História De raspão - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Kai, Sehun
Tags Faculdade!au, Interação Kaibaek, Interação Sekai, Menção Chen, Menção Luhan, Menção Minseok, Menção Namjoon, Saga Sebaek!friends, Sebaek
Visualizações 23
Palavras 2.135
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Saga, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


plotei ontem, mas só escrevi hj pq ontem não deu tempo -q
obg Gabi (e universo) de novo por esses meus plots de gerico KKKKKKKK

hj eu vou dedicar pra ChimChim @seagguk pq ela ta desanimadinha e disse que queria ler ♥
perdoem qualquer erro e boa leitura ^^

Capítulo 1 - Capítulo Único


Enfim havia chegado a tão esperada sexta-feira, ou, como dizia o ex-colega de curso e também ex-amigo que preferiu trair o squad que continuava funcionando muito bem sem ele, obrigado, Luhan... Sextou. Era mais um daqueles dias em que à noite Baekhyun estaria na frente do computador, afundando-se em partidas de Overwatch e virando sem dó uma latinha de cerveja de marca ruim goela abaixo para então pedir arrego e ficar circulando pela casa, alegando para as paredes e o vento que estava meio tonto, e condenando também a sua falta de resistência por isso.

Mas, bem, antes disso ele e os amigos precisavam sobreviver à prova que a professora estava enrolando para aplicar – o que no caso de um tal de Oh Sehun era bastante proveitoso. Veja bem, era sexta-feira, um dos únicos dias que tinha a plena certeza de que Jongin apareceria e ele já estava entrando em abstinência de ver o moreno gostosão do direito. Mas isso não significava que ele estava apaixonado nem nada do tipo, só que era meio chato você crushar uma pessoa, ser correspondida, começar a ficar com ela e ficar fadado a vê-la uma vez na vida e outra na morte mesmo que frequentasse quase que diariamente o mesmo lugar que ela, por pura falta de sorte. Não queria troca de áudios, fotos e emojis. Agora que tinha finalmente conseguido conhecer ele, graças ao melhor amigo, estava é sedento por olho no olho, talvez boca na boca e aquela voz mansa sussurrando no seu ouvido, se fosse possível. Queria vê-lo mais, ter suspiros seus sendo arrancados sem o desgraçado fazer nada além de andar por aí de camisa social e calça justa que proporcionavam belas visões dele não importava o ângulo.

O foda era que já tinha passado das nove da manhã e ele não estava ali. Hello, querido? É hora do intervalo! Cade tu?!

- Será que ele faltou? – Indagou o Byun, alternando seu olhar entre a cantina que ficava ao subir meio lance de rampa e a sala no final do corredor, na direção de onde tinham vindo. A mesma que estava vazia, mas por pouco tempo.

A menos que a zica de Sehun estivesse pegando em si e tivesse ficando muito azarado, mesmo.

- Não sei, ele não disse nada. – Suspirou, preferindo distrair-se com as mãos do amigo que o encarou confuso quando as teve tomadas, porém mantendo os braços moles para permitir a movimentação guiada por Sehun em um passo de dança que tinha aprendido recentemente. – Agora faz rápido. – Sorriu, mostrando como deveria ser e como resposta só tendo um ponto de interrogação gigante estampado na testa alheia e uma desistência sem nem mesmo tentar. Que chato, Baekkie hyung.

Pensando ter ouvido a professora falar algo sobre a prova no microfone, Baek recuou em direção a sala, com Sehun seguindo-o sem entender muito e pela centésima vez naquela semana mandando-o parar de ser louco depois que voltou e explicou ter se tratado apenas de um alarme falso. Aquilo bem que poderia servir como um aviso para que tomassem vergonha na cara e estudassem ao menos um pouco para o teste que estava por vir, no entanto ambos insistiram em ignorar esse mesmo aviso do cosmos – já tinham estudado na noite anterior, quanto mais lessem em cima da hora, maiores eram as chances de esquecerem tudo; vide experiência própria – e decidiram forrar o estômago aproveitando que ainda tinham tempo e o Oh dinheiro.

No caminho acabaram “esbarrando” com o crush da sala do lado e o grupinho de amigos, estes que não pouparam a zombaria para cima do coitado que tinha saído correndo que nem o The Flash no dia anterior. Fora o mais novo que conseguiu entender a conversa que soou mais como um zumbido aos ouvidos do ruivo, o que, é claro, causou certa indignação em Sehun.

- Como assim você não ouviu, Baekkie?! A gente passou do lado deles e eles ficaram “hm, não consegue chegar, é? Tá com vergoinha, tá?” e ficaram rindo!

- Eu só não entendi. – Baekhyun deu de ombros, voltando o olhar por cima do ombro ao ter a impressão de que vira alguém passar. Outro alarme falso, mas cada cara de terno era uma falhada no coração, bicho. O negócio era deveras perigoso. E não era porque Sehun e Kai estavam ficando que Baek tinha parado de reparar. O amigo também reparava no bonitinho tímido, oras! Tapa trocado não dói, já dizia Kim Minseok.

- Você não prestou atenção que eu sei. Você precisa ser mais atento, hyung.

- Você precisa ser mais atento, hyung. – Debochou com uma careta, tomando a lata de coca-cola das mãos do Oh para roubar um gole.

 

E nessa continuaram discutindo até chegarem na sala – e depois terem que trocar de sala para outra no mesmo corredor – para realizar a tal prova. Baekhyun saiu de lá pistola, e não tinha sido pra menos. Nem era porque Namjoon tinha saído primeiro e os deixado desamparados – principalmente Chen, que horas depois reclamou por mensagem no celular que achava que não tinha ido muito bem e que não tinha conseguido olhar a folha do amigo com síndrome de líder – mas sim porque absolutamente nada do que tinha estudado na noite anterior tinha caído na prova. Tudo bem que eram conceitos que ele até conhecia, porém bastou passar pela porta e olhar para trás para esperar Sehun que também tinha acabado, que acabou esquecendo praticamente tudo.

- Qual você colocou na seis?

- Eu tinha colocado a C, mas aí eu pensei melhor e, admito mesmo, vi que você colocou a A, então eu deixei a A também.

O Byun, agora consultando o caderno já na sala deles mesmo que estava vazia, puxou o ar com certo receio. Estava super com a pulga atrás da orelha, sem certeza de se tinha invertido aquela merda de sequência ou não. Era por isso que odiava perguntas de associar colunas.

- Vai Baekkie, guarda isso. Não é como se a gente pudesse voltar lá na sala e chegar na professora pedindo pra conferir a resposta e alterar, só porque você viu no caderno agora.

O ruivo suspirou desistente, concordando em guardar o material e logo indo se acomodar sentado ao lado do amigo lá no corredor mesmo – por incrível que parecesse, ou não, era bem mais confortável que aquelas cadeiras. Àquela altura já tinham desistido de procurar ou esperar Jongin, então partiam para o plano B que era aproveitarem-se da desocupação para ficar observando o bonitinho fofo e tímido da sala do lado fazendo lição. Bem normais, mesmo. Mas é que ele era muito fofo, e pra piorar vez ou outra dava umas risadas que faziam os olhos se encolher tanto que praticamente desapareciam. Pra não falar que o sorriso dele parecia ter a forma de um coração. Ah, Baekhyun estava derretido!

Revezaram entre observar – paquerar, com o mais velho ficando sem graça toda vez que tinha a impressão de que o outro olhava na direção do corredor e perdendo várias vezes a oportunidade de acenar para ele, mesmo com o Oh garantindo que pagaria ao melhor amigo qualquer coisa que quisesse na cantina se tivesse a mesma cara de pau que teve quando começou a conversar com Kai, independente se soubesse que eram casos bastante distintos um do outro – e conversar, o que incluiu até mesmo uns assuntos sérios que, no entanto, não valem à pena serem citados. Não era nada que gerasse preocupação; na verdade Baekhyun sentia-se muito mais leve ainda que parte da sua mentezinha maléfica insistisse em maltratá-lo com o lance da prova que devia ser esquecido. Não era como se não desse pra recuperar depois, a prova valia só um ponto e meio! E zero não tiraria, ao menos disso tinha certeza.

Decidiram dar no pé quando já eram onze horas. A sala do bendito já estava sendo liberada há tempos, mas nada dele sair – talvez porque soubesse que estavam lá, e se não sabia antes, depois que Sehun comentou que ele tinha ido ao banheiro e passou encarando (mais uma vez cobrando atenção do seu hyung para o que acontecia ao seu redor) agora não tinha como esconder. Cansados de esperar, decidiram optar pela rampa bem a tempo de ver o dito cujo aparecer conversando com duas meninas, mas mesmo assim não voltaram atrás.

Não de primeira, claro.

Quando estavam chegando ao quarto andar, o elevador abriu lá no quinto – o que deixou um Oh bastante pistola. “Agora eu vou pegar esse elevador, só de birra!” anunciou, pisando duro até onde este se localizava e apertando o botão várias vezes para que o maldito parasse ali. Novamente, demora.

- Acho que ele desceu. – Baek comentou pensativo, tentando achar a localização da cabine meio mascarada pelo vidro escuro que refletia o que vinha lá do saguão do prédio. – Vem, não vamos ficar esperando, não. – Chamou desanimado, puxando o amigo por mais um andar até que notaram a porta aberta.

E o que fizeram? Claro, se meteram ali mesmo. Mas fizeram alguma coisa? Não mesmo, sequer olharam para o rapaz muito mais distraído em sua conversa com as garotas e que o Byun tentava assimilar. Afinal de contas, o que fisioterapia tinha a ver com biomecânica? E será que o universo não podia ser só um pouquinho legal e lhe dar a chance de escutar o nome do garoto que já o estava deixando todo molinho só de ouvir sua voz de novo? A última vez que tinha tido essa oportunidade foi quando o lindo lhe cedeu a vez no bebedouro. E, sim, essa foi a história de como Byun Baekhyun se apaixonou. Ou quase isso.

Já sem esperança e com vergoinha demais para se virar, Baek só aceitou andar a passos de tartaruga em direção a saída. Foi quando ouviu a pergunta sagrada partindo de uma das vozes femininas que estavam com ele. “Qual o seu nome?” É AGORA! – gritou a mente do ruivo, a audição já aguçando para captar o tal do substantivo próprio que sanaria parte das suas dúvidas.

 

Três...

Dois...

Um...

 

- Jongin!

 

A mão que afaga é a mesma que apredreja, já dizia Augusto dos Anjos.

 

- Eu não acredito! – Baekhyun soltou, sem esconder a sua melhor expressão incrédula ao visualizar o loiro correndo na direção do rapaz de social que se enrolava na catraca por ter esquecido o cartão da faculdade dentro da carteira. Do incrédulo passou para o emburrado; o bico do tamanho de uma tromba se formando ao olhar para trás uma última vez antes de seguir em direção ao pseudo casal que se continha para não terminar nos amassos ali mesmo, só porque estavam em público e a sociedade era composta de uma boa parcela de gente merda e preconceituosa. – Oi, Kai. – Cumprimentou, tentando falhamente disfarçar a voz para não demonstrar o quanto estava puto da vida.

- Que foi, Baek? – Perguntou curioso pela infelicidade do baixinho que brigava para passar na catraca depois de tirar o cartão do bolso.

- É culpa sua! – Apontou para Sehun. – Por sua causa eu não ouvi o nome dele. Foi. Por. Pouco!

O loiro cobriu a boca, rindo, mas com todo respeito. Não durou muito, pelo menos, já que a beliscada discreta de Jongin em sua cintura o alertou de que estava sendo meio babaca com a frustração do amigo. Ok, talvez muito babaca.

- Desculpa, Baekkie hyung.

- Agora já foi, né? – Deu de ombros, ainda meio chateado, mas já se conformando. Não dava certo, mesmo. O jeito seria puxar conversa, mas não tinha o menor culhão para chegar junto e já estava comprovado que o oposto também acontecia. Ou melhor, não acontecia. – Deixa pra lá. Eu não vou morrer por isso.

Sehun e Jongin se entreolharam, não precisando trocar nem meia dúzia de palavras para que compreendessem o que se passava na cabeça um do outro e fechassem um plano. Da próxima semana não poderia passar. Ajudariam Baekhyun.

- Hey, vocês vão continuar paquerando ou nós vamos embora? Eu quero almoçar! – Chamou já da calçada, os braços cruzados e os olhos semicerrados para as risadinhas em conjunto. – Seu namoradinho ficou te procurando o intervalo todo, sabia?

- Ah, foi? – Kai deu um meio sorriso, trazendo rubor para as bochechas do Oh. – Que fofo, Hun.

- Baekkie! – Sehun choramingou enquanto o ficante continuava a provocá-lo, cutucando-o como se esperasse alguma confissão. Baekhyun, no entanto, só sorriu e começou a andar um pouquinho na frente, porque por mais que tivesse cabelo vermelho não era como se curtisse segurar uma vela. E seu discurso de eu sou a vela, meu amor! não seria mencionado aqui, também. Então que o melhor amigo só ficasse com a sua vingancinha por ter atrapalhado o seu momento.

 

Ao menos não o tinha mordido daquela vez, ele devia lhe agradecer e muito por isso.


Notas Finais


é gente, não ta facil pro Baekhyun KKKKKKKKKKK será que um dia ele vai conseguir descobrir o nome do crush dele? eu particularmente torço muito por isso xD

bom, é isso. espero que tenham gostado e se divertido mesmo que um pouquinho. como sempre, comentários são bem vindos ♥ provavelmente semana que vem eu volto a postar outra oneshot (ai só pq eu disse isso acabo não tendo ideia nenhuma KKKKK *cries*)
até mais~


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