História Dead roses will never hurt you - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Tags Percy Jackson, Pernico, Romance, Yaoi
Exibições 45
Palavras 1.118
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OI POVO LINDO DO MEU CORE, ADIVINHA QUEM TÁ DE VOLTA? NÃO ME MATEM PELA DEMORA!
Eu sei que eu falei e tinha a intenção de postar bem antes disso gente, mas me deu um puta bloqueio e blá blá blá, aí rolou umas tretas e eu tive muita coisa na escola também, mas como ninguém se interessa vamos pular pro capítulo.
Amo vcs <3
Boa leitura

Capítulo 4 - Sujo


Nico ouvia atentamente a história de Percy absorvendo cada palavra que saía pelos lábios do outro.

-Era mês passado, estávamos nas provas finais e Luke como sempre estava se dando muito mal nos exames – Começou.

-E você? – Perguntou Nico, com sua timidez usual.

- Não estava muito melhor, mas o suficiente para passar – respondeu dando um meio sorriso – Enfim, ele estava com sérios problemas e se não passasse nas provas estaria de castigo pelo resto do ano. Luke e seu pai tem uma relação complicada, e Hermes tem estado muito preocupado com sua situação desde que descobriu que havia drogas escondidas em seu quarto – Percy continuava a história em um tom meio triste.

O garoto pálido ouvia as palavras saírem da boca do outro, sem interromper ou questioná-lo.

-Ele precisava passar, e sabia que não conseguiria por si próprio, então entrou em contato com dois garotos do colégio que falsificam notas sem deixar suspeitas e negociou que eles lhe forjassem todo um boletim novo. Como ele estaria encrencado se fosse visto me mandou buscar as coisas e entregar o dinheiro aos garotos. Quando eu estava pegando o boletim de Luke fomos vistos por um professor que abriu a porta e nos pegou. Como eu já tinha ficha devido a outros incidentes envolvendo Luke na escola, não pensaram duas vezes em me mandar para algum tipo de punição, e então cá estou, fazendo aulas extras como pagamento por “ desrespeitar as normas da escola” – Percy fez aspas no ar enquanto imitava a voz da diretora, o que fez Nico rir um pouco.

Nico se sentiu mal pelo outro garoto. Era claro que Luke mantinha a relação deles só para usá-lo, mas ele não tinha certeza se Perseu percebia aquilo, já que sempre fazia o que ele mandava, quase que como uma marionete. Antes que pudesse fazer algum comentário a professora abriu a porta com uma faceta mal-humorada e uma pilha de papéis nas mãos.

- Olá, sou a professora de arte e agradeço muito se calarem suas bocas – Disse de forma rápida e grosseira, dando a entender que não estava em um bom dia.

Depois de uma devida apresentação de todos os alunos, a professora, que descobriram chamar-se Rachel, disse que naquele primeiro bimestre trabalhariam artes cênicas, e assim sendo apresentariam uma peça de teatro, a qual ela não revelou o nome alegando querer deixar suspense. A aula passou-se mais rápido do que Nico havia imaginado, e com isso o sinal que indicava o fim do período soou e todos os estudantes foram dispensados. Não viu Percy na saída da escola, mas concluiu que este estivesse com Luke em algum lugar.

Caminhava em passos vagarosos e despreocupados quando seu celular tocou no bolso da calça, surpreendendo-o, e o garoto pegou o aparelho e atendeu a ligação.

- Alô...? – Disse incerto.

- Oi amor, aqui é o Will – respondeu o loiro com a voz animada, que fez Nico estremecer – O que acha de vir para casa hoje? Estou sentindo falta de brincar contigo – Procedeu eu tom manhoso, e ao mesmo tempo autoritário, mostrando que não era necessariamente um pedido.

- Não vai dar hoje Will eu... tenho lição de casa, tipo, um monte de lição – Tentou enrolar o garoto do outro lado da linha, pois não tinha a mínima vontade de ir vê-lo.

- Venha – disse o outro.

- Eu e-estou indo.

Droga! Duas vezes droga! Nico queria apenas chegar em casa, tomar um banho e emergir em seus pensamentos, a última coisa de que precisava era Will intimando-o a comparecer em sua presença. O medo percorreu seu corpo ao imaginar o que o loiro queria com ele desta vez. Com certeza não seria algo bom.

O menino pálido voltou a andar em modo automático, suas pernas se mexendo contra sua vontade, e se dirigiu ao ônibus inerte em medo. Sentia que as lágrimas não demorariam a vir, mas não queria chorar por alguém tão sujo quanto aquele ser que um dia amara. Entrou no veículo e esperou com tristeza que o ponto em que desceria chegasse. Arrastou os pés para fora e fez o caminho conhecido até a casa de Will, embora sua mente lhe dissesse que aquilo não era uma boa ideia e seu corpo o qual não parava de tremer dissesse ainda menos. Parou em frente à simples moradia branca, sutilmente escondida entre as mansões espalhafatosas que rodeavam o bairro nobre. O garoto foi atendido por um garoto loiro de idade parecida com a sua, que sorria para Nico com o olhar envolto em malícia que indicava que ele já havia planejado o que fariam naquela tarde.

- Olá querido – Cumprimentou o Solace.

- O-o-oi Will – respondeu entre gaguejos – O que você queria mesmo? Foi tudo tão repentino – Tentou desconversar.

Will aumentou seu sorriso e puxou o frágil namorado pelo braço, o levando apressadamente pela extensão da casa até que chegassem em seu quarto e lá o deixou em sua cama, ficando em pé à sua frente.

- Sabe, eu tenho andando meio carente – ele fez um biquinho com os lábios – E eu pensei se você não gostaria de me ajudar a suprir, toda essa solidão dentro de mim.

Ele sabia onde ele queria chegar, e estava a tanto tempo lutando para fugir daquilo que agora o desespero o assolava.

- Não, desculpe, mas eu não quero e – Calou-se, pois, quando percebeu Will estava em cima de seu corpo segurando seus pulsos de um modo em que, nem se usasse toda a força que tinha, ele poderia sair de lá.

Estava cada vez mais desesperado e sentia a tristeza e desolamento tomando conta de si. Não conseguia acreditar que estava aquilo realmente estava acontecendo. Ele estava sendo violado, seu corpo estava sujo e marcado por alguém que ele enojava tanto quanto enojava a ele próprio no momento. Sentia a dor e ardência do ato, e chorava como se isso fosse aliviar a angustia que sentia. Tentou sair, tentou impedi-lo, gritou para que parasse, mas Will não o ouvia, ou fingia que não ouvia porque na verdade ele não se importava.

Naquela noite Nico voltou para casa tarde, cerca de meia-noite, esperando que Hades estivesse dormindo e subiu as escadas com dificuldade, se deixando cair chão e lamentando por ser um verme tão desprezível e sem utilidade, e então com suas forças restantes derramou mais algumas lágrimas antes de apagar, deixando de sentir o chão frio que gelava seu corpo, o qual lhe trazia seu único conforto.

Ela quer ir para casa, mas não há ninguém em casa

É aí que ela se encontra, destroçada por dentro

Sem ter para onde ir, sem ter onde ir

Para secar suas lágrimas, destroçada por dentro

~ Nobody’s home, Avril Lavigne


Notas Finais


Eu particularmente demorei pra escrever o capítulo e não acho que tenha ficado como eu esperava, mas me satisfez o suficiente pra postar, principalmente porque eu não queria demorar muito mais e deixar vocês na mão.
Espero que tenham gostado, comentem o que acharam, se foi uma bosta, se gostaram, se tem raiva do Will, se gostam de paçoca, qualquer coisa já me deixa feliz.
Vou deixar o link da música aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=NGFSNE18Ywc

Até mais :3


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