História De repente 30 - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Comedia, De Repente 30, Sasusaku
Exibições 271
Palavras 4.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Hentai, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Bebês em apuros


 

De repente 30

 

Sakura entrou a passos rápidos no hospital soltando um suspiro aliviado. Se ficasse mais um segundo dentro daquele carro iria enlouquecer.

Qualquer um enlouqueceria.

— Bom dia Senhora Uchiha. — Uma enfermeira passou por ela a cumprimentando.

Agora havia outro pequeno problema, a rosada estava perdida no meio do hospital com um bebê nos braços. Algumas enfermeiras passaram apressadas e a rosada tentou pedir ajuda mas foi ignorada.

Não fique chateada, eu mesmo sou ignorada o tempo todo.

Virou para o outro lado e quase foi atropelada por uma maca que vinha em alta velocidade, uma mulher grávida estava deitada gritando e dois enfermeiros viam atrás.

— AAAAAAAAAAAAAAAAA TIRA ESSA COISA DE DENTRO DE MIM. — A mulher gritava desesperada.

— Tadinha. — Sakura a olhou com pena e virou o corredor subindo para o segundo andar.

— Sakura o que faz ai parada? vêm logo a paciente já esta indo para a sala de cirurgia. — Uma mulher loira puxou a rosada pelo braço a guiando pelo corredor a passos rápidos.

— Ino? — Sakura perguntou com os olhos esbugalhados.

Ino estava a mesma, o rosto apenas estava mais maduro. Sakura estava confusa por ver a loira ali, pois a mesma tinha um sonho de ser modelo não enfermeira. O Sonho de Ino foi por água abaixo quando ela percebeu que não tinha altura suficiente para ser modelo, o que restou foi trabalhar de enfermeira. Na época a loira chorou rios de lágrimas mas hoje esta ai firme e forte.

— Me da a Aiko. — Ino pegou a bebê e a bolsa abrindo a porta ao lado, onde era um quartinho de bebê.

Ela deixou a menina brincando sozinha em um tapete cheio de brinquedos, encostou a porta e puxou Sakura as pressas para a sala de cirurgia. 

Que mulheres responsáveis.

Sakura apenas seguia Ino igual uma barata tonta. Tinha tanto branco que ela estava ficando zonza. Pararam em frente a uma porta branca e ela ouviu gritos conhecidos, Ino a entregou um jaleco, luvas, toca e uma mascara de rosto.

Depois de vestida a rosada sorriu se olhando, sonhava com o dia em que vestiria aquelas roupas azuis e brancas.

Estava se sentindo poderosa. Até eu me sentiria.

— Esta na hora. —  Ino abriu a porta empurrando Sakura e entrando junto.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. —  Sakura reconheceu os gritos da mulher que passou por ela no corredor e arregalou os olhos.

Ela iria fazer um parto. 

Toda animação de antes evaporou e agora a rosada olhava apavorada para a mulher escandalosa.

— Eu não consigo.  —  Ela olhou para Ino apavorada.

Concordo, ela não consegue.

—  Que papo é esse? claro que consegue você é medica.  —  A loira revirou os olhos e Sakura negou.

Engano seu loira, nossa rosada de médica não tem nada.

— Vai logo Sakura. — Ino a empurrou para frente da mulher e Sakura engoliu em seco olhando para o pano que cobri as pernas arregaçadas.

— O QUE VOCÊ TA ESPERANDO? TIRA ISSO DE MIM. — A mulher gritou curvando o corpo fazendo Sakura dar um pulo de susto.

— Calma Senhora. —  Sua voz saiu tensa e a mulher a fuzilou com os olhos.

Resposta errada.

— NÃO ME PEDE CALMA, NÃO É VOCÊ QUE ESTA SENTINDO UMA MELANCIA SAINDO POR SUA VAGINA. —  A mulher gritou estérica.

Só nessas horas pra alguém comparar um bebê com uma melancia.

— Tudo bem, qual o seu nome? — Sakura tentou quebrar o clima tenso.

— JUREMA. — Respondeu em um grito de dor.

Sakura engoliu em seco e respirou fundo levantando a toalha.

—  KAMI, TEM UMA CABEÇA SAINDO DA SUA VAGINA. —  Ela gritou com a boca escancarada.

Imagina, achou que era uma melancia?

— JURA? ME DIGA ALGO QUE EU NÃO SAIBA.

Jurema estava prestes a botar os bofes pra fora.

— Sakura faça logo isso o bebê esta nascendo.  —  Ino bufou perdendo a paciência.

Oh mulher lerda.

— EMPURRA. — Sakura gritou e a mulher gritou fazendo força.

A Haruno olhava para a vagina da Jurema fixamente como se sua vida dependesse disso, até fazia uma expressão de dor como se ela que estivesse parindo.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAA — O último grito foi ouvido e o bebê saiu caindo nos braços da Haruno que abriu a boca em um "O".

— NASCEU, EU CONSEGUI, EU CONSEGUI. — A doida começou a pular com o bebê no colo chorando rios de lágrimas.

Até parece que foi ela que colocou o bebê no mundo. 

— Ufa. — Jurema suspirou aliviada caindo na maca.

— OLHA COMO SEU FILHO É LINDO JUREMA. — Sakura entregou o bebê a mulher que sorriu.

Ela olhava para mãe e filhos com um grande sorriso, estava se sentindo uma doadora de vidas.

— Foi tão lindo. — A Haruno comentou para Ino quando saíram da sala de cirurgia.

— Não sei por que tanta euforia, você faz isso todos os dias. — Ino murmurou a olhando de canto de olho.

Sabe de nada inocente.

— É tão lindo que eu nunca vou parar de me emocionar. —  A rosada sorriu e Ino balançou a cabeça assentindo.

— Hoje o Gaara vai me levar ao lanterna de papel. — A loira comentou e Sakura parou de andar.

Abriu a boca quando as suas últimas memórias voltaram. 

— Lanterna de papel. — Ela sussurrou ao se lembrar que foi o último lugar que esteve com o Uchiha. 

Lembrou se da briga, da Senhora, o bolo, as velas que assopraram. Eles tinham que voltar naquele restaurante.

Ainda bem que alguém pensa, se dependesse de Sasuke eles ficariam ali para sempre.

— Algum problema Sakura? — Ino perguntou confusa.

— Não, não é nada. — Murmurou voltando a andar.

Elas seguiram em direção a sala em que deixaram a Aiko e quando Ino abriu a porta ela estancou no lugar engolindo em seco.

— Por que parou Ino? entra logo eu quero conversar com você. — Sakura disse tentando passar mas Ino a impediu.

— Testuda não olha agora mas, sua filha esta prestes a pular do segundo andar. — Ino mordeu os lábios nervosa e Sakura arregalou os olhos empurrando a loira e entrando na sala.

Irresponsáveis.

Arregalou os olhos ao ver Aiko de joelhos na janela olhando para baixo.

— AIKO. — Sakura gritou correndo até a menina mas já era tarde de mais.

A menina se assustou e caiu janela abaixo. Trágico, quem manda deixar um bebê sozinho em uma sala?

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. — As duas mulheres gritaram juntas correndo em direção a janela.

Logo o suspiro de alívio se fez presente ao notarem que a garota havia caído nos braços de um homem.

— SASORI VOCÊ É NOSSO HERÓI. — Ino gritou com lagrima nos olhos.

O homem lá embaixo sorriu olhando para a menina em seu colo.

Sakura abriu a boca surpresa olhando para o ruivo lá embaixo e soltou um suspiro apaixonado segurando no batente da janela para não desmaiar.

— Vêm testuda. — Ino a puxou pelo braço correndo para fora do hospital.

Sakura não estava acreditando que havia encontrado seu grande amor. 

Quando chegaram ao lado de fora ela sorriu para ele o analisando por inteiro, estava do jeito que se lembrava, talvez mais bonito. Ele vestia um jaleco branco e Sakura quase gritou ao constatar que ele também era médico.

Agora a vontade de se matar era maior, Sasori tinha tudo para ser seu marido. Por que a vida era tão cruel com ela?

Pergunto isso pra mim todos os dias.

— Acho que esse bebê é seu. — Ele sorriu entregando a menina para Sakura.

— É. — Respondeu toda boba.

Olha a baba escorrendo.

— Tomem cuidado, se eu não tivesse aparecido o pior aconteceria. — Ele murmurou olhando para Aiko preocupado.

— Nós cuidaremos, obrigada Sasori temos que ir agora. — Ino disse com um sorriso forçado puxando Sakura pelo braço.

Sasori acenou e Sakura sorriu acenando de volta.

— Que merda foi essa Sakura? ficou doida? — Ino a olhou confusa de senho franzido.

Deixa a menina, paixão não mata. Ou mata?

— O quê? — A Haruno perguntou boba e Ino suspiro a puxando para dentro do hospital.

Acho melhor você ir pensando em algumas desculpas rosada.

— Por um momento achei que aquela Sakura boba apaixonada da adolescência havia voltado. — Ino murmurou abrindo a porta da sala de Sakura.

A rosada piscou os olhos desconcertada e analisou a sala. Era mediana da cor branca, tinha uma mesa com duas cadeiras em frente e um sofá com alguns brinquedos.

Se aproximou da mesa onde haviam dois porta retratos e pegou um, estava abraçada com Sasuke e Sarada estava nas costas do pai. 

— Aquilo foi muito estranho. — A loira continuou a falar e Sakura soltou um suspiro colocando Aiko em uma cadeirinha de bebê que estava ao lado da sua.

— Bobagem, fiquei apenas admirada pela pessoa que Sasori é. — Ela sorriu sonhadora se encostando na mesa.

Admirada, sei.

— Você ficou doida, deixa o Sasuke ouvir você falando isso. — Ino balançou a cabeça se sentando em uma cadeira em frente a mesa.

— O que têm o Sasuke? — Sakura perguntou sem interesse rodeando a mesa se sentando em sua cadeira confortável.

Sorriu fechando os olhos, havia conseguido tudo o que sonhara. Quer dizer, quase tudo.

O encosto do Uchiha não estava nos seus planos pro futuro.

— Parece até que se esqueceu do marido ciumento que têm. — Ino comentou lixando as unhas e Sakura abriu os olhos.

— Ciumento? — Perguntou confusa.

— Ficou boba Hoje Sakura? acho melhor você parar de olhar assim para Sasori, ou ele vai aparecer com o braço quebrado igual o Dereck.

— Braço quebrado? Dereck? — Ela sussurrou baixo e balançou a cabeça.

Ela não queria saber, mas como eu sou boa eu conto a vocês. Nosso querido Uchiha como todo bom marido que se preze foi buscar a esposa no trabalho, e quando chegou lá encontrou a mesma conversando com um enfermeiro. E como ele era uma pessoa muito controlada e discreta, o mesmo apenas cumprimentou o homem e arrastou a mulher para casa. No dia seguinte o enfermeiro apareceu com o braço quebrado e não queria ver Sakura nem pintada de ouro, o coitado até pediu demissão e se mudou de cidade. 

Trágico.

— Ino, por que eu me casei com o idiota do Uchiha? — Ela perguntou fazendo bico, talvez sua amiga pudesse responder.

— Brigaram de novo é? quando você começa a xinga-lo quer dizer que o negócio ficou feio. 

— Sempre brigamos, só queria entender o por que deu ter me casado com ele, logo com ele. — Ela soltou um suspiro frustado olhando para sua filha que brincava com uma caneta.

Ino olhou para a amiga e pegou a foto na mesa entregando para a rosada.

— Olha. — Ela mandou e Sakura pegou o porta retrato.

— O quê? 

— Mesmo com todos os problemas e brigas, você é feliz com ele, são felizes juntos. — A loira murmurou e Sakura olhou para o sorriso que tinha em seu rosto, até Sasuke sorria. Era um sorriso verdadeiro, não tinha deboche, nem mesmo ironia.

— Impossível. — Ela sussurrou com um olhar perdido.

Nada é impossível minha cara.

(...)

O carro parou em uma freada brusca e Sarada foi a primeira a sair se jogando na grama.

Estava prestes a cantar aleluia.

— Obrigada Kami por ter me livrado da morte mais de dez vezes em apenas dez minutos. — Ela sorriu levantando as mãos para o céu.

Agradeça Sarada, só Kami para te salvar do Sasuke dirigindo.

— Que menina dramática. — Sasuke revirou os olhos saindo do carro.

Saito saiu do carro com sua mochila e passou por eles entrando na escola sem falar nada. Sarada suspirou e se levantou pegando sua mochila.

— Tchau pai, até mais tarde. — Ela acenou e também entrou na Escola.

O Uchiha acenou sem ânimo e suspirou indo até a porta de trás do carro, ele parou na porta e olhou para o bebê que batia palmas sorrindo.

— O que eu faço com você criatura? — Perguntou passando as mãos nos cabelos olhando em volta.

Até parece que o bebê vai responder.

— Tsc. — Ele entrou dentro do carro e tirou Ryan da cadeirinha.

Fez uma cara de nojo ao sentir o fedor que vinha de trás do garoto e pegou a bolsa azul ao lado.

— O que a doida da Sakura te deu em? eco que fedor. — Ele fechou a porta do carro e seguiu com o menino para dentro da escola.

Detalhe, ele segurava o menino bem longe dele.

Passou no meio de alguns alunos e entrou no pátio da Escola olhando tudo a sua volta, ele estava literalmente perdido. 

— Sasuke, precisa de ajuda? — Ouviu uma voz feminina e se virou vendo uma mulher morena com um grande sorriso no rosto.

Essa ele não conhecia.

Ela vestia um vestido preto decotado e um salto alto, a maquiagem escura no rosto e o sorriso malicioso deixava claro que era uma vadia oferecida.

O Uchiha olhou para a mulher e depois para o bebê.

— Sabe trocar frauda? — Perguntou lhe dando um sorriso amarelo.

Jura que tu vai pedir ajuda pra essa oferecida? Claro que vai, homens.

— Prontinho, limpinho em folha. — Ela vestiu a calça no menino e Sasuke suspirou aliviado.

Me surpreende uma oferecida dessas saber trocar a frauda de um bebê. Ela havia os levado para o banheiro feminino e lá trocou o bebê.

— Valeu, não sei como te agradecer. — Ele sorriu se aproximando da mulher pegando o bebê no colo.

Não precisa agradecer, na próxima troca a frauda do teu filho sozinho inútil.

— Eu sei como. — Ela mordeu os lábios o olhando com um sorriso malicioso.

Não disse que era uma vadia oferecida?

Sasuke como não era idiota e era o maior mulherengo, entendeu na hora o que a mulher queria. Desceu o olhar para os seios da mulher que estavam quase saltando para fora e mordeu os lábios.

— E o que você quer? — Ele sorriu entrando no jogo dela e por um momento ela ficou surpresa.

Deixa eu explicar, aquela era Yumi professora de ciências. Ela vive dando em cima de Sasuke mesmo sabendo que o Uchiha é casado, mas o moreno nunca deu bola para suas investidas e até lhe dava patadas, mas não desistia. Essa é a primeira vez que ele dá moral pra ela, imagina como a puta está se sentindo.

O sorriso dela aumentou e a vadia se aproximou ainda mais de Sasuke prestes a lhe dar um beijo, mas seu plano foi por água abaixo quando Ryan lhe deu um tapa no rosto e começou a chorar.

— Ai. — Ela olhou feio pro menino e ele deu língua pra ela.

Isso Ryan mostra quem manda na bagaça. Proteja a honra de sua mãe.

— Liga pra mim. — Ela entregou um papelzinho para o Uchiha e saiu do banheiro com um bico maior que a cara.

O idiota olhou para o número e depois para o bebê.

— Você é empata foda igual sua mãe. — Disse olhando pro menino com repreensão e guardou o papel no bolso.

É um vadio mesmo.

— Mama. — Ryan sorriu batendo palmas.

Sasuke o olhou de senho franzido.

— Fala papai. — Pediu soletrando.

— Mama. — O bebê repetiu.

— Papai. 

— Mama.

— PAPAI. — Gritou começando a se irritar.

— MAMA. — Ryan gritou fazendo bico.

Perdeu playboy.

— ARG DESISTO, SERÁ QUE ESSA IRRITANTE GANHA EM TUDO?  — Gritou revoltado saindo do banheiro com o menino nos braços.

Alguém avisa pra esse doido que ele esqueceu a bolsa no banheiro?

— Ei Sasuke, o diretor mandou lhe avisar que hoje você não precisará treinar os meninos. — O Uchiha ouviu uma voz masculina conhecida e se virou para trás.

— Shikamaru. — Murmurou analisando o homem a sua frente.

Ele estava igual, só estava um pouco mais alto e com os traços mais maduros. Shikamaru era professor de matemática.

— Ouviu o que eu disse? o diretor lhe deu folga hoje. — Shikamaru murmurou bocejando.

Sasuke assentiu e se aproximou do amigo.

— Cara, o que você fez da sua vida? — Perguntou curioso, queria saber o que aconteceu com seus amigos.

Shikamaru ergueu uma sobrancelha e soltou outro bocejo.

— Minha vida está ótima, estou atrasado para a aula, até depois. — Murmurou se virando deixando o Uchiha com cara de taxo.

— Hn. — Sasuke murmurou e voltou a andar analisando tudo em volta.

A escola estava diferente da sua época, estava mais nova. Ficou zanzando pela escola pensativo até chegar no carro, iria aproveitar o dia e dar um jeito de descobrir o que havia acontecido. Talvez encontrasse seus amigos e pedisse ajuda.

Entrou no carro com o bebê no colo e o colocou no banco do passageiro. Sim minha gente ele colocou um bebê no banco do passageiro e detalhe, não colocou cinto no menino.

— Eco esse carro tá um fedor. — Ele murmurou olhando para o vômito da Sarada.

É, só limpar bocó.

— Tô com fome, você tá? — Perguntou olhando para o bebê que ficou o olhando.

Sério que tu ta esperando que ele responda?

— Vamos dar um passeio. — Disse ligando o carro pisando fundo no acelerador.

Ryan sorriu e escorregou para frente caindo sentado no chão. E se vocês acham que o doido percebeu estão enganados, ele continuou a dirigir feito louco e só parou quando chegou em frente ao mercado.

Sorte que o mercado não era longe.

— Foi rápido. — Disse tirando o cinto e olhou para o banco do passageiro vazio.

Ficou com cara de tacho e depois arregalou os olhos.

— BEBÊ CADÊ VOCÊ? — Gritou procurando o menino por todo canto e suspiro aliviado quando o viu sentado no chão sorrindo.

— O que esta fazendo ai embaixo? não sabe que é perigoso? — Repreendeu o pegando no colo e o colocando sentado no banco.

Vou fingir que não ouvi isso.

— Agora fica ai quietinho que eu vou ali e já volto. — Disse saindo do carro fechando a porta.

Detalhe, a chave estava na ignição. Senhor me livre de um pai como esse.

O Uchiha entrou no mercado atraindo a atenção de algumas pessoas, inclusive mulheres. Pegou um carrinho e saiu o enchendo de besteiras. 

Crianção.

— O senhor irá pagar em dinheiro ou cartão? — A mulher do caixa perguntou sorrindo.

Foi ai que o retardado se lembrou que não tinha dinheiro, tateou os bolsos da calça e só encontrou uma moeda.

— Fiado serve? — Perguntou dando um sorriso sem graça e a mulher sorriu.

— Além de lindo é engraçado. — Ela o olhou de cima abaixo arrancado um sorriso sacana do tarado comedor.

Será que todas as mulheres dessa cidade são oferecidas?

— Você ainda não viu nada. — Ele fez charme.

Sim ele estava dando em cima dela. 

— O que acha de me mostrar?

— Moço. — Um homem o cutucou e ele ignorou.

— Quando você quiser. — Murmurou com um sorriso sedutor.

— Moço aquele carro é seu? — O Homem continuou o cutucando e Sasuke bufou olhando em direção ao carro rapidamente.

— Sim. — Respondeu voltando a atenção para a mulher.

— E o bebê também? — O Homem continuou a perguntar.

— É. — Respondeu e a mulher do caixa franziu o senho olhando em direção do carro.

— Então acho melhor você correr pois o carro ta indo embora.

— O QUE? — Ele gritou olhando em direção ao carro que descia lentamente, e Ryan estava na janela sorrindo dando tchau com as mãozinhas.

Não quero nem ver essa cena.

— POR QUE NÃO ME DISSE LOGO? — Ele gritou correndo feito doido em direção ao carro.

— E o que eu estava fazendo? — O homem bufou olhando para a mulher do caixa que fez um olhar decepcionado.

— Ele não levou as compras e têm um filho. — Ela fez bico soltando um suspiro frustado fazendo o homem balançar a cabeça.

Voltando a cena, o Uchiha corria atrás do carro feito louco, e para piorar sua situação o carro desceu uma ladeira.

— AAAAAAAAAAAAAA KAMI EU VOU MORRER. — Ele gritou apavorado olhando o carro descer do alto da ladeira.

Quem vai morrer é teu filho que ta dentro daquele carro desgovernado, seu doido.

Sem pensar duas vezes o doido correu ladeira abaixo, mas naquele ritmo não alcançaria o carro nunca. Parou ofegante ao lado de um garoto que estava com um Skate em mãos e o tomou das mãos do menino.

— MEU SKATE — O Garoto gritou chorando vendo seu brinquedo indo embora.

— DEPOIS EU DEVOLVO. — Gritou descendo a ladeira em alta velocidade.

Não se iluda criança, ele não vai devolver, pode contar pra sua mãe.

Voltando a perseguição, Sasuke estava quase alcançando o carro desgovernado, para sua sorte a rua estava vazia. Ele quase caiu em um buraco e quase atropelou outro gato.

Passou por um homem que vendia balões e o derrubou, fazendo todos os balões voarem.

— FOI MAL. — Gritou escultando o homem o xingar.

Oh homem que trás prejuízo.

Depois de muito esforço ele alcançou o carro e conseguiu se pendurar na porta, e a abriu pulando dentro do carro. Ele olhou para Ryan rapidamente e voltou o olhar para estrada vendo um lago mais a frente. Arregalou os olhos e freou o carro que parou centímetros da água.

— TO SALVO. — Ele gritou respirando fundo e Ryan sorriu batendo palmas.

Vai ter sorte assim lá na china.

— Você é problema. — Ele apontou o dedo para o bebê tentando normalizar sua respiração.

Ryan piscou os olhinhos e subiu em cima do pai o abraçando.

— Papa. 

— Você disse papai? — Ele perguntou olhando para o bebê surpreso.

— Papa. — Ryan repetiu fazendo cara de choro e os olhos do Uchiha brilharam.

Ele olhou para o menino e sorriu o abraçando.

Na verdade Ryan estava com fome e estava pedindo papa, mas não fala pra ele, deixa o coitado se iludir.

Depois daquele susto ele foi direto para casa, deixou o bebê assistindo no sofá e foi para cozinha fazer algo para comerem. 

A única coisa que ainda conseguiu fazer foi pipoca de microondas, pegou uma jarra de suco na geladeira e seguiu para a sala onde encontrou Ryan deitado no sofá chupando dedo.

Ele se sentou no sofá e colocou as coisas na mesinha de centro.

— Vamos assistir um filme? — Perguntou ligando a televisão.

Ficou mudando de canal até encontrar um filme de terror.

Não acredito que ele vai fazer isso.

— Esse é bom. — Ele colocou o menino sentada e pegou a pipoca enchendo as mãos do bebê.

Sim ele deu pipoca pro bebê, se ele se engasgar não vêm perguntar o por que.

Ryan levou a pipoca a boca e olhou para TV com os olhinhos vidrados.

As cenas de terror começaram a passar e Sasuke começou a rir, Ryan o olhou e começou a rir também. Parece que a demência tá no sangue.

Tal pai, tal filho.

Quando o filme acabou Sasuke sentiu um cheiro conhecido, olhou para o bebê lentamente e fez uma careta.

— De novo? — Perguntou bufando e Ryan o olhou fazendo bico.

Se ele soubesse falar essa seria a frase que sairia da sua boca " Até parece que você também não caga"

Pegou o menino a contra gosto e o levou para o andar de cima. Abriu um monte de portas procurando o banheiro e encontrou um no corredor. Colocou o menino na pia e tirou sua roupa o deixando apenas de frauda.

— Você consegue Sasuke, lembre-se de como a morena gostosa fez. — Murmurou pra si mesmo abrindo a frauda do menino.

Tirou a frauda e colocou o menino em pé no chão, como ele já tinha um ano ele já andava um pouco. 

— Eco. — Ele fez cara de nojo e embolou a frauda a jogando no lixo.

Pegou o menino pelo braço e o arrastou para de baixo do chuveiro o ligando.

— O que esta esperando? se lava. — Ele mandou quando viu que o menino só o olhava parado debaixo da água.

Ryan começou a pular e jogar água para todos os lados.

— Parece que você é burro igual sua mãe. — Ele revirou os olhos pegando o garoto no colo e tentou dar banho nele.

Eu acho que a burrice veio do pai. Alguém concorda comigo?

— Prontinho, eu sou demais.  — Ele enrolou o menino na toalha e saiu a procura de seu quarto.

Super demais.

Quando encontrou o quarto do menino o colocou na cama e pegou a primeira roupa que encontrou. 

Se estão perguntando, se ele vestiu o menino sem frauda a resposta é sim. Ele vestiu.

Logo ele voltou a sala com Ryan nos braços e colou o menino sentado no tapete.

— Fica quietinho que o papai vai descansar os olhos. — Disse e se jogou no sofá bocejando.

Descansar o olhos, sei.

Se ele iria dormir? Sim ele iria, e se estava na hora do almoço? Sim estava, Ryan estava com fome? Sim estava, e ele deixou o menino sozinho? Sim deixou, e a porta estava aberta? Sim estava.

Se ele era incompetente? Ryan estar indo em direção a porta responde essa pergunta. E só para lembrar, eles tem uma piscina próximo a entrada, mas isso é apenas um detalhe de nada.



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