História Deadly Desire - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato
Personagens Personagens Originais
Tags Demi Lovato, Dilmer, Wilmer Valderrama
Visualizações 64
Palavras 2.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Tenham uma ótima leitura amores!

Capítulo 20 - Um jantar seria interessante


 Acordei sem problemas no dia seguinte, a essa altura eu já me via acostumada a perder noites de sono e o vinho não foi o suficiente para que tivesse ressaca.

 O movimento no departamento ainda era relativamente calmo, embora alguns policiais já corressem para lá e para cá após receber alguma ocorrência. Kat e Michael estavam envolvidos em outro caso diferente, o que me rendeu um bom tempo sozinha na sala diante aos diversos papeis e fotos relacionados ao meu caso, no fundo eu tinha de admitir que ele estivesse fazendo a coisa errada da forma certa, nenhuma pista além do tecido e do sangue indicando apenas que ele mantinha outro ou talvez outros meninos em cativeiro, precisávamos fazer alguma coisa. Ainda não sabia se Wilmer havia chegado ou não e até então não tive de tempo de me certificar, mas pelo pouco que o conhecia e pelo estado em que ele estava talvez ele nem chegasse a ir para casa. Lembrando-me dele procurei seu bilhete em minha bolsa, reli mais uma vez e decidi responder da mesma forma, peguei um post-it sobre minha mesa, respondi de forma breve assim como ele havia escrito.

“Assim que encontrar isso, quero que saiba que estou aceitando seu convite. Lhe espero em meu apartamento nesta sexta, às 21:00, será um prazer.

D.T.”

 Imaginei se o dia seria o ideal, visto que já se tratava do dia seguinte e o latino era uma pilha de nervos, em contraposto, aquilo de alguma forma o faria bem e até a mim mesma, espairecer um pouco.  Coloquei o pequeno papel em meu bolso e voltei ao trabalho, tentando ligar pontos que sempre me levavam a lugar nenhum. Fui interrompida pela voz de Camila vindo da porta, ergui o olhar e ela ainda mantinha seu sorriso de sempre.

_Oi, mandei uma mensagem, como você não respondeu resolvi vir até aqui._ disse um pouco apreensiva._ Ah, e bom dia.

Esbocei um sorriso simpático e me levantei caminhando até ela.

_Bom dia Camila. Desculpe, meu celular está no silencioso desde ontem e esqueci-me de tirar. _parei perto dela em frente à porta, aos poucos ela pareceu mais calma._ Tem alguma coisa para mim?

A latina assentiu freneticamente, enquanto eu a acompanhava até seu laboratório.

_Sim, procurei por imagens de satélite todas as possíveis moradias da região e encontrei uma fazenda, é bem distante do limite que você pediu, mas é uma chance._ enquanto explicava, tinha uma expressão mais séria._ E além de sangue, também encontrei sal naquele tecido.

_Sal?_ indaguei confusa, entramos em sua sala e ela apontou para o microscópio sobre a bancada de mármore no canto, aproximei meus olhos para identificar o que havia para análise e realmente havia um pequeno cristal de sal ali.

_Sim, sal para alimentação animal._ especificou._ Para bovinos ou caprinos, alguns dos animais que coincidentemente, temos nesta fazenda._ Foi a vez de ela apontar para a grande tela do computador na parede, uma fazenda com uma casa pequena, um grande galpão e um estábulo, entre outras coisas que não eram totalmente perceptíveis da imagem cedida pelo satélite. _ O dono é Ronald Torton.._ digitou e imediatamente a foto de um homem de aproximadamente 50 anos apareceu._ Sem familiares próximos, 54 anos e solteiro.

_Wilmer já sabe disso tudo?_ perguntei ainda encarando a foto do homem, o fixando em minha mente.

_Eu tentei._ respondeu pesarosa o que me fez encará-la sem entender._  Ele também não atende o celular e quando tentei ir até a sala dele, não consegui entrar.

_Porque não? _ devolvi impaciente já saindo do local, Camila apenas gesticulou com as mãos indicando que não poderia me responder.

 Saí as pressas e entrei no elevador que  pareceu subir mais devagar que o normal, assim que ele abriu revelando o andar desejado, avistei Dinah com uma expressão séria ao telefone enquanto anotava algo nos papeis sobre sua mesa, assim que me viu fez um sinal negativo com a cabeça, no entanto ignorei e continuei o percurso. A porta de Wilmer estava trancada, bati várias vezes, sabia que ele estava lá e teria de me atender.

_É a Demi._ falei entre as batidas._ Wilmer abra essa porcaria.

 Parei de bater, depois de uns segundos de silêncio, ouvi o barulho das chaves e me afastei, a figura dele apareceu, assustei-me com seus olhos vermelhos e sua expressão de poucos amigos. Assim que abriu a porta deu as costas sem dizer uma palavra e ficou de frente a grande janela do ambiente. Também fiquei assustada com as várias coisas no chão, o lugar que sempre fora rigorosamente organizado, se transformara em uma pequena bagunça, fechei a porta e procurei me aproximar, cruzei os braços e o encarei quando cheguei perto.

_O que houve aqui?_ murmurei. Atenta em seu rosto, notei que sua respiração estava pesada, escuras olheiras chamavam a atenção abaixo de seus olhos e seu maxilar estava trincado. Diante de tudo até chegar ali, era perceptível de que ele não queria conversa, alguma coisa havia acontecido de grave, porém, se ele permitira que eu entrasse já era um bom sinal. Respirei fundo e coloquei uma mão em seu ombro, observando até onde eu poderia ir._ Wilmer, você pode me contar o que aconteceu?

 Ele virou o rosto para mim por alguns instantes e voltou a olhar para a rua. Depois de hesitar, começou a falar.

_Eu fui até o hospital novamente._ suspirei imaginando o que viria.

_Por que não me chamou?_ exclamei._ Eu poderia ter ido com você.

_Eu precisava fazer isso._ de repente ele se afastou da janela, para se sentar no sofá negro do outro lado da sala, fiz o mesmo, sentando-me ao seu lado._ Desta vez eu mantive a calma e consegui me aproximar do garoto sem problemas, nós começamos a conversar descontraidamente, talvez por eu estar mais calmo ou até mesmo ele, até eu tocar no assunto que me levou lá._ ele dizia devagar, enquanto eu apenas ouvia atentamente._ Para que ele pudesse se abrir, eu tive de me abrir também e isso não é comum entre eu e as vítimas de qualquer caso, não se preocupe gravei tudo e não o forcei a nada.

_Você contou sobre Nina e Josy?

_Não, sobre o que eu tive de passar quando também era criança._ comprimi os lábios, daquilo eu não sabia e também não procuraria saber agora._ Julien contou absolutamente tudo o que sofreu lá, desde que foi sequestrado enquanto saia da escola até ser deixado naquela área deserta, há um galpão no subsolo, pequeno, úmido e escuro com mais três meninos, pouca comida, pouca água... ele não sabe o nome do sequestrador nem tem uma lembrança de seu rosto já que ele sempre aparecia de noite, escolhia um dos garotos e os levava para fora para... abusar._ bufou trincando o maxilar novamente e fechando os olhos por alguns segundos._ Os detalhes de tudo, você pode ouvir no áudio. Sei que fui imprudente, que não deveria ter ido sozinho, você também está no caso e sei que eu também não deveria me envolver desse jeito e fazer tudo isso._ apontou para a mesa bagunçada.

_Wil, isso só mostra que você é humano._ voltei a colocar a mão em seu ombro fazendo uma massagem leve, que foi até sua nuca._ Não acredito que tenha feito errado, se você manteve a calma ao conversar com ele, tudo bem, o que veio depois não importa, entendo que queria fazer isso sozinho e não é errado se envolver.

 Pela primeira vez desde que entrei no local ele me observou por um tempo demorado e intenso, quando aproximou seu rosto para beijar meus lábios na mesma proporção, me surpreendi, porém não demorei corresponder e logo estávamos em um beijo que eu não recebia há muito tempo, com toda a intensidade e profundidade que nos deixamos levar, embora ainda fosse calmo. Assim que tivemos de nos separar por conta do ar, resolvi falar novamente.

_Confesso que gostaria de continuar com isso._ comprimi os lábios sem me afastar._ Mas, acredito que assim como eu, você quer acabar com esse caso o quanto antes.

Wilmer franziu o cenho e se afastou para analisar meu rosto.

_Nós temos um endereço._ continuei._ E um perfil, se estivermos certo e espero que estejamos._ Peguei me celular em meu bolso e abri a mensagem da Camila que continha o endereço, a foto do satélite e a imagem do homem. O entreguei e após olhar por alguns segundos, rapidamente foi para perto de sua mesa pegando o telefone.

_Dinah, convoque três viaturas e lhe peçam para me esperar no estacionamento agora._ ordenou após alguns segundos esperando que ela atendesse, ela respondeu alguma coisa e ele agradeceu. Estava impaciente, mas não irritado como antes._ Por que não me contou antes?

_Depois do jeito que te encontrei?_ rebati levantando do sofá._ Aliás, Camila tentou contatar você, mas não foi uma tarefa fácil. Agora, precisamos ir.

 

 

 

  O sol estava alto no céu, embora os EUA sempre fora mais conhecido por ser frio, em Los Angeles as regras não eram bem assim, não que fizesse um calor tropical, mas era agradável. Não tão agradável quanto o que iríamos fazer. Wilmer dirigia em alta velocidade e logo atrás as viaturas no seguiam, quase duas horas de viagem e já avistávamos a fazenda de longe. O homem ao meu lado tentava manter o controle de si mesmo. Dentro de mais alguns minutos estávamos no terreno da fazenda, os carros estacionaram afastados em volta da casa. Caminhamos até a porta da mesma enquanto os outros policiais ficavam de pé perto das viaturas analisando o local, batemos na porta e chamamos por Richard algumas vezes, porém nenhuma resposta foi recebida.

_Demi._ Ouvi a voz de Candice vindo de trás de nós dois e me virei, ela apontava para algo que não enxerguei do meu ponto de visão, caminhei até e ela e avistei um boné azul, abaixei para pegá-lo, logo o reconheci de uma das fotos de Dylan.

Me levantei quase em um pulo e empunhei minha arma, todos os envolvidos fizeram o mesmo e ficaram em alerta.

_Vou pelos fundos._ avisei antes de me afastar.

 No meio do caminho tropecei em alguma coisa, olhei para baixo, havia alguns galhos soltos, mas não eram o suficiente para me fazer tropeçar os afastei com o pé e por baixo duas portas de metal, tentei abri-las, mas estavam trancadas, estava disposta a continuar meu caminho quando ouvi murmúrios vindo dali, me agachei para ter certeza do que ouvira, bati nas portas procurando respostas.

_É a polícia, tem alguém aí?_ falei em um tom mais alto, chamando a atenção dos outros. Wilmer que tentava olhar pelas janelas começou a se aproximar.

_Socorro._ a voz abafada de alguém me alarmou.

_Se afastem da porta agora._ gritei antes de apontar a arma e atirar na fechadura, um único tiro foi o suficiente para abri-la, uma escada levava até o fundo parcialmente escuro, peguei meu celular para fazer de lanterna e clareei avistando os três garotos.

 Antes que avisasse qualquer pessoa, a porta da frente se abriu em um estrondo e no mesmo instante a figura de um homem baixo e acima do peso correndo. Wilmer e outros policiais saíram atrás dele enquanto eu e Candice nos preocupávamos em tirar aquelas crianças dali, sem dúvidas nenhuma, aquele era o local certo. Eles estavam fracos, o que dificultava a saída dali, o lugar era pequeno e extremamente quente. Ouvi o baque de alguém caindo e quando vi era Richard, Wilmer estava literalmente encima dele acertando diversos socos em seu rosto, os outro policias estavam envolta sem ter certeza do que fazer.

_Droga._ murmurei e olhei Candice._ Pode ajudá-los?_ perguntei mesmo sabendo que ela já estava fazendo aquilo, outros dois policias que estavam pertos se puseram a ajudá-la e desceram para pegar as crianças, enquanto isso corri até os outros oficiais._ Wilmer._ gritei, segurei em seus ombros tentando puxá-lo para trás, no entanto era em vão._ Wilmer chega. O que estão esperando para tirá-lo daqui?_ gritei com os homens que ainda olhavam imóveis, em passos acelerados eles puxaram o delegado para trás fazendo com que ele caísse sentado no chão de terra, os olhos arregalados e respiração ofegante._ Wilmer, ele já está desacordado. Tirem ele daqui._ referi ao homem desacordado no chão, seu rosto estava ensanguentado devido aos socos do mais novo, aquilo lhe daria belas manchas roxas e talvez algumas cicatrizes. Assim que os policiais o algemaram e o tiraram dali voltei a falar com o delegado que recuperava seu ar aos poucos e parecia cair a fixa do que havia acabado de fazer._ Você está bem?

Meneou a cabeça negativamente.

_Perdi o controle novamente._ bufou balançando as mãos e as reparando sujas de sangue._ Mas ele merecia isso.

_ Ainda merece e terá muito tempo atrás das grades como recompensa._ o lembrei._ E a nossa está bem ali._ apontei com a cabeça para Candice e os outros que com cuidado retiravam os três garotos daquele buraco. Ergui meu corpo, estendi meu braço e ele o pegou se levantando limpando o sangue em sua roupa.

 Se notasse bem, perceberia que estava envergonhado, para um delegado como ele, perder a cabeça daquele jeito na frente de policias que trabalhavam para ele e lhe tinham certo respeito. Mesmo assim ergueu sua cabeça, mostrando que ainda era o chefe. Candice já havia chamado a ambulância que os levaria até o hospital, como imaginado, Dylan estava entre eles e assim como os outros dois e Julien precisavam de cuidados médicos e psicológicos, suas expressões assustadas e até desconfiados, em certos momentos demonstravam felicidade por finalmente saírem daquele lugar, retornar para seus lares e suas famílias. Lembrei-me de Robert que não depositava ao menos um por cento de fé em mim, agora receberia seu filho em casa. Como a ambulância demoraria muito, nós os levamos de carro pela maioria do caminho até cruzarmos com duas ambulâncias, uma para as crianças e outra para sequestrador que também seria encaminhado para outro hospital, seus ferimentos não eram relevantes e logo seria enviado para a cadeia onde eu faria de tudo para que ficasse lá. Mesmo com receio consegui seus nomes e pedi Camila para que informasse as famílias ao chegarmos ao hospital, todos eles já estavam lá. Eu e Wilmer esclarecemos para cada um deles o ocorrido e os procedimentos a partir daquele momento. A última família com quem conversamos foram os Copers, Elizabeth foi a primeira a vir nos agradecer com o rosto cheio de lágrimas, Richard mesmo relutante também fez o mesmo, não tinha o rosto como o da esposa, no entanto seus olhos denunciavam sua emoção, trocamos um aperto de mão e eu apenas disse que era o meu trabalho. Quando nos afastamos o rapaz ao meu lado me encarou confuso.

_Perdi alguma coisa aqui?_ examinou.

Dei de ombros.

_Tivemos um pequeno desentendimento, nada demais._ Antes que recebesse uma resposta, avistei Nick e o chamei, o abracei rapidamente quando se aproximou._ Como eles estão?

_Assustados e fracos, como Julien._ concluiu._ Mas vão ficar bem, pelo menos fisicamente.

 Assenti comprimindo os lábios. Ficamos mais um tempo no lugar até podermos finalmente voltar para o departamento, ainda tinha muito a ser feito, mas poderíamos respirar com calma visto que havíamos conseguido salvar aquelas crianças e prender o culpado.

_Demi._ antes que saísse do carro, Wilmer chamou minha atenção._ Sobre o que aconteceu hoje...

_Não precisa explicar nada._ declarei sem saber ao certo o motivo._ Não há razão para vergonha ou desculpas, nós conseguimos. _sorri amarelo.

_Sendo assim._ deu de ombros e retirou as mãos do volante._ Acha que um almoço seria o ideal agora?

 Só então reparei que meu estômago reclamava, já eram quase seis da tarde e mais nada além do café da manhã.

_Acho que um café seria na verdade._ afirmei lembrando do bilhete ainda em meu bolso._ Porém amanhã..._ vasculhei meus bolso a procura do post it, assim que o encontrei o retirei para colocar dentro do porta luvas do carro._ Acho que um jantar seria interessante.

  Ele riu, um sorriso que eu não esperava ver naquele dia até então e que segurou minha atenção por um tempo. Suspirei fundo e abri a porta do carro.

_Ainda aceito o café, Valderrama._ pisquei fazendo com que ele fizesse o mesmo que eu.

 Como já estava tarde e ainda tínhamos coisas a serem resolvidas, apenas pegamos o café e voltamos para nossas devidas salas, com uma conversa bem mais descontraída do que a que saímos, horas atrás.


Notas Finais


O que podemos esperar desse jantar? haha
Assim que der posto o próximo e acho que vocês irão gostar.
Obrigada por estarem comentando e favoritando, gosto de conversar com vocês, sério.
Até o próximo
Beijos


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