História Dear Destiny - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Magia, Namjin, Vhope
Exibições 8
Palavras 1.994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - O destino entra em ação


Jin apreciava muito contente o toddynho que roubara de Jungkook mais cedo. Fazia dez dias que tinham perdido a memória e finalmente conseguiram recupera-la. Fora dois dias atrás, quando se encontraram, que desvendaram grande parte do mistério que envolvia suas vidas. Basicamente, seus pais tinham entrado no caminho de uma psicopata, morrido e deixado os filhos como próximos alvos. Embora ninguém se atravesse a falar, a maioria deles ressentia um pouco os pais, principalmente aquele que não os procurou depois do acidente.

 

Jimin, Jungkook e Taehyung conversaram com a idosa que lhes explicou o que acontecera naquela época, informando depois que era parente do rapaz cuja vida foi salva pelo coração desviado de sua rota original, que também o levou a morte, posteriormente. No começo foi difícil entender e seus cérebros pareciam querer queimar a qualquer momento, contudo assim que começaram a aceitar os fatos, suas memórias foram lentamente voltando. Park Jimin fora o que recuperara as memórias primeiro, diante do choque de descobrir a vida falsa que vivia e acreditava ter tido.

Estava sentado sozinho um dia, enquanto pensava sobre tudo que tinha descoberto, mesmo tendo se recusado a aceitar aquilo como verdade, quando olhou para sua perna e viu uma marca grande e feia a qual nunca dera atenção. A cicatriz era muito visível, mas, para Jimin, tinha sido apenas como uma pinta com a qual convivera durante toda sua vida sem se perguntar porque estava ali. Foi nesse momento, ao perceber a cicatriz e relacioná-la com o andar arrastado que tinha, o qual ele acreditava ser de nascença, que todas as memórias foram liberadas de uma vez, como se uma explosão tivesse abridor a força todas as portas fechadas em seu cérebro que guardavam segredos.

 

Park Jimin nunca tivera aquela sensação em toda a sua vida. Jungkook abrira a porta do quarto para pergunta-lo se os acompanharia na busca pelo resto dos garotos que sofreram o acidente junto deles, mas o rapaz mais velho não notou, estava ocupado demais vendo um filme rápido de toda sua vida. Jimin vira imagens suas criança, antes mesmo de poder falar. Enxergava sua mãe que o segurava em seus braços e a cabeça de seu pai sorrindo sobre ele. Viu imagens suas brincando com os pais, aprendendo a andar de bicicleta, aprendendo a escovar os dentes e indo para a escola pela primeira vez. Um outro garoto, que ia crescendo com rapidez a medida que as memórias passavam, encontrava-se presente nas cenas desde os primeiros dias de vida de Jimin. Ele sabia, por pura consciência, que aquele era Jeon Jungkook. As imagens eram felizes e permaneceram assim por bastante tempo. Jimin mantinha muitas namoradas por perto, sempre indo de uma a outra, até o dia em que recebeu uma confissão do seu melhor amigo. A memória do primeiro beijo parecia recente. Mas a felicidade não durou por muito tempo. A lembrança mais marcante e tenebrosa, que fez o garoto congelado, com a sensação constante de estar levando choques direto no cérebro a todo momento e que sentia ter vivido uma vida inteira em pouco segundos, querer chorar fora a memória de como quebrara a perna. Jungkook estava lá, assim como uma gangue de outros garotos pelo menos três anos mais velhos que o garoto sendo espancado. Jimin era espancado, sem chance de escapar sozinho, por algo que nem mesmo tinha culpa e, no processo, teve sua perna quebrada. Seu amigo, recentemente admitido namorado, não fez nada, apenas ficou observando-o com o rosto frio e vazio. Pouco depois que os espancadores resolveram ir embora, Kook saiu, deixando o menino inocente para trás, com a perna quebrada e incapaz de se mover. Uma ambulância chegou logo depois, encontrando o já desmaiado Jimin...

 

-Jimin hyung? – Jungkook interrompeu os pensamentos dos garoto que agarrava os cabelos como se quisesse arrancá-los e tinha se encolhido completamente.

 

O rapaz olhou para o ser que tinha pensado por algum tempo como amigo. Em seus olhos, naquele momento, no entanto, ele não passava de um traidor cruel que deixara um cicatriz enorme em seu coração, mais do que em sua perna.

 

-Vamos? Taehyung hyung está esperando. – Kook parecia nervoso, talvez por estar recuperando algumas memórias que o deixavam desconfortável perto de Jimin.

 

-Você sempre me chamou de Jiminie, sem se importar muito com a diferença entre nossas idades.

 

Kook não respondeu. Jimin parecia obviamente afetado e estressado, contudo encontrava-se bem pouco tempo antes, o que deixou o outro jovem um pouco perdido. Na verdade, ele pensava que finalmente entendia como, com apenas quatorze anos, tinha se tornado um manco defeituoso. Não bastasse ter sofrido tanto ao ser espancado, o médico que fez a cirurgia para colocar o osso no lugar conseguiu errar no procedimento, tornando o membro de Jimin permanentemente afetado pelo o trauma.

 

Os dois não conversaram muito no caminho e deixaram Taehyung bem confuso, mas seguiram até os amigos de Jungkook que poderiam encontrar SeokJin, Namjoom, Hoseok e Yoongi. Hye Jin fora quem os ajudou a encontrar Jin e Namjoon, de forma que faltavam apenas mais dois garotos para todos estarem reunidos. Ela animava um pouco o grupo que, quase todo reunido e com grande parte das memórias recuperadas, podia ser definido como nada mais que estranho. Com seu cabelo cortado acima do ombro, de tom escuro, sua altura mediana e seu corpo levemente acima do peso, Hye Jin não se parecia em nada com a pessoa que era por dentro. Tinha um rosto bonito e olhos que chegavam a ser quase claros, mas nada que a diferenciasse de uma pessoa comum.

 

Kook ainda não parecia ter notado o sumiço de seu todynho, pois estava preocupado demais evitando Jimin. Assim como Jin, Jungkook tinha no rosto uma expressão mais culpada do que desconfortável ao evitar o ex amante. Taehyung, o único ali que parecia sentir-se bem com todos, passava a maior parte de seu tempo com Hye Jin, a única que não tinha problemas amorosos. Mas no fundo, ele também estava nervoso para seu encontro com Hoseok.

 

Talvez não tão dramaticamente quanto Jimin, Taehyung recuperou suas memórias durante um sonho, como se fosse tudo ficcional. No sonho, ele parecia ser uma terceira pessoa vendo um filme de sua vida. Tudo passou de forma comprimida e rápida. A infância controlada pelo pai, a falta de amigos, o momento que conheceu Jungkook e Jimin. Kook era a única criança disposta a conviver com Tae, considerando o pai controlador e horrendo. Jimin as vezes o visitava também e, apesar de chegar um momento em que se tornaram rivais amorosos, os dois continuaram como bons amigos. Tae percebeu, depois de alguns anos com apenas Kook em mente, que ele nunca conseguiria conquistar o rapaz, o que o levou a decisão de revelar seus sentimentos enquanto podia. Ele foi rejeitado, da forma mais delicada possível, contudo teve de partir – devido ao trabalho do pai – com o coração partido. Sua mãe, uma médica, acabou se separando do marido, pois era um homem muito difícil de lidar, e permaneceu na cidade em que moravam. Apesar da situação, foi na cidade grande e desconhecida que Taehyung conheceu Hoseok, o garoto que a mãe chamava de J-Hope. Os momentos mais agradáveis da vida do garoto cujos sentimentos foram rejeitados, sem dúvida, aconteceram junto de J-Hope. Fora ele quem levara Tae a matar aula pela primeira vez, a sair para festas sem o consentimento do pai, a burlar regras e não ter uma tão controlada e certinha. Mesmo quando Tae voltou a ver Jungkook e Jimin, Hoseok estava lá para ajudá-lo a superar os sentimentos restantes ainda não esquecidos.

 

Hye Jin gritou com toda a sua força que eles estavam atrasados. Jin finalmente fora descoberto e parecia prestes a entrar em uma briga no meio do restaurante em que se encontravam. Namjoon tentava disfarçar e fingir que não fazia parte do grupo, mas não obtinha muito sucesso. Quem mais parecia normal era Jimin, que estava sentado em frente ao pensativo Tae, comendo um pedaço de bolo como se fosse o melhor alimento que já comeu em toda a sua vida. Tinham combinado de encontrar J-Hope na praça a alguns quilômetros dali e não chegariam na hora se não partissem naquele momento. Hye Jin garantira que a pessoa que entrou em contato com o rapaz perdido era de confiança e que o encontrariam no local e horário marcado.

 

-SEU BANDO DE BUCETAS INÚTEIS, VAMOS LOGO.

 

O dono do restaurante e os funcionários olharam-na como se fosse completamente louca, tanto por estar xingando em pleno estabelecimento familiar quanto por estar chamando um bando de rapazes de bucetas. De toda forma eles ouviram-na e saíram um por um, dando uma certa distância entre os outros. Jimin fora quem avistou Hoseok primeiro. Ele apontou e gritou para o rapaz, enquanto acenava com os braços, de forma semelhante a quando encontraram Namjoon e Jin. Talvez fosse uma espécie única de comprimento que indicasse boa fortuna. Hoseok tinha os olhos fundos, estava magro, com o rosto pálido e acabado. Parecia não comer bem ou dormir a dias. Provavelmente não o fizera, o que levou Tae se a perguntar o que acontecera com o pai do rapaz, que havia se mudado para tão perto anos atrás.

 

J-Hope olhou para os três rapazes que se juntaram a Park Jimin, para o próprio Jimin, que iniciara a algazarra e por fim para a pessoa que mais desejara ver desde que recuperara sua memória. Passou por todas as árvores em seu caminho, rodeadas por lindas cercas organizadas, por todas as pessoas com olhando para seus relógios ou passeando com seus cachorros e foi acelerando o passo a medida que chegava a entrada da praça que dava para uma avenida. Não disse nada, nem esperou qualquer ação da parte do outro, apenas abraçou Taehyung como se nunca mais fosse solta-lo.

 

...

 

“Eu poderia ser uma flor, mas o nome monstro me foi dado. Foi assim que me chamaram ao longo da história minha vida, toda vez que viram meu rosto verdadeiro. O mundo me jogou contra a parede, expôs meus defeitos e roubou minhas armas. Esse nome foi a única coisa que sobrou.”

 

Era essa a frase que rondava a cabeça de Min Yoongi enquanto ele desesperadamente procurava por um posição confortável, de forma a não sentir a dor cortante dos ferimentos antigos. Na cadeia, todos diriam que a frase na cabeça do rapaz os caracterizava, mas o garoto que não fizera nada de errado não queria se relacionar com tal frase, embora se sentisse daquela forma. O que ele havia feito ao mundo para que ele tirasse seu nome, resumisse sua vida em um crime, jogasse-o contra a parede e o impedisse de falar? Havia uma mordaça em sua boca e algemas em seu coração.

 

O sonho/lembrança não fora esquecido. Seis pessoas além de Yoongi pareciam ser alvos da estranha mulher. Três outros casais e, de acordo com a memória, seis outros rapazes. Yoongi se esforçou para lembrar todas as características daqueles próximos a ele. Um garoto mais velho que si, com lábios carnudos de ombros largos e com um cabelo rosado ao lado de outro com um cabelo platinado e rebelde, um pouco mais alto que o outro. Mais dois garotos muito próximos, um com praticamente a mesma altura que a sua, só que bem mais forte, com cabelos ruivos, praticamente grudado com um garoto relativamente maior que ele de cabelos pretos e uma face de criança. Por fim, mais dois garotos, estes os mais animados, um loiro com o sorriso quadrado e outro muito animado com cabelos castanhos.

 

Tudo que Min Yoongi queria era sair daquele lugar que parecia sugar toda a sua energia e alegria. Cada dia que se passava acordar e viver assemelhava-se a tentar ultrapassar um pântano que cada vez mais engolia suas pernas em lama. Mas talvez ele não conseguisse. Talvez não fizesse diferença.

 

Talvez o gato fantasiado de tigre selvagem nunca mais pudesse voltar a ser quem era. E agora ele sabia quem era.



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