História De Repente É Amor - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Castiel, Dakota, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize
Tags Amor Doce, Dake, Nathaniel, Romance
Visualizações 48
Palavras 4.338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 17 - Opções Do Momento.


Ponto de vista: Florence Elliott.

Lágrimas deslizavam livremente por meu rosto, enquanto eu permanecia naquele abraço. A sensação de nostalgia com segurança estava presente nesse gesto. Quando me separei de Kentin e o encarei, ele me lançou um daqueles sorrisos que faziam anos que eu não via. De forma carinhosa, ele deslizou seu polegar por minha bochecha, e enxugou minha pele molhada pelo choro.

—Senti sua falta. — admiti com sinceridade.

—Não mais do que eu. — fala com a mão, ainda em meu rosto.

        Fecho os olhos com aquele contato e suspiro.

—Depois que você foi embora, eu tive meses terríveis. — ele me conta e eu abro meus olhos para fitar sua expressão; Era dor, camuflada por um sorriso falso. Eu conhecia bem aquela expressão, a usei algumas vezes ao longo dos anos.

            Coloquei minha mão sobre a sua, no meu rosto, e deixei com que mais lágrimas caíssem. Estar ali com Kentin, me fazia querer estar em casa de novo; No Canadá, com meus pais, com a minha antiga vida.

—Eu sinto muito. — falo me lamentando.

—Está tudo bem, Flore. — Kentin garante, então sem aviso prévio, ele se separa completamente de mim, o encaro confusa e ele diz a seguinte frase: — Só estou garantido que velhos sentimentos não voltem. Não conseguiria estar com a Violette, se notasse que ainda sinto algo por você. Ninguém merece alguém pela metade. — fiquei sem palavras após essa declaração.

—Isso é nobre...E seguro. — digo me lembrando do Dake. Kentin estar ali, era realmente incrível, mas isso não significava que os desejos e objetivos do passado tinham que vir com ele. Mas, não era bem, algo que podia ser controlado.

                 Ficamos em silêncio. Não sei se por falta de assunto, ou se, porque no fundo ambos vimos um pouco do nosso passado ressurgir quando nos reencontramos, e não sabemos lidar com isso. Só sei, que o silêncio foi quebrado quando um pequeno grupo de pessoas que apareceram com questionamentos.

—Oi estranho, que a Florence acabou de quase agarrar. — Peggy cumprimenta, e eu me viro, focando unicamente em uma pessoa: Dake. Digamos que meu namorado não me olha de um jeito amoroso, naquele momento.

       Kentin me encara confuso, e eu suspiro.

—Essa é Peggy...Uma amiga. — apresento e a jornalista sorri amarelo para ele.

        Droga!

       Peggy estava curiosa. Quando ela entrava naquele modo, era quase impossível tira-la.

—E esse é Kentin Blancherd. Eramos vizinhos no Canadá, e ele era meu melhor amigo. — digo, mordendo os lábios, e apontando para o moreno ao meu lado. Reconhecimento passa pelo rosto de Dake, quando digo essas palavras; Afinal, ele sabia quem era Kentin Blancherd.

—Oh, o garoto do baile. — ele murmura sorrindo com escárnio. — Qual a droga do seu problema? Por que você sempre tem que arranjar amigos do sexo masculino? Parecem que eles surgem de debaixo da terra. Eu literalmente choro com o fato de que a minha namorada quer me enlouquecer. — Dake é super dramático ao dizer isso, e todos nossos amigos riem disso. Kentin, por sua vez, só foca nas palavras “minha namorada”.

—Fraco por vizinhos. — Peggy cantarola.

—Cala a boca. — murmuro a olhando.

—Bom, eu sou Castiel, o atual melhor amigo da Florence. — o ruivo se apresenta, com aquela expressão assustadora de sempre.

—Na verdade, o atual melhor amigo dela é o Nathaniel. — Armim expõe sua opinião, e Castiel o fuzila com os olhos.

—Na verdade;  Eu sou a melhor amiga dela. — Peggy se vangloria e eu os encaro com o olhar que diz “Isso é sério?”.

—Eramos melhores amigos, e a Florence partiu meu coração. — Kentin debocha divertido, complementando a apresentação que fiz dele.

—Okay, Nathaniel é o melhor amigo atual, com o coração quebrado por ela. Achamos o vencedor. — Lynn anuncia, brincando.

—Achei que tivesse sido o contrário. — Dake fala me encarando.

        Que situação horrível.

—Não! Não foi! Florence foi embora, e nem ao menos se despediu. — Kentin conta me olhando.

—Você seguiu em frente, está namorando a Violette. Talvez minha “fuga” sem opções, tenha sido necessária para que você fosse feliz. Eu tinha acabado de perder meus pais, precisava ficar com a minha única parente viva; Agatha. — murmuro, porque por um momento senti que ele estava me culpando por ter ido embora.

—Suponho então, que na Austrália não existam celulares. —Kentin diz de um jeito afetado. —Tudo bem, Flore. Seguimos em frente, esse é o ponto. Acho melhor voltar para meu stand, espero te encontrar de novo, um dia. — ele fala e me lança um olhar triste antes de sair.

—Devemos falar sobre esse momento? — Dake questiona amargo, e eu suspiro.

            Poderíamos ter essa briga mais tarde.

—Vamos seguir o plano anterior e ir a pizzaria. Só preciso pegar a minha bolsa. — Anuncio, deixando claro com palavras camufladas, que ninguém ali poderia falar sobre esse assunto.

       Os abandono e vou até o corredor dos armários, em busca do meu, onde acabei deixando minha bolsa no começo do evento. Ao chegar lá me deparo com uma das pessoas mais desagradáveis da Sweet Amoris; Ambre. Então, só ai, noto algo que eu ainda não havia percebido. Nathaniel não estava na feira. Eu estava tão focada nas presenças surpreendentes, que nem senti as ausências estranhas.

           Ele era o mais ligado as essas questões estudantis, ele só faltaria a um evento desses se algo realmente grave tivesse acontecido, e é guiada por essa preocupação, que vou até a irmã dele.

—Ambre...Você sabe por que o Nathaniel não veio hoje? — ela me olhou, e parecia atordoada. A explicação mais plausível é que ela estava daquele jeito por causa da surpresa que o Castiel fez para Lynn.

—Não estou afim de falar com você,  órfâzinha. — é com aquelas palavras, que ela tenta recuperar sua superioridade e foge de mim.

               Que dia incrível!

          Mil e um acontecimentos intensos nele!

            Eu estava surtando! Foram tantos sentimentos conflitando dentro de mim, hoje; Felicidade, surpresa, angústia, raiva e frustração. Tudo o que eu queria agora, é que as emoções parassem.

           O que eu mal sabia, é que elas só estavam começando...

[...]

         O barulho de um grupo de adolescentes discutindo sobre assuntos banais, era a única coisa que eu ouvia, enquanto esperávamos nossos pedidos chegarem. Espera ai! Eu estava nesse grupo, mas ao contrário de todos, eu me encontrava calada. Espera ai de novo! Dake ao meu lado, também estava calado. Não sei se ele estava respeitando meu momento, com maturidade, ou se só se calou, porque sabia que se falasse, explodiria um monte de coisas idiotas e ciumentas.

—Você está estranha. — Todos param a conversa intensa, quando Lynn pronuncia aquelas palavras.

—Só estou preocupada com Nathaniel, ele não foi a feira hoje, e você sabe; Ele não falta a essas coisas. — pontuou uma das coisas que povoam a minha mente naquele momento.

              Isso mesmo Flore! Encha seu namorado de ciume!

—Não falaremos desse cara hoje, ainda estou engolindo o fato de que minha namorada, passa o dia todo com ele, em uma apertada, onde tudo pode acontecer. — Castiel diz com escárnio.

—Bem vindo ao clube. — é a primeira coisa que Dake diz desde que chegou aqui. — E não vamos nos esquecer do ar condicionado quebrado. — o West comenta, e pela primeira vez naquele dia tenho vontade de gargalhar.

—Que ar condicionado? — Castiel questiona confusa.

—Você não quer saber. — Dake diz me olhando, lanço um sorriso para ele, mas em todo caso, ele não consegue retribuir. Naquele momento arrisco dizer que prefiro quando ele está gritando idiotices, ao invés dele calado.

—Não sei qual é o problema de vocês dois com o Nathaniel. Até parece que ele um mutante com o poder da sedução. Isso para mim  são problemas de insegurança masculina. — Peggy diz sua opinião.

—Todo cara, tem ciume quando a garota dele fica perto de outro cara. E o Nathaniel é certinho demais, garotas gostam disso. — Castiel admite e Dake concorda.

—Isso é ridículo, vejam só; Armim o que você acharia se eu trabalhasse com o Nathaniel no grêmio? — Peggy diz encarando o namorado.

—Por mim, tudo bem. — ele diz e em seguida toma seu refrigerante.

          Peggy olha para todos triunfante.

—Armim é amigo do Nathaniel, por isso não tem ciumes dele, vocês tem essa cisma com o representante, porque não tentam se dar bem com o mesmo. — a pseudo jornalista afirma.

—Isso não tem o menor cabimento, tive ciumes da Flore com o Castiel e ele é meu amigo. — Dake expõe o que acha.

—Não estava com ciumes de verdade, Debrah mexeu com seu ego, e te manipulou para que você pensasse que estava. Você conhecia o Castiel demais, e notaria se as intenções dele com a Flore fossem maliciosas. — ela diz como se fosse obvio.

            Eles continuaram com aquela conversa por um bom tempo, mas eu não me sentia bem para entrar naquele clima, fiquei calada, sorri algumas vezes, apenas para mostrar que estava ouvindo, e passei boas horas, encarando Dake, tentando decifrar o quão inseguro e irritado ele estava. Mas não obtive uma resposta clara.

         Eram mais de oito horas da noite, quando decidimos ir embora. Mandei uma mensagem para minha tia, avisando que estava indo para casa, e ela pediu que eu demorasse um pouco para aparecer, porque estava com Faraize lá em casa.

              Ignorando o jeito estranhos que estávamos, perguntei a Dake se eu podia ficar na casa dele por um tempo, e ele aceitou. Nos despedimos dos nossos amigos, e assim seguimos para o estacionamento onde entramos no carro dele e rumamos para a praia.

            Não preciso nem dizer que passamos o caminho todo em silêncio. Assim que chegamos a praia, tirei minhas sandálias, e caminhei ao lado de Dake pela areia macia. A lua estava mais brilhante do que o de costume naquela noite e Dake continuava calado.

           Ótimo jeito de passar nosso aniversário de um mês de namoro!.

            Assim que adentramos a casa do meu namorado, larguei minhas sandálias no chão, e me sentei no sofá daquela sala tão impessoal. Encarei cada poeira daquele lugar, apenas para não precisar olhar para Dake.

— Você está calada, desde cedo. — ele afirma, então se senta ao meu lado.

—Eu? Você mal trocou duas palavras comigo após encontrarmos Kentin. — acuso.

—Escute só, estou tentando não surtar com o fato de que um amigo seu do passado — a qual eu não pertenço está aqui — Porque sei  que de alguma forma, esse cara é importante para você e o meu senso de “faça algo estúpido” está apitando, então ficar calado é a minha maneira de não agir como um idiota. — segunda opção, então. — Tudo que precisa fazer é me falar como se sente sobre ter visto ele, e eu vou tentar não odiar isso. — fala gesticulando com as mãos.

           Olhei para Dake e vi que tudo que ele queria era a verdade. E no fundo ele merecia isso.

—Quando o vi...Foi impossível não pensar como teria sido. — admiti angustiada e Dake me fita de um jeito que esclarece que ele está com medo do que aquelas palavras significavam. — Se o acidente não tivesse acontecido, eu estaria no Canadá agora, meus pais estariam vivos, e eu estaria completamente feliz. E isso engloba o Kentin, porque meus pais o adoravam e se eu estivesse lá, seria com ele que eu estaria. Eu seria completamente apaixonada por ele. Kentin seria meu primeiro amor, e com sorte o último. Seria o nosso último ano, estaríamos arrumando as malas para a faculdade, e ele iria comigo para Harvard, porque ele me seguiria independente de onde eu estivesse. Eu não conheceria você, e não sentiria falta disso...Na verdade, eu até poderia te conhecer um dia; Eu poderia vir passar as férias com a tia Agatha, e conheceria um galinha que quebrou o coração de várias garotas ao longo de sua vida, e eu te repudiaria por isso, porque nunca saberia como você é de verdade, porque meu coração só teria espaço para o Kentin. — falo a verdade dolorosa.

—Está dizendo tudo isso para camuflar o fato de que você teria gostado se  todas essas coisas tivessem acontecido. — Dake nota e me olha magoado.

—Eu teria gostado sim. — confesso.

—Gostaria de viver em um mundo em que eu e você não estivéssemos juntos e admite. Isso foi frio, Flore. — ele fala se levantando e se recusando a me olhar.

—Gostaria de viver em um mundo em que meus pais estivessem vivos, independente do que eu perderia por causa disso. — o corrijo e Dake me encara incrédulo.

—Está me dizendo que se a escolha fosse sua, preferia essa outra vida do que a tem aqui? Comigo? — é o que ele questiona.

—Se você acha que se um dia, eu tivesse que decidir entre estar com você ou meus pais estarem vivos, eu escolheria você, está bem claro que você não me conhece. E se você está levando essa verdade tão a sério, é um idiota, porque ambos sabemos que isso nunca aconteceria. Porque não a brechas na morte. — afirmo, e as lágrimas ameaçam surgir.

—Não tem a ver com essas opções impossíveis de acontecer. Tem a ver com certezas, você abriria mão do que temos porque qualquer chance de ter a normalidade que perdeu. Você não acredita em nós. Não acredita em mim. — ele afirma amargo.

—Eu deveria? Quer que eu veja um futuro com você? Até ontem você era o cara que transava com a primeira criatura de saia que surgisse na sua frente e depois quebrava o coração da garota. Quer que eu enxergue um futuro com você além da escola? Quer que eu imagine nós em um casamento, tendo filhos ou esse tipo de coisa? — indago irônica.

—Deveria, porque é isso que eu penso com você; Casamentos, filhos e o pacote completo. — ele grita e eu arregalo os olhos. Dake nunca tinha dito aquilo para mim.

—Se eu ganhar a bolsa, eu irei para Nova York, e eu sei que você não quer sair da Austrália, porque ama esse lugar. E eu não te faria escolher, assim como você não tem esse direito. — pontuo o obvio.

—Como você sabe que entre você e a Austrália, eu não te escolheria? — indaga sério.

—Nunca tivemos a conversa sobre a faculdade. — afirmo e ele suspira.

—Porque você nunca acreditou que estaríamos juntos até lá, e é muito mais fácil imaginar um futuro em que eu não esteja presente. — fala decepcionado.

—Nathaniel vai para Harvard. — revelo, porque aquilo soa relevante no momento. Dake prende a respiração.

—O quê? —  indaga incrédulo.

—Quis contar para que você não soubesse por outra pessoa, e pensasse que é por isso que Harvard é tão importante para mim. — murmuro incomodada.

—É exatamente isso que eu estou pensando. — Dake diz irritado. —Quer estar solteira na faculdade, para ter algo com ele. — grita.

—Não aja como um idiota. — peço gritando também.

—Você não me deu outras opções. — fala surtando. Me levanto em um pulo e fico de frente para ele.

—Se odeia tanto o fato de eu ser sincera com você; Então, deveríamos terminar isso de uma vez. — afirmo.

—Eu odeio o fato de que estar com você tenha que ser tão complicado, às vezes. — é o que ele diz.

—Você sabia das complicações, quando decidiu que devíamos ficar juntos. — é isso que falo. — Quer saber, eu acho melhor eu ir. — digo. Afinal, o aniversário de namoro já estava arruinado.

          Estava pronta para ir embora dali. Eu sabia que continuar aquela discussão faria com que nós acabássemos em uma situação que odiaríamos, mais para frente.  Aparentemente, Dake também achava isso, mas ele preferiu demonstrar de uma maneira diferente. Quando meus pés estavam prestes a alcançar a saída, senti um puxão firme em meu braço, que foi capaz de romper todas as minhas barreiras. Me virei, e sem aviso prévio, Dake me tomou em seus braços, como se dissesse que nunca me deixaria sair deles. E na verdade, eu não queria que ele deixasse.

              Olhei para ele, atordoada, e com a respiração ofegante. Em seus olhos haviam um misto de sentimentos confusos, acho, que o reflexo dos meus. Uma de suas mãos, alcançou a minha nuca, e ele fez com que nossos rostos ficassem quase colados. Nossos narizes se encostarem, e aquilo foi o necessário para que eu arfasse.

           Não demorou muito para que a boca dele encostasse na minha, ele moveu seus lábios lentamente sob o meu,  e o atrito entre eles me fez retribuiu-lo o mais rápido que pude.           Aquele beijo era diferente de todos os outros que já demos. Tinha algo a mais, tinham segundas intenções escondidas, que logo  ficaram evidentes para mim.

         Haviam várias borboletas em meu estomago, a medida que sua boca explorava a minha completamente. Quando notei, por fim, que eu tinha que demonstrar o quanto estava gostando daquilo, enrosquei um braço em seu pescoço, e deixei que o outro agarrasse seu ombro com fervor. Seu peitoral pressionava meu tórax com brutalidade, amassando meus seios e causando uma sensação prazerosa.

     Sua língua brincava com a minha, e fazia tudo dentro de mim fervilhar. Seu gesto era de precipitação, misturado com desespero.

           Ele passou a puxar meu cabelo e eu me ocupei em enfiar minhas unhas em seus ombros, cobertos pelo tecido da camisa. Eu não sabia o que fazer, era completamente inexperiente naquilo, mas estava me deixando ser guiada pelas sensações esmagadoras que meu corpo estava liberando, enquanto se conectava ao de Dake.

                   Sua língua acariciou meu lábio inferior com desejo,quando nos separamos minimamente, e eu vi que as pupilas de Dake estavam dilatadas e cheias de luxúria. Ofeguei, querendo recuperar meu ar. Eu podia sentir as batidas do coração dele, devido a proximidade de nossos corpos e aquilo me fazia ficar com mais vontade de continuar.

          Dake expressava tanto ímpeto e entusiasmo ao me beijar pela segunda vez, que parecia até que ele estava literalmente me devorando. Logo seus lábios abandonaram os meus, e eu gemi de insatisfação. Mas para o meu agrado, ele  passou a beijar lentamente o lóbulo da minha orelha, enquanto eu respirava com dificuldade. Não demorou muito para o West alcançar meu pescoço e mordisca-lo com vontade, deixando marcas que estariam bem frescas amanhã.

         Uma série de estrecimentos percorreram minha espinha, quando suas mãos passaram para minhas costas, e minha cintura foi puxada com desejo. Dake ainda beijava aquela parte sensível da minha pele, enquanto eu suspirava de puro êxtase. Eu sentia um ardor me consumindo, e uma necessidade de ter mais. Por isso não me controlei e passei a a apertar seus músculos definidos, e minhas mãos logo começaram a apalpar seu peitoral. Aquela área era rígida e bem construída. Dake West era simplesmente quente. Eu podia entender agora, porque as garotas queriam tanto ele.

                Num piscar de olhos, eu estava do outro lado da sala, sendo colocada contra uma das paredes de lá. Estávamos desesperados, nossas bocas procuravam por lugares para beijar. Estávamos sedentos e famintos. Dake me apertou mais contra ele, com urgência, iniciando outro beijo ardente. Voltando rapidamente para o pescoço, ele escorregava sua boca por ali, de forma tortuosa, e eu me aproveitava para puxar seus cabelos. Eu queria sentir seu corpo, queria sentir sua pele.

       Sem pensar duas vezes, deslizei minhas mãos por suas costas, até chegar a barra de sua camisa, puxando-a para cima e deixando parte de sua costa exposta. Antes que eu a tirasse completamente, Dake interrompeu meu movimento, me desconcentrando, quando com uma mão agarrou minha coxa, me fazendo soltar um gemido involuntário. Suas mãos desceram por essa parte, até chegarem ao meu joelho. E em um movimento firme ele o puxou, e eu me vi com uma das pernas encaixada em seu quadril.

          Envolvi seu quadril com os braços, abraçando-o por dentro de sua camisa, sentindo o calor de sua pele. Ele estava pegando fogo. O puxei para mais para perto e foi ai que notei o quanto ele estava excitado. Sua intimidade roçava na minha. Dake gemeu com aquele contato. Logo, ele puxou a minha outra perna e me carregou, me fazendo enlaçar as duas em torno da sua cintura. Suas mãos me sustentavam e a parede servia de apoio. Enquanto seus lábios faziam a maior parte do trabalho.

                 Voltei a puxar sua camisa, e dessa vez pude cumprir com minha intenção, ao tira-la por completo. Admirei seu corpo por alguns segundos e ofeguei. Eu ja havia visto seu peitoral nu, mas não naquelas circuntâncias. Não quando eu estava prestes a ter uma das maiores experiências da minha vida, não quando estávamos dando um grande passo. Aquelas tatuagens nunca foram tão sexys.

              Joguei minha cabeça para trás, a encostando na parede, quando ele atacou meu pescoço de novo. Mordi meu lábio inferior com força, para segurar um grito, assim que ele chupou aquela região. Quando ele passou a encarar meu rosto, aproveitei o momento para beijar seu peitoral, agora nu, e ele cheirou meus cabelos. Tão dominado pelo desejo quanto eu.

               Ele me fitou novamente, e foi ai que eu notei que seus olhos estavam mais negros que nunca. Passei minhas mãos por seus ombros de maneira lenta, logo chegando a nuca, e quando cheguei aquela parte de seu corpo, a apertei com fervor, e ataquei seus lábios de novo.

                 Estávamos prestes a explodir e isso era um fato. Percebendo isso, Dake agarrou meus glúteos com firmeza, e passou a caminhar, me carregando — ainda me beijando. — em direção ao seu quarto. Eu estava tão imersa naquele momento, que nem me dei o direito de ficar nervosa com tudo aquilo. Isso era insano, há alguns minutos atrás estávamos brigando, e agora estávamos assim.

                Nunca havia estado em seu quarto, mas não me preocupei em observar a decoração ou os detalhes dele, digamos que eu estava ocupada demais, tentando não enlouquecer de desejo pelo dono do cômodo. Minha pele ardia e eu estava sem controle.

            Sem a miníma sutileza, Dake me jogou contra a cama, ficando por cima de mim, fazendo com que eu agarrasse seus ombros com fúria, enquanto seu corpo subia e descia a cima do meu. Nossos lábios não descolaram em nenhum momento, mesmo que o ar estivesse ameaçando faltar. Esse beijo parecia mais uma batalha do que qualquer outra coisa. Seus dentes arranharam meu queixo, passando novamente para a orelha. Alisei seus cabelos, enquanto me limitava a aceitar todas aquelas caricias.

—Céus...Você é perfeita. — Dake murmurou, em meio aos meus gemidos.

            Ele se sobrepôs com mais firmeza por cima de mim, mas teve cuidado em não colocar todo seu peso, suponho que ele não quisesse me esmagar. Arranhei suas costas nuas com desejo e Dake ofegou. Algo me dizia que eu estava indo bem.

—Você tem certeza? — questionou com dificuldade.

—Por que você sempre fala tanto? — pergunto de volta e ele sorri em resposta.

                    Noto que ainda há muitas roupas em mim, e Dake também percebe isso, pois dá um jeito de se livrar da minha blusa e do short que cobria meu corpo. Logo me encontro só de lingerie — agradeço mentalmente por fazer aquelas corridas matinais e me manter em forma —. Ele me olha com fascinação, antes de começar a beijar meu corpo todo, me fazendo ir ao paraíso e voltar. Seguro os ferros da cabeceira da cama, a medida que Dake lambe o vale entre meios seios e arqueio meu corpo o máximo que posso, para aguentar todas aquelas sensações.

           Querendo assumir o controle da situação, inverto nossas posições, fazendo Dake ficar por baixo de mim. Mordisquei sua orelha com força, e aquilo o fez gemer e estremer ao mesmo tempo, mordi todo seu peitoral, e lambi seu abdômen, jogando meu cabelo para o lado, e alisando toda aquela região. Sem saber o que me guiava naquele momento, abri o fecho do meu sutiã e me vi totalmente vulnerável naquela situação.  Joguei  a peça para um canto qualquer, e voltei a beijar Dake.

             Ele sabia onde tocar, sabia dos pontos sensíveis de meu corpo. Sabia o que fazer para me enlouquecer ainda mais.

      Não demorou muito para Dake se cansar do meu joguinho e assumir o controle de volta, ele respirava ofegante, a medida que com as mãos descontroladas, tentava abrir uma das gavetas do seu criado-mudo. Arregalei os olhos quando vi que haviam centenas de preservativos ali, e o encarei com um olhar que dizia “Isso é sério?” Mas ele me ignorou completamente, quando me beijou mais uma vez, já com um pacote em mãos.

     Ele deu um jeito de tirar sua calça. E voltou a acariciar meu corpo, chegando aos meus seios agora descobertos, e fazendo seu trabalho por ali, me deixando ainda mais desesperada.  As únicas coisas que nos impediam de estar unidos por completo, eram minha calcinha e sua cueca boxer.

                      Dake deslizou o tecido fino por minhas pernas, beijando cada área dali, e logo também está completamente nu. Tenho certeza que estou corada, mas não sei se por vergonha ou desejo. Encaixo minhas pernas ao redor dele, para que possamos aumentar aquelas caricias. A essa altura Dake já estava com preservativo.

—Eu não aguento mais. —ele grunhi e eu sinto meu corpo tremer. Não demora para que ele esteja dentro de mim, me fazendo gemer extasiada. A dor é extrema no inicio, mas se torna prazerosa em pouco tempo. Arranho suas costas com toda força que tenho, fazendo sua pele sangrar e ele solta um rosnado rouco por causa disso. Dake eleva minhas mãos a altura da minha cabeça, enquanto me preenche cada vez mais. Não me controlo e solto um grito, mas aquilo parece agrada-lo.

           Fechei os olhos com força, isso era tão intenso, era forte, era insano. Foi naquela noite que me entreguei completamente a Dake. Ele já tinha meu coração, e naquele momento possuiu meu corpo. Deixei com que ele me fizesse mulher e não me arrependo disso.

             Aquilo continuou, enquanto eu me agarrava aos lençóis, querendo controlar todas aquelas sensações conflitantes, e Dake acelerava o ritmo. Ele era ótimo naquilo — não que eu tenha algo para comparar, mas eu poderia apostar que ninguém era tão bom naquilo quanto ele. — Ali fomos só mãos, caricias e toques.

         Naquele instante tudo parecia um universo paralelo, em que estávamos presos.E era bom demais para ser considerado real.

           Por fim, adormecemos, exaustos. 


Notas Finais


Não me considero um talento com descrições do tipo acima, então me perdoem se não gostaram!


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