História Dead File - Capítulo 4


Escrita por: ~

Exibições 63
Palavras 1.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi minhas foras da lei preferidas, demorei, mas voltei kk

Bom, vocês devem está se pergutando o porque da demora, vou dar uma explicação breve, esse é o meu último ano, teve Enem, que foi massante, está tendo vestibulares para as faculdades da minha cidade e nem vou mencionar que eu preciso passar de ano né.

Fora que eu estou com um certo bloqueio criativo para escrever qualquer uma das minhas fanfics.

Espero que gostem do capítulo e que aproveitem mais ainda o desenvolvimento da fic, leitores novos sejam bem-vindos!

Capítulo 4 - Pablo Picasso


Fanfic / Fanfiction Dead File - Capítulo 4 - Pablo Picasso

Pov. Aiala 

Deixo as chaves na mesinha ao lado da porta de entrada e subo, no meio do caminho dou de cara com Marco Antônio. 

— Vai pra onde? 

— Comer com uns amigos. 

Mal dou atenção às palavras de meu filho e entro no quarto. Retiro minhas roupas e tomo um banho longo e relaxante. Quando saio, vejo Marco deitado na cama. 

— Já percebi que está chateada. O que houve? 

Fico impressionada com a intensidade que meu filho me conhece; escolho ficar calada, pois não quero envolvê-lo nos problemas que estou tendo com seu pai. 

— Você não ia sair? 

Mudo de assunto, minha voz faz eco pelo closet enquanto me visto. 

— Que tipo de filho seria eu se saísse e deixasse minha mãe sozinha e deprimida? 

Abraço-o e encho-o de beijos enquanto deito sua cabeça em meu colo. 

— Meu bebê cresceu tanto. 

Falo melancólica, fazendo-o rir. 

— Mãe, eu ainda tenho 16 anos. 

— Mas não parece. 

Demian chega neste momento e nos observa, parado na porta, Marco percebe o meu desconforto e antes de ir, fala baixinho. 

— Já vi que o problema é com o papai. 

Quando Marco passa pela porta, toda a frieza com a qual venho tretando Demian retorna. Evito olhá-lo, sua presença me faz lembrar de quando descobri que estava sendo traída. Danna me ligou, dizendo que havia ocorrido um erro na rota de carga e ela havia sido apreendida, respirando fundo, dirigi até o gabinete de Demian para relatar o ocorrido, enquanto falo com a lesma da sua secretária pessoal, — que foi a verdadeira responsável pelo erro quando confundiu os arquivos —. Nunca mais deixo essas incompetentes do Demian me “ajudarem”. Porém, a cena que presenciei aquele dia acabou com o restante do meu auto controle, e de brinde afundou meu casamento. As imagens do cínico do meu marido aos beijos com a oferecida rondam minha cabeça noite e dia, me fazendo questionar onde foi que eu errei; onde é que eu faltei? Perdida em pensamentos, não notei quando o cínico saiu do banheiro, só quando o seu corpo se deita ao lado do meu percebo o quão próximos estamos. Me levanto na intenção de sair, porém algo primordial me impede; a porta trancada. Ele não fez isso. 

— Abre essa porta, Demian. 

Estou tão incrédula com sua atitude, que continuo a girar a maçaneta freneticamente, na esperança de que ele abra. Rindo do meu desespero, sentencia. 

— Você só vai sair daqui depois que me escutar. 

Fazendo a minha melhor cara de tédio, aceno com a mão em um gesto banal, indicando que ele fale. 

— Dá para agir como adulta e me escutar, por favor? 

— Agir como a corna, você quer dizer. 

— Eu não trai você, Aiala. 

— E aquilo que eu vi foi o que? Ilusão de ótica? 

— Foi só um beijo insignificante, não ia passar daquilo. Está agindo como se eu nunca tivesse beijado outra na sua frente. 

— Deixa de ser cínico, Demian. Eu deixar é uma coisa, agora ser traída é outra. 

Com um sorriso expondo todos os seus dentes brancos, o cafajeste anda até mim, escancarando mais e mais o maldito sorriso perfeito, e eu, uma perfeita lesa, caindo. 

— Me perdoa. 

Suspiro, aceitando a derrota. Maldição de homem manipulador. 

— Não está cem por cento perdoado, sem sexo por enquanto. 

— O que? Aiala, você ficou louca? 

Ignoro o seu drama, me deitando, logo um Demian muito emburrado se deita também. 

No dia seguinte acordo ciente da correria que será até a hora do evento. Todas as socialites de Boston estavam escaladas para a semana anual de caridade. É uma situação muito conveniente para se manter as aparências. Porém, teríamos que passar essa semana mais afastadas da base, Raziel e os meninos cuidariam de tudo. 

Depois de pronta, desço para encontrar Marco na garagem. Juntos, seguimos para o salão onde ocorreria o leilão. Assim que me vêem saindo do carro na companhia de Marco Antônio, todas correm para me cumprimentar, porém o objetivo em si não é aparentar educação, o foco principal é se aproximar do meu filho. Bando de assanhadas. 

Me junto à Quetzaly e Danna. Juntas, observamos o sucesso feito por Marco Antônio. 

— Vai deixar seu filho ser assediado dessa forma? 

Quetzaly me pergunta, dou de ombros. 

— Ele não parece chateado. 

— Defeitos herdados do pai. 

— Olha quem fala. Você é o exibicionismo em pessoa, Aiala. 

Revirando os olhos, pego o catálogo, deixando-as para trás 

Passeio através dos corredores, avaliando obra por obra, mas nada em si me desperta o desejo de comprar. Suspiro conformada e sigo em frente, na esperança de achar meu filho para irmos embora, mas meus magníficos olhos acham uma coisa bem melhor: Les Femmes d’Alger

— Um Pablo Picasso original. 

Completamente admirada, passo as mãos sobre a pintura e decido, é minha. 

Procuro o preço e não encontro. Franzo o cenho, notando também não ter visto ela no catálogo; abro e começo a procurar, só para confirmar. 

— Não adianta Aiala, você não vai achar. 

Quetzaly se junta a mim e, sem perder a elegância, sussurro para ela. 

— Por que caralhos o Picasso não está no catálogo? 

— Porque é uma peça já comprada. 

Juntas, encaramos Danna; ela parece meio furiosa. 

— Essa peça nunca entrou no catálogo de vendas, a organização desse evento fez venda exclusiva para Irlane Bonfore, a modelo. 

Quetzaly começa a ficar vermelha de ódio. Irlane, no passado, deu em cima de Justin. 

— Eu. Não. Acredito. 

— Ela soube com antecedência sobre o leilão da peça e dormiu com um dos gerentes para conseguir a compra exclusiva. 

Juntas, vamos atrás de André. Quando o achamos, Quetzaly é a primeira a ir para cima dele. 

— Eu quero o quadro de Pablo Picasso. 

— Sinto muito Quetzaly, o Picasso já foi arrematado. 

— Nós cobrimos o preço. 

Danna e Quetzaly tentam a todo o custo convencer André. Encaro o quadro mais uma vez, ele será nosso. 

— Deixa meninas, não vale a pena perder tempo com isso. 

Passo uma mensagem silenciosa através do olhar. Rebolando, saímos de lá, não sem antes dar um recado. 

— Estou completamente ultrajada com a forma que fomos tratadas. 

— Deselegância define esse “evento”. 

— Não esperem nosso retorno, pois nunca mais irei participar de algo organizado por vocês. 

Puxo Marco Antônio e enquanto o mesmo dirige, pego o telefone e ligo para Raziel. 

— Aiala, já ia te ligar 

— Ocorreu algum problema por aí? 

— Pelo contrário, as cargas já estão sendo colocadas nos caminhos, eu mesmo vou levá-las para o galpão. 

— E os homens? 

— Mortos. 

— Excelente trabalho, Raziel. Porém preciso de mais um favorzinho seu. 

— Pode falar. 

— Peguem para mim o quadro de Pablo Picasso. 

Faço um resumo rápido da situação e Raziel envia Mixael para recuperar nosso quadro. Pelo retrovisor, encaro as meninas; sorrimos cúmplices.


Notas Finais




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