História Dead Leaves - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Rap Monster, Suga
Exibições 17
Palavras 1.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooi gente.
Bom, eu apaguei minha outra fanfic por que mais uma vez não estava gostando do que estava escrevendo, mas acho que essa vai.
Espero de coração que vocês gostem❤

Capítulo 1 - E agora?


Fanfic / Fanfiction Dead Leaves - Capítulo 1 - E agora?

Faz mais de duas horas que estou aqui sentado, nesta sala abafada e deserta. Sem movimento algum, parado em mim, embrutecido, com essa minha cara de imbecil. Desde hoje cedo afundei num pesadelo de que não consigo acordar. Faz mais de duas horas que respiro esse ar insuportável que me arranha a pele e o esôfago, com aquela raiva doentia que só cresce em recintos de horror. A mancha de sol que encontrei jogada aí ao lado da mesinha já se arrastou pelos tacos do piso e escalou a parede, sumiu. Sinto que a sala me estranha, cheia de hostilidade, mas não consigo sair daqui.

 -- Esteja preparado Jungkook, seu pai está muito mal. Amanhã vamos saber melhor qual o verdadeiro estado dele.

Desde que saímos do hospital, minha mãe não me disse mais nada. Só isso. No táxi ela enfiou os olhos na janela de seu lado e assim ficou: tensa. Mal pusemos os pés dentro de casa, e ela me diz isso. Preparado. Por que preparado? Não entendo de imediato o que ela quer dizer com esse negócio de preparado. Não estou bem. Sei que não estou bem. Por isso ela quer que eu me prepare. Mas que me prepare pra quê?
As palavras dançam algum tempo ante meus olhos: preparado. amanhã, verdadeiro estado. Vazias e sem cor. O esforço para entender o que acontece à minha volta me provoca ânsia, me deixa espantado. Não consigo firmar os pés no fundo e a maré me arrasta.
Nem bem me fez aquela advertência, que de início me pareceu sem nexo, ela desapareceu para o interior da casa, voltando um pouco depois, já de roupa caseira. Sempre daquele jeito: seca. Sua vida volta a rotina diária. Nao lhe importa o fato de que acabamos de deixar meu pai em coma no hospital, com o aneurisma rompido. Ela não cede, não fraqueja. Odeio o modo de como minha mãe demonstra insensibilidade. Odeio a força dela.
Ouço barulho que ela faz por onde passa. De vez em quando, abre uma abertura na cortina e me espiona. São esses momentos que me restituem as ligações com o ambiente, que me lembra o drama vivido por nós desde hoje mais cedo.

Agora ela está outra vez me espionando. A abertura que minha mãe abre e mínima, quase imperceptível, mas percebo um leve ondular na cortina que a denúncia. Além disso, ela esquece de esconder os dois pés, tão expostos como em uma vitrine.
Começo a sentir dores pelo corpo, não sei se do tempo que fiquei aqui parado ou se do friozinho que começa a entrar pelas janelas. Quem sabe uma gripe que vem chegando. Minha mãe desapareceu há pouco e sinto o cheiro do alho que vem da cozinha. O chiado de alguma coisa caindo na frigideira me causa nojo. Como pode alguém pensar em comida uma hora dessas?

Parece que descansando as vistas vou me sentir melhor. Não posso esquecer de vestir um agasalho, porque este início de noite está bem frio. Acho que estou muito cansado, também.
Mas o que será que ela quis dizer com preparado? Eu, preparado? Preparado pra quê? Minha mãe, por acaso está sugerindo...Meu Deus, não consigo entender o que seja uma tragédia. Não posso contínua aqui sentado, expulsando fantasma. Preciso movimentar essas pernas pesadas. Andar um pouco me faria bem. Mas é como se eu não comandasse meu corpo, nem talvez minha vontade.

Faz bastante tempo que não ouço mais os ruídos de minha mãe pela casa. Ela também parou de me espionar. Claro, no escuro, como estou, não adiantaria nada.
A cortina se move bruscamente e ouço o convite que ela me faz, com sua voz seca e firme:

 -- Vem, Jungkook. Vamos jantar.

Penso em recusar o convite, fome nenhuma. É uma oportunidade, no entanto, de sair dessa indisposição. Levanto e a acompanho até a cozinha. O cheiro de alho se torna ainda mais forte. Me parece que ela preparou macarrão alho e óleo para jantar.
Minha vistas se ofusca, quando entro na cozinha: muito tempo no escuro. Ainda com os olhos espremido e a testa enrugada, ocupo meu lugar à mesa. Sem dizer nada, minha mãe serve meu prato e me estende, como geralmente faz. Só então percebo à minha esquerda a cadeira vazia. Fico imobilizado, um nó apertando minha garganta, uma sensação de frio subindo desde os pés.

 -- Você tem que reagir -- ela me diz quando nota que não reajo. -- Não pode ficar assim.

Ontem à noite, era dez e meia, mais ou menos, meu pai disse:

 -- Vou dormir, filhote. Amanhã à gente termina de colar essa fuselagem. Tudo bem? Acho que a pressão não anda boa, porque estou sentindo um pouco de dor de cabeça.

Foi a última coisa que ele me disse. Fazia uns quinze dias que ele vinha me ajudando a montar meu primeiro aeromodelo e faltava bem pouco para terminar, mas o modo que ele me despenteou com a mão direita e em seguida o beijo que me deu na testa, não me deixaram a insistir.
Hoje de manhã, acordei com os gritos de minha mãe que me chamava.

 -- Jungkook, corre aqui -- ela dizia. -- Depressa, menino. Seu pai está passando mal.

Quando cheguei ao quarto dos dois, ainda ouvir os suspiros vindo de meu pai, como se eles estivesse morrendo. Já estava em coma.

 -- Mãe, ele está morrendo! -- gritei, horrorizado.

Ela estava apenas reclinada na cama e tentava amparar o corpo de meu pai, com medo de que aquele fosse seu último suspiro.
A uma ordem dela, saí correndo no escuro, a caça do telefone.

 -- Vai -- ela ordenou -- vê se chama alguém, pelo amor de Deus.

Tropecei na mesinha de centro, na sala, caí, mas a tensão era tanta que levantei como se tivesse virado mola. E o maldito telefone, onde é que poderia estar escondido? Depois de muitos tropeções dos pés e das mãos, meus dedo o encontraram. Mas, ligar pra quem? Pensei em pânico. Eu não tinha ideia de quem poderia nos socorrer numa hora daquelas. Era uma situação intermitente nova, inesperada, e a sensação de inutilidade e qualidade me fez chorar. Não sabia o que fazer quando ela chegou por trás de mim.

 -- Dá isso aqui! -- disse, decidida.

E foi como tivesse dito: você é um imprestável mesmo, vai deixa que eu chamo socorro. "Imprestável" foi o som que não ouvi, mas que rebateu por dentro da minha cabeça como uma microfonia em volume infernal.
Tomou o telefone da minha mão e começou a discar, então me senti salvo, porque ela também hesitou, sem saber pra quem ligar.

 -- Corre, Jungkook, vai chamar o vizinho, mas ande, meu filho!

Nosso vizinho foi quem nos levou ate o hospital. Voando, eu acho. Fiquei enterrado no banco da frente com medo de olhar para trás, onde minha mãe levava meu pai praticamente no colo, e descobrir meu pai morto. A falta de ar parecia que tinha passado e ele parecia mais calmo, mas não se mexia, o que me deixava aterrorizado.
O vizinho se desculpou dizendo que precisava ir para o trabalho, mas que se precisasse de algo, era só telefonar e tal.

Minha mãe de vez em quando sumia por uns corredores e tempo depois voltava muda como tinha saído. Não me dizia nada. Eu não arredava daquele saguão frio, enterrado em uma daquela poltronas, me protegendo do vento úmido que entrava pela porta. Assim passamos a manhã, e boa parte da tarde.
Na última vez que minha mãe entrou em um daquele corredores, criei coragem e fui atrás. Em seguida ela encontrou um médico e conseguir ouvir parte do que ele disse a ela. Nem tudo entendi, mas sei que tomografia e um tipo de exame e aneurisma e um doença muito grave. Foi isso que arrebentou na cabeça de meu pai, como ele explicou. Odeio esse aneurisma. Não sei direito o que é, mas desde já e para todo sempre odeio esse aneurisma. Odeio qualquer aneurisma em qualquer parte do mundo.

 -- Tem que reagir. -- ela repete, ríspida. E a cadeira grudada na minha retina me paralisa. -- Jungkook -- ela grita como um trovão furioso. -- Está me ouvindo? -- Pisco e sacudo a cabeça antes de encará-la, um gosto amargo na boca, um frio da extremidade dos membros.

 -- Mãe -- eu tento dizer alguma coisa, mas não descubro com o quê.

 -- E tira essa touca da cabeça, menino. Quantas vezes é preciso dizer que na mesa não se usa nada na cabeça? -- parece que o sangue volta a circular e o frio diminui. O mundo começa a fazer sentindo.

Me levanto sem dizer nada e me arrasto para o quarto, o medo e a raiva, essa tristeza sem tamanho, muito maior do que eu.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Comente e favoritem se quiserem.
Até o próximo capítulo.
Beijos.
Se cuidem.❤❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...