História De volta ao lar - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce, Shall we date?
Personagens Alexy, Elias Goldstein, Luca Orlem, Lynn, Professor Conrad Schuyler, Rosalya
Visualizações 13
Palavras 1.318
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Escolar, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Slash
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Sentimentos conturbados


Fanfic / Fanfiction De volta ao lar - Capítulo 6 - Sentimentos conturbados

Era horário de saída na escola Sweet Amoris. Lynn já estava guardando suas coisas para se retirar da sala, ela curiosamente não se deparou com Luca na sala. Se ele matriculou-se, pelo menos deveria comparecer às aulas agora, ele já deveria, porém a garota não conhecia a natureza preguiçosa do rapaz.

Luca estava tirando um cochilo debaixo da árvore do pátio, tranquilo. Ninguém havia o perturbado, e depois do que ele fez com Castiel, ninguém se atrevia.

- Luca? ...

Lynn lentamente se aproximou do rapaz, que parecia cochilar bastante.

- Er... Lucaaa?

Ela o chamou novamente, mas não obteve resultado. Cansada, Lynn se virou para pedir ajuda aos amigos, para tentar acordá-lo, porém de repente ela sentiu uma mão puxar seu pé, a fazendo cair.

- Aaaaah!!!

Antes que ela alcançasse o chão, Luca a agarrou.

- Hahah! Foi mal mesmo, Lynnzinha, mas você tinha que ver a sua cara!

Disse o rapaz, rindo bastante. Lynn bufou de raiva, não tinha graça nenhuma em assustar as pessoas, pelo menos não pra ela. Rosa parecia ter razão, Luca não era quem dizia ser.

- Eu achei que você estivesse dormindo!

- Eu tava, mas acordei com o doce som da sua voz, minha flor. Pra onde você vai?

- Pra onde mais? Pra casa! As aulas já acabaram e eu não vi você na sala.

- Ah, e você quer me levar pra sua casa?

O rapaz sorriu com malícia. Lynn o olhou estranho.

- Te conheci ontem, Luca! Eu ia perguntar se você não queria companhia pra ir pra casa, mas, tipo, a gente se separar no caminho...

- Ah, que pena. Eu posso te levar em casa, meu amor. Não é melhor assim?

O rapaz se aproximou dela e entrelaçou o braço pela garota, levando a mão à sua cintura. Lynn não questionou dessa vez.

- H-hum... Tudo bem.

Ela concordou e eles se retiraram. Por algum motivo, perto de Luca, ela se sentia ao lado de Dake. No início o rapaz se mostrou até cavalheiro, mas tudo o que é bom dura pouco, é o que costumam dizer. Lynn se sentiu mais motivada a pedir que Rosa e Alexy tivessem uma conversinha particular com o rapaz.

x -- x

Em Gedonelune, Elias percebeu que não conseguiria encontrar o Luca com a ajuda de seus "amigos". Até mesmo a Liz parecia muito confusa sobre sua inocência, por isso ele resolveu confiar apenas em sua própria inteligência.

Enquanto ele procurava alguma ajuda em livros da biblioteca, uma série de pensamentos passavam pela sua mente. Por que ele estava tão preocupado com Luca? Qual o motivo de todo esse zelo? Elias odiava as zombações, o ego e as malandragens de Luca, todavia parecia que a ausência dele era muito pior. Elias já era meio solitário, ele só tinha a Liz e o Yukiya para conversar. Nem mesmo seu irmão, Klaus, lhe dava o devido valor. Luca era o que mais tinha contato com o rapaz, mesmo que o contato não fosse dos melhores. No fundo, as piadas de Luca tinham alguma graça.

Elias sempre foi dependente dos livros. Ele era chamado de desimaginativo, ocioso, tradicionalista, inócuo, e com uma extrema falta de criatividade. Klaus e todos os seus professores concordavam com essas afirmações, o que perturbava a mente de Elias, e por isso ele era um rapaz tão esforçado e dedicado aos estudos, ele queria receber elogios pelo menos uma vez.

Elias sabia conjurar feitiços, ele não era ruim em magia, apenas muito limitado. Suas magias não eram "suas", especificamente, mas sim recitos que ele aprendeu na vida, que leu em livros, nunca um recito originalmente seu. Se Elias não estivesse acompanhado de um bom livro, ou não tivesse uma boa memória, ele jamais funcionaria como feiticeiro.

O rapaz soltou um suspiro, não havia encontrado nada útil e sua mente pulsava de dor, de tantos pensamentos alojados um no outro. Ele ia se retirar, quando de repente acabou encontrando alguns livros empoeirados com a tal poeira mística do objeto quebrado. Ele soube assim que viu, pois ela era diferente, num tom de maguenta e púrpura com algumas películas de vidro. O rapaz logo puxou um saquinho e varreu um pouco desse pó para dentro, iria examiná-lo assim que terminasse de relaxar. Elias se retirou da biblioteca e foi tomar um suco na cantina, para arejar as ideias. Logo após, voltaria ao trabalho.

Elias estava na cantina, tomando um de seus sucos favoritos, framboesa. Ele observou um pouco o suco e o balançou levemente, admirando a cor. Por um instante imaginou ser sangue de carneiro, e logo após veio Luca na mente.

- Elias? ...

Liz estava bem afrente dele. O rapaz estava tão avoado nesses últimos dias que não havia a notado.

- Por que você não vai procurar o culpado do desaparecimento do Luca? ...

Comentou o rapaz, sarcasticamente, enquanto a encarava com um olhar de tédio. Liz suspirou, frustrada.

- Me perdoe, mas eu nunca duvidei de você. Na verdade, eu nem acredito que foi o Leiado, também. Talvez tenha sido alguma trapalhada do Luca, ou essa poeira mística, sei lá... Os professores ainda não sabem o que ela faz, ou pelo menos não divulgaram pra a gente.

- Suposições, suposições...

Murmurou o rapaz, enquanto balançava lentamente o copo, observando o suco. Liz o encarou por um tempo, Elias parecia muito diferente.

- Tá triste, Elias?

- Hum? ...

O rapaz a encarou.

- Você tá se acabando de procurar o Luca. Ele é tão importante assim, pra você?

- Ele é só um idiota, mas faz muita falta pro professor Schuyler. Talvez se eu o encontrasse, os docentes me respeitariam mais, confiariam mais no meu potencial...

Disse o rapaz, suspirando. Ele confiava em Liz para contar coisas do íntimo dele, e ela sabia disso, por isso era leal, independente das circunstâncias.

- Você jura que é só por isso? Então, você quer usar o Luca para se promover?

- Ah, para de falar comigo como se eu quisesse beijar aquele merda!

Ele exclamou, estava impaciente com toda essa agitação. Liz logo se calou.

- O Luca... E-ele...

Elias suspirou e passou a mão nos fios loiros, os puxando de leve, isso por algum motivo o acalmava.

- Ele pode ter sido um babaca, mas ele me ajudou muito, quando eu mais precisava, entende? Ele roubou meu livro de magia ofensiva uma vez, e eu fiquei tão puto! Mas, isso me ajudou tanto... Eu finalmente aprendi magia ofensiva sem precisar decorar um livro idiota!

Comentou o rapaz. Liz nunca soube disso, nem fazia ideia que realmente os males de Luca poderiam ajudar alguém, um dia.

- Quando eu saí da sala do professor, Luca estava na porta. Ele perguntou, com aquela voz de cínico, "e aí, finalmente aprendeu alguma coisa?". Eu queria dar um soco na cara dele, mas... Eu senti que ele fez aquilo pra me ajudar. Ele sabe que meu desejo é ser um prodígio, como ele.

- Ah, Elias...

Liz murmurou, o encarando com melancolia.

- Vocês têm uma relação tão conturbada...

- Eu sei, mas sou grato a ele pelas merdas que ele já me fez passar. Eu aprendi muito com elas. Era como se o Luca tivesse me lecionando. Ele nunca ligou mesmo por estar acima de mim, ou abaixo, ele tá se fodendo pra isso.

- Sim... É verdade.

Liz suspirou e ficou acariciando discretamente as pontas das maria-chiquinhas.

- É muito bonito o que você quer fazer pelo Luca, Elias.

- Não importa. O que importa é encontrá-lo e trazê-lo para a academia o mais rápido possível. Não posso dar as costas pra o cara que, teoricamente, me ajudou mais que meu próprio irmão.

- E eu irei te ajudar!

Disse Liz, levando as mãos à cintura, e dando uma piscadela pra ele. Elias sorriu em aprovação, ele estava feliz por ver pelo menos uma pessoa à seu favor.



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