História De Seul à Busan - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin
Tags Bangtan Boys, Bts, Hopemin, Hoseok, J-hope, Jihope, Jimin, Jung Hoseok, Park Jimin
Visualizações 71
Palavras 5.668
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá tudo bem com vocês?

Mais uma fluffy para preencher o site. Essa é dedicada especialmente para uma pessoa muito especial, cujo homenagem consta nas notas finais, junto ao FMV de inspiração (culpa da própria) e música para ouvir enquanto lê;

A fanfiction está divida em pequenos contos que conta a história dos dois desde o primeiro encontro até um momento extremamente especial para os dois; eles estão divididos por datas e os seis primeiros por enfoque em um dos dois e os dois últimos focando nos dois.

☆♡☽ Fanfiction dedicada à Nayoongi, por ser uma garota adorável e especial, uma amiga que eu sei que posso contar para qualquer coisa, incluindo surtos pelos otps. ☾♡☆


E bom…

Celebrando aniversários e amores verdadeiros,
desejo uma ótima leitura à todos.

Capítulo 1 - De Seul à Busan; capítulo único.


Fanfic / Fanfiction De Seul à Busan - Capítulo 1 - De Seul à Busan; capítulo único.

140801; Jimin

 

Jimin já estava cansado de perambular a cidade acompanhado de suas duas mães em busca do presente perfeito para o aniversário de sua irmã mais velha. A garota havia finalmente conseguido bolsa de estudos em uma importante universidade do país e todos se sentiam imensamente orgulhosos por ela estar alçando voos altos.

Ele amava incondicionalmente a sua irmã mais velha, mas naquele dia, o garoto não estava se sentindo à vontade, pois ele foi forçado a acompanhar suas mães naquela viagem de negócios e, apesar dele estar gostando de ter um tempo livre passeando e conhecendo lugares novos em Seul, naquele momento, ele não estava se sentindo confortável em passear por aquela rua comercial, entrando e saindo de todas as lojas de artigos de presentes e roupas, falhando na missão de encontrar o presente adequado para sua irmã. O garoto de cabelos alaranjados sentia falta dos seus irmãos, dos seus amigos e, principalmente, da sua casa — o hotel era confortável, mas não tinha os seus videogames, livros e seus gatos. Ainda restava duas semanas para o fim daquela viagem e ele nunca desejou que o tempo passasse tão rápido para que finalmente pudesse retornar à Busan.

Completamente entediado naquela loja de discos, enquanto as suas mães conversavam sobre músicas antigas que, de certa forma, serviram como trilha sonora para o relacionamento, Jimin acabou por encontrar um garoto adormecido no balcão de atendimento. Seus cabelos castanhos pendiam para todos os lados, bagunçados em um amontoado de fios que ele teve vontade de pentear; o rostinho sereno e bonito, sem quaisquer resquício de maquiagem chamou a sua atenção, ele realmente era um rapaz bonito, mas aquela forma mal curvada em que ele se encontrava sob o balcão lhe causou certo desconforto, ele realmente deveria estar cansado. O garoto ficou com pena de despertá-lo, ao mesmo tempo, em que queria preveni-lo de uma dor nas costas posteriormente, mas Jimin não teve muito tempo para pensar quando as suas mães se aproximaram, trazendo alguns álbuns em mãos e conversando animadamente sobre algo que ele desconhecia por ainda estar perplexo pela beleza do rapaz adormecido, despertando o próprio de seu sono.

Já despertado, Jimin teve certeza que o garoto não era apenas um belo adormecido, mas sim, era belo até desperto. Seus olhinhos pequenos, inchados pelo cansaço e provavelmente algumas noites sem dormir, brilharam acompanhados por um sorriso tão característico e único ao atender as duas mulheres e em servi-las bem. Jung Hoseok era seu nome, ele viu no crachá quando ele se ergueu e ajeitou as suas vestimentas; ele se atentou a esse detalhe, ainda que não tivesse nenhuma esperança de vê-lo novamente.

O contato visual naquele dia foi rápido, pois Jimin se sentira constrangido o suficiente para virar seu rosto e partir junto as suas mães com as suas bochechas naturalmente rosadas ainda mais avermelhadas e seus pensamentos indo e vindo sobre aquele atendente bonito.

E foi assim que Jimin conheceu Hoseok, ainda que sem coragem de dizer um “oi” ou um “tchau”.

 

140802; Jimin

 

Decidido a voltar no dia seguinte, mas dessa vez sozinho, Jimin se aproveitou do clima quente para se arrumar mais apropriadamente, ressaltando seu corpo bonito em vestes que poderia chamar atenção de qualquer pessoa. Naquela altura de sua tão jovem vida, ele já era completamente convicto de sua orientação sexual, tendo descoberto seu amor por garotas e por garotos a tempo de se apaixonar e se deliciar com aqueles tormentos de amar e ser ou não amado de volta, mesmo em seus vinte anos — no fundo, ele esperava que o outro garoto pudesse notá-lo como ele havia feito no dia anterior, tendo dormido pensando no sorriso de Hoseok enquanto atendida docemente as suas mães.

Com seus cabelos ruivos bem penteados, os brincos cuidadosamente escolhidos e os óculos escuros favoritos, ele entrou na loja, talvez aparentando estar um pouco mais diferente daquele garoto de moletom e entediado do dia anterior. Chamando atenção de duas garotas que se divertiam escolhendo seus álbuns favoritos. Hoseok estava lá, entre caixas e mais caixas de álbuns novos, arrumando pôsteres e photobooks como se fossem obras de arte a serem expostas nas prateleiras. Jimin fingiu procurar algum álbum em específico, observando de soslaio o rapaz a arrumar o seu material de trabalho.

O atendente cantarolava alguma música que tocava nos alto-falantes da loja, quando sentiu que estava sendo observado por alguém, partindo o seu manto de distração em pedacinhos com os coloridos álbuns ao notar a presença do menor no mesmo corredor em que ele estava. Hoseok reconheceu Jimin do dia anterior, ainda que tivesse dúvidas se ele poderia ser aquele garoto das “duas mães” do dia anterior. Ele havia achado aquele trio peculiar e ao mesmo tempo o invejou por ter duas mulheres maravilhosas e gentis o tratando como se fosse um pequeno príncipe.

E de fato, ele era.

Hoseok notou Jimin e se apaixonou pela segunda vez, desejando conhecê-lo.

— Precisa de ajuda?

 

140803; Jimin

 

E de fato, Jimin precisou de ajuda.

Precisou de ajuda após passar duas horas e meia conversando sobre aleatoriedades, principalmente sobre como é viver em Seul sozinho — no caso de Hoseok —, sobre música e mais alguns detalhes pessoais que os fizeram parecer amigos íntimos em poucas horas. O jovem atendente escreveu seu número de telefone em um pedaço de papel azul e entregou para Jimin que guardou o papel dobrado em seu bolso como se fosse algo sagrado. No mesmo dia, o atendente o convidou para tomar um sorvete no parque no fim do período do dia anterior, que seria um belo domingo de sol, perfeito para ser compartilhado com alguém e conhecer pessoas novas, talvez até se apaixonar.

Naquele domingo de sol, eles caminharam pelo parque, tomaram sorvete e partilharam fones de ouvido para ouvir os lançamentos musicais mais recentes. O atendente conhecia música coreana como ninguém, afinal, era seu dever estar a par de todas as músicas que eram lançadas constantemente no meio musical do país e Jimin se felicitou pelas músicas e grupos novos que ele lhe apresentou.

O atendente era adorável, ria alto e fazia diversas brincadeiras para descontrair, mas ao mesmo tempo se demonstrava amoroso e focado nos seus sonhos. Ele trabalhava na loja de discos para pagar seu curso na faculdade e aluguel de um pequeno apartamento, também fazia trabalho voluntário no final de semana e trabalhava em um estúdio de música nos seus dias livres junto a outros dois amigos da universidade, que também cuidavam da rádio estudantil do campus. Ele era fantástico e completamente inspirador. Ali Jimin compreendeu o fato de ele tê-lo encontrado adormecido no balcão quando o viu pela primeira vez, já que ele estava imergido em tantas atividades ao mesmo tempo.

Aproveitando as horas que restavam, decidiram passear pelo shopping para assistir um filme de comédia romântica qualquer. No escuro da sala, Hoseok o beijou. Foi um beijo doce, calmo e durou tempo suficiente para desejar por mais. Daquele beijo em diante, o filme já não era tão importante assim até porque Jimin só queria ficar ali, nos braços do outro, sentindo as mãos dele se entrelaçarem as suas e os beijos se tornarem longos, frequentes e ainda mais gostosos.

Ainda restava duas semanas de viagem, e decididos a aproveitar todos os dias, mesmo com Hoseok estando ocupado com suas atividades, o mais velho decidiu apresentar a cidade para ele aos seus olhos, o levando para algumas festas noturnas, restaurantes, parques e, principalmente, no estúdio de gravação e na rádio da universidade, fazendo com que Jimin se interessasse por música de uma forma como ele nunca havia imaginado e depois de muita insistência de Namjoon, amigo do Hobi e um dos produtores trainee do estúdio, e o próprio, o ruivinho gravou uma demo de uma composição aleatória de seus hyungs, mesmo que não tivesse nenhuma experiência com canto além do habitual chuveiro que era seu maior público, até então.

Hoseok se apaixonou pelas mães de Jimin que lhe trataram tão bem que o fez se sentir acolhido, principalmente quando em uma semana que eles se encontravam, as duas acompanharam seu filho amado em um dos encontros para levar comida, filmes e alguns presentes para o rapaz, passando algumas horas com ambos apenas para conhecer o outro e se felicitando por Jimin ter encontrado alguém tão agradável e bonito quanto Hoseok era, ainda que fosse um amor um tanto quanto improvável de sobreviver à distância, mas nenhuma das duas se opuseram, apoiando qualquer decisão que ambos tomassem.

Jimin queria morrer, mas não queria se despedir de Hoseok. Não queria ter que fazer e vê-lo fazer promessas que nunca iriam acontecer, ele se amaldiçoava por ter se apaixonado tão fácil e tão rápido pelo mais velho. Ele queria se esquecer dos beijos, dos abraços longos, das noites em claro fazendo planos e amor, dos encontros aleatórios, das sensação de ter suas mãos entrelaçadas a dele; Jimin queria se esquecer que um dia existiu Jung Hoseok em sua vida, mas já era tarde demais e ele se sentiu dragado pelo relacionamento à distância. Sendo a única alternativa para manter aquele sentimento ainda vivo em seus corações, para aniquilar aos poucos a saudade, seja por ligações ou via internet enquanto Hoseok não tinha condições de abandonar a sua vida em Seul em prol do relacionamento e Jimin não podia perder a sua bolsa de estudos em Busan — a promessa de se encontrarem e de ficarem juntos para sempre ficou e a dor da despedida também.

De fato, Jimin teve que se despedir na promessa de que, um dia, eles nunca mais precisassem se despedir novamente.

— Nunca se esqueça de mim, Hoseokie hyung.

— Nunca.

 

150810; Hoseok

 

Um ano de namoro.

Jimin e Hoseok haviam completado aquele um ano de namoro após muitas trocas de mensagens e ligações todos os dias, além de usarem um software de comunicação por vídeo e se verem através da tela de seus computadores e celulares sempre que podiam. Durante aquele ano, Hoseok havia conseguido alguns dias de folga para passar com seu amado, finalmente, conhecendo o restante da família Park — Hyunah e Jihyun, os irmãos.

Hoseok tinha problemas com a sua família. Ele nasceu em Gwangju e vivia com seus pais e a sua irmã mais velha até seus dezoito anos, quando seus pais descobriram sua orientação sexual e o fizeram escolher entre continuar em casa e seguir os sonhos que eles tinham para ele, de ele ser professor assim como eles eram, além de ser privado de suas escolhas e relacionamentos amorosos ou de seguir com os seus sonhos de dançar e trabalhar com música. Hobi escolheu seguir seus sonhos em Seul e conquistar a sua independência. Após quatro anos, ele estava no último ano de dança, além de ter alcançado a sua independência tão sonhada e seguir com seus sonhos e com as suas vontades — Hoseok ainda mantém contato com sua família, principalmente com a irmã, mas não é algo tão próximo e íntimo quanto Jimin tinha com suas mães e irmãos, além dele mesmo estar criando fortes laços com aquela família que já adotara como um filho igualmente.

Naquele dia, decidiram passar a noite em frente aos seus computadores, comendo besteiras e conversando aleatoriedades. Era uma segunda-feira, não havia como nenhum dos dois viajarem e comemorarem pessoalmente, apesar da insistência das noonas em pagarem a passagem de um dos dois, caso fosse preciso. O ruivinho estava completamente arrependido de ter recusado a oferta, se sentia angustiado, triste e com muitas saudades do seu namorado. Queria ter a possibilidade mínima de abraçá-lo e enchê-lo de beijinhos o dia inteiro e agradecer a sua existência, mas ele não conseguia responder as perguntas de Hoseok, não terminava suas frases e raciocínios, seu dia não havia sido tão incrível quanto a semana do outro que dissertava alegremente sobre as conquistas na universidade e sobre uma reforma na loja que o garantiu alguns dias de trabalho extra limpando pó dos álbuns e os encaixotando para a outra filial.

Jimin se sentia perdido sem Hoseok.

— Mochi, você parece não tristinho. O que aconteceu? — fazia algum tempo que ele havia notado algo de estranho no pequeno, mas decidiu distraí-lo com suas histórias e instigá-lo a interagir e conversar também, mas no fundo, Hoseok só o queria em seus braços novamente.

Eu sinto a sua falta, hyung.

Jimin respondeu sem conseguir olhar para seu hyung. Ele sentia as lágrimas se acumularem em seus olhinhos, borrando a sua visão e a vontade de chorar engasgada em sua garganta — ele não queria perder nenhum minuto daquele dia ao lado do seu namorado, mas ao mesmo tempo, ele se sentia triste o suficiente para desanimá-lo por completo de fazê-lo e permanecer em silêncio fingindo sorrisos era a melhor solução, ainda que ele nunca conseguisse mentir para Hoseok.

Sua mãozinha tocou a tela do notebook e o outro fez o mesmo, indiretamente juntando as suas mãos, ainda que separadas pela distância.

 

160126; Hoseok

 

2016 seria um ano incrível para Hoseok.

No final daquele ano, ele finalmente graduaria e poderia prosseguir com seus sonhos, agora com o diploma em mãos. Ele havia terminado suas atividades na nova — e maior loja, após a reforma — e estava em seu apartamento. Havia muitas coisas para ele organizar ao longo daquele ano, principalmente, com relação aos seus planos após a faculdade, estes dependiam diretamente dos seus sentimentos em relação a Jimin, que apesar da distância e das curtas viagens nas férias e em finais-de-semana, só havia se tornado maior e mais incrível.

Jimin era incrível em todos os aspectos. Era um garoto sonhador, bondoso e sempre tão preocupado e cuidadoso com os outros; ele era cercado de amor e de pessoas que verdadeiramente o amavam e contribuíram para que ele fosse o homem maravilhoso que é hoje e pelo qual Hoseok se apaixonou perdidamente quando o viu na loja acompanhado pelas suas mães, se surpreendendo com seu retorno no dia anterior. Por mais que tenha sido constrangedor, ele não queria perder a oportunidade de conhecer o dono daquelas bochechas rosadas e do sorriso doce. Ele só não esperava embarcar em um mar turbulento que era aquele relacionamento à distância e nem era pelo garoto do outro lado da tela, mas sim, pela distância, pelas saudades e pelos ciúmes de vê-lo com outras pessoas se não a si próprio. Haviam sim algumas breves discussões, mas eram resolvidas facilmente, Jimin também era um pouco ciumento e sentimentalista, mas tudo se resolvia e as conversas doces, cantorias e um esperando ao outro dormir através de uma ligação se fazia presente novamente.

— Você está bonito hoje — Hoseok não poupou elogios ao ver seu garoto assim que iniciaram a chamada.

— Não começa, hyung — protestou Jimin, colocando as mãozinhas no rosto, se sentindo completamente constrangido com o elogio.

Naquele dia, Jimin iria se apresentar para um pequeno público no festival de artes da universidade ao qual estudava. Ele estava se sentindo completamente inseguro, apesar de ter ensaiado constantemente nos últimos dias e recebido diversos conselhos de Hoseok que era seu sundae, mesmo em universidades diferentes. Ele se sentia inseguro com seus passos, com a música escolhida e a roupa, mas a sua aparência, forma física e até seus traços lhe deixavam ainda mais inseguro — Hoseok sabia que seu namorado era inseguro, principalmente se jogado em situações que colocavam em jogo seus talentos e por isso enchê-lo de elogios era quase que um dever diário. E de fato, isso fez o ruivinho se sentir melhor.

— Não posso me conter, Mochi.

— Você é tão bobo. Te amo, hyung — Jimin se aproximou da tela, mandando um beijo com seus lábios rosadinhos, ainda que se escondesse em seu grande suéter listrado, sentindo seu rosto corar.

— Também te amo, Jiminie.

 

161125; Hoseok

 

Dois anos e alguns meses de namoro.

Quem diria que fosse sobreviver a tanto tempo.

Os pais de Hoseok não aprovaram o relacionamento desde o início, apesar de terem feito um jantar em família em uma única viagem de Jimin à Gwangju com o namorado; nenhum dos dois havia se simpatizado com a ideia do relacionamento à distância e, principalmente, pelo namorado de seu filho ser justamente um homem. A parte disso, Hobi estava extremamente feliz, todos os seus planos para aquele ano haviam dado certo, apesar dos sacrifícios que teve que fazer, tudo estava se encaminhando para um final feliz.

Desde março ele não vê Jimin pessoalmente. Havia evitado todas as viagens para diminuir os custos, enquanto que o ruivinho não havia encontrado tempo e nem recursos financeiros para custear as viagens sozinho. Naquele mesmo ano, as suas duas mamães haviam ajudando o filho a financiar um apartamento garantindo o primeiro passo para a sua independência e ele não queria pedir mais dinheiro para elas e muito menos para sua irmã mais velha. Com isso, as discussões, as saudades e os ciúmes vieram à toda, chegando a um insuportável ponto em que Hoseok não sabia se Jimin ainda iria continuar com o relacionamento; ele aparentava estar constantemente cansado, principalmente do relacionamento, desanimado com todas as sugestões de Hoseok e dizia menos eu te amo e mais eu já não suporto mais isso. E apesar desse mar turbulento que enfrentaram, ele segurou firme e manteve o que tinham e construíram juntos, pois sabia que no final, haveria uma recompensa maior e ele não queria revelar ao namorado ainda, pois tudo seria grande surpresa.

Em duas semanas, ele finalmente, receberia seu diploma. Estava apenas finalizando as últimas provas e entregando os últimos trabalhos; seu apartamento já estava com novos moradores e todas as suas coisas haviam sido enviadas para um depósito em Busan. Enquanto o dia da sua formatura não chegava, ele dormia na casa de sua irmã, alternando na casa dos seus amigos ocasionalmente, sempre mantendo surpresa sobre suas ações para todos, com exceção de suas cúmplices: sua irmã, Hyunah e suas sogras. Quando Jimin questionava sobre o porquê dele não estar no cenário habitual de sua casa, Hoseok desconversava falando sobre reformas inesperadas e trabalhos exaustivos que exigiam que ele dormisse na casa dos seus amigos para concluir; para isso, ele sempre tinha uma desculpa, nada iria abalar seus planos, ainda que reforçasse os ciúmes que o garoto sentia ao vê-lo em quartos desconhecidos e vozes a mais.

— Hyung, você ainda vai vir me visitar? — Jimin questionou, enquanto se preparava para dar uma mordida em seu sanduíche, estava na hora de almoço entre as aulas e os estágios da tarde.

— Claro, baby, já estou preparando as malas — Hoseok que estava descansando no depósito da loja respondeu animadamente.

— Não vejo a hora de te ver, hyung! — o garoto praticamente saltou da mesa, pulando até a tela do seu notebook para mandar um beijo.

 

161212;

 

E enfim, o grande dia havia chego.

Hoseok estava ansioso para desembarcar e se encontrar com a sua família, a sua nova família. As suas mãos suavam e ele sentia seu coração bater mais rápido quando pensava que estava a poucos passos do seu garoto, de abraçá-lo e enchê-lo de beijinhos sem que entre os dois tenha a tela do celular e quilômetros de distância. Finalmente, eles se encontrariam novamente e poderiam construir novas memórias juntos — ainda que Jimin não soubesse que seu namorado havia comprado apenas a passagem de ida, sem passagens de volta.

Enquanto esperava as ordens de desembarque, ele olhou a polaroid que carregava dentro de seu livro. Nela, estava ele, Jimin, Hyunah e suas sogras na sua última viagem a Busan em um dia divertido em família. Ele teve o prazer de conhecer a história daquelas duas mulheres que se apaixonaram ainda na universidade, enfrentaram o medo e o preconceito por amor, uniram suas forças e decidiram morar juntas e construir uma família, mesmo em meio a uma sociedade preconceituosa. Encontraram apoios em diversas áreas, incluindo um médico que as ajudou a ter seus filhos, sendo que seus dois filhos mais velhos — Hyunah e Jimin — são frutos dos seus ventres, enquanto o filho mais novo, Jihyun, foi adotado após diversas tentativas em orfanatos que insistiam que elas não compunham uma família. A família Park mora em uma casa confortável com quintal cheio de flores em um condomínio bonito e com pessoas agradáveis que estavam receosas em recebê-las, mas que tiveram o imenso prazer de ajudar a construir aquela história quando as conheceram verdadeiramente. E Hoseok estava indo para lá, depois de enfrentar o inferno com a sua família, para dar continuidade aquela história. Ele nem se importaria se um dia tivesse que trocar o Jung por Park. Ele já se sentia parte daquela família de qualquer jeito.

Tendo feito todos os procedimentos e apanhado suas malas, Hoseok acabou encontrando uma de suas sogras, que vinha alegremente em sua direção dispensando formalidades ao enchê-lo de abraços apertados e beijinhos. Ela, Moon, era extremamente semelhante ao seu namorado, tanto no sorriso, quanto na forma de agir, sempre cuidadosa e gentil com todos. Ela o ajudou a carregar uma das malas, enquanto fazia facetime com a esposa que a aguardava do lado de fora junto aos três filhos e o outro genro. Todos vieram recepcionar Hoseok, como sempre faziam em todas as suas idas a Busan.

E ele sentia falta disso.

Antes de deixar Seul definitivamente, Hoseok fez uma curta viagem a sua cidade natal para conversar com seus pais sobre sua decisão. Ainda que ambos não estivessem de acordo com o relacionamento, esperavam pelo menos fazer parte dos momentos especiais que os dois fossem construir juntos, engolindo o orgulho para ver o tão dedicado e apaixonado filho feliz.

Enquanto isso, do lado de fora no estacionamento do aeroporto, estava a família aguardando pela chegada de Hoseok. Jimin tentava ver algo na chamada de vídeo de sua mãe, mas ele não conseguia, pois ambas impediam escondendo o namorado do outro lado da câmera ou erguendo o aparelho de forma que dificultasse a sua visão, mas ele conseguia ouvir a voz e a risada e isso o enchia de um sentimento tão insuportável de lidar, entre ansiedade, agonia, vontade de vê-lo o mais rápido possível e enchê-lo de beijinhos.

— Omma Moon, ele está aqui? Ele chegou? — Jimin praticamente gritava, pulando nos braços da sua outra mãe, tentando ver algo através da tela.

— Calma, Minie, ele chegou. Estamos indo até vocês — a mulher desligou a chamada não antes de mostrar o rostinho cansadinho e sem maquiagem de Hoseok que estava ao seu lado tão ansioso quanto o namorado acenando.

Moon ainda brincou com o nervosismo de seu genro, dizendo que ele estava adorável daquele jeito. Ela, tanto quanto mãe, como esposa, tendo vivido todas as situações que Hoseok viveu com a família e sociedade por ser quem ele é e amar quem ele ama — e provavelmente, ainda irá viver — entende perfeitamente o que ele está sentindo e não negou auxílio em nenhum momento e soube, de certa forma, desde a primeira viagem há quase três anos, que ele era o homem certo para seu filho. Independentemente, Hoseok era a pessoa certa para Jimin, em todos os aspectos, qualidades e imperfeições.

Aquele dia estava frio, todos estavam recolhidos em seus casacos. Hyunah estava ao lado de seu noivo, Seokjin, tão ansiosos quanto os outros, além de Jihyun no auge dos seus quatorze anos, aguardava ansiosamente pela chegada daquele que ele considerava um irmão mais velho igualmente. Sohyun, a outra mãe, avistou sua esposa e genro chegarem e se apressou em ajudá-los com as malas, o mesmo foi feito por Jin e sua noiva que se apressaram em abrir o porta-malas do carro para adiantarem a ida para casa — estava frio demais para ficar do lado de fora.

Jimin sentiu como se fosse a primeira vez ali diante de Hoseok. Fazia tantos meses, dias, horas, minutos e segundos que não se viam, que ele contava cada um ansioso para que aquele dia chegasse logo; o seu calendário estava todo riscado, cada coração era um dia a menos e uma batida a mais em seu coração apaixonado. Ali, escondido entre seu moletom, tapando seus cabelos alaranjados na touca de um grande casaco, ele tapou o rosto com as suas mãozinhas cheia de anéis, encobrindo a vergonha, as lágrimas e o enorme sorriso que surgiu em seus lábios, quando já livre de suas malas e de todo o peso que lhe atrapalhava, Hoseok parou a alguns passos dele e chamou pelo seu nome.

— Jimin...

Por um segundo, Hoseok pensou que o garoto iria ignorá-lo, porém, logo ele foi recebido com um abraço tão forte e desesperado que ele se tranquilizou, imergido em diversos sentimentos bons. A suas mãos tiveram o prazer de sentir seu garoto novamente, os seus braços o seu calor e seus lábios os beijos, aqueles que com o passar do tempo, foram se perdendo na saudade, na angústia e na dor que a distância injetava todos os dias.

Encostado nos ombros do namorado, Jimin chorou, dando liberdade para as suas lágrimas que eram um misto doce de saudades e alívio, de amor e de carinho, de esperança e da vontade de deixar aqueles braços nunca mais.

— Você chorou, Jiminie-ssi... Agora você não precisa mais chorar. Eu estou aqui — Hoseok praticamente cantou em seus ouvidos, a sua voz sendo a única coisa que faltava para aniquilar as saudades que lhe corroía todos os dias. Ele amava a voz dele, aquele tom gostoso e único.

E antes de cumprimentar todos os outros presentes — naquele momento, Moon e Sohyun já estavam em lágrimas emocionadas pelo reencontro — Jimin o abraçou forte, o beijando rapidamente e o observando com seus olhinhos vermelhos e úmidos, a bochecha naturalmente rosada e com aquele sorriso que brincava naqueles lábios fofinhos pedindo por mais e mais beijos, mas que no momento não lhe eram adequados, pois havia público e desconhecidos ao redor.

Antes de deixarem o aeroporto, Moon pediu a uma senhora desconhecida para fotografá-los em frente a uma árvore próxima aos veículos, todos juntos como uma família feliz, completa e repleta de amor. Aquela foto, com certeza, iria para o porta-retratos em meio a tantas outras na sala de estar da família.

Era o recomeço que Hoseok desejava há tanto tempo, que planejou cuidadosamente durante o ano todo e esperava ansioso por dar mais e mais passos diante dos seus sonhos. Valeu a pena sacrificar sua vida em Seul, seus sonhos encaminhados, seu trabalho, projetos e tudo que havia conquistado. Ele sabia que era o certo a fazer, pois ali era o seu lugar.

 

161216;

 

Alguns dias haviam se passado desde a chegada de Hoseok à Busan. Todos esses dias, ele e o namorado passaram na casa da família Park, a pedido das mães do garoto para que pudessem ter mais momentos em família, antes que os dois aproveitassem o restante da viagem já no novo apartamento de Jimin.

Antes que eles fossem embora para o apartamento definitivamente, Moon pediu a sua esposa que preparassem um grande jantar para comemorar a recente graduação de Hoseok, como desculpa para encobrir o principal motivo que estava muito bem escondido em um fundo falso na mala não desfeita dele. Naquele mesmo dia, todos enfeitaram a casa com os adereços natalinos, colocando luzes, enfeites e montando a árvore na sala de estar. Sohyun havia preparado o jantar com os pratos favoritos de todos, servindo um verdadeiro banquete.

Aqueles primeiros dias foram excelentes, Hoseok e Jimin se divertiram juntos entre passeios no shopping; karaokê com a família; almoços, jantares e piqueniques no parque; passeios à meia noite na praia; compras de objetos de decoração para o apartamento de Jimin; práticas de dança no estúdio que o ruivinho estagiava e muitos, mas muitos momentos em família.

Hoseok, definitivamente, achava aquela família um tanto disfuncional aos olhos dos outros, mas que só quem realmente os conhecia sabia que eram o casamento perfeito entre o amor e a cumplicidade. E em pensar que tudo aquilo surgiu do amor de duas pessoas completamente incríveis como suas sogras eram e isso só o motivava a seguir com seus planos, pois ele mais do que nunca, desejava fazer o mesmo com Jimin, ter a sua própria família, a seu lar, os seus filhos e, principalmente, ter os seus sonhos realizados.

Após o jantar, enquanto todos terminavam a sua sobremesa, Jimin deixou a mesa para colocar mais alguns enfeites na árvore de natal, cujo ele havia adquirido no mesmo dia após um longo passeio no centro comercial da cidade. Eram enfeites meigos de anjinhos, estrelas e renas, mas que de certa forma para ele eram especiais, pois foram comprados junto a Hoseok. Ali, em meio à mesa com as pessoas que ele amava e admirava, ele se sentiu angustiado e assombrado pelo sentimento de que o namorado iria retornar em uma semana e alguns dias, fazendo com que Jimin voltasse a conviver com as saudades e a solidão; ele sentiu mal, deixando a sala para colocar os enfeites e espairecer a cabeça um pouco.

Quando todos na mesa o olharam o motivando a seguir com o verdadeiro objetivo daquele jantar, Hoseok soube que era a hora e ele não iria deixar aquele momento e, muito menos, aquela oportunidade passar. Ele deixou a sala de jantar, se encaminhando para a sala de estar em que Jimin cuidadosamente separava os enfeites natalinos tão distraído em seus pensamentos e absorto da vida real que nem percebeu a aproximação do namorado.

— Jimin — Hoseok chamou.

O garoto imediatamente se virou em direção ao mais velho, se assustando com a sua presença. Ele apenas assentiu se demonstrando atento ao chamado, enquanto observava o namorado se aproximar com seu suéter alaranjado e seus olhos pequenos sérios e sem aquele brilho enérgico habitual; Jimin não gostava daquele semblante sério no outro, sempre indicava algo extremamente importante e pontual a ser dito, e no auge do seu desespero, havia passado pela mente do garoto que o relacionamento de ambos iria acabar ali.

— Aconteceu alguma coisa, hyung? — Jimin perguntou, quando Hoseok se aproximou, se sentando ao seu lado no carpete da sala.

— Eu preciso falar algo muito sério com você.

— Hyung, você está me assustando.

— Jimin, nós fizemos dois anos de namoro esse ano, não foi? — o garoto assentiu nervoso, ainda que sem entender nada — Quando eu te conheci, eu não sabia que a minha vida poderia mudar tanto. Eu aprendi tantas coisas com você, eu ganhei mais do que perdi, eu vivi momentos que eu nunca pensei que eu fosse viver e, Minie, eu ganhei uma nova família que me ama pelo que eu sou, não me julga, não me faz escolher entre isso e aquilo, que aceita minhas imperfeições. Jimin, eu te amo e é por você que eu mudei o percurso do meu caminho para poder seguir ao seu lado — Hoseok tirou do bolso de sua calça, uma caixinha de joia azulada, abrindo-a rapidamente antes que seu nervosismo o impedisse, ali revelando as duas joias prateadas — Você aceita se casar comigo, Jiminie?

E por um segundo, o ruivinho pensou estar sonhando. Não, não era possível, ele não conseguia acreditar que Jung Hoseok estava lhe fazendo aquela pergunta, aquela proposta de casamento que estava distante de seus sonhos. Ele nunca, em hipótese alguma, pensou em um dia se casar com ele, não que fosse algo negativo, mas partindo da sociedade que vivem, do tipo de relacionamento que mantinham e do histórico de suas mães, ele sabia que não era algo viável e, talvez, Hobi não tinha aqueles planos em mente para o futuro dos dois. Mas Jimin se esqueceu que, apesar de tudo, família era algo muito importante para o namorado e construir uma consigo era o seu maior desejo.

— Sim, hyung, eu aceito — mas mesmo assim, ele aceitou. Porque Hoseok era, definitivamente, o amor da sua vida e não havia outro que pudesse substitui-lo.

Jimin tomou partido ao colocar as alianças, tendo em vista que Hoseok já estava completamente nervoso e a beira das lágrimas — ele conhecia o namorado emotivo que tinha — e o beijou, selando o novo compromisso.

— Mas... Hyung, e como vamos fazer? — Jimin questionou, se aninhando nos braços do outro.

— Como assim? Com relação à distância e tudo mais?

— Isso... Namoro à distância é ruim, casamento pior ainda.

— Então, com relação a isso, lembra do que eu acabei de discursar... Que eu mudei o percurso do meu caminho para seguir do seu lado? — Jimin assentiu, ainda sem compreender — Eu estou aqui permanentemente, meu amor. Comprei apenas uma passagem de ida. Aluguei o apartamento, pedi demissão, repassei os outros projetos para pessoas que eu confio tudo por uma vida nova... Ao seu lado — Hoseok continuou tagarelando, ignorando a surpresa de seu dongsaeng.

— Hyung...

— Ah, as minhas coisas estão em um depósito, eu sei que vamos precisar de uns móveis e decorações legais, também preciso de um espaço para meus CDs e videogames.

— Hyung.

— Também precisamos conversar sobre o casamento, vai ser igual as suas mães em Las Vegas, mas já escolhi o lugar, vai ser bem bonito, você vai gost-

— HYUNG! — Jimin praticamente gritou, o interrompendo. E quando Hoseok menos aguardava, foi atacado por um abraço desesperado, forte e cheio de beijinhos no rosto e nos lábios.

Ainda no chão, tendo um garoto de bochechas rosadas e cabelos laranjinhas bagunçados em cima de si, o mais velho chegou à conclusão de que estava completamente certo em seguir o seu coração, em amar Jimin.

— Eu ainda não acredito nisso — Jimin disse, elevando suas mãozinhas no seu rosto corado — E o seu emprego?

— Já me arranjei. Ganhei uma bolsa de estudos para pós-graduação e ainda vou ser titular na maior escola de dança da cidade, aka lugar em que meu maridinho gostoso trabalha. Vou ficar tão grudado em você que você vai se enjoar de mim.

— Impossível — Jimin sorriu e o beijou novamente.

E assim podemos dizer que, novos capítulos dessa história seriam escritos. Havia muitas datas a se comemorar. Hoseok teve ainda mais certeza de que mudar o percurso do seu caminho para segui-lo em outro novo de mãos dadas a quem amava foi a melhor decisão que ele fez e que todo o sufoco que viveram juntos os prepararam para um novo e maior capítulo em suas vidas.           


Notas Finais


✿ FMV; [au] jihope; one plane ride away | https://youtu.be/BMkUB_eDLJA

✿ NYLA — Blackbear | https://youtu.be/omWI4e5YZB8


☆ Para Nayoongi;

Feliz aniversário, gatinha, te desejo tudo de bom hoje e sempre e obrigada por fazer parte da minha vida nesses últimos meses e ter sido uma pessoa completamente especial, que surta pelos otps e fala sobre a vida. Te considero muito e espero que nossa amizade dure muito mais e que perpasse por muitos outros aniversários seus. Espero que tenha gostado dessa pequena homenagem e que venha surtar comigo depois no whatsapp. Te amo, princesa ♡


✿ Agradeço a quem leu até aqui, de coração e, se puderem, comentem, favoritem e divulguem a fanfiction ♡ e caso alguém queira bater um papinho ou só surtar pelo bias, meu twitter é annexhoseok.

Beijos ♡


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