História De repente é amor - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren
Exibições 228
Palavras 2.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo Dois


 Estávamos no trem já fazia meia hora, eu estava sentada entre uma senhora e do outro lado da senhora estava a olhos verdes, eu não conseguia parar de olhá-la, além de linda ela me intrigava, ela era misteriosa, não soltou nada dela e eu queria saber mais dela. Olhei por trás da senhora e a olhos verdes continuava com a cabeça encostada na janela olhando para o nada, me inclinei olhando por frente e a senhora me olhou sorrindo. 

"Você quer sentar perto da sua namorada?" Ela perguntou risonha.

"Obrigada, eu adoraria." Sorri animada e ela retribuiu cedendo o lugar para mim, ri enquanto me levantava e me sentava do seu lado, a olhos verdes me encarava incrédula. "Olá namorada." Sorri irônica e ela me olhou prendendo a risada. "Qual é a sua, Camila? Veio para Nova York a negócios?" Perguntei a mim mesma olhando para frente, sentia o olhar da olhos verdes em mim. "Eu? Obrigada por perguntar. Não, eu vim visitar meu irmão. Ele é advogado. Bem, ele será. Estuda direito..." Sorri internamente olhando-a de lado e vi que ela me olhando sorrindo. 

"É o que quer estudar também?" Perguntou. 

"Não sei, acabei de sair do colégio." 

"A formatura não foi em junho? Já faz quase um ano, ainda não tem emprego?" Fez um biquinho sarcástico.

"É minha mãe agora?" Bufei.

"Não sei. Quando você me olha você vê sua mãe?" Arqueou a sobrancelha. Olhei-a de cima a baixo e ela riu negando com a cabeça. 

 Estávamos parando numa estação e eu percebi que era a dela, ela foi pegar a mala mas eu fui mais rápida e peguei para ajudá-la.

"Qual é seu signo?" Ela perguntou, se segurando na barra.

"Meu signo?" Perguntei sorrindo e ela continuou me olhando. "Peixes." 

"Terceira bola fora." Sorriu me olhando de cima a baixo e indo até a porta. "Obrigada." Agradeceu quando lhe dei a mala. "É Lauren."

"Eu jamais teria adivinhado." Apesar de que ela tinha cara de Lauren, mas era um nome diferente.

"Não seja assaltada." Ela avisou piscando e as portas se fecharam. 

(...)

 Sai da estação olhando para os lados até que avistei a porta e abri, sorri vendo meu irmão com uma plaquinha me esperando, orário. A plaquinha estava escrito 'derrotada'. Revirei os olhos brincando e puxei ele para um abraço apertado, sentia saudades. 

"Como foi a viagem?" Ele perguntou com sinais, ele era surdo.

"Tudo bem." Respondi sorrindo. Ele fez cara maliciosa quando viu meu sorriso mas eu ignorei. "Quem é ela?" Apontei para a ruiva que estava um pouco afastada de nós.

"Não seja tímida. Essa é a minha irmã." Meu irmão puxou a menina abraçando-a.

"Pensei que quisessem ficar a sós." Ela sorriu para ele e depois para mim, sorri de volta.

"Esta é a minha namorada."

"Sou a Camila. É um prazer conhecê-la.

"O prazer é meu. Sou a Carol, ouvi falar bastante de você." Ela disse estendendo a mão, me surpreendi, pensei que ela não falava também. 

"Desculpa, eu pensei que..." Ri sem graça ainda fazendo os sinais, eu sempre esquecia de parar.

"Pensou que ela fosse surda, não é?" Meu irmão fez os sinais sorrindo. Concordei rindo.

(...)

 Respirei fundo vendo pela janela as inúmeras criptas passando e me encostei mais na poltrona e esperei a estação chegar.

 Comprei um buquê na barraca da entrada no cemitério e comecei a andar procurando o túmulo dela, assim que cheguei coloquei a o buquê em cima e me sentei ao lado no chão. Suspirei vendo Clara Jauregui escrito. Encostei a cabeça no joelho e fiquei olhando, pensamentos invadindo minha cabeça. 

(...)

 Parei em uma barraca de jaquetas e pedi para a moça pegar uma de couro, lembrei de Lauren quando vi essas jaquetas, ela é toda rock e eu toda nerd, tirei meu casaco e pendurei do lado, peguei a jaqueta que a moça me entregou e vesti olhando-me no espelho. Puxei a gola pra cima e fiz cara de brava, ri vendo que fiquei patética, eu não servia para isso. Olhei para a vendedora sorrindo mas parei assim que vi a cara de tédio dela, credo, cadê o bom humor? Devolvi a jaqueta e me virei para pegar a minha novamente, mas não estava lá. 

"Onde está? A minha jaqueta." Perguntei afobada, ah não, assaltada não.

"Que jaqueta?" A vendedora revirou os olhos. Olhei para os lados e choraminguei, merda. "Não vi nenhuma jaqueta." Ela suspirou.

"O que custa 20 aqui?" Olhei-a e ela fez uma careta.

"Dólares?"

 Sai andando com o meu novo cachecol verde totalmente envergonhada, eu estava parecendo uma idiota, mas eu estava com frio e só aquilo custava vinte dólares. Parei em frente a uma loja de guitarras e fiquei olhando, eu poderia tocar guitarra, bufei, pensando na ex namorada da Lauren. Voltei a andar e parei novamente vendo uma figura familiar encostada na frente de uma loja fumando, não... o destino me amava! 

 Atravessei a rua com um sorriso idiota no rosto e fui me aproximando dela, parei atrás e segurei o riso.

"Beijar fumante é como lamber cinzeiro." Ri me afastando e ela virou assustada para me olhar. Sorri mais ainda.

"Sério? E transar com uma como será?" Cruzou os braços. Neguei com a cabeça rindo, ela sempre tinha resposta para tudo. "Está me seguindo?" Olhou-me com uma desconfiança falsa e deu mais uma tragada.

"Sim." Assenti. Percebi seu olhar no meu cachecol, merda. "Alguém roubou minha jaqueta. " Expliquei bufando.

"Já que está à toa, que fazer algo?" 

"Agora somos amigas?" Ergui a sobrancelha. 

"Aqui está ela." Ouvi uma voz masculina e olhei para frente vendo um homem apontando para nós duas, franzi o cenho. "Pensei que estivesse no banheiro." Ele disse se aproximado, percebi que estava falando com a Lauren.

"Eu estava, mas..." Percebi ela jogar o cigarro no chão e coloquei o pé em cima ficando ao seu lado. "Vim respirar ar puro."

"Sou Mike. O pai da Lauren." Ele estendeu a mão sorrindo.

"Oi." Sorri.

"Christine."

"Minha madastra." Lauren explicou.

"Que tal um giro no Guggenheim?" Mike propôs olhando para Lauren.

"Tudo bem se eu não for ao museu?" Ela fez uma careta.

"Christine tirou o dia de folga..."

"Desculpa, é que..." Ela se virou para mim e ficou me olhando, fiquei sem entender. "Se importa que eu conte a eles?" Ela disse com pesar.

"Ahm... Não, pode contar." Assenti ainda confusa, o que ela estava aprontando? 

"Camila vai pegar o resultado de uns testes hoje, ela quer companhia sabe." Lauren sussurrou para eles e eu olhei para o lado prendendo a risada, que cínica. "É uma situação difícil." Ela alisou meu braço sorrindo fraco, assenti suspirando e olhei para eles que me olhavam curiosos. "Não vai demorar muito." Ela adicionou.

"Oh não, demore o quanto quiser." Christine disse sorrindo amigável. "Tenho certeza de que tudo ficará bem." Ela sussurrou para mim. Lauren assentiu me olhando. Eu mato ela.

"Boa sorte." Mike massageou meu ombro e sorriu sem graça.

"Até mais tarde então?" Lauren olhou para eles sorrindo. "Vamos." Ela me olhou e saiu na frente, sai correndo atrás dela.

"Não teve graça, só se tem uma oportunidade de causar boa impressão." Resmunguei enquanto andávamos no parque.

"E que diferença faz o que meu pai pensa?" Ela riu me olhando.

"E se nós acabarmos namorando?" Dei de ombros. Ela jogou a cabeça para trás sorrindo incrédula. "O quê?" 

"Você é eu nunca namoraremos." 

"Você é bem cheia de si."

"Por que me envolver com alguém que se mete no banheiro do avião com a primeira garota que aparece?" Perguntou me olhando sarcástica.

"Mas foi com você!" Exclamei. "Não quer se envolver comigo porque transei com você?" 

"E você nem é o meu tipo." Deu de ombros.

"Não estou procurando por uma namorada mesmo." Bufei. "Uma coisa de cada vez."

"Que coisa?" Ela me olhou.

"Fazer um plano e colocar os patos em fila." 

"Quer dizer enfileirar os patos?" 

"Sim, enfileirar os patos." Imitei sua voz, zombando.

"Que patos?" 

"O normal, trabalho, carreira, casa, futuro." Suspirei passando a mão pela grade.

"E dai a garota dos seus sonhos o encontrará?" Zombou.

"Sim. Eu a encontrarei, nós encontaremos um ao outro." Assenti a mim mesma. "Não se preocupe com as garotas, eu me saio bem." Pisquei.

"Espere." Ela me parou e tirou meu cachecol. Tentou tirar minha blusa mas eu me afastei.

"Pare." Ri tirando suas mãos.

"Você nem é feia." Ela gritou enquanto eu andava mais na frente, revirei os olhos. 

 A garçonete encheu dois copos com tequila e eu olhei para Lauren vendo que ela já ia beber, quem bebe de tarde?

"Você está ciente de que estamos no meio da tarde?" Ela assentiu sem ligar e em seguida virou o copo todo. Peguei meu copo e levei até a boca, cheirei e fiz uma careta, tomei coragem e bebi logo tudo, abri a boca sentindo vontade de vomitar, que coisa ruim.

"Mais dois?" A garçonete perguntou e Lauren assentiu, como ela consegue beber sem fazer careta?

"Olha, eu ainda tenho afazeres então..."

"Eu também." Lauren me cortou. Olhei-a e suspirei, dane-se

"Quer saber? Sirva duplos." Pedi para a garçonete e ela e Lauren riram, o que?

"Esses são duplos." Ela sussurrou rindo e eu ri sem graça. Vi Lauren virando o copo novamente e fiz o mesmo, quase vomitando de novo.

"26." Ela disse ao deixar uma jarra de cerveja na nossa frente.

"Pode deixar." Disse já pegando minha carteira.

"Eu sei." Lauren sorriu enchendo o copo de cerveja.

"Eu sei." Imitei Lauren rindo incrédula. "Não me importo de pagar, mas odeio que você deduza que eu vou pagar." Bufei pegando os dólares em minha carteira e percebi que Lauren e a garçonete riam de mim. "Pelo menos finja que vai pegar a carteira." Resmunguei.

"E se não conseguir enfileirar os patos?" Ela perguntou colocando mais um cigarro na boca, ela não parava de fumar não?

"Eu consigo, em ordem."

"E se levar vinte anos?"

"Vai levar cinco anos." Olhei-a. "Seis, talvez, no máximo." 

"Mas você nem tem emprego, nem sombra de um." Acusou.

"Não é verdade, estou interessada nessa coisa de internet." 

"Soube que será gigantesco." Ela assentiu dando uma tragada.

"E será."

"Com certeza."

"Está sendo sarcástica?" Franzi o cenho.

"Não. Acho que vai chover garota em cima de você." Ela sorriu.

"Acha mesmo que daqui a seis anos, eu, com emprego, casa, um belo carro e um futuro não terá alguém apaixonado por mim?" 

"Acho que será difícil." Riu.

"Quer saber?" Me virei pegando uma caneta e a conta.

"O que está fazendo?" Ela perguntou curiosa.

"Estou escrevendo o número dos meus pais." Disse ainda escrevendo.

"Mora com seus pais?" 

"Não." Zombei. "Sim. Mas daqui a seis anos não." Dei de ombros. 

"O que seis anos têm a ver com isso?" 

"Se me deixar terminar, a questão é essa. Daqui a seis anos, ligue para esse número, meus pais atenderão, eles lhe darão meu número. E daí você pode ligar para mim e minha linda mulher lhe dirá aonde mandar os vinte dólares que me deve." Dei de ombros sorrindo. 

"Vinte? Pensei que seria algum homem de negócios de sucesso." Exclamou rindo.

"Ok, cinquenta." Sorri superior. "Cinquentão."

"Cinquentão então." Ela sorriu colocando o cigarro na boca. Peguei o copo com cerveja e ergui, batendo com o dela.

(...)

"Antes do Natal seria legal." Lauren reclamou.

"Estou economizando filme." Disse como se fosse óbvio, abaixando a câmera.

"Para quê?" Ela cruzou os braços. Ergui os braços. "Para a sua viagem? É esta. Ela está acontecendo agora." Pegou a câmera da minha mão. 

"Cuidado, eu a comprei para o Natal." Ela jogou no cigarro no chão e pisou em cima, erguendo a câmera para mim. "Não vai me fotografar!" Estendi a mão para tampar a lente. Ela colocou a câmera de baixo da saia e tirou uma foto, gargalhei.

"Todos os lugares onde estive, mamãe vai adorar." Zombei.

"Pareça vivo. Aja com naturalidade no seu habitat." Ela estendeu a câmera, abri um sorriso grande mostrando todos os dentes. "Seja sexy, vejamos a Camz sendo sexy." Ela riu, fiz um bico cerrando os olhos e coloquei a mão no nariz. Comecei a caminhar até a câmera com um olhar bravo. "Gostei." Ela riu se afastando mais. Enfiei o rosto perto da câmera. 

 Corri até uma árvore e me encostei nela fazendo cara de orgasmo, ela gargalhou alto enquanto tirava repetidas fotos.

"Faça amor com a árvore!" Ela gritou e eu abracei a árvore com as pernas e fechei os olhos encostando a cabeça no tronco. Ri e me afastei.

"Me dê a câmera." Pedi estendendo a mão mas ela se afastou tirando mais fotos. "Quer me dar a câmera?" Bufei tentando pegar. "Terminou?" 

"Acabou o filme." Ela fez bico. Peguei e resmunguei, agora teria que comprar outro filme! 

"Você gastou todo o filme." Reclamei.

"Você é fotogênica." Ela disse risonha.

"Eu não disse que estava economizando?!"

(...)

"Comprou de ASA 400?" Perguntei vendo ela com um rolo de filme novo.

"Sei lá, comprei um filme." Ela riu dando de ombros.

"Teve troco?"

"Cala a boca." Ela me empurrou. "Me dê isso." Pegou a câmera, fiquei parada vendo-a ir até a grade que dava para o mar e tirar uma foto. "Eu tenho que ir." Ela se virou para mim.

"Ok." Suspirei triste, ela veio até mim e se inclinou dando-me um selinho. Sorriu ao se afastar e eu retribui.

"Então..."

"Não estrague." Deu-me mais um selinho e então se virou indo embora, me virei para olhá-la indo e ri sem entender.



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