História Dead Weight - Temporada 1 - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Resident Evil, The Last of Us, The Walking Dead, World War Z (Guerra Mundial Z)
Personagens Personagens Originais
Tags The Walking Dead
Exibições 24
Palavras 2.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Brian, Ana e Nicholas encontram um novo grupo de sobreviventes.

Capítulo 17 - Friends (Amigos)


P.O.V Brian

Dois anos antes

- Espero que você goste do Jerry.

- Ele é um senador corrupto, mãe.

- De onde você tirou isso?

- Jornais, Tv...

- Não preste atenção nessas mentiras. querido. Jerry, tem um filho também. Da sua idade.

- Ótimo.

- Acho que vocês podem acabar virando amigos.

Quando abriram a porta, era Jerry e seu filho.

- Brian, esse é o Nicholas. Nós vamos sair. Divirtam-se, garotos.

- Oi – disse Nicholas.

- Olá...

Presente

- Falta muito para chegarmos ao seu acampamento? – perguntou Brian.

- Alguns quilômetros. – Luciana dirigia com Daniel ao seu lado, no carona. Brian, Ana e Nicholas dividiam lugar no banco de trás do carro.

Brian ficou quieto por bons minutos, apenas observando. Luciana parecia uma boa pessoa, mas não gostou nada de Nicholas oferecer a comunidade a estranhos. Viram um carro um pouco frente, com três pessoas próximas a ele.

- Zumbis?

- Não sei. Encoste. – Quando observaram com mais calma... – São eles!

- Os caras que nos roubaram.

- Deveríamos deixar para lá e seguir caminho – disse Ana.

- Eu concordo. – disse a garota a latina.

- Não. Eles tem algo que não posso perder – Brian se referia a Megan, o taco de baseball. – Você tem uma pistola, Luciana?

- Sim.

- Vamos dar a volta e pegá-los pelas costas. Entregue sua pistola para Ana.

- Não, não conheço vocês o bastante para ficar desarmada.

- Ok, então deixe Ana dirigir.

- O que você pretende fazer? – disse Nicholas.

- Apenas pegar nossas coisas de volta.

Deram a volta com o veículo e quando se aproximaram, Brian puxou sua pistola e começou a disparar pela janela. Acertou um dos jovens no peito e Luciana baleou o outro na garganta. Sobrou apenas Scott, o da jaqueta de couro que tinha roubado Megan de Brian. Desceram do veículo e foram até o jovem.

- Vocês? O que diabos fizeram? – disse Scott em lágrimas.

- O taco de baseball, passe para cá. É meu. – respondeu Brian, apontando sua arma para Scott. O jovem jogou Megan aos pés de Brian.

- Luciana, vá em frente e pegue as coisas que eles roubaram. Nicholas e Ana, certifiquem-se que os outros não voltem. Você, Scott, de joelhos.

- O que?

- DE JOELHOS!

- Gostei da jaqueta. Quero ela para mim. AGORA!

- Ok, ok... – Scott atirou a jaqueta na direção de Brian. Ela coube perfeitamente. Brian guardou a pistola e pegou o taco de baseball.

- Estamos quites, cara. Por favor...

- Qual é a sensação agora? Disso acontecer com você? Nas mãos de nerds?

Brian acertou em cheio a cabeça de Scott e seguiu batendo, repetidas vezes, até não sobrar mais nada. Todo resto do grupo ficou em silêncio e assustado.

- O que? – disse olhando para os outros.

Daniel, o irmão mais novo de Luciana, se escondia atrás da irmã. De repente ouviram tiros que cortaram o barulho do silêncio. O cara que Brian havia baleado no peito, estava vivo e disparou contra o grupo. Daniel foi baleado no abdômen. Ana matou o último remanescente do trio comandando por Scott com dois tiros. Luciana segurava o irmão nos braços. Ele perdia muito sangue.

- Temos que ir AGORA para o seu acampamento. – anunciou Brian.

Entraram no veículo e seguiram viagem às pressas.

Um ano antes

- Vamos entregar as provas... – disse a professora de matemática.

- Quanto você tirou, cara? – perguntou Nicholas.

- 9,5. E você?

- 10. Pela terceira vez consecutiva.

Presente

Era um acampamento formado por umas dez barracas, o que Luciana vivia. Tinham algumas mesas de piquenique espalhadas e trailers para o transporte. Haviam duplas de homens armados fazendo patrulha. Ao chegarem com Luciana desesperada e Daniel baleado, os ânimos de todos exaltaram-se.

- Que porra está acontecendo aqui? Quem são essas pessoas? – disse um homem barbudo, com um casaco militar.

- Pedro, esses são Brian, Ana e Nicholas. Eles nos ajudaram na estrada. Acabamos entrando em confronto com outro grupo e Daniel acabou baleado.

- Meu Deus do céu. Gustavo e Will, levem o garoto para Maria na enfermaria. Vão!

- Vou com eles.

Brian, Ana e Nicholas ficaram sozinhos no acampamento, rodeados de pessoas que não conheciam.

- Venham, vamos encontrar algo para vocês comerem. – disse Pedro.

- Obrigado.

- Quem atirou em Daniel...

- Já cuidamos disso. – Brian percebeu o olhar do homem para o taco ensanguentado em sua mão.

- Vocês ajudaram Luciana, mas infelizmente não temos lugar para mais gente aqui. Nosso acampamento está lotado...

- Não viemos para ficar aqui – disse Nicholas – Temos uma comunidade. Bem grande e pensamos que vocês poderiam se juntar a gente lá.

- Assim? Sem nem nos conhecer direito? Vamos com calma. Que comunidade é essa?

- Howe’s. – respondeu Ana.

- O velho shopping? Nós pensamos em ir para lá.

- Como vocês acabaram aqui? – perguntou Brian.

- Ficamos todos presos na estrada e corremos para o mato quando coisa estourou. Conseguimos formar algo aqui. Todos nos ajudamos.

Brian continuava não gostando daquilo, a confiança demasiada que Nicholas tinha em estranhos. Durante a longa conversa que tiveram sobre as comunidades e o apocalipse, Pedro mostrou para os três onde Howe’s deveria ficar no mapa, agora não estavam mais perdidos. Horas depois, Luciana voltou chorosa acompanhada por Maria, que cuidava da enfermaria do lugar. Com elas havia uma garotinha pequena.

- Então?

- Precisamos de equipamentos para a cirurgia, equipamentos que não temos aqui. Sem eles, o garoto não conseguirá. – disse Maria.

- Na Howe’s temos uma enfermaria. – disse Ana.

- Ele não sobreviverá a viagem. – respondeu Maria.

- Alguma ideia de como podemos conseguir os equipamentos?

- Tem uma escola abandonada alguns quilômetros daqui, Pedro. Serviu de posto para os refugiados no começo do apocalipse. Tinha uma enfermaria bem completa lá.

- Como sabe disso?

- Eu vim de lá. Mas o lugar está completamente tomado por zumbis.

- Eu e mais três vamos até lá conseguir o que o garoto precisa – anunciou Pedro – Não importa quantos zumbis sejam.

- Nós também vamos – disse Brian.

- Como assim? – perguntou Ana.

- Daniel foi baleado por nossa culpa. Vamos com eles.

- Não me sinto confortável deixando três crianças irem em uma missão suicida.

- Não é sua decisão.

- Nem sua, Brian. – disse Ana.

- Acho que Brian está certo, devemos ir – interveio Nicholas.

- Ok... – concordou Ana.

- O que faremos se eles aparecerem enquanto você e os rapazes estiverem fora? – disse Maria para Pedro.

- Eles não nos incomodam a semanas, acho que nos esqueceram ou morreram. – respondeu Pedro – Não se preocupe.

- Quem?

- Um grupo de bandidos na redondeza. Só pararam de nos atacar quando começamos a dar metade dos nossos suprimentos.

Antes de partirem, Brian foi falar com Luciana.

- Vamos conseguir tudo que seu irmão precisa.

- Espero. Porque isso foi sua culpa para começo de conversa.

- Eu sei... Você tem razão. Estamos em dívida com você.

- Desculpe, não deveria ter falado desse jeito. Só tenha cuidado.

- Quem era a garotinha com você?

- Minha irmã, Vanessa. Ela tem seis anos. – Vanessa lembrou Brian de sua falecida irmã.

- Onde estão seus pais?

- Eles morreram. No começo do apocalipse. Na estrada. Pedro nos achou e tomou conta da gente desde então.

- Também perdi meu pai em seguida.

- Lamento.

- Não precisa... Seu irmão vai ficar bem. É tudo que importa. – Luciana deu um beijo na bochecha de Brian e voltou para a enfermaria.

- Vamos! – gritou Pedro. Estavam em seis e a noite começava a surgir no céu.

Um ano antes

- Ei Brian, com quem você vai no baile final de semana? – perguntou Nicholas.

- Pensei em chamar a Jessica.

- A Jessica da nossa turma?

- Sim.

- Infelizmente eu e ela já combinamos de ir juntos.

- É?

- Sim, cara. Ela é incrível. Estou tão animado.

- Hum.

- Não se preocupe, deve ter outra pessoa para você convidar.

- Acho que vou acabar ficando em casa, vendo uma série ou jogando.

Presente – horas depois

Estavam completamente cercados, os mortos no pátio se debatiam contra a porta de entrada da escola. Já tinham morrido Pedro, Cláudio e Gustavo, que tinham vindo com eles na viagem, devorados pelos caminhantes. Ana havia ficado no carro junto com taco de baseball para a fuga. Brian e Nicholas encontraram o que precisavam para a cirurgia de Daniel, mas chamaram a atenção dos zumbis.

- Estamos fodidos – disse Nicholas. Brian e ele estavam sentados no chão, sem muito o que fazer, enquanto o vidro da porta começava a quebrar.

- Nós somos amigos Nicholas?

- Sim. Acredito que sim. Por que?

- Por que as coisas sempre foram fáceis para você? – perguntou para Nicholas.

- Como assim?

- Sempre conseguiu o que queria, todos sempre gostaram de você, por que?

- Você quer brigar agora? Nessa situação?

- Por causa do seu pai?

- O mesmo pai que você matou.

- Que quase matou minha mãe.

- Não vou discutir. Já estamos aqui parados a horas, pessoas morreram e...

- E o que?

- Estou com medo cara. Muito medo.

- Eu também. Quantas balas você tem?

- Cinco.

- Tenho dez.

- Temos que pensar em uma coisa.

Ouviram um barulho vindo de dentro de uma das salas. Haviam dois zumbis presos ali dentro. Um adulto e um adolescente.

- Acabei de pensar em uma coisa.

- No que?

- Vamos matar aqueles dois primeiro.

- Somos amigos. – disse Nicholas antes de irem ao encontro dos zumbis.

Brian quebrou a janela da sala com um machado, daqueles de incêndio, que havia encontrado na escola, e abriu a maçaneta. Os dois zumbis vieram para cima deles. Nicholas se atrapalhou e Brian foi obrigado a tirar na cabeça de ambos. O que irritou ainda mais os zumbis do lado de fora, que começaram a forçar mais contra a porta da escola.

- O que você quer fazer com eles?

- Camuflagem. Jane me contou isso na Howe’s. Se você esfregar as tripas deles no seu corpo e se movimentar bem devagar, eles não atacam. Não notam a sua presença. Não te diferenciam dos outros mortos.

- Isso é loucura.

- Tem alguma ideia melhor?

Brian abriu a barriga do zumbi e passou as tripas em todo seu corpo. Ajudou Nicholas a fazer também. Abriram a porta da frente e ficaram de cara com os mortos. Brian trancou a respiração quando um zumbi ficou cara a cara com ele, até que o morto desviou e seguiu caminho. Havia funcionando. Começaram a andar lentamente. Brian carregava os itens para a cirurgia de Daniel numa mochila em suas costas, enquanto Nicholas levava o machado.

- Está funcionado... – sussurrou Nicholas.

- Calado.

Conseguiram andar por um tempo, até que a primeira gota de água caiu na testa de Brian. A chuva começava, e as tripas e sangue que haviam passado no corpo escorriam pelo chão. Os zumbis perceberam e voltaram sua atenção para eles.

- E agora?

- Nós corremos.

Nicholas cortou um zumbi com o machado, mas quase ficou preso por causa da arma. Começaram a atirar para trás. O caminho até onde o carro estava era longo.

- Quantas balas sobraram?

- Nenhuma. – disse Nicholas. Brian ainda tinha uma. Olhou em volta e estavam completamente cercados, não tinham como escapar, sem uma distração. Um dos zumbis que vinha em sua direção era Pedro, recém transformado após ser mordido no ombro.

- Me desculpe, amigo.

Brian atirou na perna de Nicholas que caiu no chão. Foi até o garoto e pegou o machado, Nick lutou, tentando segurar Brian e arranhando seus braços. Nicholas Simons acabou cercado e devorado pelos zumbis, enquanto gritava, atraindo a atenção de todos. Dando tempo suficiente para Brian escapar.

- O que aconteceu? Cadê os outros? Vocês ficaram foram por horas, eu tentei encontra-los, mas eram tantos... – disse Ana quando Brian voltou para o carro.

- Eles se foram. Todos eles...

- Nicholas?

- Também. – Brian tremia com o que tinha feito. Olhou para os arranhões de Nicholas em sua jaqueta.

- Jesus Cristo.

Ana arrancou com o carro e voltaram para o acampamento. Já havia amanhecido. Ao chegarem lá viram um cenário de caos. Sangue e corpos para todos os lados. Estavam todos mortos. No centro do acampamento, Luciana e Maria estavam enforcadas.

- O outro grupo fez isso. Aquele que Maria falou.

- Daniel! – gritou Brian. Correram para a enfermaria e viram o garotinho transformado em zumbi. Tudo aquilo, inclusive a morte de Nicholas, havia sido em vão. Brian caiu no chão e lágrimas começaram a surgir em seus olhos. Ana foi até Daniel e esfaqueou a têmpora do garoto.

- Todas aquelas mortes... Para nada... O que eu fiz? O que eu fiz? – repetia Brian.

- Vamos embora...

Enquanto voltaram para o carro, ouviram uma voz gritando por ajuda. Quando correram para ver o que era, Vanessa estava cercada por zumbis de outros moradores do acampamento que haviam morrido. Brian entregou o machado para Ana e pegou seu taco de baseball. Golpearam os mortos com raiva com toda a raiva do mundo. A garotinha estava coberta de sangue e chorando. Brian a abraçou.

- Vamos te levar para casa...

                                                                                          (...)

P.O.V Laurie

- NÃO NATHAN! Isso é sua culpa! Deixou três adolescentes saírem sozinhos e achou que ficaria tudo certo. Meu filho! Meu filho, meu enteado...

- Nós vamos acha-los. Mark e Matt saíram atrás deles, Jane também está cobrindo a área...

- Promessas, promessas e mais promessas. Vocês homens só sabem fazer promessas... – Laurie estava surtando. Laurie deu um tapa na cara de Nathan. – Se eles não voltarem até de noite, eu te mato você ouviu?

Trinta minutos depois, ouviram o barulho de um carro a distância. Abriram os portões e eram Brian e Ana. Brian estava coberto de gosma e usava uma jaqueta de couro. Junto com eles havia uma criança, uma garotinha, mas nem sinal de Nicholas.

- Onde está Nicholas?

Brian abraçou a mãe e começou a chorar.

- Ele se foi.

                                                                                          (...)


Notas Finais


O que acharam?

RIP Nicholas.

Por favor, comentem. Mesmo quem não estiver em dia com a fanfic, é importante para mim saber quantas pessoas realmente estão acompanhando. Para quantas pessoas estou escrevendo. O comentário é o que me motiva a continuar por exemplo, então deixe sua opinião e sugestões. :)

Abraço!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...