História Dead World - Capítulo 50


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Categorias The Walking Dead
Tags Apocalipse, Originals, Thewalkingdead, Zumbis
Exibições 26
Palavras 2.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


50 Capítulos de Dead World! Um marco na história dessa história!

Capítulo 50 - Revelações


“PRA TRÁS AGORA, GAROTINHA! E ABAIXA ESSA FACA! ” – Dizia o mordedor, que parecia cansado, por tanto ofegar. “Esperem! Eu conheço essa voz! ” – Gritou Vitória, ao se aproximar. O mordedor olhou para Vitória, e voltando seu olhar para Alice, abaixou a arma. “Meu Deus! São vocês! – O mordedor chorava de alegria, agora recostado no chão, sob uma árvore – Eu achei que nunca mais veria ninguém! Foram tempos difíceis! ”. “Quem é? ” – Perguntou Alice a Vitória, sem estar entendendo nada. “É a Sara, Alice! Já se esqueceu?! ” – Respondeu Vic, ao se abaixar, sentando ao lado de Sara. “A Sara?! Mas ela tá toda suja que parece um dos mordedores desse jeito! ”. “Essa foi minha intenção, Alice. Eu estou coberta com o sangue deles, porque assim eles não me percebem, e eu não preciso matar eles! ” – Respondeu Sara, ainda emocionada. “Inteligente da sua parte... Você ficou sozinha esse tempo todo? ” – Perguntou Vitória. “É.... fiquei... e aconteceram coisas... muitas coisas... depois a gente fala sobre isso, o que importa é que agora estamos juntas de novo! ”. “Isso, você tá com fome? Quer alguma coisa? ” – Perguntou Vic. “E porque você acha que eu tava quase desmaiando ali... não como tem uns dias já! ”. “Alice, dá ai a cesta com as frutas que sobraram de ontem! ” – Pediu Vitória. “Valeu... eu ainda tenho meia garrafa d’água aqui na mochila, se quiserem fiquem à vontade... ” – Agradeceu Sara, tirando a mochila das costas.

A certa distância, Hernandes e Raphael continuavam caminhando em direção ao nada, e toda essa falta de objetivos perturbava Hernandes: “Olha cara, eu acho que devemos mudar de direção, estamos beirando essa rodovia a dias a fio, talvez semanas, eu nem sei mais... e tudo o que encontramos é mordedores, casas abandonadas sem nada, e um sol cada vez mais infernal. Desse jeito não dá pra continuar, precisamos pensar numa outra maneira! ”. Raphael que estava sofrendo uma leve insolação, não tinha estava com paciência para discutir mudanças nos planos: “Cacete, Hernandes! Eu já te disse que não vou mudar bosta nenhuma! Quer saber?! SE TU QUER MUDAR A DIREÇÃO MUDA VOCÊ CACETE! EU VOU É CONTINUAR POR AQUI! ”. “Então tá, continua! Essa sua estrada vai é acabar é no inferno, isso sim! ”. “ESSA SUA CHATISSE TAMBÉM! ”. “Eu vou para Oeste, se mudar de ideia, vou estar nessa direção, manda um abraço pro capeta! ”. Raphael agora de costas, respondeu apenas com um sinal de beleza, totalmente sarcástico. Os dois se separaram, sem riqueza nos acontecimentos ou vontade de permanecerem unidos. “Meu Deus, ele vai morrer desse jeito! Teimosia do caramba! ” – Pensou Hernandes, seguindo para Oeste. “Que grande porcaria! Tomara que os mordedores devorem o estômago dele! Daqui a pouco uma cidade cheia de comida deve aparecer e ele com essa palhaçada de mudar direção! ” – Esse foi o pensamento do mecânico, ao continuar na mesma estrada, e na mesma direção.

“Então está tudo certo, se qualquer um que não seja nós dois ou alguém que confiamos, entre nessa merda, vocês já sabem, podem meter bala sem pensar duas vezes! ” – Reafirmou Lemos, com seriedade no olhar. “Exatamente, usem o que resta na AK sem exitar... eu sei que vocês duas não estão acostumadas com isso..., mas não podemos nos arriscar mais. Não depois de Zonaásia... não depois de tudo que já aconteceu, certo? ” – Ressaltou Yan, preocupado. “Certo... ” – Aceitou Dot, apesar de não gostar de tanta violência. “C-certo... ” – Também concordou Thaísa apesar do medo de ter de fazer algo daquele tipo. Os rapazes saíram do recanto onde ficava a cabana, e seguiram para o centro de cravinhos, que ficava a alguns quilômetros dali. “V-você já matou alguém, Andressa? ” – Perguntou Thaísa, nervosa. “Não.... mas eu acho que faria se tivesse que fazer... eu sei que eles podem parecer um pouco brutais pra você, mas eles são o que sobrou de melhor nesse mundo... você conheceu o Jonathan... sabe como pode existir gente pior, gente muito pior... ” – Dot já era um membro valioso para a equipe. Ela sabia que nesse mundo ás vezes é necessário fazer algumas coisas mesmo que pareçam erradas. “É, eu sei... o Lemos na estrada me contou o que ele fez com vários dos seus amigos, do que ele fez com você... eu nunca podia ter imaginado... mas também já aprendi a não ficar me culpando, agora tenho é que seguir em frente! ”. “Sim, não se culpe, agora precisamos nos concentrar em defender esse lugar, ah sim, também não podemos esquecer que se tivermos muita, muita, mas muita sorte mesmo, alguns dos nossos antigos amigos da comunidade podem encontrar os recados do Lemos e chegar até aqui, então precisamos ter cautela e identificar rápido se é amigo ou inimigo que se aproxima... como você não chegou a conhecer esse pessoal, pode deixar que também ficarei atenta a todo momento! ” – Dot estava um pouco nervosa, mas queria ter certeza de que nada iria acontecer de errado. “O-Ok! ” – Respondeu Thaísa, se virando para a janela, junto com a nova amiga.

“Lemos, vamos seguir pela estrada convencional, mas beirando pelo lado de fora. Se encontrarmos alguém aqui por essa, acontecendo o melhor, dúvidas podem surgir, e não queremos que nosso esconderijo seja descoberto...” – Afirmou Yan, buscando sempre a escolha mais segura. “Tá bem, então temos que atravessar um trecho de floresta pra chegar nessa rodovia, foi a que encontramos aquele dia, não foi? Com a Vic ”. “Isso... – Yan se vez em silêncio por instantes, pensando no que falar - ...você confia que ela tá viva né Lemos? ”. “Sim... eu confio, eu acredito, e enquanto eu estiver vivo eu vou acreditar nessa possibilidade... ” – Respondeu Lemos, tentando não demonstrar sua saudade. “Muito bom... eu respeito isso. Precisamos de esperança, meu amigo... ”. Yan seguiu, e Lemos, agora em passos mais lentos, pensava no seu amor, pensava se Vitória poderia mesmo estar viva e sobrevivendo a esse mundo sozinha. Se ela estava viva, ele pensava em como ela estaria, se estaria saudável, se estaria inteira, se estaria sozinha... Lemos estava triste, e cada vez aceitando mais a possibilidade de Vic ter partido.... e era isso que ele não gostava: Essa aceitação que surgia nele. Ele queria prosseguir com a esperança de que ela estaria viva, assim como o seu amor estava.

 “Meu Deus, Sara... o que você passou... é de uma gravidade imensa... ” – Afirmava Vitória assustada, após tomar conhecimento do que Sara havia feito na última semana. “É.... mas eu fiz o que era preciso, caso contrário podia estar trancafiada até agora com aquela mulher, ficando tão transtornada o quanto ela...” – Explicou Sara, justificando suas atitudes para a amiga. “Mas... voltando pra Zonaásia, quando você saiu da comunidade, o Pedro ainda estava vivo... isso é bom, não é? Pode ser que ele esteja por aí ainda! ” – Afirmou Alice, que ouviu tudo de trás da árvore. “Eu disse pra ficar de guarda, Alice! Não era pra ter ouvido o que falamos aqui! ” – Disse Vic, inconformada. “Não adianta, eu vou ouvir tudo sim! E eu preciso ouvir tudo! Se não, eu nunca vou ta preparada pra viver nesse mundo! Vocês têm que entender isso! ” – Retrucou Alice, chateada. Ela se sentia parte do grupo, e sendo assim se sentia no direito de estar a par dos acontecimentos, por mais nefandos que fossem. “Ma... ” – No que Vitória ia prosseguir discutindo com a garota, Sara a interrompeu: “Não Vitória. Alice está certa... ela precisa saber de tudo. Precisa saber de cada fato, porque isso pode ser útil pra ela num momento de tensão e dificuldade. Assim como pode ser útil pra você. Alice, não sei se ouviu tudo, mas o que aconteceu foi que depois de eu vagar alguns dias sozinha pela cidade, eu acabei topando com um grupo de caras muito ruins, eles me levaram pro covil deles e queriam fazer sexo comigo. Tinha outras pessoas lá também, sofrendo da mesma maneira. Eu, por sorte, consegui escapar, mas no processo acabei com um olho roxo, além de ter tido que me relacionar com um deles. Depois da relação, eu matei esse, é claro, se não ele ia me levar de volta pro covil... isso foi o que aconteceu... mas agora que estamos juntas, devemos nos proteger, certo? ”. “Certo, Sara.... mas, mas... você não acha que deveríamos voltar lá e acabar com todos eles? E essas outras pessoas presas? Nós temos que salvar elas! ” – Alice estava no impacto da recepção de tanta informação. Ela não tinha conseguido ouvir tudo direito antes, e não imaginava a gravidade dessas coisas. “Eu sei o quão terrível e ruim isso que eu fiz e sofri podem parecer pra você Alice, mas não podemos voltar de maneira nenhuma. Nesse mundo é assim agora. Alguns caçam, outros fogem... e quando os que fogem tem uma brecha, eles se vão. Foi o que eu fiz, eu fugi. Sozinha eu não tinha chances, e nem agora com vocês eu tenho... eles são muitos homens, armados dos pés à cabeça. Se voltássemos lá seríamos capturadas, vocês seriam usadas de escravas, e eu morta por ter acabado com um deles, entendeu? ”. “Sim, entendi, Sara... é muito triste... ” – Alice havia compreendido, mas a sensação de impunidade ainda pulsava dentro de si, ela queria fazer algo para vingar o que Sara havia sofrido. “Acho melhor continuarmos caminhando... ” – Afirmou Vitória, ouvindo mordedores que caminhavam a alguns metros dali. “Sim, vamos...! ” – Concordou Sara, colocando a mochila nas costas.

“Yan, você ouviu? ” – Sussurrou Lemos ao escutar passos. “Sim... vem! ” – Respondeu Yan no mesmo tom, ao puxar o amigo para dentro do trecho de floresta que havia entre a rodovia e a estrada de terra. “Acabamos de chegar aqui, será que alguém domina esse território? ” – Questionou Lemos, receoso. “Não... só se chegou depois da última vez que viemos... – Yan silenciou por alguns instantes, e então prosseguiu – Isso não importa Lemos... temos que continuar, não temos tempo pra fazer contornos... ”. “Certo... então vou estar preparado pra tudo... ”. Os dois se esgueiraram pelo chão até a beira da rodovia, e ao observar entre as divisórias da estrada, viram que não se tratava de nada mais, nada menos que uma horda de mordedores. Lemos logo se pronunciou: “São muitos, devem ter mais de vinte ali... ”. “É, eu sei... você fica e eu vou beirando aqui por fora de cócoras, na direção oposta. Quando eu atirar num deles pra chamar a atenção, eles vão vir na minha direção... ”. “E quando isso acontecer eu já vou estar bem na frente, indo na direção da cidade! ” – Completou Lemos, com Natasha em punhos. Yan fez que sim com a cabeça, e começou a operação. Após alguns instantes de silêncio, um tiro eliminou um dos mordedores: “POW! ”. A atenção de todos se voltou para a direção de Yan, este que se abaixou, deitando no chão, do lado de fora da rodovia. Os mordedores seguiram na direção de Yan, enquanto este seguiu em silêncio, se arrastando na direção de Lemos. Os mordedores que estavam do lado de dentro da rodovia, passaram pela origem do som sem se tocarem, e seguiram vagando na direção oposta, enquanto os dois amigos se uniram novamente dentro da rodovia, seguindo para o centro de Cravinhos.

Após as três caminharem por volta de uma hora, barulhos estranhos começaram a surgir. “Ouço sons estranhos... devem ser os mordedores – Afirmou Sara, concentrada – Rápido Vitória, parece ser a chance perfeita pra eu renovar minha camuflagem e vocês colocarem as de vocês! ”. Vitória apreensiva, resistiu: “Espera, eu não sei se quero me cobrir com o sangue daquelas coisas, eu... ”. “Eu não perguntei se você quer, Vic. Temos que fazer isso, se vocês não fizerem, vão nos colocar em risco... ” – Respondeu Sara, determinada em cobrir as duas companheiras de sangue. “Eu vou fazer isso, Vic! ” – Afirmou Alice, um tanto excitada a experimentar novas técnicas de sobrevivência. “Grrr... ” – Os barulhos ficavam mais intensos, e a presença de mordedores se aproximando agora havia sido confirmada. “E então, Vi... vai pelo menos nos ajudar a acabar com eles?! ” – Perguntou Sara, um pouco arrogante. “Certo, vamos lá! ” – Respondeu Vitória, não querendo agora ir contra as duas. “Grrrroooooooohhhr ”. “Eles chegaram! Agora! ” – Ordenou Sara. “São muitos! ” – Gritou Alice. “É a hora de provar seu valor, Alice! ” – Disse Vic, confiando no treinamento que deu à garota. “Certo... ” – Pensou Alice consigo mesma. “Yaaaaaargh! ” – Ela gritou, ao avançar de frente em um dos mordedores, derrubando-o no chão. “Sfink – Sfink – Sfink! ” – Repetidamente era esse o som da faca entrando e saindo do crânio da fera, que desde a primeira facada já havia sido terminada. “Vem! Não acabaram ainda! ” – Gritou Sara, enquanto acabava com vários deles junto a Vitória. “Argh! ” – Alice estava determinada, era agora que poderia finalmente se superar e ganhar a total confiança de suas parceiras. “Grrooaah ” – Outro mordedor se aproximava, e Alice com a destreza um felino, se levantou e enfiou sua faca pela lateral da cabeça do mesmo. Transpirando rápido, ela sorriu rindo. Sara e Vitória, após terminarem os últimos mordedores restantes, viraram seus olhares para a garotinha, que estava com o rosto manchado por sangue. “Vocês viram? Acabei com dois deles! Dois! ” – Afirmava Alice, eufórica. “Muito bom, e com o tempo vai melhor cada vez mais... ” – Reconheceu Vic, com um leve sorriso. “Isso, com mais habilidades, será cada vez mais útil no grupo... ” – Completou Sara, feliz pela garota. Agora cobertas de sangue, as três seguiram caminhando, até chegarem na beira da floresta. “Ei gente, olha isso! ” – Disse Alice ao avistar uma pichação numa parede, e sair correndo na direção da mesma. “Ei, espera! ” – Disse Vitória, no que ela e Sara correram atrás da menina para ver do que se tratava. “Olhem isso! ” – Disse Alice, ao apontar para a parede pichada. “Zoo se foi? Crav Operação 28 ” – Era o que estava ali registrado, com um “-L” abaixo. “Zoo... será que foi algum sobrevivente da comunidade? ” – Perguntou Alice, esperançosa. “Pode ser que sim... ” – Afirmou Sara, ao analisar o piche. Vitória se aproximou da parede, e ao passar a mão no “-L”, indagou: “Foi o Lemos, eu tenho certeza... agora já sei pra onde devemos ir... ”.

A tarde já estava chegando na metade e o misterioso sobrevivente seguiu sua jornada, arrumando uma mochila velha, onde colocou tudo o que tinha, e seguiu rumo a Ribeirão Preto, cidade vizinha a Cravinhos, onde ele se encontrava. O homem estava determinado a finalmente buscar respostas e se livrar do fardo da dúvida. Ao invés de seguir pela rota tradicional, preferiu seguir por um caminho alternativo, numa estrada de terra.


Notas Finais


Espero vocês no próximo capítulo, a season finale da temporada quatro...


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