História De Que Me Sirve La Vida - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela
Visualizações 92
Palavras 1.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Que tal ser professora?


Letícia abriu a porta da cafeteria. Ainda eram quatro da manhã, mas como abririam pouco antes da seis, tentava ajudar como podia Cecília na cozinha, mesmo não sabendo cozinhar. Podia ao menos limpar. Ajudou Matthew com as cadeiras e as mesas e logo os minutos passaram. Logo o senhor Dumpty estava ali sentado com seu jornal e sua xícara de café forte e fervendo. E também a senhora Florence, a vizinha da esquina com seu gato escondido dentro de sua bolsa. Ela tentava alimentar o felino disfarçadamente. Não tinha coragem de falar o que via toda manhã para Cecília. Florence lhe pedira e rogara que não contasse.

—Lety, uns amigos da faculdade vão passar aqui para pedir uma ajudinha. Não se preocupe todos vão pagar. —avisou Matthew passando por ela com uma bandeja.

—Matthew... Estou ocupada trabalhando.

—Ela tem razão filho. —mostrou o rosto pela janela da cozinha Cecília entregando outro pedido.

—Eu já avisei que ela devia deixar o currículo na instituição.

—Deixe Letícia em paz garoto.

Letícia entortou a boca e seguiu Matthew até a mesa quatro onde o policial Paul estava sentado.

—Paul, você não acha que Lety daria uma ótima professora? —perguntou -o Matthew e o homem arqueou uma sobrancelha tocando em seu café forte. Sempre passava ali antes de iniciar seu turno.

—Eu acho que ela pode ser o que quiser, menos uma delinquente porque ai terei de prendê-la. —sorriu. —Sentam-se aí de uma vez. Todos já foram servidos.

—Não acho que seja uma boa ideia. Olha só. —ouviu o sino que tinha na porta. —Mais um cliente. —saiu tirando o bloco do bolso do seu avental.

O policial olhou para Matthew analisando-o. —Ela já sabe que você tem uma quedinha por ela?

—Claro que não tenho. —negou nervoso.

—Ela é um boa pessoa. Normal ter quedas por professoras. Já gostei de várias.

—Acho bom você fechar muito bem essa sua boca grande.

—Cuidado que te prendo por desacato à autoridade.

—E terá de enfrentar mamãe.

Paul pensou um pouco e não gostou muito da sugestão. Todos conheciam Cecília e sabiam que ela era teimosa e cabeça dura, sempre buscava a justiça e até exagerava ao defender o seus ideiais. Não era atoa que tinha um negócio e conseguiu cuidar sozinha do único filho que possuía. Fez de tudo para cuidar bem dele e havia conseguido, era um ótimo garoto.

—Pronto senhores. Do que falavam? —puxou a cadeira sentando-se.

—De que seria uma boa professora. —mentiu Paul vendo os músculos tensos de Matthew relaxarem.

—Tudo bem, eu desisto. Vou fazer Mattew se arrepender dessa ideia. —sorriu e os outros rapazes fizeram o mesmo.

Depois de servir e tentar dar uma aula rápida para o pequeno grupo de amigos de Matthew, Letícia fechou a cafeteria e começou a limpá-la. Abririam novamente as duas. Ela pegou seu MP3 colocando as músicas que sempre lhe faziam chorar.

Nem podia acreditar que já se passaram dois meses que fugiu da Conceptos, do Distrito Federal, do México e de Fernando... E que agora vivia em uma cidade calma e no momento fria na Argentina.

Como estaria Fernando? Casado? Sim, casado e com dona Márcia. Deve ter tido a lua de mel e já voltado para a empresa que agora era sua. De verdade. Todos deviam estar muito felizes, Márcia por ter se casado e por ela ter ido embora, Alice por não a ver mais, sem dúvida. O senhor Luigi que não sentiria seus olhos arderem mais por sua feiura...

E Fernando? Sentiria sua falta? Pensava nela em algum milésimo de segundo de sua rotina, bem ali dentro onde viveram um romance secreto? Não se perguntava o motivo de seu sumiço? Não quisera saber? Ficara satisfeito com tudo que fizera por ele? Reconhecia? Ele não a procurou, já fizera dois meses. Não queria ter a convicção de seus pensamentos, não queria entrar em outro escritório nem saber do lindo casamento que não compareceu. Mas, muito menos, queria ver a felicidade de ambos. Fernando feliz sem ela, só a imaginação era devastadora. Amava-o tanto, só Deus sabia o quanto, por isso fez o que achou certo com Omar e Ariel. Com quem jamais imaginou..

Usou o punho para enxugar as lágrimas ao ouvir um barulho na porta de trás. Saberiam que ela estava chorando ao limpar as mesas. Usou as duas mãos tentado se recuperar, mas fora inútil, Matthew viu seus olhos e a ponta de seu nariz vermelho e logo abraçou-a preocupado.

—O que aconteceu?

—O que faz aqui? Não deveria estar aqui.

—Então é isso que faz quando fica aqui sozinha? Me diz o que ouve.

Ela se afastou limpando os olhos. —Não quero falar sobre isso.

—Tem a ver com seu passado? —ela nunca falara dele, apenas chorava.

—Não importa Matthew. —voltou a limpar a mesa. —Não devia estar aqui.

—Tudo bem se ainda não está pronta para falar do que tenha acontecido  aonde morava. Se não quer falar tudo bem, eu posso aceitar o seu silêncio, mas não aceito que negue a oportunidade de conseguir um bom emprego com o curriculo que possuí.

—Eu não deveria ter falado, saiu sem querer.

—Vamos, vou te ajudar a terminar e vou te levar na minha faculdade. Vai deixar seu currículo sim.

Ela terminou de limpar o rosto e aceitou as palavras de Matthew. Não se tratava de nenhuma empresa, não havia o que temer.

Pela tarde e entrando pela noite ficava sozinha com Cecília e as sete tudo já estava fechado e arrumado. Cecília fechava as seis e ela ficava lá dentro arrumando tudo.

Letícia saiu pela porta traseira trancando-a e partiu caminhando. Eram apenas quatro quadras até a casa de Cecília, onde residia. A mesma era a parente mais distante de seu pai, nem ao menos a conhecia, até então. Era difícil ganhar sua confiança, mas não estava indo tão mal. Entendia a mulher já que não contara o real motivo de estar ali, naquele país.

Chegou na casa colocando as chaves no chaveiro atrás da porta e subiu as escadas para o quarto de hóspedes onde ficara. Precisava de um banho.

Depois de relaxar um pouco colocou seu MP3para carregar e desceu para jantar com a senhora. Em algumas vezes era constrangedor o silêncio, não possuíam muito assunto e Cecília queria saber de algo que ela não estava disposta a compartilhar: o motivo de estar ali. Não queria dizer tudo o que fizera, afirmar ser o certo, quando as vezes parecia tão estúpido e errado.

—Então... Como foi na faculdade de Matthew?

—Foi bem... So deixei o currículo, eles vão avaliar e se houver vagas e eu me encaixar em alguma me chamarão para uma entrevista. Não acredito que me chamem, não sou licenciada, sou bacharel e doutora. —mordeu a língua se arrependendo de falar ainda mais de si. —Quero dizer, se Matthew já tem um professor não irão demitir ele para me colocar.

—Doutora? Sabe o que me intriga? Você ser tudo isso e vim para cá trabalhar como garçonete. Isso me faz pensar no que você se meteu e no tipo de coisa que está fugindo ou evitando. Você não tinha uma vida boa antes de vim para cá?

—Cecília... Eu... Eu... Não gosto de falar sobre isso, mas eu não vivia tão bem. Morava com papai e mamãe e um bairro de classe média baixa e não conseguia um bom emprego por causa da minha aparência. Eu não era assim, eu me vestia mal, tinha bigode, um óculos ridículo, quase uma monocelha, manchas na pele... Ninguém me contratava... Meu último emprego foi de assistente da presidência... Eu estou aqui para recomeçar e te ajudar.

—E não o fará se estiver em outro emprego em vez do café.

—Claro... —suspirou. —Não se preocupe, como disse, dúvido muito que me chamem. —se levantou ajeitando sua cadeira e tirando seu prato para o lavar. Precisava dormir e assim não pensar. 


Notas Finais


Antes tarde do que nunca kkkkk
Bjaum


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