História De Repente - Capítulo 12


Escrita por: ~ e ~dayanedutra

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Exército, Originais, Romance
Visualizações 4
Palavras 1.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite.

Mais um capítulo. Por favor deixem o feedback de vcs.

Capítulo 12 - A verdade.


Fanfic / Fanfiction De Repente - Capítulo 12 - A verdade.

De repente estou em meio a um sonho maravilhoso, se acontecesse aquilo mudaria drasticamente o meu dia e ainda traria de volta um pouco de cor a minha vida. Mas, eu não estou sonhando, só agora me dei conta que nem dormindo estou. Quando abro os olhos vejo o rosto da Márcia colado ao meu, nossa pele misturada num contato que faiscava, foram apenas alguns segundos e quando ela olhou pra mim me empurrou, foi se afastando e simultaneamente balançava a cabeça em negação.

- Eu não deveria ter feito isso. - Falou Márcia balançada.

- Por quê? - Perguntei com os braços abertos a meia altura.

- Isso está errado. - Ela deu as costas pra mim buscando a porta do quarto.

- Espera, me escuta primeiro. - Pedi pra ela me ouvir mas nem sabia o que iria dizer. Márcia não atendeu o meu pedido e me deixou ali sem saber o que fazer.

Deitei na cama e fiquei com os joelhos dobrados, passei os dedos nos lábios tentando reproduzir o toque da boca dela na minha. O sentimento que sentia por aquela mulher era novo pra mim, quando estava com ela havia algo no meu estômago que remexia, mas não era ruim, vai ver isso são as tais borboletas. Agora o que eu preciso mesmo é descansar, não sei se meu coração aguenta tantas emoções ao mesmo tempo e de sentimentos tão diferentes.

Consegui dormir bastante, não foi um sono tranquilo, e se fosse teria algo de errado comigo, porém pude descansar o que meu corpo pedia e só me levantei no dia seguinte pela manhã. Acordei com os primeiros raios de sol e a casa ainda estava vazia, os empregados não haviam chegado e Álvaro e Márcia deveriam estar dormindo, então fui direto para cozinha pois estava faminto, dizem que quando você está apaixonado não sente fome, se isso realmente for verdade o que eu sinto pela Márcia não é paixão.

Durante minha caçada ao café na gigantesca cozinha me lembrei do meu pai e fiquei pensando no que passou pela cabeça dele antes de tomar aquela decisão, deve ter sido algo tão angustiante que tratei logo de mudar de pensamento. Finalmente encontrei as cápsulas de café em um dos armários, confesso que já tinha olhado lá, mas na verdade eu queria era o café em pó de costume, agora preciso saber qual é a máquina de café em meio as várias aqui, nunca imaginei que uma cozinha poderia ter essa quantidade de eletrodomésticos.

Ao tempo que o café ficou pronto escuto passos pela casa, nem ao menos me atrevi a ir atrás e continuei no meu lugar como se não tivesse ouvido nada, pois deduzi que seria um dos empregados, a pessoa parecia vir em direção a cozinha, me virei e fiquei esperando ter contato visual, não era empregado nenhum e sim o patrão.

- Bom dia! - Falou Álvaro.

- Bom dia! - Respondi.

- Conseguiu dormir bem?

- Não muito, mas deu para descansar.

- Já fez o nosso café da manhã? - Perguntou ele com um sorriso contido.

- Que nada. Passei maior tempão aqui e só agora consegui fazer um cafezinho. Você vai querer?

- Acho que vou esperar até a Telma chegar e preparar meu café da manhã, só ela sabe fazer do jeito que eu gosto. - Ele sentou à mesa e ficou me esperando, pelo menos é o que eu achei.

- Tudo bem, vou tomar só um cafezinho então e esperar esse maravilhoso café da Telma.

- Marcus, mudando de assunto e talvez essa não seja a melhor hora para falar disso, porém temos que conversar. - Falou ele enquanto eu sentava.

- Eu preciso te fazer umas perguntas e quero que você seja o mais franco possível comigo. - A voz dele mudou e isso era sinal da coisa ser séria.

- Pode perguntar Álvaro. - Eu parecia confiante, mas por dentro estava nervosíssimo, pois ele já tinha dito e mostrado que a Márcia contava tudo para ele.

- Eu abri as portas da minha casa para você... - Ih! Com certeza era mesmo sobre o beijo e ele vai me expulsar. - ... te tenho como amigo mesmo te conhecendo a pouco tempo e talvez esse seja o problema: eu não te conhecer.

- Eu já sei o que o senhor quer saber e se deixar eu explicar vai entender a situação. - Cortei logo ele para tentar amenizar o tom da conversa.

- Eu vou te deixar explicar e vou tentar compreender. - Disse ele. Espera aí! Ele falou "compreender"? Qual é o cara que é atraído e diz isso? Eu metia logo era a mão nas fuças.

- Não sei exatamente de onde começar.

- Comece explicando porque você foi expulso. - Falou Álvaro. Minha cara de aflito deu lugar a de boboca, um boboca aliviado.

- Sim.

- Antes deixar só eu falar uma coisa, eu não fui investigar a sua vida, o caso foi que para comprar a moto para você tive que ter acesso aos seus dados e meu advogado descobriu que você já foi soldado do exército brasileiro e havia sido expulso. - Ele parecia decepcionado comigo ao falar isto.

- Ah! Eu vou explicar... - Contei tudo para ele da mesma maneira que foi para meu pai, a diferença é que falei algumas coisas a mais, que eram verídicas, contudo não tinha dito a ninguém, queria ser bem claro com ele já que estava sendo mais que um amigo para mim. - ... Essa droga que foi encontrada no meu material não era minha, eu nunca tive contato com entorpecentes e tenho quase certeza que alguém armou essa pra mim, pois no exército ninguém vasculha as coisas dos outros sem denúncia.

Álvaro ficou calado me analisando durante minha defesa, com o braço esquerdo apoiado sobre a mesa pelo cotovelo e apoiava o queixo sob este com a mão fechada, ele me encarava e eu a ele, até que finalmente ele concluiu:

- Eu acredito em você.

- Que bom, pois foi isso que aconteceu.

- Agora tudo faz sentido, você é um rapaz bom Marcus e inexplicavelmente eu gosto muito de você, preciso de pessoas como você perto de mim, pessoas verdadeiras, pessoas de confiança. - Falou Álvaro se levantando e eu somente assentia com a cabeça.

- Eu preciso te contar...

- Bom dia dr. Álvaro. - Falou Telma, a empregada do café maravilhoso me interrompendo.

- Bom dia minha querida.

- Marcus, depois do café se veste para sairmos, tenho que resolver algo e preciso de você. - Ele saiu da cozinha me deixando com a empregada.

- O que você quer comer? - Perguntou ela.

- O seu famoso café, com pão e ovos.

Terminado o café subi para o quarto afim de me vestir como pediu Álvaro, ele andava sempre bem vestido até dentro de casa, por isso tratei de colocar a melhor roupa que tinha. Ele demorou pacas, mas enfim mandou uma empregada me chamar.

Já no carro e indo para o compromisso dele, Álvaro pergunta:

- Se importa se eu ouvir música no caminho?

- Claro que não, pode ficar à vontade.

Ele pôs o som para rolar e quando começou a tocar me surpreendi com o gosto musical dele, era uma coisa meio brega, meio ultrapassada. No decorrer da música fui me atentando a letra dela e notei que ela retratava bem meus sentimentos atuais, pois em uma parte ela dizia assim: "...e agora não durmo direito pensando em você, lembrando seus olhos bonitos perdi dois dos meus, que vontade louca que eu tenho de tê-la comigo, calar sua boca bonita com um beijo meu..."

- Você tem quantos anos Álvaro?

- 46 anos? Achou a música a velha foi?

- Não, é só diferente do que costumo escutar.

- E gostou?

- Até que é boazinha, traz boas lembranças.

Passado cerca de trinta minutos chegamos aonde ele queria, era uma rua só de lojas de veículos, mas imaginei que iríamos para alguma das lojas dele e não criei expectativa nenhuma. Ele pegou o celular e começou a falar assim que estacionamos, após encerrar a ligação descemos do carro e fomos encontrá-lo, ele me apresentou ao seu advogado que me interrogou:

- Tem certeza que prefere moto?

- Sim. - Respondi sem entender bem a referência.

- Então vamos, já está tudo pronto. - Nos convidou ele e nós o seguimos andando, quando me dei conta que caminhava em direção a loja da Harley Davidson meu coração acelerou e batia tão forte que achei que teria um infarto, entramos na loja e fomos direto para o showroom onde um vendedor nos aguardava.

- Esse é o sortudo? - Perguntou ao advogado.

- É ele mesmo. É essa? - O advogado questionou.

- Não, alí está ela. - Respondeu apontando para coisa mais linda que já vi na vida.


Notas Finais


E ai gostaram?E


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