História De Uma Noite Escura à Um Céu Estrelado - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~LovelyKo0kie

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan, Bangtan Boys, Bts, Drama, Novela, Romance, Tragedia
Exibições 24
Palavras 2.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá Amores e Amoras!!! :D
Saudadess? Espero que muitas
Gostaríamos (Vcs logo vão reparar que sempre falamos na 1ª pessoa do plural) de agradecer a todos (as) que disponibilizaram um pouco de seu tempo para ler nossa Fic, de verdade, Obrigada!
Estaremos postando Caps novos sempre que possível, não tão regularmente como queríamos, por que gente louca também precisa trabalhar né? Afinal todynho tá caro ><
E pra quem se perguntou, e o BTS? Cadê?
Sem mais delongas, tá aqui, mais um Cap, se deliciem... kkkkk
Bjinhossssssss
Mais uma coisa...

Cuidado por onde andam. Destino pode ser uma coisa relativa... A vida pode querer brincar, e você... Você pode ser o brinquedo. (By: V&J) ;)

Capítulo 2 - Esbarrando Com o Destino


Fanfic / Fanfiction De Uma Noite Escura à Um Céu Estrelado - Capítulo 2 - Esbarrando Com o Destino

 

Vallenthina

Sexta-Feira, 16:27h - Casa da Vallentina

 

 Estávamos no final de julho, após um início de ano —2014— Conturbado com tantos estudos. Enfim Angel — Que havia se mudado para Los Angeles para morar conosco, e estudar Inglês e Fotografia, depois de ser aceita pela New York Film Academy (A Academia de Cinema de Nova York), considerada a melhor escola de ensino prático de cinema do mundo por diversos grandes cineastas contemporâneos. — E eu — Que estudava música depois de ser selecionada pela University of Califórnia, e administração, por meu pai achar que precisasse de um plano B. — Estávamos de volta ao Brasil, para matar a saudade do nosso país, que tanto amávamos. E dessa vez o papai conseguiu vir também, o que tornou tudo mais perfeito, já que todos estariam reunidos. 

 

 Desde a morte da mamãe, nossas famílias se aproximaram, e depois de um tempo era como se já fosse uma só. Angel e eu até nos chamávamos de irmãs, embora nossos pais, a quem vivíamos tentando juntar constantemente, nunca tenha se envolvido, ou tenha chegado a ser mais que bons amigos, para nossa decepção, já que achávamos que eram perfeitos um para outro.

 

 — Tenho um presente para vocês. — Papai falou enquanto se juntava a mim, Angel que estava ao meu lado e tia Yumi um pouco mais afastada no canto do sofá; na sala de estar onde víamos um filme. Sentando entre mim e a Angel, estendendo-nos um papel, que pegamos muito curiosas. — Vocês só ficaram em casa desde que chegaram, e pensei que seria bom se saíssem um pouco... Vocês precisam se divertir, nem parecem que estão de férias.  

 

 Ele estava certo. Desde que chegamos ao Brasil, tudo que tínhamos feito era pensar nos trabalhos que teriam no próximo semestre, e como precisávamos estudar, e sempre ficávamos tão cansadas que nem mesmo sobrava energia para sair.

 

 — Um show? É brincadeira? — Ângela perguntou empolgada o olhando e logo em seguida para sua mãe. 

  

 — Sim, um amigo me presenteou com os ingressos. É de um grupo novo, com que trabalha; ele me garantiu que os meninos são bons, e achei que faria bem a vocês. — Olhou de mim para Angel. — Será amanhã, aqui mesmo em São Paulo.  

 

— Obrigada papai! — Agradeci contente e o abracei, e a Angel juntou-se á nos.  

 

— Obrigada tio Michael.  

 

* * *

 

  O táxi havia acabado de estacionar na Avenida Marquês de São Vicente, onde aconteceria o show, na casa de eventos Via Marquês, onde já tinha um grande número de pessoas aguardando para poder entrar. 

 

 Eu vestia uma camisa branca até a altura dos cotovelos, com um short cintura alta, preto um pouco acima das coxas, usava botas também pretas cano curto de salto. Meus cabelos estavam soltos, lisos com camadas de cachos nas pontas, uma maquiagem suave nos olhos e um batom vinho nos lábios. 

 

 Enquanto seguia ao lado da Angel. — Que usava uma camiseta fofa branca, justa ao seu corpo, uma saia cintura alta rosa com um cintinho, sandália anabela também preta, que era pressa no tornozelo por uma fita de cetim na mesma cor. Seus cabelos estavam penteados com uma trança lateral, um pouco frouxa; e sua maquiagem leve, destacava mais apenas seus olhos com delineador e na sua boca um batom pink. — Para nos juntar as outras pessoas da fila.

 Na portaria, notei um rapaz que vinha em nossa direção, carregando em suas mãos uma garrafa de bebida, e no rosto um sorriso cínico. 

 

 Agarrei o braço da Angel involuntariamente, enquanto ela só tagarelava empolgada sem parar.  

 

 Após alguns passos, o rapaz para no meio do caminho, nos impedindo de passar. 

 

 — Licença! — Angel fala tentando passar. 

 

 — Para quê a pressa? — Ele sorri para ela abrindo os braços. — Oi menininha linda! — Se direcionou a mim, enquanto seu olhar viajava por todo meu corpo, parecendo um animal que analisa sua próxima presa, o que me fez estremecer um pouco, e não conseguir falar nada. — Vocês parecem que vão para festa... — Ele olhou em direção a casa de shows, um pouco mais atrás de onde estava. — Para que ir a uma festa, se podemos fazer uma festinha aqui? — Deu um passo em minha direção com um sorriso malicioso, e automaticamente me afastei inclinando meu corpo para trás, levando a Angel junto.  

 

 — Eu tenho uma ideia melhor! — Angel já estava um pouco irritada. — Que tal você fazer sua festinha no raio que o parta e nos deixar em paz?! Realmente, é uma ideia muito melhor! — Ela o empurrou e saiu de lá pisando forte, enquanto eu á seguir e o cara continuou lá, parado na calçada, com um sorriso maligno no rosto. Não veio atrás da gente, nem falou mais nada, para minha alegria. 

 

 Quando conseguimos entrar, a apresentação já havia começado e o local já estava bem cheio, o que dificultou para chegar à área vip. Havíam varias garotas com faixas na cabeça gritando sem parar “Ele é lindo”, “Ai meu Deus, Aquiiii” e essas coisas. Também tinha muitas bandeiras do Brasil.

 

 Não prestávamos muito atenção no show, ou nos garotos no palco, apenas dançávamos ao som das músicas, que embora não entendêssemos, tinham um ritmo perfeito, que me fez esquecer de tudo. Notei a coreografia deles no palco, eles dançavam muito!

 

 Chamávamos um pouco de atenção, mas a única coisa que queria era me divertir, então não me importei com as pessoas ao redor, ou com o fato de estar surda por tantos gritos de garotas histéricas, algumas até estavam passando mal. Caramba! 

 

 

Ângela

Sexta-Feira, 17:02h - Via Marquês

 

 Tudo havia sido perfeito. Nos divertimos demais, e quando acabou quase comecei a chorar.  

 Esperamos o fluxo de pessoas diminuírem para então seguirmos para saída, depois de um tempo já estávamos do lado de fora.  

 

 — Partiu casa? — Passei meu braço pelo ombro da Vallen, que fez uma cara de triste fofa, me fazendo rir.  

 

 — Já estão indo embora? Agora que a festa vai começar. — Me separei dela sem acreditar, já fuzilando o cara que tinha nos importunado antes de entrarmos para festa. Mas o que ele ainda fazia ali? Ele estava nos esperando? Notei que o mesmo agora estava acompanhado por outro sujeito menor, que se mantinha um pouco atrás dele.  

 

 — Oi Gata! — Ele falou mais perto da Vallen, que parecia um pouco perdida. — Se assustou? — Ele sorriu sínico. — Estava pensando da gente se divertir um pouco! — A olhou da cabeça aos pés, fazendo-a se encolher um pouco. 

  

 — N-Não, não estou interessada! — Ela falou parecendo um pouco nervosa, se voltando para mim, e a essas alturas já estava ficando irritada com o outro sujeito que só faltava me comer com os olhos.  

 

 Olhei rápido ao redor de onde estávamos, na esperança de ver alguém que pudesse nos ajudar. Ainda tinham algumas pessoas a nossa volta, mas nem uma delas parecia prestar atenção na situação ou se importar o suficiente para se envolver.

  

 — Você sabe que vai gostar! — Ele se aproximou, passando a mão nos cabelos da Vallen, assustando-a mais uma vez.  

 

 — Vamos sair daqui! — Falo, em um tom mais alto, pego seu braço puxando-a em direção à casa de show de onde ainda saiam algumas pessoas.  

 

 — O que é isso? A gente só vai se conhecer melhor! Qual seu nome Gata? — O cara falou gritando enquanto agarrava o braço livre da Vallen, me fazendo virar para olha-lo, enquanto ele á impedia de sair do lugar.  

 

— O Nome dela é “NÃO TO AFIM” e o sobrenome é “NÃO ENCHE”. — Disse irritada me colando entre os dois.  

 

— Eu falei com ela e não com você! — Falou um pouco alterado me empurrando para o lado, me tirando do caminho, se aproximando mais ainda dela — Então... Podemos continuar de onde paramos... — Sorriu mordendo os lábios maliciosamente, o que à fez revirar os olhos, o que parece não ter o agradado muito, pois ele enlaçou sua cintura prendendo seus braços, colando seus corpos, e seu amigo só gargalhava, enquanto a Vallen se debatia em vão para se soltar.  

 

— Solta ela agora! — Gritei, mas ele nem pareceu ouvir, enquanto tentava beija-la e a mesma só se esquivava, com certeza já quase embriagada com seu hálito de álcool, que impregnava todo ar a cada expirada que soltava. Com certeza se riscassem um fósforo naquele momento todos estaríamos mortos.  

 

— Mandei você soltar ela. — Puxei o braço dele, enquanto seu amigo falava alguma coisa que não entendi, e nesse momento de distração dele, a Vallen conseguiu levantar sua perna de uma vez o acertando bem entre as pernas — Game Over. — O fazendo soltá-la no chão.  

 

 Foi tão rápido, nem pensei direito, só sair correndo puxando-a em direção à casa de show novamente, enquanto podia ouvir algumas coisas obscenas logo atrás de nós, e não precisava ser adivinha para saber quem era. 

 

 Empurramos algumas pessoas que ainda saíam, abrindo passagem para dentro, tentando escapar dos caras, que apesar do número de pessoas, ainda continuavam na nossa cola. 

 

 — Esta vendo eles? — Vallen me pergunta, quando paramos um pouco para descansar, já dentro da casa de show na área livre, enquanto ficava na ponta dos pés olhando a nossa volta. 

 

 — Merda! Esses caras têm o que, um radar? — Os avistei próximos de onde estávamos me encolhendo depressa para que não fosse vista, enquanto sair arrastando a Vallen, um pouco tarde demais. Sabia que tinham nos visto, mas não deixaria que nos pegassem. 

 

 Precisávamos de outra saída. Uma casa de show tão grande como essa não teria apenas uma saída, com certeza não. Só precisávamos rezar para não sermos pegas antes de encontra-la. 

 

 Após pararmos mais uma vez para ganhar fôlego, enquanto nos espremíamos para se esconder atrás de uma coluna, vir uma salvação. A porta que dava acesso ao que parecia ser os camarins, e para nossa sorte, o segurança que antes se encontrava guardando a mesma estava distraído enquanto falava ao celular. Era a nossa chance. 

 

 — Me segue! Não para por nada! — Olhei para a Vallen. 

 

 — Como seu eu fosse parar! Estarei logo atrás de você. — Vallen sorri um pouco sem ar. 

 

 Observei a nossa volta, depois gesticulei com a cabeça indicando que era o momento, e saímos correndo mais que o Usain Bolt em final de olimpíadas, e com certeza ganharíamos medalhas de ouro se fosse o caso. 

 

 Nem mesmo depois de passar pela porta paramos de correr, apenas desacelerei um pouco aliviada e a Vallen fez o mesmo. Nem mesmo prestava atenção onde estava indo, ou onde esse caminho nos levaria desde que fosse bem longe daqueles maus elementos. 

 

 Não me dei conta, após virar em um corredor que outras pessoas vinham em nossa direção, quando percebi já tinha trombado com um garoto, que com o impacto foi ao chão com meu peso. 

 

— Desculpa! — Foi à única coisa que conseguir falar depois de levantar minha cabeça para olha-lo. Estava sem graça, teria levantado rápido, mas demoraria um pouco até que conseguisse. Permiti-me analisar um pouco o rapaz. 

 

 Ele tinha pele clara, cabelos escuros e olhos pretos que estavam delineados, o que os deixava mais intenso. — Como ele é lindo! — pensei. — A Vallen que vinha um pouco atrás, tentou parar antes de se chocar com outro rapaz. — Um jovem de pele clara, olhos pretos e cabelos loiros escuros. — Mas foi tão rápido que acabou tropeçando e do meio por fim, terminou chocando seu corpo de leve com o dele, que seguro-a para que não caísse.  

 

 Ajeitei-me e levantei sem graça, enquanto mais cinco garotos ao nosso redor falavam um monte de coisas que não entendia.  

 

 — Você se machucou? — Perguntei ao garoto que permanecia no chão, apoiado sobre os cotovelos, enquanto lhe ofereci a mão para ajuda-lo se levantar. 

 

 Enquanto esperava uma resposta, olhei para Vallen, ela e outro rapaz se encaravam, e me perguntava por que o rapaz ainda á segurava com uma expressão engraçada e estranha, que me fez querer gargalhar; ou por que ela ainda continuava ali. Mas então ela se libertou se apoiando na parede, olhando para mim enquanto passava uma das mãos nos cabelos o bagunçando um pouco. — Parece que alguém tinha ficado nervosa. — Me segurei para não rir.  

 

 — Você está bem? — Perguntei, tentando esconder um pouco a frustração, por não ter um mísero aceno de cabeça em resposta do garoto que derrubei. 

 

 — Nunca pensei que correr de saltos fosse tão difícil. — Ela desconversou, sem querer falar o que realmente estava pensando. Não que isso não fosse verdade, mas eu a conhecia o suficiente para saber que não era isso que estava se passando em seus pensamentos.  

 

— Por isso que os evito. — Sorri.  

 

— Ah! Quer dizer que você costuma sair sempre fugindo dos lugares? — Sorri mostrando a língua em resposta para ela. 

 

 E enquanto isso noto que todos os garotos. — Que eram no total de sete. — Observavam com expressões difíceis de entender. Com certeza deveriam estar pensando que éramos duas loucas e não os culparia por isso. 

 

 De repente ouço um barulho vindo do correndo de onde tínhamos vindo e todos olhamos automaticamente.

  

 — Temos que ir! — Parei olhando para todos e depois parando no menino que até então não tinha me respondido. — Desculpa!  

 

— Sorry! We Koreans do not speak Portuguese. (Desculpa! Somos coreanos não falamos português.). 

 

 Um dos rapazes, um pouco mais a frente fala um pouco sem graça, depois sorri fazendo com que seus olhos ficassem pequenos, o que o deixou fofo. — Ele tinha pele clara, olhos escuros e cabelos loiros platinados que pendiam em um topete.   

 

 — Sorry for everything! (Desculpa por tudo!) — Sorri balançando a cabeça um pouco sem graça.  

 

— Espera.— A Vallen parou se apoiando no ombro do rapaz com expressão esquisita, com quem se bateu, para tirar os saltos, lhe agradecendo com um sorriso no final, fazendo o mesmo ficar um pouco sem graça. — Thank you! (Obrigada!) — Ela falou antes de se colocar ao meu lado. Depois entrelaçamos nossas mãos e saímos correndo, apesar de todo sufoco sorrindo. Por que nada importava se estávamos juntas... 

 

 

Jeon Jungkook

 Sexta-Feira, 20:26h - Corredor

 

 O clima estava mais quente do que geralmente estávamos acostumados. Havíamos acabado de finalizar no Brasil — Em São Paulo. — O “RWeL8?”, o primeiro Fan Meeting dos BTS na América do Sul. — E com certeza esse havia sido o melhor show que tínhamos feito durante a turnê. Nossas ARMYS eram maravilhosas, e as brasileiras mais que quaisquer outras, tinham uma energia que nem consigo explicar. 

 

 E quando acabou, sabíamos que mesmo tendo um fim, esse dia sempre ficaria vivo em nossas memórias, por isso logo seguimos animados para o camarim, para nos preparar para finalizar a noite com High Touch. — É quando as fãs tocam em nossas mãos. Tipo um "toca aqui". Sempre acabamos com muita dor no braço, mas é gratificante vê-las ao vivo.

 

 Depois de um tempo curto para nos recompormos, saímos animados em direção ao local onde os seguranças estariam nos esperando, mas mal saímos do camarim e viramos no corredor fui atingido por alguma coisa que me fez ir ao chão.  

 

 Só pude ver um borrão de mechas de cabelo, e uma cabeça se chocou em meu peito. Fiquei em choque. Só podia ser uma ARMY, mas como ela tinha conseguido entrar ali? Nunca tinha acontecido algo assim. Fico mais paralisado ainda, quando a garota levanta sua cabeça me encarando e logo depois corando, o que a deixou mais linda.  

Sua pele clara, contrastava com seus cabelos castanhos quase ruivos, e seus olhos castanhos, levemente puxados como descendentes de orientais ou ocidentais costumam ter, pareciam me cegar, porque não conseguia ver mais nada além dela; e também não desejava ver mais nada, por que, com certeza essa era a melhor visão de toda minha vida, então sorrir e ela sorriu de volta e nos dois coramos. 

 

Kim Taehyung

Sexta - Feira, 20:27h - Corredor

 

Em um minuto estávamos todos conversando, felizes com o resultado da nossa apresentação, seguindo para atender as 200 ARMYs que nos esperavam; e um minuto depois o Kookie já estava no chão, depois de ter sido praticamente atropelado. Foi tão rápido. E quando percebi outra garota tentava parar antes de esbarrar comigo, teria conseguido se não tivesse tropeçado perdendo o equilíbrio, e nossos corpos se chocam com um impulso fraco e a envolvo com meus braços para que não caía, sorrindo serrando os dentes pela situação. 

 

 Seus olhos eram azuis como oceano, seus longos cabelos pretos estavam soltos ao redor do seu rosto e usava um batom vinho que destacava os seus lábios, me fazendo ficar um pouco perdido neles, voltando a olha-la em seguida.  

 

 Mas então ela se afastou se encostando à parede, enquanto eu ficava lá parado. 

 

 Sou tirado dos meus pensamentos, ao ouvir um barulho e ela para ao meu lado, apoiando sua mão em meu ombro enquanto retirava seu salto, virando sua cabeça para me olhar novamente, sorri me agradecendo, me deixando um pouco bobo e logo depois sai correndo com sua amiga, olhando uma ultima vez para trás antes de sumir completamente.  

 

 Era tarde demais para tentar impedi-las. 

 

 Retornamos no dia seguinte a Coreia, voltando a nossa rotina normal. Não encontramos mais essas garotas, nem sei se encontraríamos algum dia. Mas volta e meia, quando nos reuníamos dávamos risadas lembrando-nos da situação. 

 

* * *

 

 Tudo corria bem e ambas logo terminariam a faculdade — Isso devido a grande dedicação que empenhavam — Até, que em uma manhã... Um daqueles dias em que tudo parece perfeito... O céu estava lindo... E ninguém poderia prever como tudo iria mudar. 

 De repente o tempo fechou, o dia lindo se tornou sombrio, frio e aterrorizante. E veio uma tempestade que tentava levar tudo.  

 Não foi fácil sobreviver, mas elas conseguiram. Mas desde que tudo mudou.  

 O tempo pode até ter passado, mas as marcas daquele dia e as lembranças, ainda continuam vivas as torturando aos poucos.  

 Assim é a vida... Quando não consegue te matar de uma vez, vai te matando aos poucos... Mas desistir não é uma opção, não quando você não é o mais importante.   -


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...