História Dear Diary [Imagine Jin] - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Personagens Originais, Rap Monster, Rosé, Suga, V
Tags Amor, Bangtan Boys, Bangtan Sonyeondan, Bts, Drama, Eu Não Sei, Fluffy, Imagine, Imagine Jin, Jin, Jin X Reader, Kim Seokjin, Romance, Taehyung, Taelisa, Você, Yoongi, Yoora_park
Visualizações 17
Palavras 2.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal :3 Tudo bem com vocês?

Bem, peço desculpas por não ter postado semana passada, acontece que deu um probleminha no modem aqui de casa e não pude acessar a Internet :/

Mas, já está tudo resolvido! :3

Boa leitura ♥

Capítulo 4 - • Four •


Fanfic / Fanfiction Dear Diary [Imagine Jin] - Capítulo 4 - • Four •

No dia seguinte, acordei mais ou menos oito horas da manhã. Procurei no meu guarda roupa - ainda super bagunçado - uma roupa preta, nada muito simples e nem exagerado demais. Acabei optando por uma calça jeans escuta e uma blusa cumprida, que ia mais ou menos até a metade das minhas coxas, que minha mãe me ajudou a vestir. Também coloquei uma bota de cano baixo. Levei um casaco na mão por precaução.

- Vamos, mãe? - Eu perguntei, chamando minha mãe que estava na sala.

- Vamos. - Ela disse, pegando sua bolsa e a colocando no ombro. - Pegou o endereço com o Yoongi?

- Sim. É esse aqui. - Entreguei a ela um papel.

- Nossa. - começou, observando o papel que estava um tanto amassado. - Você escreveu com a mão esquerda?

- Sim.

- Bem que dá para perceber. Tá bem torto, nem consigo ler. Com esse papel amassado então...

- Aish! Pelo menos eu tentei!

- Tá, esquece. Vamos.

Minha mãe e eu saímos de casa. Bem, não era para eu já estar saindo assim, afinal eu ainda estava bem machucada devido ao acidente, mas eu fiz um esforço. Também não queria dizer a Yoongi que eu não podia, eu tinha condições de me mexer, de andar, isso não me impedia, por mais que o médico tivesse dito que o melhor era que eu repousasse em casa, em paz, e que eu não fizesse esforços. Eu pensei, Taehyung está precisando de um abraço. Eu queria muito vê-lo, pensando nisso aqueles machucados e o braço quebrado não eram nada.

Caminhamos juntas até o local, que na verdade não era tão longe assim. Estava apreensiva e nervosa, não sabia o que dizer exatamente o que dizer para os Kim assim que chegasse lá. Só torcia que, assim que colocasse os pés lá, pudesse ter capacidade para abraçá-los, para dizer coisas bonitas que pudessem confortá-los.

O local estava todo enfeitado com flores, em todos os cantos. Era um espaço pequeno e estreito, que na verdade me sufocava. Passou pela minha cabeça a lembrança do corpo de meu pai dentro de um caixão, pálido, sem vida, ainda lembro do tipo de flores que o rodeavam. Gipsofilas, margaridas e tulipas brancas na maioria. Algumas dessas flores também se encontravam ao redor do corpo da senhora Jiyeon, porém algumas com cores diferentes, e tal visão me provocou um embrulho no estômago. Mas o que mais me afetou foi ver Taehyung. Ele estava com uma calça preta simples, e um moletom da mesma cor. Passava seus dedos pelas flores, olhava para o corpo sem vida da mãe. Uma lágrima escorria pela sua bochecha vermelha, e fungava um pouco. Atrás dele, Jin, com uma roupa parecida, passava sua mão pelos cabelos de Taehyung e o abraçava, tentava consolar o mais novo. Porém, ele também chorava. Nunca pensei que fosse vê-lo chorar assim, aquilo me deu um aperto no coração.

Olhei mais ao redor. Não haviam muitas pessoas por lá, na verdade umas cinco mais ou menos, entre elas Yoongi. Segurava um boné e uma bolsa entre as mãos, usava uma blusa moletom preta com uma lista branca do lado, a calça do mesmo modo. Seu tênis era completamente preto. Quando me viu, andou lentamente até mim.

- Oi, ______ - ele disse. - Obrigado por vir.

- Eu que agradeço por ter me chamado. - disse, sorrindo - Eu precisava ver eles.

- É, eu sei. - Yoongi tossiu. - Eles não comem nada desde ontem. - Ele fechou os olhos e passou a mão pelo rosto. - Tô preocupado. Tenho medo de que o Taehyung... - Não quis terminar a frase. Parecia procurar palavra certa para completar. - Ele é... Muito sensível, sabe. Pode ter dezesseis anos mas ainda é uma criança. Quando o pai morreu ele teve depressão, não queria comer, dormir, conversar, sair, estudar. E agora tenho medo de que aconteça de novo.

"Se ela morrer eu não vou suportar mais"

Aquela frase soava na minha mente repetidas vezes. Taehyung dissera aquilo para mim num momento de fraqueza, e eu não pude esquecê-la. Tinha medo de que ele realmente não pudesse suportar, e que caísse numa profunda escuridão, da qual ele não poderia sair. 

- Eu nem ao menos posso evitar. - Min baixou a cabeça, olhando para o chão. - Eu posso ser chato com eles sempre, e eu nunca fui de expressar meus sentimentos... Mas eu me importo muito com eles dois. Somos amigos, praticamente desde sempre. Vê-los nessa situação pela segunda vez é insuportável. Eu queria... - O garoto esfregou os seus olhos. - Que eles fossem felizes. Tipo, para sempre.

- Eu sei, Yoongi. Eu sei.

Ficamos em silêncio, nos encarando por alguns minutos, como se procurássemos no olhar um do outro alguma coisa para dizer aos meninos. Até que Taehyung e Seokjin conseguiram me ver, e vieram até mim. Sem sorrisos falsos estampados em seus rostos desta vez, o que me aliviou, porém não totalmente. Jin não sorria, mas também não chorava, na verdade não demonstrava mais nenhum tipo de sentimento. Permanecia parado, apenas segurando os ombros Ele parecia um boneco, isso me assustou um pouco. O nariz de Taehyung estava vermelho, assim como suas bochechas.

- Oi, ______… - Disse o Kim mais novo. Ela falava com grande esforço, como se estivesse cansado. - Poxa… Você deveria estar em casa descansando.

- Ah, o braço? - comecei. - Não tem problema, não se preocupe. - O menino fungou. Não conseguia olhar nos meus olhos, apenas encarava o chão enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Pela primeira vez, eu não sabia o que dizer a ele.

Taehyung fechou os braços sobre o peito e suspirou lentamente. Ele também não tinha nada para dizer, para pedir, além de pensar "eu quero minha mãe de volta". Digo isso porque sei o que passei quando meu pai se foi. Nunca superei a morte dele… E com certeza não superaria também se mais alguém fosse. Mas, infelizmente, uma hora todos vão. Seja por doença, por acidente, velhice…

Eu só pude fazer uma coisa.

De maneira um tanto desengonçada, por causa do meu braço quebrado, puxei Taehyung para perto do meu corpo, e o abracei, encostando minha cabeça em seu ombro. Só aí eu me dei conta de quanto Taehyung era alto. Eu batia pouco abaixo dos seus ombros. O garoto hesitou um pouco antes de devolver o abraço, mas logo encontrou a cabeça em meu pescoço, e me envolveu em seus braços. Por mais que ele tentasse impedir, suas lágrimas molhavam minha camisa. Deixei que ele chorasse, afinal, dizer para ele não chorar só causaria mais desespero. Digo isso por experiência própria.

- Obrigado… - o castanho sussurrou.

- Por quê? - comecei. - Eu não fiz nada.

- Esse abraço fez muita coisa, ______.

Nos separamos, e olhamos um para o rosto do outro. Com muito esforço e sofrimento, Taehyung sorriu gentilmente para mim, como se estivesse, de fato, me agradecendo.

Então, quando eu olhei para trás, para onde Seokjin estava, percebi que o loiro me observava, estranhamente. Na verdade, nem parecia que ele estava me vendo. Não sei dizer o que vi em seus olhos, mas estremeci diante de uma sensação esquisita. Seokjin parecia completamente sem emoção, parecia que havia perdido sua mente em qualquer lugar.

- O que foi? - Taehyung perguntou.

- Ahn? N-nada. - Eu disse.

- Hyung? O que houve? - O mais novo perguntou, olhando para Jin, percebendo o que eu via.

De repente, foi como se Seokjin tivesse despertado.

- Oi, Tae. - Ele disse. - Não foi nada.

Depois daquela cena estranha, algumas outras pessoas chegaram e prestaram suas condolências. Aquele ambiente triste, trouxe de volta á minha memória todos os acontecimentos no velório do meu pai. Eu queria mais do que tudo sair daquele lugar, mas pelo Taehyung, apenas por ele, decidi ficar e demonstrar carinho e apoio a ele.

Minha mãe estava impaciente. Com toda a certeza, ela também não via a hora de sair correndo dali, para se trancar em seu quarto e não sair de lá tão cedo.

Então, em um certo momento, depois de os irmãos Kim receberem tantos abraços de consolo das pessoas próximas a eles, Seokjin se afastou um pouco, e veio até onde minha mãe e eu estávamos - num lugar próximo ao caixão da dona Jiyeon. Antes de começar a falar, o rapaz limpou a garganta e coçou a cabeça. Suas bochechas ficarem levemente vermelhas, era a primeira vez que eu o via esboçar esse tipo de reação.

- ______… - ele começou. Sua voz possuía um tom de súplica. - Será que poderia me fazer um pequeno favor?

- C-claro. - Que droga. Por que eu sempre tinha que gaguejar? Aqueles garotos tinham o dom de me deixar nervosa. - Pode falar, o que é?

- Bem… Taehyung não come nada desde ontem. Será que você poderia levar ele para comer em algum lugar enquanto Yoongi e eu cuidamos de algumas coisas por aqui? - Olhei discretamente para minha mãe. Ela não parecia estar incomodada com tal pedido, de modo que aceitei ajudar. - Obrigado… Olhe, dinheiro não é o problema, eu dou para ele.

- Não será necessário. - Eu disse. - Nós pagamos a comida dele.

- M-mas eu não…

- Jin. Não se preocupe. - Sorri ternamente, e Seokjin retribuiu o gesto.

- Okay, então eu.. Vou chamá-lo.

Jin se afastou de nós, e foi até Taehyung, que estava sentando num banco ao lado de Yoongi, segurando a mão do mais velho. Seokjin murmurou algumas coisas para o irmão, e o castanho olhou em minha direção, e quando percebeu que eu também observava, desviou o olhar, voltando novamente sua atenção para Jin. O mais novo protestou, provavelmente persistia na idéia de não comer nada. Porém, após muita - muita mesmo - insistência, o garoto cedeu. Jin colocou alguma coisa no bolso do menor, o que deveria ser o dinheiro para pagar a refeição. Poxa, mas eu disse que não precisava!

Taehyung veio conversar comigo, e depois de mais ou menos meia hora saímos dali e entramos num pequeno restaurante que estava aberto, e lindamente vazio. Nenhum cliente a vista, deveríamos ser os primeiros da manhã. Algumas flores cor-de-rosa enfeitavam as mesas de canto, o que deixava o lugar ainda mais agradável.

Fizemos os nossos pedidos á garçonete que veio rapidamente nos atender. Taehyung pediu o menor prato que tinha, e, mesmo quando a comida chegou, o garoto nem sequer tocou na mesma. Ficou encarando a comida, sem ânimo nenhum para mover um dedo.

- Tae. - chamei. - Você precisa comer alguma coisa, ou vai ficar doente.

- Eu não… me importo. - ele começou.

Ele parecia… cansado. Com dificuldade de pronunciar as palavras. Os olhos do menino estavam pesados, as olheiras se destacavam em seu rosto. Provavelmente não pregara os olhos a noite, parecia que estava prestes a desmaiar ali mesmo.

- Taehyung? - chamei novamente, ele não parecia estar me escutando. - Tae. Tente comer alguma coisa.

- Não… quero…

- Por favor, coma, pelo menos um pouco. Ninguém aqui gostaria de te ver doente. Eu estou vendo daqui que você está passando mal.

O garoto suspirou, e pegou o garfo entre as mãos, com muito esforço, e em seguida levou um pequeno pedaço de carne até a boca. Mastigou, a contragosto, como se estivesse mesmo sendo obrigado. Mas, logo depois, ele começou a comer com mais vontade e rapidez, afinal ele deveria estar faminto. Sorri, ao vê-lo comer, e percebi que nem ao menos estava prestando atenção no meu prato. Minha mãe e eu também começamos a comer, mas ela teve que me ajudar, afinal eu não conseguia pegar no garfo direito com a mão esquerda. E assim, terminamos em trinta minutos. Durante todo esse tempo, nenhuma conversa surgiu naquele ambiente silencioso.

Então, uma pessoa entrou no restaurante. Ah, não.

Ele olhou para mim, e em seguida para Taehyung. Andou até nós, com uma expressão preocupada, não sabia dizer se era verdadeira ou não.

- Taehyung. - Jimin disse, se abaixando ao lado do castanho. - Vi vocês do lado de fora e resolvi entrar. Eu fiquei sabendo o que aconteceu com a sua mãe. Eu sinto muito. - Jimin colocou a mão no joelho de Taehyung, e o rapaz olhou para Jimin com dúvida.

- Uhum. - disse Taehyung. Jimin pigarreou, e se levantou.

- E você, ______, tá tudo bem? - Ele perguntou. - Está melhor?

- Sim - respondi. -, obrigada.

Ele assentiu.

- Então… Eu já vou. Combinei de encontrar um pessoal e não posso me atrasar. Melhoras para vocês dois. - Jimin juntou os lábios e sorriu. - Tchau, tia. - ele acenou para minha mãe.

- Tchau, querido. - Minha mãe disse, enquanto observávamos Jimin sair do restaurante a passos largos.

Dei uma pequena olhada no meu celular e vi uma mensagem de Yoongi:

"Hey, ______, o Taehyung conseguiu comer? Espero que sim… Só mandei isso para te pedir o endereço do lugar onde estão, pois já estamos indo em direção ao cemitério e vou aí buscar vocês."

Ele havia mandado aquela mensagem há uns dois minutos. Digitei o endereço o mais rápido que podia e mandei, e Yoongi respondeu logo depois dizendo que estava a caminho. Não demorou muito para que ele aparecesse, minha mãe pagou a conta, entramos logo no caro e seguimos viagem. Jin estava no banco da frente, e Yoongi ao lado dele, no volante. Taehyung ficou do lado esquerdo do carro, olhando pela janela. Ele tentava controlar sua respiração, e fechou a mão com força.

- Tae. - sussurrei. Eu estava ao lado dele, e minha mãe do lado direito. Peguei na mão dele, e fiquei a acariciando gentilmente. Encostei minha cabeça em seu ombro, e abracei seu braço. - Não se preocupe. Eu tô aqui.

Durante todo o enterro da senhora Jiyeon, não pôde-se ouvir nada além de choro, lamento, e consolo aos irmãos que perderam sua mãe. Foi muito doloroso para mim vê-los daquele jeito. Eu podia ver os corações que foram despedaçados em mil cacos. Taehyung se jogou de joelhos na terra quando finalmente não podia mais ver o caixão. Chorou mais do que no velório, deixou todas as suas lágrimas e gritos de desespero saírem. Yoongi e Seokjin abaixaram ao lado do garoto e o abraçaram. Os três, ficaram daquele jeito até o fim, mesmo depois de todos terem ido. Só estavam eles, minha mãe e eu naquele cemitério tão grande.

Os três se levantaram quando Taehyung parecia estar mais calmo. Yoongi disse algumas coisas no ouvido do menor - entre aspas, pois Taehyung era mais alto que Yoongi - e os dois se abraçaram. Enquanto eles se consolavam, Seokjin caminhou até mim.

- Obrigado, ______… Por ter convencido o Tae a comer.

- Não foi nada. - Eu disse. - Hey. Saiba que... Se vocês precisarem de alguma coisa… Eu vou estar do lado de vocês, para o que vocês precisarem. De verdade. - Então, o rapaz subitamente, segurou a minha mão, e sorriu pequeno, me deixando com as palavras que ele tanto repetia:

- Obrigado por tudo.

Porém, daquela vez, foi um tanto mais sincero do que os outros "obrigado". Pude perceber um real carinho em sua voz, ele estava realmente agradecido. Isso me deixou contente, pois, ajudar as pessoas me deixavam assim. Eu me sentia no dever de ajudar, e eu percebi que eu realmente queria ajudar e ficar ao lado daqueles meninos.

E prometi a mim mesma que os ajudaria em tudo o que eu pudesse.


Continua...


Notas Finais


Espero que estejam gostando da fanfic ^^
Até a próxima ♥


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