História Dear Angel - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Zayn Malik
Personagens Personagens Originais, Zayn Malik
Exibições 29
Palavras 3.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá meninas, perdoem a minha demora. Não é intencional.

Capítulo 20 - Capítulo XX


||Capítulo 20||

Ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai, mas sempre volta.

— Tati Bernardi.

Sexta feira, 11 de Abril de 2014. Bournemouth, Inglaterra.  

||Zayn Malik POV||

Ver a Anna assim, tão frágil, partiu  o meu coração. Ela sempre foi uma pessoa tão forte no meu ponto de vista. Sempre vi ela como uma garota que nada poderia abalar. Mas, ao ver ela tão pequenininha, encolhida, chorando, eu quis tanto poder retirar a dor dela e depositar em mim. 

E eu não tenho a menor ideia do que aconteceu para que ela tenha ficado assim. Eu cheguei na festa, encontrei alguns conhecidos, dei oi e conversei brevemente só para poder procurar por ela. E foi quando vi ela com um cara que nunca vi na minha vida. Que diabos ela está fazendo com ele?

Então, saí na direção oposta. Não iria ficar ali observando ela dançando com outro cara que fosse eu. 

Droga. O que está acontecendo comigo? Eu nunca me senti assim em relação a ninguém. Quer dizer, já senti. Pela minha última namorada. Mas nem se compara ao ciúme que estou sentindo agora. Porque isso só pode ser ciúmes. 

Mas por que eu sentiria ciúmes da Anna? Ela é apenas minha amiga, se é que podemos ser considerados amigos. Mas enfim, eu não consigo explicar a raiva que estou. Eu gostaria de ir lá e tirar as mãos daquele imbecil de cima da minha Anna. 

Mas, não posso fazer isso. Porque ela não é minha. Ela tem o direito de conversar com quem ela quiser, a hora que quiser e o tempo que ela desejar e achar certo. E eu não posso interferir nisso, nem ao menos dar um palpite de ''Esse cara não parece ser boa coisa'', quem sou eu para dizer que um cara não é boa coisa? 

Talvez eu seja o pior dos piores. 

Poderia dizer que a vida me machucou o suficiente para que me tornasse essa pessoa amarga — o que não é totalmente mentira, afinal, a vida realmente judiou de mim— mas isso não é desculpa para ser tão rude, egoísta e babaca. 

Eu deveria me tornar um homem de verdade, e não um moleque. Mas a vida parece ser tão mais fácil assim, beber, festas, garotas fáceis, drogas, um pouco de diversão para essa vida de merda que vivo. 

— Ora, ora. Não sabia que o cara mais gato da escola viria, caso contrário teria vindo com a minha melhor lingerie. Pensei que caras maus não viessem a bailes de escola — Era uma das amigas da Kelly, que nem me dou o trabalho de lembrar o nome.

— Ah, oi. Pois é, não tinha nenhuma festa — Falei e voltei a observar a Anna. Droga, para onde ela foi?

O babaca continua ali, mas ela, não faço ideia para onde tenha ido. Olhei todo o salão e consegui ver ela saindo desesperada, o que aquele imbecil fez?

Ah, mas eu vou quebrar a cara dele se descobrir que machucou a minha Anna. 

— Então... Você veio acompanhado ou... — Me virei para a amiga da Kelly e revirei os meus olhos. Por que essas garotas são tão fáceis? 

Elas deveriam se olhar no espelho e dar mais valor a si própria. Tudo bem que elas são gostosas, e bonitas. Mas são tão desinteressantes que nem um cara consegue sentir tesão por elas por muito tempo. Então, trocam, ou traem. 

Digo isso porque já fui um desses caras. Hoje em dia, resolvo nem me envolver direito com elas. Apenas um lance casual. Nada de relacionamentos, lealdade, fidelidade e um futuro. Apenas uma coisa de uma noite, muito prazer e cada um para o seu canto.

— Olha, não quero ser rude, mas, não vai rolar. Pare de perder o seu tempo tentando ser sexy. Não que você não seja sexy, eu só não estou afim. Você é linda, mas precisa se dar um pouco mais de valor e não ser tão fácil. Se o seu objetivo é ter um namorado fiel, sinto muito, mas assim nunca vai conseguir. Agora, eu preciso ir. Boa sorte. 

E assim, eu sai correndo para a entrada do salão e tentei ver para que lado a Anna foi. 

— Oi, você viu uma garota meio baixinha usando um vestido preto passar por aqui?— Perguntei a um dos seguranças. 

— Ah, vi sim. Uma que saiu toda desesperada? Ela foi em direção do campo de futebol. 

— Valeu cara. — Dei um tapinha no ombro dele e saí correndo atrás da Anna. 

E quando cheguei no campo de futebol, comecei a gritar por ela. 

— Anna? Anna cadê você?— Gritei. Droga, onde essa garota está? Continuei gritando por ela. Quando encontrei ela descendo a arquibancada, graças a Deus ela me ouviu. Caminhei até ela. Mas, o estranho foi que ela estava indo para a direção oposta. Puxei ela pela cintura e a mesma deu um puta grito que me assustou. 

— Fujona por que está gritando?— Perguntei confuso, então ela desabou no chão. E essa cena foi de cortar o meu coração. 

O que aquele desgraçado fez com a Anna? Eu nunca vi ela assim em todo esse tempo que conheço ela. Ele disse alguma coisa ruim? Ele desrespeitou ela? Tentou agarrar ela? Ele abusou dela?

E foi quando percebi que... Ah, não. Ela está tendo um ataque de pânico. Merda. Merda. Eu não faço ideia do que fazer. Eu acho que vi, eu vi em algum lugar o que fazer quando isso acontece. Mas eu não consigo me lembrar direito como era. 

Então, me esforço ao máximo para tentar fazer com que ela preste atenção em mim, no som da minha voz. Para que ela perceba que sou eu ali. E que não vou fazer mal algum a ela. E bem, depois de muito tentar, eu consigo.

E eu vejo ela ali, ainda chorando um pouquinho, toda encolhida e a abracei imediatamente. 

  — Você está bem?— Ela balançou a cabeça querendo dizer que sim. E ela estava tão frágil. Eu segurei o seu rosto e a beijei lentamente. Tinha tanto medo de machuca-la. Mais do que ela de fato estava.

Queria muito prolongar aquele beijo. Mas antes, eu tinha que tirar ela dali. Levá-la para um lugar seguro e acolhedor. 

[...]

Quando chegamos na minha casa, abracei ela novamente, e sussurrei tão baixinho que ela mal pode ouvir.

  — Está tudo bem, eu estou aqui, e vou te proteger minha menina— Sei que ela compreendeu pois me abraçou mais ainda. 

— Zayn? Já chegou? Pensei que fosse para a casa de alguma garota. — Ouvi a minha mãe dizendo e em pouco tempo ela apareceu na sala. Estava na cozinha.  E assim que bateu os olhos na Anna, me olhou brava. — O que eu disse sobre garotas? Não me importo que namore e transe com diversas garotas, desde que isso seja da porta para fora. Acho melhor se despedir dela ou ir para outro lugar, pretendo ter uma boa noite de sono.

E eu fiquei envergonhado, e a Anna também. Segurei a mão dela, que tremia um pouquinho, e ela segurou de volta.

  — Mãe... Essa é a Anna...— E então a expressão da minha mãe mudou totalmente. De brava para admirada.

— Oh, você é a Anna? Me desculpe querida. O Z já falou de você outras vezes, muitas vezes para ser sincera, mas não tinha visto nenhuma foto sua. Desculpe o meu vocabulário. Venha cá, deixa eu ver você. — E então Anna ainda nervosa saiu dos meus braços e caminhou até a minha mãe que analisou o rosto dela. — Você é realmente bonita, mas está tão assustada. Está tudo bem? Eu te assustei? Me desculpe, é que o Zayn sempre arruma umas garotas estranhas e bem vagabundas para passar a noite, e estava passando dos limites, tive que proibir de trazê-las para a minha casa. Essa é a minha casa, sabe, você me entende, não? Não estou certa? 

E eu fiquei bem estressado com a minha mãe. Eu nem sequer apresentei a Anna para ela, e já está fazendo a cabeça da garota contra mim. 

  — É, a senhora tem razão. Não haveria problema se o Zayn tivesse apenas uma namorada, e apresentasse ela, e fosse somente ela. Mas, ele tem várias. Ele tem que ter respeita pela senhora e pela casa de vocês, aqui é um lar de família e não um bordel. — Ah, maravilhoso. 

A minha ''melhor amiga'' se é que posso considerar a Anna como melhor amiga, posso?

Bem, vejamos os fatos:

*Ela me atura mesmo eu sendo um total grosso. 

*Foi ela que me ajudou quando passei mal na escola. 

*E ela ainda continua aqui, mesmo sabendo um terço da merda que eu sou.

É, ela é minha melhor amiga. E provavelmente a única garota na fase da Terra, que não devo magoar e fazer de tudo para manter do meu lado. Sei que nunca vou conseguir encontrar uma garota tão maravilhosa quanto ela. Nunca. 

— Ah, eu vou subir e deixas as duas falando mal de mim. Se quiserem, posso fazer um chá, caso a conversa for demorar, presumo que vá. Preferem chá de ervas finas ou de hortelã?

— Que isso Z, não sabia que fosse tão sentimental assim — Anna disse e vi um pequeno sorriso nascendo em seus lábios, ela estava melhorando. Ótimo. 

— Tudo bem, já está na minha hora. Tenha uma boa noite querida, se quiser trocar de roupa, tem uns pijamas das irmãs do Z no armário de casacos, ali — Apontou para uma porta bege perto da cozinha. — E se quiser tomar um banho, peça toalha para o Zayn. Boa noite querida, foi um prazer finalmente te conhecer. — E minha mãe deu um beijo na testa dela.

Logo em seguida veio na minha direção e sussurrou:

— Eu não sei o que aconteceu, mas espero que cuide bem, muito bem, dela.  E não faço besteiras. — Disse ao me dar um abraço longo demais. Ao menos, longo demais para o abraço que costumamos dar um no outro. — Boa noite querido, até amanhã. Juízo os dois. — Falou alto, e foi para o seu quarto. 

  — Bem... Vamos para o meu quarto, você deve estar cansada. Talvez uma boa noite de sono te faça bem. Quer trocar esse vestido? Eu posso te emprestar roupas bem confortáveis, diferente dos pijamas das minhas irmãs que são um tanto curto. — Na realidade, eles são de tamanhos adequados, mas eu preferia que ela usasse as minhas roupas. E, quem sabe, não fique o cheiro dela nas minhas roupas.

— Ah, tudo bem. Uma calça e camisa são o suficiente. Não estou afim de tomar banho agora, ia ter que tirar toda essa maquiagem e desmanchar o penteado que a Lucy fez com tanto carinho.

— Tudo bem, você que manda fujona. — E abracei ela novamente. E silenciosamente, fomos para o meu quarto, ela vestiu a minha calça de moletom cinza por baixo do vestido. E pediu que eu virasse quando foi colocar a minha camisa. 

Bem, eu virei, para o pequeno espelho que ficava atrás da porta, e tive uma visão das duas costas nua, e nada mais. Droga. Mas, acho que, se tivesse visto algo à mais, eu não iria me aguentar. E bem, não posso simplesmente avançar o sinal com ela. Já tentei isso antes e foi completamente babaca da minha parte. 

Ela é virgem, uma garota pura, tanto de corpo tanto de coração. E não posso tirar a pureza dela dessa força. Não tenho esse direito.

Tudo bem que já fiz isso, várias vezes, com outras garotas. E não senti o mínimo remorso, e confesso que, ainda não sinto. E talvez nunca sinta. Elas queriam aquilo tanto quanto eu. Mas se encaram ao pensar que, abrindo as pernas, iam conseguir um relacionamento sério, casamento, flores e um ''felizes para sempre''. Bem, isso não é comigo.

Estou bem solteiro, curtindo a minha vida, a minha juventude. E será assim, por um bom e longo tempo. Já me aventurei em relacionamentos sérios, e saí machucado demais para querer tentar outra vez. 

Mas, a Anna... Ela me traz algum tipo de esperança. Esperança que eu ainda posso ser feliz. Com ela, com alguém. Ela me traz a esperança que garotas podem ser realmente boas e sem a idealização de um príncipe encantado. Eu não sou um, então, quero uma garota que pense assim como eu, e queira aquilo que estou a altura de oferecer. 

Droga. Que merda eu estou pensando? Acabei de dizer que não quero nenhum tipo de relacionamento no momento, e então, digo que estou procurando uma garota que queira aquilo que sou capaz de oferecer e se contente com isso? Estou dizendo que a Anna me faz dar esperança e coisas do tipo. 

Não, não posso me apaixonar por ela. 

Não posso me apaixonar por ninguém. 

Não posso me apaixonar novamente. 

— Z, está tudo bem?— Anna perguntou me encarando enquanto segurava o vestido que usava agora a pouco. 

— Sim, está. Está tudo bem. Vamos, vamos deitar? Posso deitar com você ou quer que eu deite no chão?

— Ah, não tem problema. Já dormimos juntos antes. — Ela disse um pouco envergonhada. 

Ficamos em silêncio por um tempo, até que me lembrei da noite que agi como um tremendo babaca com ela. 

— Desculpa por aquele dia.   — Falei baixinho. Ela demorou um pouquinho para entender do que se tratava. — Que... — Eu estava muito arrependido. — Eu agi feito um babaca, não devia ter feito aquilo, eu respeito você, muito mesmo. Mas, não sei o que aconteceu aquele dia e eu... Desculpa. — Disse envergonhado. Nunca tive que pedir desculpa por isso, até porque, nunca tinha acontecido algo assim comigo antes. 

— Tudo bem Zayn, não precisa pedir desculpas. — E mesmo pelo tom de voz firme que ela usava, sei que estava um pouquinho chateada. Talvez por ter tocado nesse assunto, por eu ter agido como babaca, ou os dois. 

— É sério Anna, prometo nunca mais encostar um dedo em você sem a sua permissão, sem que tenha me pedido. Eu não vou te beijar, te tocar, e nem sequer sugerir algo entre nós, sem a sua permissão. — Eu nunca falei tão sério em toda a minha vida. 

Apesar de estar totalmente louco de desejo por ela, louco ao ver ela usando a minha camisa que ficou um pouco folgada nela, e a minha calça que tinha ficado bem comprida, eu não tocaria nela. Não perderia o controle em momento algum. Nada de agir por impulso como um idiota. 

Serei um verdadeiro cavalheiro com Anna Scott a partir de hoje. 

— É... Tudo bem — Ela disse baixinho. E fiquei com receio dela nunca me pedir isso. Ou por vergonha de fazer isso, ou por ela não querer que eu a beije. 

Eu não acredito que realmente prometi isso sem pensar nas consequências. E se ela de fato NUNCA pedir por isso? Eu nunca mais irei beijar os lábios macios e deliciosos dela. 

Nunca mais irei tocar a sua pele macia e tão cheirosa. 

Nunca mais terei ela tão perto e entregue para mim. 

Nunca mais irei ouvir seus suspiros, dizendo meu nome e pedindo por mais. 

Nunca mais. 

Talvez eu nem sequer sobreviva sem ter ela por perto. Me acostumei tanto ao calor dela, enquanto lia um livro e eu me aconchegava na curvatura do seu pescoço. Quando aparecia de surpresa na sua casa para tomar um chá e acabávamos os dois na cama, aos beijos e suspiros. Me acostumei em ter ela tão próxima. Próxima tanto com o corpo, tanto com a alma. Me acostumei em ter os seus carinhos. Me acostumei em ter ela mexendo no meu cabelo — justo eu, que odeio que mexam no meu cabelo. 

Me acostumei com ela, por inteira. Me acostumei por ter ela por inteira para mim, a hora que eu quisesse. E, pensando bem, eu fiz tão pouco caso dela. Justo dela. A minha Anna, que independente do que eu fizesse ou falasse, estava ali por mim. 

Ela sempre esteve ali, do meu lado, até mesmo quando dizia me odiar, me xingava, me dava broncas, me batia. Ela estava ali. E quantas pessoas já foram e me deixaram sozinho? Todos. E ela, ela é a única que ficou. 

De todas, de todos, ela, ELA, a minha menininha ansiosa e instável emocionalmente, está ali por mim, ficou, mesmo eu sendo o merda que eu sou. Ela sempre, sempre ficou. Sempre me ajudou. Ela me acolheu às 4 da manhã de uma madrugada gelada. Quem mais faria isso por mim? Quem, em pleno século XXI, onde ninguém faz algo sem um desejo oculto por trás, faria isso?

NINGUÉM. 

Mas ela fez, contrariou a mãe dela várias vezes, apenas para me ajudar. 

  — Zayn, ter certeza que está tudo bem? — Perguntou quando deitamos na cama e acolhi ela em meus braços. — Você está tremendo, parece nervoso. Aconteceu alguma coisa?

— Nada. Não aconteceu nada. — Dei um beijo na sua testa. — Quer falar comigo o que aconteceu hoje mais cedo ou...não?

E ela se juntou mais ao meu corpo, encolhendo um pouco as suas pernas e fechou os olhos, forçando eles. Parecia estar segurando para não chorar, ou se segurando para não lembrar do que tinha acontecido.

— Aquele amigo seu... O Miller. — E eu fiquei completamente confuso. Miller? Eu não tenho nenhum amigo chamado Miller. 

— Miller? Eu não conheço nenhum... — E então o meu corpo travou. Miller, é um dos amigos barra pesada do Mike. 

— Claro que conhece. Ele disse que era seu amigo, e estudava na escola. Eu nunca vi ele nos corredores, mas, não levei isso adiante. E bem, ele disse que me observava, na mesma hora me senti abusada, como se ele tivesse me investigando, como se ele soubesse tudo que faço, cada passo que dou. E foi horrível, e acabei tendo um ataque de pânico enquanto fugia dele. — E o meu sangue ferveu. 

Ah, o Mike não está fazendo isso. Ele não colocou um cara nojento como o Miller para vigiar a Anna. Eu vou acabar com a raça dele, do Miller, do Mike e do bando inteiro dele. 

Ele não vai mexer com a Anna, a minha menininha e sair ileso. Sabia que tinha sido uma péssima ideia ter apresentado a Anna, e ter demonstrado qualquer tipo de sentimento. Deveria ter dito que era uma garota qualquer e depois me entendia com ela. 

Droga. Eu não vou me perdoar se tiver colocado a Anna em uma roubada dessa e não poder proteger ela. 

— Anna, se lembra do Mike?

— Aquele brutamonte? Lembro vagamente. 

— O Miller é amigo dele. E bem, o Mike e eu temos algumas pendências. Por favor, não fique brava comigo, mas eu juro que vou te proteger. Mas, vai precisar me ajudar. Se você notar alguma coisa diferente, um carro ou moto parado em frente da sua casa, me liga imediatamente. Não ande sozinha. Se precisa sair para algum lugar, me chama que eu levo você. Ok? — Comecei a falar como uma gralha. 

Eu não posso deixar que aqueles babacas façam alguma coisa com  a Anna.

— Mas... Z. Eu não estou entendendo. Você fez alguma coisa de errado? Digo, está devendo dinheiro para o Mike? É dele que você comprava ou compra drogas, é por isso que está com medo?  — Ah se esse fosse o meu único problema com o Mike. 

— Não. É bem pior que isso.  Eu não quero te envolver nisso, mas, foi tarde demais. Tenho certeza que o Mike pesquisou sobre a sua vida toda, naquele dia que te apresentei a ele. Droga.  — E eu estava realmente nervoso. 

Nem sequer lembrava da minha promessa idiota. 

Ah, a minha promessa idiota. 

  — Como assim ''bem pior que isso''? Z, o que você fez? — E os olhinhos dela, estavam cansados, provavelmente ela estava com sono. Mas, tinha resquícios de curiosidade neles.

— Você nunca mais olharia na minha cara se soubesse o que eu fiz. — Falei e ela ficou pálida, quase transparente. 

— Z... O que você fez? 


Notas Finais


E... Aqui temos, um capítulo inteiro com um POV do Zayn. Ah, eu queria fazer isso tem um tempinho, mas não sabia como encaixar e casar na história.
Então... Z, o que você fez?


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