História Dead World - Capítulo 49


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Tags Apocalipse, Originals, Thewalkingdead, Zumbis
Exibições 19
Palavras 2.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, pra eu saber quem está acompanhando a história até esse ponto, peço que deixem um comentário por mais simples que seja, dizendo o que acharam desse capítulo (isso se tiverem conta no site). Deixarei essa mensagem no final do capítulo também.

Capítulo 49 - Mordedores


“Não temos tempo a perder... estamos mais perto do que nunca! ” – Afirmou Lemos, torrando no sol de meio-dia. “Acha que nossos recados darão certo? ” – Perguntou Thaísa. “Se vão dar certo eu não sei, mas sei que só quem vai entender é o meu pessoal... ”. “É nessa estrada de terra mesmo? ”. “Isso... espera, acho que chegamos! ” – Lemos estava surpreso. “Tem certeza? ”. “Quase cem por cento! ” – Respondeu ele, enquanto fuçava o emaranhado de plantas na beira da estrada ”. Ao limpar o caminho, uma trilha logo se revelou: “É aqui mesmo... vamos ”. Os dois seguiram, suados, sujos, cansados e famintos pela trilha. “É esse o lugar? Essa cabana? ” – Sussurrou a antiga amiga de Jonathan, no que chegaram ao fim do percurso. “Exatamente... lembro como se fosse hoje... torço para que ele tenha chegado... ”. Lemos balançava Natasha em mãos, enquanto circundava os arredores da cabana, checando o perímetro com cautela. Seria uma lástima se Yan não tivesse chegado, mas o tempo de lamentar a morte dos outros já havia passado para ele. No que Yan ouviu passos do lado de fora, fez sinal com os dedos para Dot fazer silêncio (“Shh”). “Me dá a arma! – Sussurrou o ex-militar – Fomos descobertos! ”. Dot passou-lhe a AK-47, e com ela em punhos, Yan foi abrindo devagar a porta da frente, esta que rangia. Pela brecha, não avistou ninguém, então fechou esta rapidamente, se direcionando para a janela do outro lado da cabana. Lemos ouviu o barulho da porta, e quando viu que a janela se abria, o mesmo correu na direção oposta, pois não tinha certeza se era Yan quem estava lá dentro. “LYV! ” – Gritou Yan, no que deixou a janela entreaberta e se abaixou. “LYV! ” – Repetiu ele mais uma vez. Dot fez uma cara de não estar entendo a atitude suicida do amigo. Lemos do lado de fora, se juntou a Thaísa, que estava escondida entre arbustos, e então começou a ouvir: “LYV! ” – E mais uma vez – “LYV! ”. “É ele, Thaísa! Pode vir! ” – Disse Lemos, sem sussurrar. “VYL... VYL! ” – Gritou o dono de Natasha, deixando-a no chão, e levando mãos ao alto, ao se direcionar a entrada da cabana. Yan abriu de leve a porta da cabana novamente, e desta vez avistou um corpo, que ao abrir mais um pouco a porta, se revelou Lemos. “Não vai me dar as boas-vindas? ” – Perguntou Lemos, sarcástico como sempre. Yan sorriu, abaixando a AK-47: “Hahah... Não achei que fosse te ver tão cedo! Parece que é mentira! ”. “Puta merda! É você mesmo!! ” – Respondeu Lemos, chorando de emoção. Yan largou a arma no chão, e também chorando foi rapidamente ao encontro do amigo, dando-lhe um forte abraço: “Meu irmão... eu não sabia que me importava tanto contigo! ”. “Isso foi um sarcasmo vindo do Sr. Seriedade? ”. “Pode acreditar que dessa vez não..., mas uma amiga vem me ensinando como fazer! ”. Os dois se soltaram, e então Dot apareceu na porta da cabana, enquanto Thaísa também se aproximava. “É... eu acho que todo mundo aqui já se conhece, menos elas duas! ” – Afirmou Lemos, ainda na emoção do reencontro. “É mesmo... Dot, essa é a Thaísa, que me ajudou a escapar quando quase morri pro Guedes e pro Jonathan ”. “E Thaísa, essa é uma das antigas companheiras minha e do Yan... a Dot! ”. Após as duas serem apresentadas, o diálogo prosseguiu: “Vocês têm alguma comida, Yan? Eu tô quase morta! ” – Perguntou Thaísa, exausta de tanto caminhar. “Claro, ainda temos alguns enlatados, mas não acho que durarão muito... entrem os dois, precisamos decidir nosso futuro agora! ” – Respondeu Yan, ao ver o estado dos companheiros.

“Então vocês não têm nenhuma pista do paradeiro dele? ” – Perguntou Lemos, pensativo ao comer ervilhas enlatadas. “Não... a única coisa que me restou dele foi esse bando de papéis, que como eu disse, tá explicando táticas sobre como organizar uma comunidade da maneira certa, e outras coisas que não acho que vamos precisar mais... ”. “Eu ainda acho que pode ter alguma razão pra ele ter nos dado isso! ” – Contrapôs Dot, séria. “Amanhã precisamos ir ao centro de Cravinhos... é distante, mas estamos ficando sem suprimentos, e de arma temos apenas a AK com umas cinco balas, que junto com mais algumas facas não é grande coisa. Além disso precisamos de mochilas, roupas que nos protejam... não é seguro ficar aqui pra sempre... ”. – Afirmou Yan, fitando os outros três. “E pra onde pretende ir? ” – Perguntou Thaísa, ao ver a atitude de determinação do companheiro. “Qualquer lugar... não podemos nos estabelecer, sempre deu errado! ”. “Isso é verdade – Concordou Lemos – Sempre alguém ou algo causa a destruição do lugar... antes de chegarmos em Zonaásia ficamos um bom tempo na estrada. Foram tempos difíceis, mas sobrevivemos ”. “E sobreviveremos de novo! – Prosseguiu Yan – Agora estamos mais preparados, conhecemos mais dessa realidade do que antes! ”. “Eu fiquei muito tempo confinada... ainda estou aprendendo! ” – Argumentou Thaísa, apreensiva. “Eu também estou, mas temos bons professores! ” – Respondeu Andressa, confiante. “Ah! Não podemos partir ainda! ” – Disse Lemos, no que se lembrou dos recados. Yan virou seu olhar para o amigo, esperando-o prosseguir. “Eu deixei mensagens... recados, para que a Vic ou qualquer um dos outros usasse para nos encontrar... fiquem tranquilos que eu fiz de maneira segura, através de indiretas, só um dos nossos vai entender. “Você tem certeza disso, não é? ” – Perguntou Yan. “Absoluta... e eu sei que não podemos nos arriscar ficando por aqui muito tempo... sugiro que fiquemos uma semana, e caso ninguém chegue podemos ir assim mesmo. Eu me importo com os outros, mas também não quero me arriscar ”. “Muito bem, então como faremos com a busca por suprimentos? ” – Perguntou Dot. “Vocês duas podem ficar por aqui amanhã, enquanto eu e Lemos vamos para a cidade. Não sabemos o que tem lá, então é melhor que nós dois nos arrisquemos, afinal temos uma maior noção de como as coisas funcionam nesse mundo de agora ” – Respondeu Yan, já acertando como seriam as coisas no dia seguinte. “Ok, mas agora preciso descansar, se não amanhã não vou aguentar a caminhada... ” – Afirmou Lemos, no que deitava no chão da cabana. “Faça isso, meu irmão... você também Thaísa, – Disse Yan, ao tocar no ombro dela – vocês precisam recarregar as energias... ”. Ela fez que sim com a cabeça, e tomou outro canto para deitar. Do lado de fora, Dot checava o perímetro com a AK-47 em mãos. “Você também precisa descansar! ” – Indagou o ex-militar. “Precisamos estar atentos a todos os instantes! Você sabe disso! E agora com mais gente, pode parecer contraditório, mas é preciso que haja mais vigia! ” – Respondeu Andressa, que sentia que precisava ser útil. “Faça como quiser então. Vou comer e daqui uma hora a gente se reveza, pode ser? ”. “Certo! ” – Dot amadurecia cada vez mais, se tornando uma verdadeira sobrevivente. Entretanto, não é apenas de seriedade e determinação que ela precisava para sobreviver, mas de muita garra e persistência.

Enquanto isso, a quilômetros dali, Alice e Vitória coletaram a maior quantidade de frutos que podiam, e deixaram a velha casa, seguindo viagem pela floresta. “Vou ser sincera com você, eu não faço ideia de pra onde nós vamos agora... ” – Disse Vitória, com uma expressão de desgosto. “O importante é que estejamos juntas... não é? ” – Respondeu Alice, se sentindo mais segura, agora que sabia que fazia a coisa certa. “Isso! ” – Vitória respondeu sorrindo, no que disfarçava seu desânimo para não levar a garota pela mesma vibe. “Gggrrrroaahhhr ” – Um mordedor sozinho se aproximou, quebrando o silêncio. Vitória se posicionou para apunhalá-lo, mas Alice a puxou pela camisa: “Deixa que eu faço...! ”. “Eu estarei bem aqui... ” – Vic deu dois passos para trás, deixando Alice de frente para o mordedor. O olhar de Alice transparecia muita confiança, o que poderia significar o fracasso da garota numa ação tão simples. Ela tirou a faca de debaixo da camisa, e avançou de frente com o monstro, este que com seus instintos animalescos lançou a boca na garota tentando arrancar-lhe um pedaço. Por centímetros a fera não abocanhou Alice, esta que caiu no chão no que se desviava da mordida. O mordedor ia se abaixando para fazer uma nova tentativa, quando foi acertado na cabeça por um chute de Vitória na cabeça, seguido por uma facada no crânio. “Não precisa agradecer...  – Disse Vitória, transpirando rápido – você só precisa de prática..., mas enquanto isso é bom não se arriscar tanto! ”. Alice ficara impressionada com a velocidade com a qual Vitória havia lidado com a situação enquanto ela mesma não podia ter feito nada. “O-obrigada... ” – Ela respondeu, e então se calou.

As duas seguiram pela floresta, e por algumas horas Vitória foi conversando com Alice sobre como pegar os mordedores sem se arriscar. Maneiras mais rápidas, fáceis e eficientes de se livrar dos seres que um dia haviam sido pessoas, e agora eram apenas vultos de quem um dia haviam sido. “Então se der eu os pego por trás, mas sem deixar que me percebam pela audição, certo? ” – Questionou a garota. “Isso, assim você nem precisa lutar com eles, bem mais simples, não é? ”. “É mesmo... ” – Concordou. “Mas pra você começar temos que pegar um que esteja realmente bem distraído. Não quero que você se arrisque daquela maneira de novo, certo? ”. “Sim, entendido Vic! ” – A garota realmente queria se adaptar, e agora menos confiante e entendendo um pouco mais das técnicas que deveria utilizar, ficava cada vez mais preparada para um novo confronto com os mordedores. “Aqui, olha só... – Sussurrou Vitória ao sobrepor levemente sua mão direita sobre o ombro esquerdo de Alice, no que avistou um mordedor adiante – Vou terminar esse, presta atenção! ”. As duas trocaram rápidos olhares, e Alice fez que sim com a cabeça, fitando os movimentos da companheira que seguia em frente. “Grrrooooooahhhr ” - O grunhido junto a uma suave brisa de verão eram os únicos sons presentes. Os passos de Vitória eram cautelosos, qualquer deslize poderia acabar chamando a atenção da fera. Mais alguns passos ela dava, e a tensão em Alice aumentava, no que minuciosamente observava. Nenhum passo havia sido dado, mas mesmo assim o mordedor se virou, o que haveria ocorrido? Vitória avançou sobre o tal, e com tamanha destreza fincou sua faca no crânio da besta: “Lição número dois: Nunca se esqueça de como eles te encontram... se não é pelo barulho, pode ser pelo cheiro... ”. Alice novamente fez que sim com a cabeça, no que observou o cadáver do mordedor com seriedade. “Vamos continuar andando agora, não podemos parar, certo? ” – Perguntou Vitória, no que batia uma mão na outra, limpando-as. “Certo...! ” – Respondeu Alice, determinada. A noite caiu, e as duas improvisaram novamente um acampamento na floresta. O calor era grande mesmo a noite, então não era necessário se fazer uma fogueira. As duas armaram o perímetro entre árvores com barbante: Um cobrindo tudo a meio metro do chão, e o outro a aproximadamente um metro e meio. Prenderam aos barbantes alguns objetos de alumínio e partes de garrafas pet que encontraram no caminho. Enquanto comiam alguns dos frutos que haviam coletado, surpreendentemente, Alice iniciou um novo diálogo: “Obrigada, Vic.... obrigada por me ajudar... cuidar de mim, me ensinar... se não fosse por você eu poderia ter morrido a muito tempo já... ”. “Não! Se não fosse por você Alice, aquele cara que atacou Zonaásia e fugiu... ele teria me matado, ou feito algo pior! Obrigada você, por salvar a minha vida. Se eu tivesse te deixado pra morrer, a morte depois voltaria pra mim... mas como eu te salvei, eu também fui salva... a vida é sempre um círculo... um ciclo... você entende, né? ”. “Sim... entendo...”. Vitória sorriu, e fez um cafuné atrás da cabeça de Alice com sua mão direita: “Estamos juntas nessa, minha amiga... juntas... ”. Elas se revezaram para dormir, com o acordo de que qualquer presença inimiga surgindo, fosse morta ou viva, uma acordaria a outra. Quase no amanhecer, surgiu um pequeno grupo de três mordedores, que como sempre, estavam sedentos por carne. “Vic! Acorda! VIC! ” – Gritou Alice, enquanto chutava de leve a perna de Vitória. “O-Oi...? ” – Respondeu ela, ainda meio desacordada. “Os mordedores... eles tão aqui!! ” – Nesse instante, os mesmos tentavam com alguma dificuldade passar pelos barbantes. “Muito bem! – Vitória levantou como um raio eu perceber a situação – Vamos dar um jeito nesses lixos! ”. Pegando sua faca, ela rapidamente fincou-a na testa do primeiro, que estava mais perturbado; O segundo, ela estando ainda do lado de dentro do perímetro, puxou e fez o mesmo; o último era uma grotesco e lerdo, então deu tempo de ela passar para o lado de fora para termina-lo. No último instante, Vic hesitou: Com um movimento evasivo, segurou os braços do mordedor por trás, e assim prendendo-o, chamou Alice. “Vem logo! Logo vai amanhecer! Precisamos dar o fora daqui! ”. “Tá! ” – Respondeu Alice, no que correu na direção dela. Com cautela, porém agilidade, Alice tirou de sua calça a faca, e sem pensar novamente, fincou-a na parte frontal da cabeça do mordedor, esguichando um pouco de sangue em suas mãos. A fera caiu no chão, e vendo aquilo, aos poucos Alice abriu um sorriso de satisfação. Ela estava feliz não por ter a habilidade de matar o que restou de um corpo humano, mas feliz pela capacidade de ter se superado, e de agora saber sobreviver melhor. “Não fique muito feliz... o próximo não vou ajudar! ” – Afirmou Vic, mostrando-se severa apesar de estar feliz pela conquista da companheira.

O sol já havia nascido, e a manhã estava sendo calma se comparada a outras. Alice carregava sua faca em punho, e Vitória carregava a pistola debaixo da camisa, presa a calça, além de sua faca, no curto bolso da calça. Mediante ao contraste da luz com as árvores, as duas prosseguiam pela floresta de uma vegetação nem muito viva, nem muito morta. De repente, mais uma vez o de costume aconteceu: “Hey, Alice, olha ali na frente! – Sussurrou Vitória, se abaixando – Tem um mordedor bem lerdo indo pra esquerda! Pega ele! Vai! ”. Alice avistou a fera, e no anseio de termina-la, seguiu em frente com cautela. “É agora...! ” – Ela pensou. No que chegou por trás, o mordedor se virou, e com uma arma apontada para Alice, indagou ofegando: “NEM PENSE NISSO! PRA TRÁS! ”.


Notas Finais


Pessoal, pra eu saber quem está acompanhando a história até esse ponto, peço que deixem um comentário por mais simples que seja, dizendo o que acharam desse capítulo (isso se tiverem conta no site).


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...