História De Repente - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~dayanedutra

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Exército, Originais, Romance
Visualizações 7
Palavras 1.539
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite, mais um capítulo pra vcs...

Espero que gostem.

Capítulo 13 - A traição.


Fanfic / Fanfiction De Repente - Capítulo 13 - A traição.

De repente um dos grandes sonhos de uma vida toda está sendo realizado assim como tamanha facilidade. Provavelmente se juntasse toda grana possível da minha vida eu ainda não poderia comprar uma moto dessa, até me desiludi refletindo sobre isso, pois uma pessoa qualquer dificilmente possuirá tal bem, já os burgueses tem isso como um simples capricho, a vida realmente não é justa, será mesmo que...

- Não gostou dessa? Qualquer coisa a gente escolhe outra ou vai em outra loja. - Disse Álvaro cortando meu devaneio.

- Não é isso, só acho que você exagerou no modelo de moto. Essa aí é muito, mas muito mais cara que a minha. Não sei se devo aceitar.

- Que bobagem! Não veja ela como uma troca pela sua, aceite a como um presente de um bom amigo. - Retrucou ele.

- Vai lá garoto, ao menos olha ela de perto, logo você vai mudar de opinião. - Falou o vendedor.

- Aceita, vamos lá, dê uma volta nela pra ver o que acha. - O advogado falou. O álvaro é muito inteligente, foi até a moto e ficou mexendo nela e logo para descontrair o clima soltou:

- Olha, pelo menos essa aqui tem dois retrovisores, a sua não tinha mais. - Ele abriu o sorriso e todos o acompanharam, inclusive eu.

- Tá vocês me convenceram, mas eu não trouxe meu capacete. - Falei.

- Isso não é problema, eu te dou um de brinde já que vocês compraram a motocicleta à vista e esse é um dos modelos mais caros que temos, pode escolher qualquer um aqui na loja. - Disse o vendedor esperto que não queria perder uma compra dessas por nada.

- Problema resolvido. - Falou Álvaro.

- Então o negócio já pode ser concluído Marcus? - Perguntou o advogado. Assenti com a cabeça. Minha satisfação estava num nível tão grande que meus olhos brilhavam como o de uma criança ao receber um novo brinquedo. - Ele já pode sair com ela agora?

- Eu vou precisar apenas da assinatura dele e depois disso já pode levar a máquina pra casa.

De capacete e já montado na moto informo ao Álvaro que antes de irmos para casa preciso dar uma volta pra sentir como é pilotar ela, até porque nunca imaginei andar numa moto de tanta potência e cada uma tem uma forma de guiar ainda mais uma Harley Davidson.

- É muito show! - Disse assim que voltei.

- Imagino que isso significa coisa boa. - Falou ele sem entendem a gíria.

- Sim, ela incrível! Muito obrigado!

- Agora podemos ir pra casa?

- Sim. Vamos ver quem chega primeiro?

- Não tenho mais idade para isso.

Logicamente cheguei ao condomínio antes do Álvaro e tive que aguarda-lo por que os vigilantes ainda não conheciam a mim e nem a motocicleta. Com a chegada dele nós entramos e ele deixou logo os funcionários avisados que eu era um novo morador. Fomos para casa e eu não via a hora de mostrar minha nova paixão para Márcia, e por falar nela desde o nosso beijo não tivemos mais contato algum.

O Álvaro entrou na casa com a pressa de sempre, já eu fiquei na garagem fuçando tudo o que a HD (esse foi o apelido que dei a moto) oferecia. Entrei na casa e na sala de estar vi a Márcia assim que cheguei, a chamei para mostrar a moto, porém ela tratou meu pedido com desdém voltando a ser aquela mulher amarga e seca de antigamente.

- Você vai me deixar no aeroporto? - Perguntou Álvaro descendo as escadas com uma pequena mala e uma mochila nas costas.

- Não! Peça ao seu amigo para te levar. - Respondeu grosseiramente ela.

- Não vou perder meu tempo discutindo com você. - Disse ele tranquilo. - Você pode me levar Marcus?

- Claro, com todo prazer.

- Então vamos que tenho pressa.

No caminho até o aeroporto eu e ele fomos tirando algumas dúvidas sobre a vida um do outro e com isso em um certo ponto tive a liberdade de perguntar:

- Você já traiu a Márcia?

- Certamente. - Respondeu ele sem cerimônia.

- Mas... Você ainda ama ela?

- Para ser bem sincero com você, não a amo mais há muito tempo, atualmente a vejo só como uma amiga, vez por outra dormimos juntos, contudo sem sentimentos, sabe? - Eu não sabia ao certo se ficava feliz ou decepcionado com aquelas informações, eles parecem um casal tão unido e sólido, quem ver por fora acha que eles têm um casamento perfeito.

- E por que vocês não se divorciam? - Tentei não fazer essa pergunta, mas a curiosidade era maior que eu.

- Tá maluco?! Isso seria um escândalo na minha família, e de onde eu venho o casamento só acaba com a morte. Demoramos muito para sermos reconhecidos na alta sociedade e não podemos manchar isso por uma bobagem.- O discurso dele só não era mais estranho do que ultrapassado. - Mas e você não pretende constituir família? Tem ao menos uma namoradinha?

- Não, na realidade acho que nunca amei uma mulher ao ponto de me imaginar casado.

- Conheço bem seu tipo: não quer ser de uma só, quer ser de todas. - Insinuou ele me dando uma leve cotovelada no braço e eu apenas sorri. - Se você acha que o casamento vai te impedir de sair com outras você está enganado, todo homem trai, por mais amor que sinta nós acabamos traindo.

- É? - Interroguei-o sutilmente.

- Por exemplo, eu tenho outra mulher e a Márcia nem desconfia, porém até filha com ela eu tenho, fora as outras que saí por aí. - A revelação dele me deixou tão abismado e ele percebeu. - Isso é um segredo, jamais conte isso a ninguém.

- Ok. Mas só mais uma dúvida, achei que você não pudesse mais ter filhos. - Eu perguntei.

- A márcia não pode, não eu.

Ainda demoramos bons minutos para chegar no aeroporto e eu não ousei perguntar mais nada, já havia descoberto coisa demais, chegamos e ele mandou eu retornar do estacionamento mesmo e a única coisa que ele me disse foi: "volto depois da manhã, cuide da casa e fique de olho na minha esposa".

No caminho de volta só conseguia pensar que a Márcia e eu teríamos a casa toda para nós e que podíamos fazer o que desse na telha. Ao entrar na residência não a vi na sala e fui até a sala de jantar onde ela almoçava.

- Nem esperou por mim. - Falei.

- A Telma pode preparar algo do seu paladar. - Retrucou ela com ar de poucos amigos.

- Vou acompanhar você, o que está comendo? - Perguntei. Ela não respondeu apenas continuou a comer. - Eu fiz algo de errado? Qual o problema?

- Por quê você não vai embora? Já conseguiu uma moto. O que você quer mais? - Ela se levantou enquanto ditava.

- Aqui não é seu lugar! volte para sua favela e nos deixe em paz! - Márcia deu um nó na minha cabeça com aquelas palavras. Como alguém te acaricia com uma mão e lhe dá patatas com a outra, ela só pode ter sido abduzida, não há outra explicação. Ela se retirou e eu fiquei a mesa sentado e sem reação.

Ao cair da noite e com a saída de todos os funcionários da casa, me preparei psicologicamente e fui atrás dela pela casa, não tive êxito e único local onde ainda não tinha procurado era o quarto deles. Resolvi ir até lá, nem bati na porta, apenas entre como se fosse algo normal, ela estava sentada na cama com as costas escorada na cabeceira lendo um livro.

- Você está maluco? Quem te deu liberdade para que entrasse no meu quarto? - Esbravejou ela jogando o livro no chão.

- Você é que parece está maluca ou querendo me enlouquecer. Me beija, faz eu me apaixonar por você e depois me trata assim. - Eu gritei enquanto me aproximava da cama

- É por isso mesmo que eu quero que saia daqui, que vá embora. Não posso sentir isso por você e o que estamos fazendo é errado. - Ela se levantou e ficou de pé próximo a mim, também segui até ela e ficamos em frente ao outro, a respiração dela era pesada e não consegui pensar em outra coisa que não fosse beijava loucamente.- Por favor, saia do meu quarto. - Pediu ela.

- Tem certeza? -Perguntei segurando os pulsos dela para baixo e encostado meu corpo ao dela. - É isso mesmo que você quer?

- Para. - Falou manhosa. - Não faz isso comigo.

- Tudo bem. Se você quer assim então eu paro. - Fui me afastando dela bem devagar sem soltar seus braços.

- Faz logo isso. - Sussurrou ela.

- Isso o que? - Fui bem cafajeste nessa hora.

- Me beija! - Implorou ela.

Finalmente pude derramar todo sentimento que eu prendia, na boca dela, não foi o melhor beijo que já dei ou que já recebi, entretanto foi o que eu quis que durasse pra sempre. Ao dá tempo para ela respirar mas ainda mantendo nossas bocas próximas ela disse:

- Eu não posso fazer isso com Álvaro. Isso é traição.

- E ele pode?

- O que você disse? - Perguntou se afastando de mim.

- Nada. - Tentei escapar das investidas dela mas não consegui.

- Eu entendi viu. - Conclui ela.


Notas Finais


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