História Dear Daddy's - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~LiaWegmann

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Daddy, Incesto, Jinkook, Yaoi
Exibições 158
Palavras 3.811
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Digo que o capitulo foi escrito pela Dear_Sushine, - escrita não é minha, apenas algumas partes (como o finalzinho) que foram escritas por mim, mas 98% do capítulo ela que escreveu c:


Boa Leitura

Capítulo 3 - New


No recreio, Jeongguk sentou-se lugar de sempre — na velha escada que dava acesso a uma sala desativada, distante do barulhento pátio. Diferente dos outros dias, ele não estava acompanhado de seus amigos, e sentia-se cabisbaixo por ter afastado-se dos outros meninos, porém, orgulhoso demais, recusando-se a fazer as pazes com os amigos. 

A luz fria pouco a pouco se movia ao longo da escada deserta, quando passos vindo de cima assustou o menino. Ele cravou os olhos no sanduíche quase intocável em sua mão. Os passos diminuíram e ele sentiu o pulso acelerar. Alguém havia passado por ele na escada. 

O menino sentiu uma perna roçar a manga de sua camisa e ele deu uma grande mordida no sanduíche, tentando concentrar-se no sabor do alimento. Para seu horror, poucos degraus abaixo, os passos cessaram de todo.

— Oi! — exclamou a voz de uma menina.

Jeongguk estremeceu. E obrigou-se a levantar a cabeça, encontrando os olhos castanhos escuros de alguém que ele vagamente conhecia. Ele demorou alguns segundos para identificá-la, mas lembrou-se que era a menina que fazia dupla na aula de artes. E ela estava o olhando com um sorriso de mil dentes. 

— Oi — repetiu ela.

— Oi — murmurou Jeongguk, tímido.

O menino nem sabia se ela o ouviu, pois seus olhos estavam fixos em si, e ela parecia esperar mais alguma coisa.

— Sanduíche de atum — comentou ela, dando uma olhada na merenda do menino. — É bom?

Jeongguk fez sim com a cabeça.

— Você gosta de sanduíches? — a determinação dela de puxar conversa era impressionante. Jeongguk fez sim com a cabeça novamente e voltou os olhos para o chão.

— Meu nome é SoJin — informou ela, ainda com um largo sorriso.

— Me chamo Jeongguk — respondeu o menino. 

— Eu sei. — disse ela. — Você sabe quem eu sou, não é? 

Outro aceno de cabeça, as palavras se evaporavam assim que chegavam na garganta de Jeongguk. E ele começou a morder o lábio.

SoJin olhou para Jeongguk, pensativa, com um sorrisinho. 

— Você não é muito de falar, não é? 

O rosto do menino começou a arder. A presença da menina estava deixando-o nervoso. Se seu pai não tivesse lhe dito para não ser tímido, ouvir o que as pessoas têm a dizer e ser o mais simpático e educado possível, a essa altura já a teria deixado a menina  falando sozinha e se refugiado em outro lugar.

 — Mamãe sempre diz que eu nunca paro de falar — continuou ela, despreocupada. — Ela acha isso irritante.

 ‘Sua mamãe tem razão, você é irritante, pensou ele.

 — Eu vim te falar uma coisa — declarou ela de repente. — É muito sério. Me escute com atenção, ‘tá bom?

Jeongguk ficou tenso e seu corpo congelou-se.

— O.. o que é? — gaguejou o menino.

 

— Bem… eu… Eu gosto muito de você, Jeongguk-ah — a menina corou. Seu rosto pálido havia ficado em um tom forte de vermelho. — Gosto muito, muito, muito mesmo. 

 Jeongguk estremeceu, olhando para ela mudo, totalmente surpreso com o que acabara de ouvir. Seu rosto, igualmente ao dela, ficara vermelho. A súbita confissão de SoJin pegou de surpresa o menino, que mal sabia citar a tabuada de três sem errar pelo menos uma vez; lidar com pessoas era difícil, e lidar com sentimentos era pior ainda para ele. O menino sentiu-se encurralado como num pesadelo claustrofóbico. O olhar expectativo da menina queimava em sua pele, deixando-o desconfortável; as palavras dela martelavam sem parar em sua cabeça, o pânico crescia dentro de si, desligando pouco a pouco seus sentidos. 

 Quando, abruptamente, Jeongguk levantou-se, murmurou algo indecifrável e correu, deixando para trás
sua lancheira junto a seu lanche pela metade, e SoJin, totalmente confusa.

 Jeongguk percorreu o pátio, sem saber ao certo o que fazer, para aonde ir. Seu coração batia forte contra o peito, e suas pequenas mãos tremiam. Seus olhos estavam embaçados pela lágrimas acumuladas, deixando-o ver somente borrões; sua mente estava caótica. De repente, seu corpo chocou-se contra outro. 

 O barulho ensurdecedor de centenas de crianças juntas, interrompeu-se, e olhos curiosos foram direcionados a Jeongguk e a quem ele havia derrubado.

 O menino havia chocado-se a uma menina, que devido ao impacto do corpo alheio, deixou cair de suas mãos seu boneco.

Os olhos da menina arregalaram-se e encherem de lágrimas ao ver seu *bearbrick do personagem Kukamon estilhaçado no chão. Felizmente, ela não caiu no chão ou se machucou, apenas quem sofreu fora seu boneco. Mas, isso não a confortava.

Jeongguk olhou para o boneco no chão e suas entranhas se retorceram de culpa; ele não fazia a menor ideia do que fazer a seguir. O menino estava trêmulo, com uma fina camada de suor em sua testa.

— Por que fez isso? — disse a menina, com a voz embargada. Ele encarava Jeongguk com olhos raivosos e molhados pelas lágrimas. 

— Foi… foi sem querer… desculpa. — disse Jeongguk, gaguejando, com a voz irregular.

— Você quebrou meu Kukamon! — a voz da menina de elevou, ultrajante. — Você estragou ele! 

Parada em frente a Jeongguk, com lágrimas escorrendo em seu rosto e seu boneco favorito no chão, a menina foi tomada por um intenso sentimento de revolta. 

A professora que estava no pátio, próxima às duas crianças, rapidamente foi até eles, para impedir que a situação se agravasse mais. 

— Não precisa brigar crianças — disse a professora, num tom gentil. — Vamos resolver isso de outro jeito, ‘tá bom? Não precisam brigar.

A mulher abaixou-se e pegou o boneco, entregando a menina em seguida.

— Como vai resolver isso, tia? — disse a menina, analisando o estrago em seu brinquedo. — Ele destruiu meu Kumamon.

— Foi sem querer — murmurou Jeongguk e abaixou a cabeça, enrolando os dedos em sua camisa, em pleno nervosismo.

— Não se preocupe, HeeYeon. Tudo irá se resolver. — disse a professora, afagando os cabelos da menina. — Mas, primeiro, precisamos ir a sala do Sr. Shim.

Jeongguk levantou a cabeça com rapidez. — Eu não quero ir — disse Jeongguk, apressado. 

O menino sempre tivera medo do diretor da escola, achava-o totalmente assustador e ir até a sua sala era algo que ele nunca cogitara antes — sempre tomara o cuidado de passar bem longe da sala do diretor Shim YooNil.

— Mas, precisamos ir, Jeongguk. — disse a professora, e direcionou o olhar para o menino. — Quanto mais rápido formos, mais rápido iremos resolver o que aconteceu. — ele estendeu as mãos para crianças. — Vamos? 

HeeYeon e Jeongguk assentiram seguraram na mão da mulher, um em cada lado e seguiram para a sala do diretor.

 

 

O diretor, um homem de meia idade e cabelo grisalho, estava mexendo em seu computador, quando a professora adentrou na sala junto às duas crianças; E brevemente, ela explicou o que havia acontecido para o homem.

— Bem, devido ao que aconteceu, terei que chamar os pais das crianças. — disse o diretor, quando a professora acabou o que havia acontecido — Não é algo muito grave, mas, obviamente, tenho que relatar aos responsáveis.

— Sim, claro — disse a professora. 

Não fora uma surpresa que o diretor solicitasse a presença de Seokjin para conversarem sobre o acontecimento naquela manhã e, obviamente, a do pai da menina.

O jovem não entendera porque fora chamado pelo diretor para ir a escola para uma conversa sobre Jeongguk, não sabia o motivo, porém, julgou ser algo importante. Felizmente, era seu dia de folga, então, não havia problema em ir.

Assim que encerrou a ligação com o diretor, Seokjin desceu as escadas, calçando o tênis, pegando a chave do carro, a carteira, correndo em direção à porta, saindo da casa e entrando no carro.

Quando chegara na escola, rapidamente, o jovem estacionou o carro e desceu do veículo, adentrando no local em seguida.

Ele avançou pelo corredor bem iluminado   em direção à sala do diretor para conversar sobre o assunto até então desconhecido. Ao chegar em frente à sala, o jovem respirou fundo várias vezes para se acalmar e abriu a porta. 

Na cômodo encontrava-se o diretor sentado atrás de sua mesa, com duas cadeiras à sua frente. Uma delas estava vazia, já outra, estava ocupada por um outro jovem de cabelos negros.

Estranhou ao ver aquele homem ali de costas para si, pois pensara que a conversa seria apenas com ele. Quando fechou a porta, o homem virou-se para ver quem havia chego e, podemos dizer, que Seokjin arrebatou-se. A pele do homem era pálida e os cabelos escuros a destacava, ele possuía orbes negras e uma boca de lábios finos e róseos. Sua feição parecia ser de sono, como se tivesse acabado de acordar para ter que ir na reunião que o diretor convocara.

 — Sente-se. 

Seokjin assustou-se levemente com a voz do diretor e fez o ordenado. Desconhecia o motivo de estar ali e o homem de cabelos negros também. Seus olhos passaram rapidamente pela sala e pode ver: Uma menina e Jeongguk sentados em cadeiras longe da mesa do diretor. 

O jovem surpreendeu-se ao ver Jeongguk, notou que a situação tratava-se de algo sério envolvendo as duas crianças e tornou-se aflito.

— Creio que não devem saber o porquê de ter chamado vocês, certo? — Os jovens assentiram ao mesmo tempo. O diretor apoiou os cotovelos na mesa e logo depois apoiou o rosto nas mãos. — Hoje aconteceu um problema.

— Qual foi o problema? — o homem de cabelos negros pôs-se a falar em um tom calmo. As duas crianças olhavam para os três adultos presentes no cômodo com olhares curiosos.

— De acordo com o quê foi contado, Jeongguk quebrou o brinquedo de Heeyeon. — disse o diretor em tom calmo, mas o tom utilizado não  ajudara, já que Seokjin fez uma cara surpresa, totalmente incrédulo com que acabara de ouvir.

— Jeongguk nunca quebraria o brinquedo de alguém, muito menos de uma menina! — disse Seokjin, em um tom elevado, que logo se abaixara.

— Não sabemos ao certo o quê aconteceu, mas sabemos que ele foi o responsável pelo brinquedo quebrado de Heeyeon. — disse o diretor, mantendo a seriedade e calma.

— Essa escola não tem câmeras? — a voz de Seokjin elevou-se novamente, trazendo um tom de arrogância e raiva.

 O homem desconhecido notou isso e tratou-se de falar algo.

— Ei, cara, fica calmo. — o desconhecido olhou para Seokjin que retribuiu o olhar bufando de raiva. Estranhamente, a voz rouca do desconhecido havia acalmado o mais velho.

— Veremos hoje à tarde sobre isso — o diretor referiu-se às câmeras e a gravação. —, mas alguém terá de se responsabilizar por isso. — ele pegou o bearbrick do Kumamon de dentro de uma das gavetas de sua mesa e o estrago fez com que os dois adultos ali arregalasse pelo estrago do boneco.

— Eu não tenho tanto dinheiro para pagar o conserto! — o de cabelos escuros pronunciou-se ao ver o estrago do boneco. Ele havia gastado muito dinheiro naquele brinquedo e sabia que o conserto sairia muito caro para si e, como condições de uma família básica, teria de abrir mão de muitas coisas para consertar o brinquedo.

— Deixarei que resolvam entre si, tenho uma reunião importante e aqui está a punição de Jeongguk, Seokjin. — deu-lhe uma folha branca com algumas palavras e o jovem apenas a pegou sem se dar o trabalho de olhar o que estava escrito. Achava aquilo injusto, sabia, no fundo, que aquilo fora um acidente não intencionado. — Podem ir.

Por mais que a conversa tenha sido curta, encerrou-se e o restante teriam de resolver juntos. Os dois levantaram-se e chamaram suas crianças que foram correndo até eles querendo saber o quê havia acontecido, resumidamente, saber como seria o final daquela história toda.

Saíram da cômodo, mas o desconhecido fora primeiro enquanto Seokjin pegava um copo de água para beber e dava um pouco para Jeongguk, que logo sairam da sala do diretor e, em seguida, da escola.

— Papai, eu vou ficar sem o Kumamon? — Heeyeon perguntou em um tom choroso.

 — Eu não sei, querida. Papai vai tentar pagar o conserto. — disse o jovem, tentando aliviar a situação, mas não adiantara, a menina começou uma birra completamente estressante.

— Mas foi ele que quebrou! Ele que tinha que pagar! — a menina olhava para o pai  com os olhos lacrimejados. O pai, então, olhou para a menina e sentiu-se seu coração doer. Aquele era o brinquedo favorito que fora dado pela mãe antes da mesma nascer. — Viu como é o pai do Jeon? Ele parecer ter dinheiro para pagar o conserto!

—  Filha, não é assim que funciona. — o jovem agachou-se para ficar da altura da nenina e mexeu em seus cabelos castanhos. "Igual a mãe", pensou ele. — Foi apenas um acidente, não foi a culpa do seu colega.
 

 HeeYeon formou um bico manhoso e choroso nos lábios e cruzou o braços

Seokjin observava a cena um pouco ao longe enquanto Jeongguk o chamava, pedindo-lhe para ir embora. E sem hesitar, ele se aproximou do desconhecido e sua filha junto de Jeongguk.

— Ei! —  Seokjin chamou a atenção do homem que virou-se em sua direção e o encarou. — Desculpa pelo estrago do brinquedo. — tentou parecer simpático e ouviu o outro apenas dizer um " 'Tá tudo bem". — Então, eu pensei em dividirmos o preço do conserto. 

— É uma boa ideia. — disse o homem e em seguida entendeu braço — Sou Min Yoongi. — ele deu um sorriso gengival no qual Seokjin achou adorável.

— Kim Seokjin. — apertou a mão de Min  e logo depois afastaram as mesmas. — Eu insisto que vá jantar lá em casa hoje à noite, assim poderemos resolver o assunto.

Seokjin sabia estava sendo um louco por estar chamando um completo estranho para jantar em sua casa. Não conhecia Min Yoongi, porém, já ouvira um nome parecido da boca de um de seus amigo, e isso deixava-o menos preocupado.

Yoongi estava cogitando o fato de aceitar ou não, porém assentiu com um aceno de cabeça.
 

[...]

 

Seokjin estava na cozinha, terminando de preparar o jantar, ansioso pela chegada do Min. Na sala, Jeongguk repetia a música do desenho animado que passava na televisão. 

Já havia anoitecido e não faltava muito tempo para a chegada de Yoongi e sua filha. Seokjin optou que o jantar fosse no mesmo dia para que pudesse resolver o conserto do boneco e acabar com o ressentimento das crianças

O jantar consistia em Kimchi com carne de porco com uma variedade de acompanhamentos. O dom incrível para a culinária do jovem dava inveja em que comesse ou visse sua comida. Jeongguk sempre elogiava o jantar e dizia que ele era o melhor cozinheiro de todos.
     — Jeongguk! — chamou Seokjin, ao terminar de preparar o jantar, e rapidamente, o menino adentrou na cozinha. — Pode ajudar o papai a arrumar a mesa?

 O mais novo assentiu e, enquanto Seokjin colocava a toalha de mesae colocava o Kimchi e os acompanhamentos sobre a mesa, Jeon fora responsável de colocar os pratos e talheres.

  — Por quê são quatro pratos? — questionou o menino, pois ele sabia apenas que o “pai da HeeYeon ” iria jantar em sua casa.

— Porque Yoongi e a HeeYeon irão vir jantar aqui hoje. — disse Seokjin e viu uma expressão de desentendimento formar-se no rosto do menino. 

— Yoongi é aquele moço pai da HeeYeon? — perguntou o menino e Seokjin assentiu. — Por que ela tem que vir? — choramingou o mais novo.   

— Porque ela é filha dele, meu amor. — aproximou-se de Jeon e a acariciou seus cabelos. 

Seokjin acabou perdendo-se em seus pensamentos enquanto mexia nos cabelos negros de Jeongguk. Ele  Apedrejava-se por estar nutrindo sentimentos por uma pessoa tão mais nova que si, por Jeongguk ser uma criança, por Jeongguk ser seu filho adotivo. Tentar se afastar do garoto, era difícil, doloroso. Sempre que se mantinha longe, o menino tratava-se de se aproximar mais e mais e usar seu tom manhoso para pedir que não afasta-se.

Jeongguk notara que o mais velho estava distraído em seus pensam enquanto mexia em seus cabelos.

— Papai — resmungou o menino, fazendo o jovem desprender-se de seus devaneios. Seokjin tirou a mão dos cabelos do mais novo e afastou-se um pouco. — Você bagunçou meu cabelo! — disse o menino em um tom brincalhão, mas um pouco irritado. 

 — Desculpe. — disse Seokjin, um tanto desnorteado. — Vou buscar o pente para arrumar seu cabelo de novo, ‘tá bom? 

E, antes que Jeongguk respondesse, o jovem seguiu para banheiro. Ele pegou o pente e voltou para a cozinha, onde Jeongguk encontrava-se no mesmo lugar.

Seokjin se aproximou do menino e passou o pente em seus fios negros. — Eu fiz Kimchi com carne de porco. — disse Seokjin.

— Meu favorito! — disse Jeongguk, e bateu palmas contente. — Eu quero me sentar, papai — pediu ele.

Seokjin pegou a cadeira e indicou para o mais novo sentar, mas o mesmo negou. 

— Mas você não queria sentar? — disse Seokjin, confuso.

— Eu quero, mas no seu colo. — Jeongguk sorriu.

Seokjin ficara desnorteado, meio em pânico por alguns segundos com o pedido do mais novo, mas logo se recompôs e tentou disfarçar seu nervosismo, sentando-se na cadeira meio hesitante. Jeongguk sentou-se no colo do jovem, totalmente alheio à tortura que estava causando ao mais velho. O jovem não se mexeu, ficou estático, tentando não perder a cabeça.

 


    Seokjin sentia-se que estava tornando-se um doente, um pedófilo. Mas, tentava ao máximo não pensar nisso, no que isso significava. Ele tentava não pensar no nome que dão a isso e apenas pensar que estava escovando o cabelo de seu filho. Mas, era difícil não pensar, era difícil não sentir. Enquanto penteava os fios macios de Jeon, ficara refletindo no que estava fazendo, no monstro que estava se tornando por nutrir sentimentos por uma criança inocente. Ele sentia medo de enlouquecer por causa de seus pensamentos, de seu sentimento atordoante. Sentia-se confuso, nunca havia se sentido assim antes e isso o assustava. 

A campainha soou alto e o jovem não hesitou em tirar o menino de seu colo para ir até a porta.

Quando a porta foi aberta, Seokjin viu o homem de cabelos negros, vulgo Yoongi, parado do lado de fora. O mesmo vestia uma blusa preta larga, uma calça jeans com rasgos no joelho, um tênis branco e estava com um guarda-chuva em mãos. Foi então que notou que caia um garoa pela a luz do poste que iluminava os pingos.
  

Ao lado de Yoongi, HeeYeon encontrava-se com seus cabelos castanhos presos em uma trança, vestindo um vestido rosa e branco. Os jovens se comprimentaram e Seokjin deu passagem para que Yoongi e sua filha entrassem e os mesmos o fizeram. 

Eles seguiram para a sala de jantar onde Jeongguk encontrava-se sentado em seu devido lugar. Os três sentaram à mesa e deram início ao jantar.


    O jantar ocorrera bem. Seokjin e Yoongi conversaram sobre alguns determinados assuntos e combinaram o conserto do brinquedo. As crianças comeram em silêncio, chutando a perna um do outro por debaixo da mesa algumas vezes.

Na hora de lavar as louças, o Min se ofereceu para ajudar. Jeongguk e HeeYeon foram para a sala assistir um desenho, deixando os dois jovens a sós na cozinha.

— A HeeYeon é muito bonita. — comentou Seokjin,  enquanto lavava os talheres, Yoongi apenas sorriu ladino enquanto secava os pratos já limpos. 

  — Puxou a beleza da mãe. — disse yoongi, enquanto colocava os pratos no armário, onde Seokjin tinha indicado e voltara para secar os outros em seguida.    

— Deve ser uma mulher linda. — disse Seokjin e olhou para Yoongi, sorrindo levemente.

 — Ela era, pelo menos. — murmurou yoongi, mas Seokjin ouvira e estranhou a fala do outro.

— Como? — Seokjin parou de levar os talheres e olhou para Yoongi que se mantinha concentrado.
 

— Eu e a Daejoon tivemos um namoro escondido durante anos devido à família rigorosa dela. — disse Yoongi, sem se importar em estará contando sua vida para quem mal conhecia. — Tínhamos que manter aquele namoro em sigilo e apenas nossos amigos de confiança sabiam.

Seokjin ouvia Yoongi em silêncio, atento a cada palavra.

— Certo dia, ela apareceu em minha casa dizendo que estava grávida e foi a destruição. Ela era muito jovem para engravidar e ela não queria abortar, mas quando sua família descobriu tudo e a pressionaram, mas, por sorte, o aborto não ocorreu. — Yoongi terminou de secar os últimos pratos e os guardou, pegando os talheres que Seokjin havia lavado em seguida e começou a secá-los. — Os pais dela a separaram de mim, mudaram de cidade e eu simplesmente fui esquecido, bem, nem tanto, recebia as cartas dela todos os meses e a respondia. — ele sorriu com a lembrança. — Mas, depois de um tempo, ela parou de responder minhas cartas e não me enviou mais nenhuma. — disse Yoongi em um tom triste no qual fez Seokjin sentir um aperto no peito. — E depois eu descobri, os pais da Daejoon apareceram na porta da minha casa com uma bebê e disseram que eu era o responsável dela partir daquele dia. — Yoongi engoliu em seco, reprimindo as lágrimas — Eles me deram a notícia que ela teve complicações no parto e... — ele não conseguiu completar, sua garganta estava se fechando, estava quase chorando.

Foi surpreendido por algo, alguém, o abraçando pelo lado e o virando para abraçar melhor. Jin o tentava aconchega-lo para que parasse de chorar. Sussurrou um "Sinto muito" e apertou o abraço. No começo, Yoongi não retribuía, mas logo retribuiu o abraço. Tratou de desabar em lágrimas em meio ao abraço e, em menos de alguns minutos, já terminavam a louça na tentativa de esquecer o que acabara de acontecer

Yoongi não acreditava que tinha contato a história da mãe de Hani para um estranho. Praguejou-se internamente por ter feito aquilo, mas ficou um pouco feliz ao receber o abraço confortante.

Foram para sala assim que terminaram. Viram as crianças dormindo fofamente no sofá, inclusive Jeongguk que babava um pouco. 

— Acho que já vou. — Yoongi falou enquanto acordava Hani dizendo que já estava na hora de ir. A garota, não querendo, acabou acordando sonolenta.

— Podem ficar mais um pouco, não tem problema. — Jin disse, não queria que eles fossem embora.

— Muito obrigado, Jin, mas deixa para a próxima. — respondeu com um sorriso gengival que, novamente, o Kim adorou.

— Ah, ok. — tentou não transparecer um tom de tristeza. — Ainda temos que resolver o conserto do boneco.

— Sim, eu me esqueci disso. — ajudou Hani a se levantar e foi em direção a porta com Jin. — Até mais.

— Até. — abriu a porta e os dois saíram. Fechou logo em seguida.

Respirou fundo e olhou para o ser que dormia fofamente no sofá. Sorriu fraco e foi até Jeon, pegou-o no colo e foi andando até o quarto do garoto. 

Abriu a porta com certa dificuldade, entrou no quarto e colocou Jeongguk na cama, deu um beijo na testa do mais novo. Iria desprende-lo, mas não conseguiu quando o mesmo o puxou para si e Jin quase caiu em cima dele.

— Dorme comigo, papai. — falou em um sorriso fofo no qual Jin não pudera ver pela falta de luz.

Iria negar, mas ao sentir mais um puxão, acabou cedendo e empurrou um pouco o garoto pro lado para que pudera deitar. Assim que conseguiu um espaço para ambos na pequena cama, deitou-se e sentiu Jeon o abraçar de frente.

Fechou os olhos para que pudesse adormecer.


Notas Finais


Bem, como falei, escrevi apenas alguns trechos, mas maioria foi a Dear_Sunshine!

Olha, eu aviso desde já, não é um spoilee, está mais para um aviso.

Eu não apoio e sou totalmente contra a Pedofilia.
Não haverá Shotacon ou algum relacionamento pedófilo, espero que entendam isso.


--//--

EU DEI O URRO QUANDO TIVEMOS A IDEIA DO YOONGI.
Mentira.
Não dei, but fiquei feliz c:

Eu espero que tenham gostado e se lembrem que o capítulo foi escrito pela Dear_Sunshine, essa não é a minha escrita!
Tentarei ao máximo tentar parecer com a escrita dela, mas acho que vai ser difícil (ela escreve muito bem)!!

Comentários? Críticas(leves pfv)? Teorias? Elogios? Fora Temer? Deixem aqui que os guardeirei em um potinho! ( ^_^)/~~~

Beijos! ʕ•ᴥ•ʔ


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