História De volta ao lar - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce, Shall we date?
Personagens Alexy, Elias Goldstein, Luca Orlem, Lynn, Professor Conrad Schuyler, Rosalya
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Palavras 2.650
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Escolar, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Slash
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Festival de Consequências


Fanfic / Fanfiction De volta ao lar - Capítulo 2 - Festival de Consequências

Era a semana de festivais escolares. Um parque de diversões foi alojado no campo aberto da escola, para os estudantes e professores passarem um dia relaxando e se divertindo. Esses festivais aconteciam umas duas ou três vezes no ano para desestressar a mente dos alunos, magia era algo complexo de se fazer, e nem todos poderiam aprender todo o tipo de magia. Uns já nasciam com o dom e outros deveriam se mostrar dignos a recebê-lo durante suas vidas.

Já dentro da escola, havia um artefato milenar que carrega consigo uma fonte de magia poderosa. Os antigos magos estão estudando o objeto, que foi trazido para a escola anos atrás, e agora ele estava sendo supervisionado por Cerim Leiado, um estudante com experiências anteriores.

- Ele é muito pesado? Como você não tem medo de perdê-lo?

Perguntou Guy Brighton, um garoto que havia chegado na escola uns dias depois de Leiado. Ele também era muito bom em magia, embora quisesse aprender mais para ultrapassar o nível do próprio pai.

- Já cuidei de algo precioso antes, digamos que fui treinado minha vida toda pra isso. Agora posso mostrar o que aprendi, dando minha vida para a proteção deste artefato.

O rapaz o colocou sob exposição e o fechou com uma cúpula de vidro. O vidro é um material muito bom para carregar magia. Cerim usou sua varinha para cercar o vidro com magia, assim, terminando seu trabalho.

- E você vai ficar aqui? Parece entediante...

Disse Guy. Cerim manteve a postura, observando o artefato.

- Bom, eu vou trazer um lanche pra você, do evento. Boa sorte com isso.

O garoto se retirou, deixando o outro com seu dever.

x -- x

Enquanto isso, no festival, todos pareciam estar se divertindo. Conrad era o único professor que estava realmente preocupado. Ele ainda não havia visto Luca por perto e temia que o rapaz estragasse o evento com uma de suas brincadeiras sem graça, ele temia pela expulsão do jovem.

Por perto, Liz estava relaxando em um banquinho de praça, enquanto Joel Crawford, seu namorado, lhe trazia um algodão doce.

- É o mais rosa que eu consegui.

- Eu gosto do algodão branco, Joel.

O rapaz deu um sorriso intimidador e fixou os seus olhos heterocrômicos incomuns nos olhos cor-de-rosa dela.

- Rosa. E se quiser que eu seja mais profundo, rosa-chiclete.

A garota sorriu em aprovação e deu uma risada baixa em seguida.

- Você me conhece tão bem...

Ela pegou o algodão doce e mordeu um pedaço, em seguida se aproximou dele e lhe deu um selinho. Logo em seguida Randy March apareceu no local. Ele é um rapaz doce, gentil e de fácil convívio.

- Er, desculpa atrapalhar o momento "cute" de vocês, mas viram o Luca?

- Não, por quê?

Perguntou Joel.

- Tenho um encontro hoje, e eu não queria que ele estragasse esse momento. Eu queria fazer uma trégua com ele.

Randy suspirou.

- Você não consegue se manter protegido dos poderes dele?

Perguntou Liz.

- Claro, mas até quando? Não posso ficar alerta o tempo todo.

- Bom, estamos sentados nesse banco faz um tempinho e ele não veio nos azucrinar, talvez o Luca tenha enjoado das piadas de mal gosto.

Disse Liz, porém Joel discordou.

- Ou talvez não... Ele costuma atacar de surpresa.

- Luca não é assim tão cruel, ele tem o mínimo de bom-senso, tenho certeza.

Enquanto eles conversavam, Orlem apareceu no local. Os três estagnaram ao encarar o rapaz, que estava com as mãos nos bolsos e uma postura tranquila.

- O que foi?

Luca perguntou, ainda os encarando com um olhar de tédio.

- Você não vai brincar com ninguém? Sério? Justo em dia de evento?

Questionou Liz. Luca deu de ombros.

- Tenho coisa melhor pra fazer.

Após falar isso, o rapaz se retirou, deixando os três a sós, e Randy mais aliviado.

x -- x

O professor Conrad estava procurando se manter natural para os alunos, mas por dentro estava bastante preocupado com o paradeiro de Luca. Ele continuou caminhando pelo evento até enfim encontrar o rapaz.

- Luca... Onde você estava?

- Fui conversar com umas pessoas e fazer um lanche. Tava me procurando?

- Só evite encrenca. Eu sei que é muito tentador pra você provocar alguma pegadinha...

- Eu sei, senhor Schuyler, eu irei me conter, prometo.

Luca revirou os olhos. Conrad assentiu.

- Assim espero.

O homem se retirou em seguida, deixando o rapaz de cabelos esverdeados sozinho. Ele soltou um suspiro de frustração e foi pra a fila da roda gigante, tentar se divertir um pouco. Só de olhar a fila gigantesca, sua animação caiu.

Ele colocou a cabeça para fora da fila, para tentar ver se havia algum conhecido nela, quando de repente avistou de longe curtos cabelos loiros brilhando pela luz do sol. E pela estatura, era o Elias.

- Porra...

Ele murmurou. Logo Elias o encarou, ele estava muito mais adiantado na fila que Luca.

- É uma pena que você só vai conseguir desfrutar da roda gigante quando o parque fechar.

Brincou o rapaz, dando uma risada em seguida. Luca cerrou os punhos e logo procurou sua varinha.

- Vai fazer magia, Luca? Com tantas testemunhas, vai, faz, quem sabe dessa vez você é expulso de verdade!

Luca o encarou com fúria, e apertou a varinha em sua mão, mas por fim resolveu não usá-la, isso seria entregar tudo nas mãos de Elias. Ele suspirou e voltou a esperar na fila.

Após uma longa espera, Elias e mais alguns jovens puderam ir na roda gigante. Isso adiantou bastante a fila pra Orlem, o deixando perto do brinquedo, mas não o suficiente para permiti-lo entrar, era a vez de Elias e os demais se divertirem agora. Luca encostou-se no poste da placa de apresentação do brinquedo e ficou os observando se divertirem.

Ver o Elias tirando sarro da sua cara e se divertindo primeiro que ele era estressante, mas Luca não podia se deixar levar por essas briguinhas de adolescente, isso podia custar seu lugar lá na escola.

Após um momento de diversão, Elias e os demais saíram do brinquedo. Assim que Luca deu um passo afrente, o dono da roda gigante o impediu.

- Já é tarde, garoto. Venha amanhã, mais cedo.

Luca o encarou surpreso e olhou em seu relógio, eram 17:55hrs.

- Ainda faltam cinco minutos! Qual é...

O homem o ignorou, o que fez Elias sorrir de longe. Luca reparou o deboche e encarou a roda gigante mais uma vez, dessa vez um "diabinho" havia falado em seu consciente.

- Ninguém pode saber que fui eu... Mas e se for um acidente?

Murmurou o rapaz consigo mesmo, com um sorriso malicioso. Ele usou sua varinha discretamente para desparafusar a roda do chão, e lhe deu um empurrãozinho. Logo ela tomou controle sozinha e começou a destruir tudo à sua volta. Sorte que o parque estava quase vazio.

Assim que as pessoas repararam isso, logo correram pra se esconder.

x -- x

- Professores! O brinquedo se soltou!

Randy foi avisar aos professores, que a essa hora estavam dentro da escola. Randolph, um dos docentes, logo puxou sua varinha.

- Eu vou resolver isso. Os demais, cuidem dos jovens!

Disse, em seguida se retirou.

Assim que ele saiu, ele viu a roda gigante passando por cima de várias tendas feitas pra a festa. Luca estava bem escondido por entre as árvores, controlando o objeto. Ele podia ser pesado nas brincadeiras, mas não era sádico. O rapaz cuidava para não ferir alguém, apenas destruía materiais.

Randolph logo reparou que a roda parecia estar seguindo alguém, e ao observar melhor, era o Elias. Ele estava tão desesperado que sequer pensou em usar sua varinha para se proteger.

- Professor!!

Elias exclamou, correndo em direção ao homem. Assim que ele chegou perto do professor, Luca tentou parar a roda gigante, para não acertar os dois e a escola, sem sucesso.

- Anda, anda... Porra!

Ele murmurou, porém Randolph agiu rápido. Ele correu e puxou Elias consigo, saindo de frente da roda, que acabou destruindo a parte da frente da escola. Junto com ela, acabou destruindo também o artefato mágico, que impregnou sua magia misteriosa pelo redor da escola. Cerim ficou abismado.

- Céus...

Murmurou o rapaz, lhe foi confiado o artefato místico e agora tudo estava simplesmente arruinado. Ele saiu pelo que sobrou do portão da escola, furioso.

- Quem fez isso?!

Luca engoliu em seco e guardou a varinha. Ele tentou sair de fininho e voltar pro seu dormitório, porém ao chegar lá, ele encontrou na entrada, Conrad, Leon e mais alguns colegas de classe seus.

- A magia vem dele...

Disse Leon, com sua voz calma e misteriosa. Unicórnios são sensíveis a magia, e mesmo que ele não seja mais um, algumas características ficaram.

- Não acredito que você fez isso mesmo, Luca!

Disse Joel.

- Dessa vez você passou dos limites!

- Foi ele, não foi?

Logo a voz de Joel foi interrompida pela voz de Elias, chegando até o local junto com Randolph, Cerim e Loran, outro professor.

- Eu sabia! Por qual outro motivo uma roda gigante iria se desprender e começar a me seguir?!

Conrad tentou deixar as coisas mais tranquilas para Luca, embora estivesse pressentindo que isso não seria mais possível.

- Vamos nos acalmar, não é assim que se resolve um problema.

- Não tem o que resolver, ELE é o problema!!

Elias apontou para Luca, que mesmo furioso, havia ficado em silêncio esse tempo todo.

- Esse rapaz tem que sair agora dessa escola! Ele destruiu um artefato de milênios com essa brincadeira idiota!!

Disse Cerim, que estava acompanhando tudo. Ele estava tão indignado quanto Elias, e era de se surpreender, Cerim sempre foi calmo e enigmático, era muito raro ele explodir dessa forma.

- Ele tem que ir embora, tem que ir agora!

- Você chegou aqui a poucos dias e já quer foder pro meu lado?!

Luca retrucou, Cerim cerrou os punhos.

- Dias o suficiente para perceber o quão desonroso você é para esta escola! Você comete blasfêmia atrás de blasfêmia, escarnecendo de magias antigas tão importantes, que podem ter criado o que nós somos hoje! Você não é digno de pisar aqui! 

Notando o clima de discórdia naquele local, Conrad elevou a voz.

- Já chega! Eu irei conversar com o Luca...

- Schuyler, não há mais o que fazer...

Disse Loran.

- Nós deixamos claro na carta. Luca precisa sair.

- O quê?

Luca questionou.

- Não... Eu tô aqui a um tempasso! Não posso sair assim, agora!

- Você está a anos conosco e não conseguiu seu diploma ainda. Você falta aulas, destrói monumentos, infringe leis, reprova propositalmente, você é apenas um fardo para a escola, Luca.

Respondeu Randolph, sem cuidar nas palavras. Pelo visto, todos estavam de acordo com a saída do Luca, com exceção do Conrad e da Liz, que mesmo reprovando o comportamento do rapaz, era boa demais para desejar algum mal a ele.

- Esteja pronto para sair amanhã de manhã.

x -- x

Era noite, mais ou menos 19:45hrs. A maioria dos estudantes estão dormindo por conta desse dia exaustivo, enquanto alguns homens faziam a reforma do portão da escola. Com o barulho das obras e o fato de que teria que sair da escola no dia seguinte, Luca não conseguiu dormir e fugiu de seu dormitório. Conrad se preocupava com o rapaz, embora fosse considerado um dos professores mais frios do lugar. Por causa dessa estranha preocupação, ele foi visitar o jovem, que consequentemente não estava lá.

Luca estava próximo a um lago, que ficava no campo aberto da escola. Ele estava tentando arejar a mente. Conrad o conhecia e assim que não o viu no dormitório, tratou de procurá-lo em todos os lugares "óbvios", finalmente o encontrando aí.

- Luca...

Disse o homem. Luca estava de costas pra ele, sentado sob uma rocha, admirando o lago. Ele estava frustrado.

- Pra onde eu vou, senhor Schuyler? E-eu estou aqui desde que eu me lembro...

- Eu não vou deixar com que vá embora, não se preocupe.

Orlem soltou um suspiro, parecia desiludido.

- Não quero mais encher sua paciência com as minhas travessuras. Não precisa cuidar de mim como se eu fosse seu filho.

Respondeu o rapaz. Conrad ficou em silêncio por um tempo, até que resolveu falar.

- Você não é meu filho, Luca...

- Então de onde eu vim? Cadê minha casa? Todo mundo nessa merda de lugar tem casa! Até o Elias pertence àquela família de riquinhos, os Goldstein. Por que eu sou o único que não lembra de outro lugar além desse?!

O adulto abaixou o olhar, pensativo. Luca reparou algo de estranho nele.

- Tá me escondendo algo?

- Escute, Luca... Eu não queria falar isso em um momento tão delicado como esse, mas você precisa saber o motivo da minha preocupação com você.

Luca arqueou a sobrancelha e lentamente se aproximou dele. Conrad jamais havia aparentado estar tão nervoso como agora, ele sempre foi um homem livre de sentimentos. O jovem atentou ao que ele ia falar.

- Seu nome de nascença é Luciano Orudeus Gedonelune.

- Gedonelune?? Luciano??

Logo o coração de Luca apertou, como se não bastasse a expulsão, o seu professor ainda escondia o seu passado.

- Você é filho ilegítimo da princesa Aulelia, de Gedonelune, e como ela faleceu no parto, você ficou sob minha guarda. Eu te criei porque você não pode tomar o trono, visto que é filho da princesa com um caso fora do casamento real.

- Isso... Isso não pode ser verdade.

Luca parecia trêmulo, foi um choque saber tudo aquilo de uma vez.

- Eu não mentiria pra você, Luca. Você é minha responsabilidade e eu não irei falhar com vossa alteza, seja neste mundo ou em outro.

O jovem soltou um suspiro, era demais pra ele saber tudo aquilo. O que tornava mais frustrante era que agora ele tinha certeza que não tinha família. Sua mãe faleceu, seu pai pode ser qualquer um, e seus familiares o rejeitam por ser fruto de uma relação "impura".

- Me deixe sozinho, por favor...

Conrad assentiu.

- Não vá dormir tarde. Preciso que esteja acordado amanhã de manhã, irei tentar fazer com que o Conselho de Classe o aceite de volta.

Disse o homem, em seguida se retirou e deixou Luca sozinho.

x -- x

 Já eram 21:10hrs, Luca ainda estava caminhando pelos campos abertos da escola, pensativo com tudo o que o professor havia lhe dito. Ele passou a mão esquerda pelos seus cabelos verdes e soltou um suspiro, em seguida pegou a varinha que estava em seu casaco.

- Tudo culpa dessa merda!

Ele jogou a varinha longe, porém assim que ela atingiu uma árvore próxima, uma explosão de magia tomou conta do local e um buraco misteriosamente fundo e brilhante se formou bem diante de seus olhos. Luca não entendeu absolutamente nada, sua varinha nunca fora tão forte assim, porém com o buraco em atividade, ele pôde notar umas partículas estranhas de poeira no ar, o que deu a entender que aquela magia do artefato impregnou no ar, e agora Orlem sabia pro que servia: triplicava o poder, independente de qual nível ele fosse. Se não fosse esse pó, não seria possível criar esse buraco desconhecido.

Luca logo pegou sua varinha de volta e a guardou, mas continuou encarando o portal.

- Que porra é essa? ...

Ele murmurou consigo. O rapaz deu uns passos afrente e tentou enfiar a mão ali, para ver o que acontecia. À princípio, nada, porém ele começou a sentir uma força maior, sobre-humana, puxá-lo para dentro da esfera.

- Q-quê? Me solta!

Ele tentou fazer o possível para sair, porém o portal foi mais forte e o puxou para dentro, finalmente sumindo do local. Luca sumiu sem alarmar sequer os homens da obra.



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