História Dead: O Apocalipse Começa - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Krisoo, Lemon, Sekai, Suchen, Xiuhan, Zumbi
Visualizações 55
Palavras 1.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oi

Capítulo 27 - Dead: Murmúrios


Luhan estava desolado enquanto fitava o nada; a mente limpa e respiração parcialmente calma; seu corpo gelado, devido à frieza da noite que chegava, jazia sobre um banco velho de madeira na antiga torre de vigília. De lá via as pessoas entrarem e saírem do celeiro, Minseok ainda tava lá e vivo. Às vezes ouvia vozes chegarem como sussurros aos seus ouvidos. E logo elas se dissipavam.

 

Não queria pensar no que aconteceria dali pra frente e, na verdade, em nada mais. Nada que envolvesse choros, percas e mortes. Estar vivenciando um apocalipse não era nada fácil, perde as pessoas que amavam é a parte mais difícil.

 

E ainda havia todo seu problema pessoal com o outro.

 

Minseok tentara se matar, isso o feria como mais nada! E mesmo que tentasse entender o porquê dele fazer, não queria. Entender o lado de Minseok o faria sentir remorso e o traria ainda mais dor.

 

Ele pediu que alguém o chamasse mas Luhan se negou.

 

— Oi, posso sentar aqui — era Sehun, falando baixinho e com os olhos baixos, Luhan apenas assentiu. — Perguntar como você está é uma ignorância, certo. Então vou apenas dizer que sinto muito por você... Por tudo isso. É um saco!

 

— Total e completo saco! Mas obrigado, de qualquer forma.

 

— Você não voltou lá? — negou. — Quer que eu pegue algo pra comer?

 

— Fome é a última coisa que to sentindo, Sehun. Só preciso mesmo ficar sozinho, e que você me avise caso as coisas piorem lá dentro...

 

Sehun não quis insistir. Sabia do espaço que o outro precisava. Havia presenciado Jongin de luto pela pequena clarinha, ele mesmo sentindo as dores da perda. Nada, nenhuma palavra sequer muda ou dispassar dores como essa, o melhor a se fazer é dar e espaço. E ele deu.

Após ficar sozinho, sentiu uma imensa vontade de chorar. Queria estar lá, ao lado de seu Minse, sorrindo e até beijando-o. Mas era tão delicada aquela situação. Agüentou tanto, engoliu sapos e passou por tudo sozinho dentro daquela relação aparentemente boa mas interna conturbada. Para no fim o Kim lhe fazer aquilo, primeiro ser mordido, esconder, atirar na própria cabeça. Obtendo apenas uma tentativa falha e a raiva do Lu.

 

          ~~ Dead ~~

 

Kyungsoo sentou-se em sua cama, desta vez sozinho.

 

Muitos dias se passaram desde que o inverno começara e todos se alojaram no casarão. E hoje, Nora e seus filhos ocuparam outro quarto e seus pais retornaram ao dele. Claro que Kyungsoo procuraria outras pessoas com quem dividir, não deixariam que voltassem as barracas sem que o tempo da chuva e ventania se fosse.

 

Toda essa loucura recente fazia sua cabeça martelar. O peito sempre apertado e, uma angustia sem igual. Parte dela havia uma explicação lógica; a outra é uma incógnita.

 

Ouviu duas batidinhas suaves na porta, mesmo que ela estivesse aberta. Levantou o olhar, dando de cara com as feições indescritíveis que Yifan carregava.

 

— Hey — disse naquele tom rouco que arrepiava Kyungsoo no passado.

 

— Olá — e sorriu contido, ajeitando sua postura. — Estão precisando de alguma coisa lá em baixo? — o maior negou.

 

Ele adentrou o quarto em passos suaves, sem dizer nada. Parecia cansado também. no fim o cansaço era algo constante para todos.

— O que você quer aqui, Kris? — direto, curto e sem sorrisos, Kyungsoo não queria ser enrolado.

— Conversar, eu acho.

 

— Acha? Não tenho paciência pra achismo, você sabe. Só diga logo o que quer e se for nada, some daqui.

 

E seu tom indicava uma irritação. Um pouco falha, sua respiração encurtou e seus olhos focaram nos alheios. Tantas coisas gritavam sem emitir som dentro de cada órgão individual.

 

— Eu não quero brigar, Soo. Estou farto de gritos, de briga... De toda essa situação. — ele suspirou, e suas feições frustradas irritavam o baixinho. — Por favor, podemos agir como pessoas normais que um foram amigas, só por hoje

 

— Você tem amigos com quais pode compartilhar esse teu cansaço, tuas frustrações. Me deixe em paz.

 

— Soo...

 

— N-não me chama assim... — o menor ficou de pé, enxugando as mãos soadas no jeans. — Olha só, eu também não quero brigar, portanto seja lá o que veio fazer aqui termine logo e saia. Estou cansado e os meninos ainda vão precisar da minha ajuda.

 

Após alguns minutos de silencio os desistiram de tentarem conversar e apenas sentaram. Ficaram calados e o maior chegou a fechar os olhos para descansar um pouco.

 

Kyungsoo fitava-o de onde estava. Sua saudade dele eram palpaveis naquele momento, queria lhe abraçar e sentir-se protegido no ato. Que estivessem juntos e que tudo que ocorrera não passesse de um sonho ruim.

 

Não se imaginava ao lado de mais ninguém; mas tampouco tava disposto a perdoar tão facilmente. Se era isso que ele tava procurando ali não encontraria.

Mas talvez não fosse nada disso, ele e o lider andavam tão proximos que enojava ao menor. E sua mente imaginava que talvez de fato estivessem juntos ou sei lá, Kris lhe esquecera.

 

— Sinto saudades de quando as coisas estavam calmas e as pessoas vivas. Agora o Minseok vai virar um daquelas coisas com uma bala no meio da testa, o Jongdae estar morto e as pessoas estão se afogando em depressão e luto.

 

Yifan disse ao abrir os olhos, encarou Kyungsoo e havia uma lágrima escorrendo em sua face bonita, o maior logo tratou de enxugar. O menor sentiu-se triste com aquilo que o outro dissera e apenas assentiu e sorriu triste.

 

 

          ~~ Dead ~~

 

Já era tarde da noite quando Luhan deixou que outra pessoa tomasse seu posto e, que finalmente decidisse ir ver Minseok novamente. Seu estado havia piorado e ele já começava a delirar devido a febre. Alguns se recolheram, supostamente indo dormi mas sono é a ultima coisa que tinham nesta noite.

 

Com o tiro de mais cedo, alguns zumbis se aproximaram da fazenda e os meninos, aqueles mais treinados logo deram cabo deles. Mas estavam em estado de alerta total.

 

Junmyeon não agüentava um minuto de pé mais, pediu para dormi por alguns minutinhos, embora não fosse exatamente dormi. Nora e suas crianças também fazia parte do time que recolheu. Kyungsoo quis ficar de guarda e Baek pediu para ficar junto a si também. Chanyeol havia eliminado alguns zumbis mais cedo, tava cansado e por isso se recolheu. Os demais se ajeitaram ao seu modo e cuidaram em descansar.

 

Luhan apenas sentou ao lado da maca, na cadeira velha e observou o outro. Não disseram nada, não precisavam de palavras e nem brigas, não mais. Minseok estava nas ultimas.

Uma ou duas horas mais tarde o doente alarmou-se. Seu corpo esfriava rapidamente e sua mente era quase incapaz de trabalhar. Também não sentia mais sua perna que fora infectada.

 

— Lu — chamou baixinho. — Eu espero que você entenda o que fiz mais cedo. Não agora, mas futuramente. E que aceite minhas desculpas, por tudo!

 

— Você está se despedindo?

 

— Eu não sei... Acho que durei bastante e que meu corpo ta cedendo... Se... Se caso eu desmaiar quero que faça. Não permita que eu vire um daquelas coisas, ok? Por favor.

 

— Ok. Eu irei fazer — murmurou de volta, baixinho e rouco.

 

Aproximou-se mais do corpo do outro e pediu para segurar sua mão, fria. Dedilhou um pouco a pele, calma e leveza no toque. Sorriu triste para o outro.

 

2h depois ninguém disse nada.

 

— Minse? Ei, ainda ta cedo, hm? — Luhan havia cochilado nesse meio tempo, Minseok disse que estava cansado e que fecharia os olhos. — Minseok!...

 

Não. Não. Não.

 

Luhan ficou em pé, tentando não ser tomado pelo desespero ao ver o corpo quase sem vida do outro. Suas lágrimas já escorrendo, sacudiu-o pelos ombros e sentia que era tarde demais. Que a hora do Kim havia chegada.

 

— Não me deixa assim, por favor... Acorda Minse... E-Eu não posso fazer isso, não posso viver sem você... Eu te perdôo por tudo! Eu te perdôo... Por tudo.

 

Observou mais uma vez ele todo. Parecia calmo, dormindo. Não fosse pela falta de pulsação, pele totalmente fria e sem cor.

 

Kim Minseok.

 

Morto.

 

Luhan tirou a arma de sua cintura, colocando-a sobre o corpo do outro. Incerto do que fazer, apenas chorava, implorando de forma audível que o outro acordasse. Que fosse apenas um sonho.

 

— Não... N-não me deixa assim... E-eu não posso suportar, não agora. Eu te amo, Minseok! Eu sempre te amei, mesmo quando eu amava sozinho eu te amava. E só queria que nada disso tivesse acontecendo. Eu sou fraco, não irei suportar te perder...

 

Sentou na maca velha, trazendo a cabeça para seu colo e alisando-o os fios soados e sujos. Beijou-lhe no topo da cabeça e continuou com um carinho cheio de dor e ternura.

 

Ainda chorava quando sentiu-o remexer-se sobre suas pernas. Abrindo os olhos lentamente, para fazer Luhan descobrir que não havia mais vida ali. Apenas um vazio, uma nata cinza já cobrindo suas pupilas.

 

— Me desculpe, Minseok, eu te amo... — sussurrou, e mesmo amarrado o corpo já começava a relutar.

 

Colocou o cano da arma contra a fonte do outro, chorando ainda mais com toda dor, medo que lhe preenchia. Tinha de fazer aquilo mas não queria...

 

— Eu sinto muito — gritou, expelindo saliva e o choro tornando-se ainda mais incontrolável, quando o agora zumbi começou a ficar inquieto grunhindo. — Irei fazer, como prometi mas fica quietinho... Estou com medo!

Dizia como se ainda fosse Minseok ali mas apenas seu corpo jazia naquela maca velha.

 

E com o único pingo de coragem, Luhan disparou a arma. Jogando longe o objeto após disparar. Gritou junto do tiro ao ver o corpo amolecer novamente...

 

Algo o destruindo por dentro, socando seu coração, estomaga e cérebro. Uma dor nunca antes sentida que foi grande demais para seu corpo. Gritava, sem parar, pedidos de ‘’desculpas’’, ‘’não’’, ‘’te amo’’ ‘’sinto muito’’...

 

Kris foi o primeiro a entrar no celeiro. E Luhan apenas lhe olhou e disse choroso: — Ele se foi!

 

 

 

          ~~ Dead ~~

 

Lá fora, no ponto de vigília.

 

Baekhyun tagarelava baixinho para Kyungsoo quando ouvira o tiro vindo do celeiro. Um fitou o outro, surpresos com a dor que sentiram ao saber o que aquilo significava. E neste meio de distração mal perceberam quando um carro se afastava silenciosamente.

 

Em uma velocidade como aquela nunca alcançariam quem quer que fosse mas surpreenderam-se ainda mais ao ouviram algo se remexer perto da porteira, do lado de fora apontaram a lanterna e uma arma na direção.

 

E viram apenas um saco, ou algo semelhante ao um saco.

 

Um saco com formato de corpo e outro murmúrio longe.


Notas Finais


Quero ver suposições nos comentários, em...

obs: saibam que isso estava plotado em minha mente, o que quer que venha pela frente
obs2: a morte do minse surgiu do nada e desculpa aos envolvidos


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...