.

 - Ele não é meu namorado! O Sasuke que é e vocês não merecem que eu trate-lhes com educação.

 - Sakura, não fale assim!

 - Eu falo como eu quiser! Por que vocês não me deixam em paz? Eu amo o Sasuke e vou ficar com ele, não importa o que fizerem, eu não vou me afastar dele!

 - Ele é uma péssima influência para você, está até me respondendo, coisa que não fazia antes desse maldito Uchiha aparecer.

 - Eu não quero falar com vocês, não sou obrigada a ouvir essas coisas. - caminhei em direção às escadas.

 - Sakura, volta aqui! - meu pai gritou.

 - Não estou afim. – falei, subindo os degraus devagar.

 - Sakura, volte, você e Sasori precisam conversar!

 - Já disse que não estou afim.

 - Não se preocupe, senhor Haruno, teremos tempo para conversar, afinal, passarei um tempo aqui. - escutei Sasori dizer antes de eu entrar no corredor onde se encontrava o meu quarto.

 Tranquei-me lá dentro e me joguei na cama. Que droga! Por que Sasori tinha que aparecer logo naquele momento, quando eu e Sasuke estávamos bem?

                                                                              . . .  

 Acordei mais cedo que todos e fui comer alguma coisa, queria ficar sozinha e em paz. Assim que terminei, subi para o meu quarto em absoluto silêncio.

 Os minutos foram passando e estava na hora de encontrar o Sasuke, então abri a porta do meu quarto com cuidado e fechei-a assim que entrei no corredor vazio. Andei, em passos silenciosos, até chegar à escada. Desci, tomando cuidado para não fazer barulho e caminhei até atrás do sofá, mantendo-me escondida. Meu pai e Sasori se encontravam à mesa, conversando com a minha mãe.

 Eles pareciam distraídos, então engatinhei em direção à porta e a abri lentamente. Saí correndo pela calçada de paralelepípedos, torcendo para que nenhum empregado aparecesse e passei rápido pelo portão sem ser vista por ninguém. Perfeito.

 Encontrei o Sasuke no parque e fomos para uma serra próximo à Amegakure. Estava cheio de pessoas lá em cima e eu não entendia o porque de estarmos lá, até que eu vi uma pessoa voando com um parapente. OK, aquilo parecia ser incrível, mas o que fazíamos lá?

 Quando o Uchiha falou que iríamos pular da serra de parapente, meu coração quase saiu pela boca. Pular de parapente?! Como assim? O medo se apossou de mim, mas me mostrei forte até tirar os pés do chão.

 Fechei os olhos de medo, mas ele me pediu para abrir e mesmo assustada, fiz o que ele pediu e percebi que era tudo mais lindo lá de cima.

 Eu me senti livre naquele momento, era algo que eu nunca havia feito na vida e era extremamente divertido apesar de assustador. Se meu pai me visse lá em cima, teria um ataque cardíaco sem dúvida.

 Gritei quando o parapente virou, mas, depois, me entreguei às sensações do momento e me permiti curtir o vôo, porque ele estava comigo, então eu estava segura. Quando meus pés tocaram o chão, não pude deixar de sorrir e falar que foi incrível, arrancando um sorriso dele e, depois, nossos lábios se tocaram.

 Nos separamos pela falta de ar e o instrutor apareceu de carro, no local onde pousamos, no mesmo instante. Entramos no carro dele e chegamos ao topo da serra outra vez, onde Sasuke comprou uma água para a gente e, depois, descemos, pelas trilhas, de moto.

 Voltamos para Konoha bem rápido e fomos para casa do Sasuke, onde ele guardou a moto na garagem e entramos juntos. Na sala, estavam Itachi e Mikoto que sorriram quando passei pela porta.

 - Oi, Sakura, que surpresa! - Mikoto exclamou ao se aproximar de mim e me abraçar.

 - Oi, dona Mikoto. - retribuí o abraço. Adorava o carinho que ela tinha por mim.

 - Nossa! Como você está linda! - ela disse ao separar-se de mim e me olhar de cima a baixo.

 - Obrigada. A senhora também.

 - Obrigada. - ela sorriu - Entre, querida.

 Sorri e caminhei até o meio da sala.

 - Oi, Itachi.

 - Oi, Sakura.

 - Vamos comer alguma coisa, Sakura. - Sasuke disse ao entrelaçar nossas mãos e me puxar para a cozinha.

 Sentei-me à mesa enquanto ele fazia um sanduíche para nós e quando ficou pronto, Sasuke se sentou à minha frente, me entregando um copo de suco de tomate e um prato com o lanche.

 Comemos em silêncio e, depois, me dirigi à pia para lavar o prato e o copo que sujei, afinal, não estava em minha casa.

 - Não precisa lavar. - Sasuke disse ao se colocar do meu lado - Deixa que, depois, eu faço isso. - e me deu um selinho - Que tal assistirmos um filme agora?

 - Qual filme? - perguntei.

 - Sei lá, qualquer um.

 - Que tal um...

 - Por favor, romance não. - ele disse ao balançar a cabeça.

 - Eu não ia dizer romance, ia falar algum de super herói. - cruzei os braços, encarando-o.

 - Ah, menos mal... Vamos então. - ele pegou um pacote de batatinhas no armário e segurou minha mão com a que estava livre, tirando-me de perto da pia e conduzindo-me até a sala - Itachi, vou pegar seu notebook.

 Itachi estava concentrado em sua corrida no vídeo game e apenas fez um aceno positivo com a cabeça, então Sasuke caminhou até a estante, pegou o notebook e foi em direção às escadas, seguido por mim.

 Ele se esticou na cama e eu fiz o mesmo, sem hesitar, pousando minha cabeça sobre seu peito. Sasuke colocou um filme de super herói em um site qualquer no notebook, abriu o pacote de batatinhas e começamos a assistir enquanto comíamos.

 Duas horas depois, o filme chegou ao fim e eu precisava ir embora, pois já estava ficando tarde. Saímos do quarto dele após selarmos nossos lábios em um beijo intenso, o qual, mais uma vez, me fez ir às nuvens. Enquanto ele caminhava até a garagem para pegar sua moto, eu segui até a calçada da sua casa para esperá-lo, até que vi a ruiva caminhando até mim.

 - Aproveitando o namoro com o meu Sasuke? - ela perguntou ao cruzar os braços. Vadia.

 - O que quer, Karin? – perguntei, meu semblante estava sério e eu não estava com um pingo sequer de paciência. Se essa ruiva me irritasse mais um pouco, eu teria o maior prazer de bater, outra vez, naquilo que ela chamava de cara.

 - Nada, só te avisar que tudo que é bom dura pouco. Logo o Sasuke vai se cansar de você.

 - Ele não vai fazer isso. - retruquei.

 - Espera só. Ele só vai te levar para a cama e te descartar como fez com todas as outras. Lembre-se disso, Haruno, Sasuke Uchiha nunca fica com uma só. - e se virou de costas, caminhando até a casa da frente e fechando a porta ao passar por ela.

 - Vamos? - Sasuke perguntou ao estacionar a moto em minha frente, tirando-me dos meus devaneios.

 - Vamos. – respondi, sem muita animação.

 Durante todo o percurso, fiquei em silêncio, mergulhada em meus pensamentos. As palavras de Karin me intrigaram, será que ela tinha razão?

 Não, Sasuke me amava, ele já havia provado isso.

 - O que houve? - despertei com sua voz grossa.

 - Am? - só então percebi que já estávamos em frente à minha casa.

 - Está distraída desde a hora que saímos da minha casa. - ele disse.

 - Nada, só esses problemas de sempre.

 Descemos da moto.

 - Tudo vai se resolver, relaxa. - ele disse, sorrindo de canto e me beijando suavemente.

 - Eu espero. Agora vou entrar, nos vemos amanhã, não é?

 - Sim. - ele disse ao subir em sua moto de novo - Eu venho te buscar no mesmo horário.

 Sasuke deu um último sorriso de canto antes de acelerar a moto e sumir na esquina. Entrei em casa e dei de cara com meu pai na sala, de braços cruzados e com o semblante sério.

 - Não vou falar de novo, Sakura, se afasta daquele garoto. - ele disse.

 - Eu não vou pai. Eu amo o Sasuke!

 - Eu cansei disso, Sakura, a partir de hoje, está de castigo. Vou falar para os funcionários ficarem de olho em você e não sairá se não for para ir à escola.

 Apenas o ignorei e subi as escadas. Como se já não estivesse, ruim o bastante, a situação, ele me colocou de castigo. Droga! Eu precisava dar um jeito, precisava do Sasuke, precisava vê-lo e não podia deixar que aquele castigo estúpido estivesse entre mim e o amor da minha vida.

 

 

                           Sasuke Uchiha

 

 Foi um dia bem legal. Nunca havia me divertido tanto. Quando estava com a Sakura, tudo ficava perfeito.

 Ela passou o dia em minha casa, assistindo um filme comigo e foi muito bom estar ao lado dela, sentindo o cheiro de cereja que emanava de seus fios rosados, o choque que se espalhava pela minha pele com o toque da dela, eram tantas as sensações que ela me fazia sentir, que eu não conseguia compreender.

 Fui até a garagem pegar minha moto e levei a rosada até sua casa. Voltei para a minha rapidamente e me joguei na cama onde o cheiro dela estava espalhado por todo lado, me fazendo sentir sua presença.

 Sorri ao lembrar-me de seu sorriso encantador, de sua pele macia, de seus olhos verdes esmeralda, de seus cabelos estranhamente rosados. Me perdi em meus pensamentos sobre a rosada e só voltei para a realidade quando ouvi minha mãe bater na porta e dizer que o jantar estava pronto.

 A refeição foi silenciosa como sempre, mas o clima estava tranquilo, melhor dizer, agradável, coisa que ficou muito comum desde que me envolvi com a rosada. Voltei para o andar de cima, tomei um banho e dormi, torcendo para que o dia amanhecesse logo para que eu pudesse ver a Sakura.

                                                                               . . .

 Peguei uma calça jeans escura e uma blusa preta no guarda-roupa, e saí a toda velocidade com a minha moto até chegar ao parque das cerejeiras, mas Sakura estava demorando a sair de casa. Que estranho, será que ela havia desistido? Ou será que a impediram de sair?

 Fiquei pensando no que podia ter acontecido até que a vi cruzar o portão e vir rápido até mim, ofegante e um pouco despenteada.

 - O que houve?

 - Tive que fugir rápido, meu pai me pôs de castigo, porque eu não quis me afastar de você.

 - Eu estou sempre te causando problemas, não é?

 - É, mas a vida não tem graça sem alguns problemas. - ela sorriu de canto ao falar isso e me deu um selinho demorado – Mas, eu não sei se vou conseguir escapar desse castigo por mais tempo, hoje já foi um pouco difícil.

 Então uma ideia passou pela minha cabeça. Era loucura, óbvio. De dez coisas que eu pensava, onze era loucura, mas não custava nada sugerir.

 - E se a gente... Fugisse?

 - Fugir? Para onde?

 - Não sei. Qualquer lugar. Só para fugir dos problemas por um tempo... O que me diz? Vamos fugir, rosada?

 - Você é maluco! - ela disse, fitando meus olhos ônix - Mas, é isso que eu mais adoro em você.


Notas Finais


Esse Sasuke...
E então? Gostaram?
Será que a Sakura vai fugir com o Sasuke? E depois? O que vai acontecer? Alguém imagina?
Deixem suas opiniões nos comentários, bjos e até o próximo.

https://spiritfanfics.com/historia/how-we-get-here-5523075


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