História Dear best friend - Capítulo 46


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Escolar, Originais
Visualizações 28
Palavras 1.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello bolinhos.
To postando hj pq N sei se consigo amanhã. Tbm N sei se consigo na quinta. Se eu sumir, me desculpem. Estão acontecendo algumas coisas na minha família e está meio complicado.

Capítulo 46 - Festa (Parte 2)


POV. Annie ON

  Lea havia me puxado pra dentro do ginásio. O som estava alto e pessoas dançavam no meio ou simplesmente ficavam agrupadas nos cantos, conversando. Tudo aquilo era novo pra mim. Eu nunca estive em uma festa desse tipo antes.

  Bea havia sumido à um tempo e só estávamos eu, Lea e Agatha.

- É o seguinte – a morena iniciou – não beba nada que te oferecerem. O pessoal por aqui é meio doido – apenas assenti – se quiser beber alguma coisa, fala com a gente.

  Não sei em que momento nos separamos depois daquilo. Quando percebi, estava sozinha no meio de um monte de gente que não tenho ideia de quem sejam.

- Oi princesa – uma voz grossa falou atrás de mim – o que faz aqui sozinha? – me virei encontrando um garoto ali. Olhos negros e avermelhados atrás de seus óculos de armação preta, cabelos castanhos escuros e arrepiados, a gravata frouxa no pescoço e a camiseta toda amarrotada – quer uma bala gracinha? – me estenteu a mão com algo que mais se parecia com um comprimido.

- Não Josh, ela não quer bala – escutei a voz de Bea e logo em seguida a vi entrar em minha frente.

- Ah Beatrice, sai da frente eu tô falando com a menina – ele disse se atrapalhando com as palavras.

- Por que não vai procurar o Jackson por aí? – virou o garoto e empurrou de leve suas costas

- É. Eu vou faer isso mesmo – disse e saiu cambaleando.

- Você está bem? – questionou acariciando minha bochecha e eu balancei a cabeça positivamente – onde estão as meninas?

- Não sei, eu me perdi – falei abaixando a cabeça. Ela segurou delicadamente meu queixo e me fez olhar em seus olhos.

- Está tudo bem – beijou minha testa – vem comigo – me puxou pra fora daquele lugar.

  Estávamos indo em direção à quadra. Bea não ainda não soltara minha mão e eu aradecia mentalmente por isso. Eu gostava do encaixe de nossas mãos, da segurança e do carinho que ela transmitia através desse simples toque.

- O que viemos fazer aqui? – perguntei. Estávamos próximas da arquibancada. Quase em baixo dela, pra ser mais exata.

- Nossa festa – sorriu e se sentou no chão – eu trouxe umas coisas pra gente – falou e eu me sentei ao seu lado

- Por que não me deixou pegar a bala? – questionei depois de um tempo.

- Aquilo não era bala Ann. Aquilo era... – fez uma pausa, como se estivesse avaliando a melhor maneira de me dizer.

- Aquilo era droga, não era? – ela suspirou e assentiu – foi por isso que me trouxe pra cá?

- Na verdade, foi porque você é muito bonita e eu ciumenta demais. Queria você só pra mim e não queria que todo mundo ficasse te olhando. Então, só uni o útil ao agradável – me deu um sorriso envergonhado. Deitei minha cabeça em seu ombro e comecei a brincar com a aliança em seu dedo – sabe, às vezes eu tenho medo – comentou. A olhei. Seus olhos azuis me fitavam intensamente.

- Do que você tem medo? – perguntei enquanto acariciava as costas de sua mão, minha voz não saiu mais alta que um sussurro.

- De que algum dia você acorde e perceba que eu não sou a pessoa certa pra você – disse e eu a olhei por breves segundos antes de iniciar minha fala.

- Você me ama? – questionei olhando fundo em seus olhos.

- Sim. Eu te amo, mais do que tudo. Tu não tem nem ideia da proporção do meu amor por você – levou minha mão até sua boca e deixou um beijo delicado ali.

- Eu também te amo. Isso é o que importa agora – voltei a deitar minha cabeça em seu ombro e ela deitou a sua por cima da minha.

  Ficamos em um silêncio reconfortante depois disso. Não precisávamos falar nada uma pra outra. Nossos toques e olhares  falavam por nós.

- Eu não quero ir embora – entrelaçou nossos dedos – porque ir embora, significaria ficar sem você – um sorriso involuntário escapou de meus lábios quando ouvi suas palavras.

- Por que está tão melosa hoje? – escondi meu rosto em seu pescoço e o cheiro inebriante de seu perfume invadiu minhas narinas.

- Eu sou melosa todos os dias, minha paixão – senti suas bochechas esquentarem e tenho certeza de que elas haviam adquirido uma coloração vermelha.

- Adorei o novo apelido – ela sorriu fraco. Uma brisa gelada soprou o local onde estávamos. Me encolhi um pouco, com meus pelos arrepiados por conta do frio. Bea prontamente tirou sua jaqueta e a colocou sobre meus ombros – obrigada – ela nada disse. Apenas beijou o topo da minha cabeça e me envolveu com seus braços – nós podemos mesmo ficar aqui?

- Bem... poder nós não podemos. Mas quem liga pras regras, não é? – ela riu. Ouvi passos em nossa direção e logo Agatha surgiu em nosso campo de visão.

- Ainda bem que te achei Be – ela disse afobada – vem logo, por favor. Drew e Jackson estão brigando, tem sangue. Alice está no meio tentando separar eles, mas eu... – Bea já estava de pé no instante em que ela mensionou sangue.

- Eu já tô indo, não se preocupe. Leva a Ann pra casa pra mim, por favor – segurou meu queixo com sua mão livre e me deu um longo selinho – você precisa ir agora – eu estava prestes a contestar, quando ela me cortou – por favor, vai. Eu prometo que vou te ver depois – me deu outro selinho, mais rápido dessa vez, e saiu correndo.

POV. Beatrice ON

  Cheguei no ginásio e havia uma roda de pessoas. Me enfiei no meio delas e assim que cheguei ao centro, os dois garotos rolavam no chão, Alice tentava separá-los, mas não obtinha sucesso, enquanto isso, Alan chorava. Fiquei estática por um momento. Eu nunca vi Drew daquela maneira antes. Ele não era de brigar. Por que o fazia agora então?

  Saí de meus pensamentos. A situação já estava fora de controle. Andei até eles e os segurei pela camisa, bati suas cabeças uma na outra e os dois caíram, um pra cada lado. Drew tinha seu lábio cortado e a camisa suja com respingos de sangue. Jackson não estava diferente.

- O que foi que deu em você? – perguntei ao mais velho que estava sentado agora, com a mão sobre seu nariz.

- EU NÃO TENHO NADA A VER! FOI ESSE FILHO DA PUTA QUE COMEÇOU COM TUDO! – gritou e eu dei um tapa em seu rosto.

- Não grita comigo que eu não sou tuas negas menino – falei séria e encarei minha prima em busca de uma resposta sobre o ocorrido.

- Pelo que eu entendi da confusão toda, Jackson estava tentando agarrar o Alan – deu de ombros enquanto eu revirava os olhos.

- É sério isso? – Drew me encarava com seu olhar matador. Respirei fundo – vocês são dois idiotas – andei até o outro garoto que ainda se encontrava no chão – o que você queria com meu primo Jackson?

- Isso não é da sua conta garota – se levantou e cuspiu sangue no chão, limpou sua boca e saiu pisando duro.

- Vamos embora – falei autoritária.

(...)

  Toquei a campainha da casa da Ann e ouvi passos vindo correndo. A porta foi aberta e ela me abraçou forte.

- Opa. Cuidado, senão você derruba a gente – ela sorriu e me puxou pra dentro da casa. Subimos pro seu quarto e eu passei um tempo com ela, não estva tão tarde.

  Estávamos assistindo um filme qualquer, Ann estava entre minhas pernas e do nada começou a se remexer, acho que estava se sentindo desconfortável com alguma coisa. Ela se afastou e se virou pra mim.

- O que foi bebê? –perguntei e ela semcerrou os olhos pra mim.

- Tem algo em você que me incomoda – meu coração gelou na hora.

- O-o que?

- Está unsando short compressor, não está? – questionou e eu assenti, ainda sem saber onde ela queria chegar – não gosto quando você usa – mandou na lata – sei que te incomoda usar isso – ela estava séria – sei que machuca. Não precisa usar.

- Mas... – ela me cortou.

- Eu disse que não precisa. Agora vai tirar isso – praticamente ordenou. E quem sou eu pra desobedecer, não é mesmo?

  Levantei os braços em rendição e fui pro banheiro. Ela tinha razão. Essa coisa incomoda e, na maioria das vezes, machuca também. Tirei o short e voltei pro quarto. Ann estava entretida com um livro.

- O que você está lendo? – perguntei me sentando ao seu lado, ela me olhou e sorriu.

- O oceano no fim do caminho – levantou o livro para que eu pudesse ver a capa.

- Está gostando? – ela assentiu sem tirar os olhos do objeto que tinha em mãos – é. Percebe-se – ela riu, fechou o livro e bateu uma de suas mãos em suas coxas, me aproximei e deitei minha cabeça ali.

- Como se sente? – perguntou e eu sorri.

- Me sinto livre, confortável – ela sorriu e comecou uma leve carícia em meus cabelos.

- Faz uma coisa pra mim? – pediu e eu a encarei.

- Tudo o que você quiser – falei sem nem pensar.

- Fica comigo hoje? – sentei-me ao seu lado sobre meus joelhos, acariciei sua bochecha e lhe dei um breve selinho.

- Se você me pedir, eu fico com você hoje, amanhã, depois, até mesmo pra sempre – falei e ela sorriu com a língua entre os dentes.

- Por que você tem que ser tão perfeita?

- Eu, perfeita? Acho que você está confundindo as coisas – ela arqueou a sobrancelha – ontem mesmo fui procurar no dicionário o significado dessa palavra, e era seu nome que estava lá, não o meu – Ann sorriu e me abraçou escutei um pigarro vindo da porta do quarto. Olhamos a mesma e Carlos estava parado lá.

- Boa noite meninas – ele disse sorrindo.

- Boa noite – respondemos juntas e assim que ele saiu dali, a loira me roubou um selinho. A olhei e ela sorriu inoscentemente.

- Boa noite – me beijou novamente, porém, antes que ela separasse nossos lábios, segurei em sua nuca e mordi seu lábio inferior. Ela arfou e aproveitei pequena abertura que se formou entre seus lábios pra invadir sua boca. Suas mãos agarraram os cabelos da minha nuca. A deitei na cama, ficando por cima da mesma, e suguei seu lábio inferior.

- Agora sim. Boa noite – falei e me deitei ao seu lado. Ela riu e se aninhou em meu corpo.


Notas Finais


Me desculpem pelos erros.
Volto assim que puder.
Bjs da tia panda.

😘 😘 😘


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